Arteta: Arsenal aposta em velho conhecido para buscar recuperação

Espanhol chega sob grande pressão devido aos insucessos recentes dos Gunners

Arsenal Arteta Mike Hewitt Collection Getty Images Sport
Mike Hewitt Collection Getty Images Sport

Após um início de temporada conturbado, o Arsenal decidiu demitir o técnico espanhol Unai Emery, que foi vice-campeão da Europa League em 2017/18, mas acumulou resultados ruins e foi demitido. Freddie Ljungberg assumiu como interino, mas também fracassou. Muitos nomes foram especulados para assumir o comando dos Gunners, mas foi Mikel Arteta quem aceitou o desafio.

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Carreira como jogador

Revelado nas categorias de base do Barcelona, Arteta teve poucas oportunidades no time principal e acabou emprestado. Foi para o Paris Saint-Germain entre 2000 e 2002, quando os franceses tinham Mauricio Pochettino como capitão. Eem 2016, o argentino disse que os dois ‘se amavam', quando Arteta estava se aposentando e foi especulado como possível auxiliar do ex-treinador do Tottenham.

Depois de passar também por Rangers e Real Sociedad (clube de sua cidade natal, San Sebastián), o espanhol chegou ao Everton por empréstimo em janeiro de 2005, mas acabou permanecendo nos Toffees até o verão de 2011.

A contratação de Arteta pelo Arsenal junto ao time de Liverpool ocorreu em um momento conturbado, três dias após os Gunners terem sido goleados por 8×2 pelo Manchester United em Old Trafford.

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Embora nunca tenha sido convocado para a seleção espanhola, Mikel se destacou por ser um clássico volante da escola de seu país. Tinha ótima leitura de jogo e capacidade de passe, além de mostrar qualidade em bolas paradas. Pelo Everton, foram 209 jogos e 35 gols, enquanto pelo Arsenal o ex-jogador fez 150 partidas e marcou 16 gols.

A boa passagem de Arteta pelo Arsenal, onde foi muito querido pela torcida e até capitão do time, durou até 2016, quando anunciou sua aposentadoria. Muito foi especulado sobre seu futuro naquele momento, com Tottenham, Manchester City e o próprio Arsenal interessados em seus serviços.

O espanhol recusou a ida aos Spurs pela rivalidade local e a proposta de continuidade no Arsenal por ser para um cargo nas categorias de base. A boa relação com Pep Guardiola acabou pesando e o ex-volante se juntou à comissão técnica dos Citizens.

Auxiliar de Guardiola

Arsène Wenger, Mauricio Pochettino e David Moyes são alguns dos treinadores que já exaltaram o potencial de Arteta fora dos gramados, principalmente por sua inteligência e disciplina dentro deles.

Entretanto, os principais elogios vêm de pessoas que o acompanham no dia-a-dia de seu atual clube. Leroy Sané já relatou que Mikel foi responsável por grande parte de seu aprendizado desde que chegou ao futebol inglês e que os dois possuem ótima relação.

Arteta Guardiola Manchester City Gareth Copley Collection Getty Images Sport
Gareth Copley Collection Getty Images Sport

Jornalistas como Marti Perarnau e Sam Lee, que acompanham o clube de perto, destacam sua importância em algumas jogadas frequentes nas partidas. Além disso, destaca-se seu auxílio na adaptação dos novos jogadores, sendo Rodri o caso mais recente.

Guardiola, por sua vez, já elogiou o trabalho de seu assistente diversas vezes, apesar de ter demonstrado que estava preparado para sua eventual saída.

O técnico catalão exaltou, principalmente, a capacidade de Arteta encontrar soluções, seu conhecimento aprofundado sobre os rivais na Premier League e diz que ambos enxergam o jogo de maneira parecida.

O que esperar?

Arteta Arsenal Manchester City Lindsey Parnaby Collection AFP
Lindsey Parnaby Collection AFP

O Arsenal vive momento conturbado desde antes da saída de Wenger, e que se tornou ainda mais crítico após o início ruim da segunda temporada de Unai Emery. A aposta em um nome jovem e inexperiente é arriscada, mas compreensível.

Se trata de alguém que conhece o clube, a liga e que passou os últimos anos acompanhando um dos principais técnicos do futebol europeu.

É difícil imaginar que o (agora) ex-assistente de Guardiola queira implementar um estilo de jogo diferente do tão priorizado pelo técnico do Manchester City, com muita posse de bola, pressão pós-perda no campo do adversário e linha defensiva alta e participativa em fase ofensiva.

O torcedor dos Gunners está acostumado com sua equipe jogando de forma ofensiva e não deve ter problemas com as ideias de Arteta. Resta saber se o jovem treinador conseguirá, já com a temporada em andamento, provar que é o nome ideal. Seu objetivo é devolver o Arsenal à realidade que condiz com a vitoriosa história do clube.

Por Gabriel Guimarães