Bayern de Munique: ídolo alemão detona demissão de Nagelsmann

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A escolha do Bayern de Munique em demitir o treinador Julian Nagelsmann segue rendendo polêmica.

Dessa vez, foi a vez do meio-campista alemão do Real Madrid, Toni Kroos, opinar sobre o assunto. Ele criticou duramente a saída do técnico do seu ex-clube.

O time bávaro encerrou o vínculo com Nagelsmann na semana passada, no meio de sua segunda temporada, por desavenças com o atual elenco, e já anunciou Thomas Tuchel como substituto.

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O que aconteceu não foi normal. Disseram que o apoiariam porque seria um projeto a longo prazo e ocorreu tudo ao contrário. Por um momento me fizeram acreditar que estavam com ele. A maneira como a diretoria do Bayern se comportou não é boa“, opinou Kroos no podcast “Eich Mal Lupen” — algo como “vamos dar uma olhada”, em tradução literal para o português –, que é de seu irmão Felix Kroos.

Kroos foi revelado pelo Bayern e jogou em Munique entre 2007 e 2014, acumulando mais de 200 jogos, três títulos da Bundesliga, uma Champions League e um Mundial de Clubes, entre outras conquistas.

A passagem do volante alemão pelo clube bávaro só se encerrou por conta de uma má relação que ele tinha com a diretoria do Bayern. Em 2014, logo após vencer a Copa do Mundo com a Alemanha, Kroos não gostou da oferta de renovação proposta por Uli Hoeness, atual presidente do time de Munique, e permitiu ao Real Madrid contratar o jogador por apenas 25 milhões de euros.

Desde então, o alemão virou um dos pilares do clube madridista, sendo protagonista no tetracampeonato da Liga dos Campeões. Também venceu cinco Mundiais e quatro La Ligas, além de outras conquistas relevantes.

Escolha do Bayern passou por relacionamento com jogadores

A demissão de Nagelsmann foi motivada pelo relacionamento ruim que o treinador manteve com alguns dos líderes do elenco alemão. De acordo com o jornal alemão “Bild”, seis jogadores foram os responsáveis pela queda do técnico de 35 anos: Manuel Neuer, Sven Ulreich, Jamal Musiala, Serge Gnabry, Leroy Sané e Sadio Mané .

A gota d’água foi uma discussão com Mané após a vitória por 2 a 0 contra o PSG, que selou a classificação do Bayern às quartas de final da Champions. Segundo o mesmo jornal, o atacante senegalês teve um ataque de revolta com o treinador por ter jogado apenas oito minutos da partida. Em contrapartida, Nageslmann teria se intimidado com a fúria de Mané. O técnico não puniu e sequer repreendeu o atleta, que foi titular nos dois jogos seguintes ao conflito, contra Augsburg e Bayer Leverkusen.

Após a demissão, Hasan Salihamidzic, diretor esportivo do time, declarou que “a relação já não existia mais entre treinador e equipe”.

Apesar dos desacordos, Nagelsmann deixou o Bayern a apenas um ponto do líder da Bundesliga, e classificado de forma invicta às quartas da Liga dos Campeões. Ao todo, foram 57 vitórias, uma Bundesliga e duas Supercopas da Alemanha em 81 jogos pelo clube bávaro.

Diogo Magri
Diogo Magri

Jornalista nascido em Campinas, morador de São Paulo e formado pela ECA-USP. Subcoordenador da PL Brasil desde 2023. Cobri Copa América, Copa do Mundo e Olimpíadas no EL PAÍS, eleições nacionais na Revista Veja e fui editor de conteúdo nas redes sociais do Futebol Globo CBN.

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