As disputas mais apertadas da história da Bola de Ouro

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A Bola de Ouro da France Football é um prestigioso prêmio concedido aos melhores do ano desde 1956 e, ao longo de sua história, contou com disputas acirradas na escolha de melhor jogador do mundo. Afinal, só craques com admiradores no mundo inteiro são indicados à premiação.

O método de escolha do melhor jogador do mundo funciona da seguinte forma: jornalistas dos 100 países mais bem colocados no ranking da Fifa votam de acordo com o rendimento do jogador no período entre o segundo semestre do ano anterior à votação e o primeiro do atual.

A PL Brasil separou as disputas mais acirradas da Bola de Ouro

2010: Lionel Messi x Andrés Iniesta

Messi e Iniesta em jogo do Barcelona - Icon Sport
Messi e Iniesta em jogo do Barcelona (Foto: Icon Sport)

Companheiros de Barcelona, Lionel Messi e Andrés Iniesta fizeram história em 2009/10. O camisa 8 foi fundamental na conquista do Campeonato Espanhol e da Champions League. O meia espanhol, inclusive, foi fundamental na final contra a Inter de Milão, com um desempenho de brilhar os olhos. Além disso, o meia foi cirúrgico na conquista inédita da Copa do Mundo da Espanha, marcando o gol da vitória na prorrogação diante da Bélgica.

Iniesta mostrou muita habilidade naquele ano. Sua capacidade de controlar o meio de campo e a visão de jogo que o tornou um dos jogadores mais marcantes da história. O meia espanhol marcou apenas um gol e deu nove assistências em 42 jogos.

Apesar de todo o brilho de Iniesta, Messi é chamado de “extraterrestre” não é à toa e aquele ano foi considerado um dos melhores de sua carreira. O camisa 10 também foi fundamental para as duas conquistas mais importantes da temporada, marcando gols decisivos, incluindo na final contra o Manchester United.

Entretanto, Messi não foi tão bem com a seleção argentina na Copa do Mundo de 2010, chegando até as quartas de final na competição. No total, o argentino marcou 47 gols e deu 12 assistências em 53 jogos em 2009/10.

Messi acabou vencendo a Bola de Ouro de 2010 com seis pontos a mais que Iniesta. Uma curiosidade é que Xavi Hernández, também do Barcelona, era o terceiro finalista na disputa.

1999: David Beckham x Rivaldo

Beckham Rivaldo
Fotos: Icon Sport

A temporada 1998/99 de Rivaldo foi praticamente impecável. Ele marcou 29 gols e deu 18 assistências em 48 jogos e contribuiu para o Barcelona vencer o Campeonato Espanhol. Além dos números, o brasileiro tinha habilidade técnica, criatividade e capacidade de marcar gols de fora da área que empolgaram a todos na Europa.

Pelo outro lado, David Beckham viveu uma de suas melhores temporadas de sua carreira em 1998/99, em que conquistou a tríplice coroa: Premier League, Champions League e Copa da Inglaterra. Marcou nove gols e deu 20 assistências em 55 partidas.

Rivaldo venceu Beckham na Bola de Ouro e se sagrou o melhor jogador do mundo de 1999, com apenas quatro pontos a mais que o meia inglês.

2012: Cristiano Ronaldo X Lionel Messi

Barcelona x Real Madrid tiveram clássicos históricos com Messi e Cristiano Ronaldo em campo
Barcelona x Real Madrid tiveram clássicos históricos com Messi e Cristiano Ronaldo em campo (Foto: Icon Sport)

Esse é o maior confronto na disputa da Bola de Ouro na história. Entre 2008 e 2017, apenas 2010 não contou com a disputa entre Cristiano Ronaldo e Lionel Messi no topo. Durante o período, o português venceu cinco vezes (2008, 2013, 2014, 2016 e 2017) e o argentino quatro (2009, 2011, 2012 e 2015). Mas, na contagem geral, o campeão do mundo com a Argentina tem sete e o vencedor da Eurocopa de 2016 com Portugal tem cinco.

Em 2011/12, quando Cristiano Ronaldo e Messi eram símbolos da rivalidade entre Real Madrid e Barcelona, o português levou a melhor na conquista do título espanhol, com 46 gols — recorde na época. Na Champions League, o time merengue chegou às semifinais, com CR7 marcando gols decisivos.

Já Messi continuou apresentando seu talento e habilidade de costume, marcando 50 gols em La Liga e sendo decisivo na Champions League, competição em que o Barcelona também parou nas semifinais.

Entretanto, Cristiano Ronaldo perdeu a Bola de Ouro para Lionel Messi por apenas quatro pontos. Essa temporada foi mais um capítulo gigante na rivalidade entre os dois.

1961: Omar Sívori x Di Stéfano

Omar Sívori x Di Stéfano
Omar Sívori (à esquerda) e Di Stéfano (à direita) (Fotos: Icon Sport)

Em 1960, Omar Sívori foi para a Juventus e foi o destaque do time na conquista do Campeonato Italiano de 1960/61. O meia era conhecido por sua grande habilidade técnica, visão de jogo e capacidade de marcar gols. Naquela temporada, ele estufou as redes 22 vezes na liga italiana, se tornando o artilheiro isolado do campeonato.

No outro lado, Alfredo Di Stéfano, lenda do futebol, ficou com o vice-campeonato em La Liga e acabou não erguendo nenhum título. Apesar disso, ele já havia conquistado duas Bolas de Ouro, em 1957 e 1959, e sempre era considerado um dos favoritos a vencer o prêmio novamente.

Entretanto, Sívori venceu a Bola de Ouro naquele ano com apenas três pontos à frente Di Stéfano.

1972 e 1973: Franz Beckenbauer x Johan Cruyff

Franz Beckenbauer x Johan Cruyff
Franz Beckenbauer Johan Cruyff na final da Copa do Mundo de 1974, disputada entre Holanda e Alemanha (Foto: Icon Sport)

As disputas pela Bola de Ouro entre Beckenbauer e Cruyff são lembradas como um fato marcante na história do futebol por envolver rivalidade entre o alemão e o holandês. Ambas ocorreram na década de 1970.

Em 1972, Beckenbauer e Cruyff foram os principais candidatos à Bola de Ouro. O zagueiro alemão era conhecido pela elegância e ajudou o Bayern a conquistar o Campeonato Alemão e a Copa da Alemanha na temporada. Enquanto isso, o atacante holandês brilhava com o Ajax, ganhando o Campeonato Holandês e a Champions League.

No ano seguinte, a rivalidade acirrou, com Beckenbauer conquistando novamente o Campeonato Alemão e Cruyff tendo um grande desempenho com o Barcelona. Ambos foram os principais concorrentes à Bola de Ouro.

Nas duas ocasiões, a disputa pela Bola de Ouro foi acirrada, porém Cruyff acabou vencendo as duas. Sua habilidade no drible e os gols que encantaram toda a Europa se destacaram mais que a elegância alemão. Em 1972, a diferença foi de apenas dois pontos. No ano seguinte, a distância aumentou para sete.

Romulo Giacomin
Romulo Giacomin

Formado em Jornalismo na UFOP, passou por Mais Minas, Esporte News Mundo e Estado de Minas. Atualmente, escreve para a Premier League Brasil.