As 20 maiores barganhas da era Premier League

Eles vieram por um preço baixo e renderam muito mais que o esperado

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A Premier League é a liga mais rica do mundo, mas em sua história grandes jogadores chegaram a um custo infinitamente baixo em relação ao que eles entregaram em seus respectivos times. O site Four Four Two fez uma lista das 100 maiores barganhas da era Premier League, e listamos aqui pra você o top 20 desta lista!

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  • Os maiores artilheiros da era Premier League

As 20 maiores barganhas da era Premier League

20. Jay-Jay Okocha – PSG para o Bolton, 2002 (grátis)

Okocha chegou à Inglaterra após a Copa do Mundo de 2002, depois de passagens por PSG e Fenerbahçe antes de desembarcar em Bolton.

Marcou sete gols para ajudar a manter o Bolton na Premier League em sua primeira temporada.

Okocha em ação pelo Bolton. (Foto: Getty)

No entanto, foi o seu conjunto de habilidades que encantou os torcedores e deixou os adversários perplexos. Ficou no clube até 2006 e foi vice-campeão da Copa da Liga Inglesa 2003/2004.

19. Seamus Coleman – Sligo Rovers para o Everton, 2009 (60 mil libras subindo para 300 mil libras)

Não, não falta um zero, embora já se passaram 50 anos desde que os clubes ingleses da primeira divisão pagaram menos de 100 mil libras por um jogador.

Coleman é o atual capitão do Everton. (Foto: Getty)

Custou pouco e rendeu muito com a camisa dos Toffees. Já são mais de 250 jogos em 9 anos no clube.

18. Shay Given – Blackburn para o Newcastle, 1997 (1,5 milhão de libras)

Kenny Dalglish como técnico do Newcastle raramente é lembrado de forma calorosa, mas ele deixou um legado duradouro. Dalglish assinou com Given, que foi fixado como número 1 do time.

Given é um dos maiores jogadores que já passaram pelo Newcastle. (Foto: Getty)

Given foi vendido para o Manchester City em 2009 por seis milhões de libras, após 462 partidas pelos Magpies.

17. Joe Hart – Shrewsbury para o Manchester City, 2006 (600 mil libras, subindo para 1,5 milhão de libras)

Parece ridículo dizer isso sobre o goleiro de 31 anos, mas tendemos a esquecer o quão bom Hart era antes de seu rápido declínio. No seu auge era consistente, organizado e o melhor goleiro inglês da liga.

Antes do seu rápido declínio, Joe Hart era um dos principais jogadores do City. (Foto: Getty)

16. Graeme Le Saux – Chelsea para o Blackburn, 1993 (700 mil libras)

Para os contadores do clube, deve ser satisfatório receber uma taxa substancialmente maior das pessoas que venderam um jogador e agora o querem de volta.

Le Saux atuou por duas vezes no Chelsea, aumentando seu valor na último venda. (Foto: Getty)

Daí vem a inclusão de Le Saux no top 20: o Blackburn levou-o do Chelsea por 700 mil libras e vendeu-lhe novamente para os Blues, tendo sido campeão da Premier League, por exatamente 10 vezes mais que isso. 

O lateral-esquerdo foi vital para o sucesso do time e melhorou o Chelsea também, então todos estavam felizes.

15. Nemanja Vidic – Spartak Moscou para o Manchester United, 2005 (7 milhões de libras)

Um dos defensores mais completos da história da Premier League, confortável com a bola aos pés, mas tinha sua melhor forma ao bloquear chutes, fazer desarmes e ganhar bolas no ar.

Vidic é um dos maiores ídolos do Manchester United. (Foto: Getty)

Havia mais em Vidic do que força bruta e agressividade: o puro amor de manter a bola longe de seu gol era incrivelmente cativante. Como Robin van Persie disse: “Nemanja coloca a cabeça onde outros jogadores estão com medo de colocar os pés.”

14. Vincent Kompany – Hamburgo para o Manchester City, 2008 (6 milhões de libras)

Nos primeiros meses do verão de 2008, o Manchester City estava em um estado de fluxo: a aquisição ainda estava por vir e o incessante movimento de importações do mercado intermediário havia instilado a crise de identidade.

Kompany liderou o City em seu primeiro título na ‘era rica'. (Foto: Getty)

Ironicamente, o remédio foi encontrado em um defensor belga de preço médio comprado da Alemanha. Ao longo da próxima década, Kompany tem sido a única constante: inabalável em campo. 

Agora, em amor pelo clube, ele passou de um talismã inigualável para um jogador que compõe o elenco. Mas, considerando que Kompany custou apenas 20% de um Eliaquim Mangala, deve haver poucas queixas.

13. David Ginola – PSG para o Newcastle, 1995 (2,5 milhões de libras)

O fato de que Kevin Keegan persuadiu Ginola – herói do PSG, jogador francês do ano em 1993/94 e supostamente nas listas de compras do Barcelona e do Real Madrid – a assinar pelo Newcastle é notável.

Ginola foi o primeiro francês de muitos que jogaram no Newcastle. (Foto: Getty)

O impacto foi instantâneo: venceu o título de Melhor Jogador do Mês em agosto de 1995, quando o Newcastle venceu todos os quatro jogos.

O Tottenham pode muito bem argumentar que o fato de estar com Ginola por apenas 2,5 milhões de libras, depois de duas temporadas em Tyneside, foi uma compra igualmente boa.

12. Jimmy Floyd Hasselbaink – Boavista para o Leeds, 1997 ( 2 milhões de libras)

Hasselbaink era um ótimo atacante. Ele mostrou essa habilidade quando chegou em Yorkshire, marcando cinco gols antes do Natal. Ele balançou as redes por mais 17 vezes, e o Leeds terminou aquela temporada em quinto lugar.

Floyd Hasselbaink saiu de Portugal para brilhar na Premier League. (Foto: Getty)

Em sua segunda temporada, Hasselbaink foi o vencedor da Bola de Ouro da Premier League. No entanto, uma briga com o técnico David O'Leary resultou em uma transferência de 10 milhões de libras para o Atlético de Madrid. 

11. Jurgen Klinsmann – Mônaco para Tottenham, 1994 (2 milhão de libras)

Uma das “importações” mais influentes dos primeiros anos da Premier League – ao lado de Eric Cantona, Ruud Gullit e Juninho.

Klismann foi uma das contratações mais impactantes da história da PL. (Foto: Reuters)

O alemão marcou 21 gols no campeonato e 30 em todas as competições, foi eleito o Jogador do Ano e prontamente partiu para o Bayern de Munique, tornando-se um herói cultuado. 

Sua reputação estelar foi cimentada com outro empréstimo bem-sucedido em White Hart Lane, em 1997/98, quando ajudou a salvar os Spurs da queda.

10. Ole Gunnar Solskjaer – Molde para o Manchester United, 1996 (1,5 milhão de libras)

Uma barganha rara do passado, onde o contexto contribui para o absurdo do dinheiro envolvido.

Hoje treinador do United, Solskjaer representou um grande custo-benefício aos Red Devils. (Foto: Getty)

O heroísmo do norueguês, em Barcelona e em outros lugares, o colocaria firmemente no hall da fama de Old Trafford, mas o apelido de ‘supersub' faz uma grande injustiça para um jogador de técnica suntuosa e compreensão tática.

9. Sami Hyypia – Willem II para o Liverpool, 1999 (2,6 milhões de libras)

Maior contratação de Gerard Houllier? O caso é convincente. “Ele transformou o nosso desempenho defensivo”, disse Jamie Carragher.

O Liverpool sofreu 49 gols no campeonato no ano anterior à assinatura de Hyypia. Eles nunca chegaram perto de repetir isso durante uma década do zagueiro em Anfield, que teve 464 aparições.

Hyypia é lembrado até hoje pelos torcedores do Liverpool. (Foto: Site oficial do clube)

O finlandês combinava com as linhas defensivas baixas de Houllier e Rafa Benitez, mas ele tinha todos os atributos necessários, incluindo um excelente histórico disciplinar, a habilidade de marcar gols importantes e a resistência para atuar em 58 jogos na temporada de 2000/01.

Hyypia formou excelentes parcerias com Stephane Henchoz e depois com Carragher, onde foram vencedores da Liga dos Campeões. 

8. Dele Alli – MK Dons para o Tottenham, 2015 (5 milhões de libras)

Ele é a prova animadora de que, mesmo com toda a globalização da Premier League e as estratégias de recrutamento famintas de seus clubes, ainda é possível desenterrar uma superestrela nas ligas inferiores da Inglaterra. 

Alli chamou a atenção do público pela primeira vez quando estrelou na humilhação do Manchester United contra o MK Dons, pela Taça da Liga em 2014/15.

Dele Alli saiu das ligas inferiores para fazer sucesso na Premier League. (Foto: Getty)

Alli já marcou tantos gols na carreira quanto Steven Gerrard aos 27. Ele é destemido e impetuoso, sendo complementado por pés incrivelmente rápidos e uma visão acima da média.

7. Edwin van der Sar – Fulham para o Manchester United, em 2005 (2 milhões de libras)

Chegando aos 34 anos de idade de um clube na metade inferior, sendo o oitavo goleiro que Alex Ferguson havia assinado em seis anos após Schmeichel, com o Manchester United à deriva das duas últimas corridas pelo título, Van der Sar não chegou com muitas expectativas.

Van der Sar foi muito vitorioso no Manchester United. (Foto: Mirror)

Mas o que havia a perder, pagando apenas 2 milhões de libras por um goleiro vencedor da Liga dos Campeões e que tinha acabado de completar 100 jogos pelo seu país e ainda tinha experiência no futebol inglês? Ferguson conhecia a qualidade do holandês, mas nem esperava ter ficado seis anos com ele.

6. Patrick Vieira – Inter de Milão para o Arsenal, 1996 (3,5 milhões de libras)

O jogador então com 20 anos amargava o banco de reservas em Milão quando os Gunners foram atrás dele, que logo se estabeleceu como um modelo para o que cada clube da Premier League desejava em um meio-campista. Ele dirigia o ataque, distribuía passes e ditava o jogo.

Patrick Vieira fez parte dos ‘Invencíveis' do Arsenal. (Foto: Getty)

Líder em campo, ele acumulou troféus no Arsenal antes de partir em 2005 para a Juventus por 13,5 milhões de libras.

5. Nicolas Anelka – PSG para o Arsenal, 1997 (500 mil libras)

O acordo que, mais do que qualquer outro, consolidou a reputação de Arsene Wenger como o então maior negociador do futebol. Um investimento de 500 mil libras foi convertido em uma venda de 22,3 milhões de libras em dois anos: Wenger só precisou gastar metade disso para conseguir Thierry Henry.

Anelka correspondeu em campo e foi vendido muito mais caro pelo Arsenal. (Foto: Reuters)

Mas o lucro não deve obscurecer a importância de Anelka como jogador: ele substituiu Ian Wright na campanha de 1997/98, quando marcou na final da Copa da Inglaterra e mais 19 vezes no ano seguinte.

O efeito Anelka também foi visto quando outros clubes começaram a assinar com jogadores franceses.

4. Lucas Radebe – Kaizer Chiefs para o Leeds, 1994 (50 mil libras)

O Leeds contratou o sul-africano Phil Masinga por 250 mil libras em 1994, com o zagueiro Lucas Radebe jogando para manter seu compatriota sul-africano feliz. Radebe acabou por ser um pouco mais do que apenas um ótimo companheiro de quarto.

Radebe foi capitão do Leeds em 1999. (Foto: Four Four Two)

Depois de um começo lento em sua carreira em Leeds (Howard Wilkinson pedindo para ele jogar na ala na estreia provavelmente não ajudou), Radebe logo mostrou seu valor. Um poderoso e completo zagueiro central e um cavalheiro, ele tornou-se capitão de um Leeds em rápida evolução em 1999.

Clubes como Manchester United, Roma e Milan estavam ligados ao jogador, mas Radebe permaneceu fiel até que as lesões interromperam o fim de sua estelar carreira de 11 anos em Leeds.

3. N'Golo Kanté – Caen para o Leicester, 2015 (5,6 milhões de libras)

Apenas o segundo jogador a vencer a Premier League em temporadas consecutivas com dois clubes diferentes, Kanté foi essencial tanto no Leicester como agora no Chelsea.

Se pagar £5,6 milhões por um meia com apenas uma temporada de experiência no primeiro escalão e nenhuma no futebol inglês parecia uma aposta, Kanté rapidamente fez essas sugestões parecerem ridículas. 

Em 2015/16, sua única temporada no Leicester, ele fez mais desarmes e interceptações do que qualquer outro jogador da Premier League. Ele foi simplesmente o melhor cão de guarda da Europa.

2. Sol Campbell – Tottenham para o Arsenal, 2001 (grátis)

Arsene Wenger é muito admirado pelas barganhas que identificou no exterior, mas para selar seu maior negócio, ele só precisava olhar dentro de Londres. 

Campbell era o zagueiro central da Inglaterra em 2002, e o Tottenham estava fascinado pela combinação imperiosa do capitão de defesa impecável e liderança serena.

Sol Campbell provocou a ira dos torcedores do Tottenham ao ir para o Arsenal. (Foto: Reuters)

A audácia de Wenger em persuadir Campbell a vir para o Arsenal foi rapidamente recompensada com títulos. Campbell fez parte do time-base dos Invencíveis.

A transferência mais tóxica da história inglesa? Aqueles que estavam lá em seu retorno ao White Hart Lane – quando milhares de balões com a palavra “Judas” foram lançados no céu do norte de Londres – não argumentariam o contrário.

1. Eric Cantona – Leeds para o Manchester United, 1992 (£1.2m)

O então presidente do Leeds, Bill Fotherby, achou que ele era insolente quando ligou para o Manchester United para perguntar se eles estariam dispostos a vender Denis Irwin. Eles não estavam, é claro – mas o Leeds estaria disposto a se livrar daquele francês difícil deles?

Acontece que eles estavam – Howard Wilkinson estava no fim da sua paciência. “Howard dizia: ‘Você, Cantona, você fica no meio'”. Ele respondeu: ‘Eu não faço isso'. Ele estava causando um pouco de atrito.”

Eric Cantona foi um dos responsáveis por mudar o United de patamar. (Foto: Premier League)

Mal sabia o Leeds que eles estavam perdendo o maior catalisador que a Premier League já viu; um que se juntou a um time do United em oitavo e um clube sem um título da liga em 25 anos. Cantona inspirou os quatro primeiros de 13 em 21 temporadas.