Barcelona: o pesadelo que a equipe vive

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Foto: Destaque/ FC Barcelona

O Barcelona está sofrendo uma crise financeira. Entretanto, a situação é bem pior do que parece. Em resumo, nesta quarta-feira (6), o CEO da equipe, Ferran Reverter, disse que o clube quase desapareceu. Além disso, o time estaria em falência contábil.

A situação financeira do Barcelona 

Primeiramente, nesta quarta-feira (6), o clube divulgou uma nota sobre a atual situação do clube. O time informou que as contas do final do exercício de 2020/21 tiveram como resultado uma perda de 481 milhões de euros. Além disso, os proveitos operacionais de 631 milhões de euros em 2020/21 representam -26% menos que os 855 milhões de euros do ano anterior.

Ou seja, o clube possui uma situação financeira pior do que era esperado. Ferran Reverter concedeu uma entrevista coletiva e disse sobre o momento que o Barcelona vive.

“O FC Barcelona é um clube resistente por natureza. O time passou por muitas crises. O FC Barcelona esteve à beira do desaparecimento, grandes jogadores partiram, grandes treinadores partiram. Mas o clube sempre saiu disso, e dentro na verdade, sempre voltou mais forte”.

A situação piora cada vez mais. Afinal, o clube não tinha dinheiro para pagar os funcionários em abril de 2021. Outra situação que o CEO comentou foi sobre o Camp Nou. Por conta da pandemia, o estádio não recebeu torcedores. E essa renda é fundamental para clube.

Além disso, o Camp Nou não poderia receber torcedores no fim da temporada passada. Afinal, a estrutura do estádio não era segura para o público e poderia acontecer algum acidente.

Poderia ser pior

Bartomeu, ex-presidente do time, colocou o Barcelona em uma situação complicada. Assim, cada compra de atleta piorava a situação do Barça. Entretanto, com a venda de Neymar, troca de Cillessen por Neto e também a de Arthur, fizeram com que a equipe fechasse no azul.

Por fim, o clube paga uma folha salarial de 30% a 50% maior do que o mercado do futebol. Laporta, presidente do Barcelona, deixou claro que quer diminuir os gastos relacionados ao salário. A atual situação poderia ser pior, mas o processo para voltar ter dinheiro deve demorar entre quatro ou cinco anos.