Arsenal 1×1 Manchester United: A coroação dos Invencíveis

Confronto definiu destinos daquela Premier League; acompanhe a série sobre grandes jogos do clássico Arsenal x Manchester United

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Arsenal 1×1 Manchester United: A coroação dos Invencíveis
ODD ANDERSEN/AFP via Getty Images)

Em março de 2004, meses depois do polêmico jogo de Old Trafford no primeiro turno, Arsenal e Manchester United voltaram a se enfrentar na 30ª rodada. A PL Brasil relembra agora a coroação dos Invencíveis: Arsenal 1×1 Manchester United.

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Arsenal 1×1 Manchester United: A coroação dos invencíveis 

Conforme mandantes, os Gunners ainda não haviam perdido na competição, liderando com 74 pontos. Os Diabos Vermelhos corriam atrás, junto ao Chelsea, com 62. Um bom resultado dos Gunners poderia sacramentar o título.

Por conhecer bem o adversário, mais uma vez, os times começaram de maneira mais evasiva, deixando de lado maiores tentativas para não dar brecha ao adversário. Portanto, um primeiro tempo morno passou a ser rotina entre as partidas da época entre as duas equipes. Foram para o vestiário para, mais uma vez, um frio 0 a 0.

Pós-intervalo, os líderes do campeonato decidiram tomar as rédeas das partidas. Ainda mais que são em momentos difíceis que os melhores aparecem.

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Logo com cinco minutos da segunda etapa, Thierry Henry conseguiu um curto espaço de fora da área. Espaço o suficiente para acertar um belo chute de três dedos para desmontar o goleiro Roy Carroll. Em suma, uma pitada de genialidade do francês colocava esperança nos Gunners e ligava o sinal de alerta para os comandados de Sir Alex Ferguson.

A resposta veio rápida. SAF minutos depois começou a mexer na equipe: Louis Saha e Ole Gunnar Solskjaer eram os encarregados de dar mais dinâmica e esperança ao time. Contudo, a melhor jogada do time após ser abatido veio do melhor jogador em campo, Ryan Giggs.

Giggs era a melhor válvula de escape do time, causando problemas e mais problemas pelos lados do campo. Sua melhor aparição foi em um lance polêmico em que deixou o zagueiro Sol Campbell para trás e acabou desequilibrado dentro da área. Por mais que o juiz tivesse mandado o jogo seguir, a torcida do United, de frente para o lance, trouxe a energia que o time precisava para se recuperar.

Vimos então nos trinta minutos finais um jogo de ataque contra defesa, com o Arsenal tendo boas chances de contra ataque, porém, não as aproveitando. Só que, a recompensa pela pressão veio para o United a cinco minutos do fim. Em jogada trabalhada pela direita, a bola passou por toda a defesa até chegar aos pés de Louis Saha. Livre e sem goleiro, o francês empatou.

Saha comemorando contra o Arsenal
Clive Mason/Getty Images

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O abafa agora era nos dois lados, mas no final, mais um empate prevaleceu no duelo dos últimos campeões ingleses. Por fim, Ferguson, após a partida, já havia entendido que o campeonato não tinha outro destino, a não ser acabar nas mãos do rival. Por isso talvez uma cena rara em sua carreira, se desentendendo com Arsène Wenger na área técnica.

Nas últimas oito rodadas, o Arsenal somou 16 pontos (quatro vitórias e quatro empates), o suficiente para se coroar campeão inglês pela segunda vez em três temporadas. Por certo, a taça dourada. Um mérito único na história do futebol inglês para o único time que conquistou o título sem perder sequer uma partida.

Esse foi o último título dos Gunners de Premier League.

Escalações Arsenal 1×1 Manchester United

Arsenal: Lehmann; Lauren, Campbell, Toure e Clichy; Pires (Bergkamp), Vieira, Edu, Ljungberg (Cygan) e Reyes (Gilberto Silva); Henry. Técnico: Arsène Wenger.

Manchester United: Carroll; Gary Neville, Brown, Silvestre e O’Shea; Fletcher (Solskjaer), Djemba-Djemba (Saha), Keane, Scholes e Giggs; van Nistelrooy. Técnico: Alex Ferguson.

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