[Especial] Veja a análise tática do Manchester United 20 vezes campeão

Os Red Devils derrotaram o Aston Villa por 3 a 0 e garantiram o título

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análise tática do Manchester United
Metro

Nesta segunda-feira, o lado vermelho de Manchester celebrou mais um título da Premier League. Confira a análise tática do Manchester United campeão!

No jogo que garantiu o título, Ferguson armou a equipe no 4-2-3-1, com uma opção diferente: Rooney jogando como meia-central ao lado de Carrick.

O craque da dez do United não decepcionou na função e fez ótimo papel, correndo muito para marcar e iniciando bem os ataque dos campeões, sem ser muito incomodado nas saídas de bola.

Sem forçar muito o Manchester United marcou três vezes no primeiro tempo. Os três gols na verdade foram um hat-trick do agora artilheiro do Campeonato Inglês, Van Persie.

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Enfraquecimento dos rivais

A vitória com quatro rodadas de antecedência mostra a força deste novo United de Rooney e Van Persie, mas também deixa claro que a constância que sobrou aos comandados de Ferguson faltou aos principais rivais.

O campeão do último ano, Manchester City não repetiu o sucesso de 2011-12, mesmo mantendo a base. Os Citzens tiveram problemas com opções estranhas de Mancini, que, muitas vezes, apostou em um esquema com três zagueiros. Estes erros custaram valiosos pontos ao City.

Outro forte rival seria o Chelsea, que vinha embalado pelo título da Liga dos Campeões. Porém, com Benítez no comando, os Blues alternaram bons e maus momentos e o entrosamento do plantel com o espanhol esteve longe de ser o ideal.

Além disso, o time começou a ser remontado neste ano e vários jogadores jovens – mais sujeitos às variações no rendimento – passaram a ter papel de protagonistas no elenco.

O outrora principal rival, Arsenal sofreu muito sem Van Persie e, assim como o Chelsea, passou por uma reformulação. A perda do principal jogador fez com que os Gunners repensassem os objetivos na temporada e o redimensionamento não permitiu que o time sonhasse com a taça.

A classificação para a Liga dos Campeões foi a missão desde o início da campanha. Ou seja, o enfraquecimento dos principais rivais também colaborou para o título com tanta facilidade.

O  artilheiro e o craque coadjuvante

Van Persie havia sido o artilheiro da PL 2011-12 (30 gols) jogando pelo Arsenal e, mesmo com todo o sucesso pelos Gunners, preferiu trocar de clube para esta temporada. Com isso, Ferguson não teve dúvidas e trouxe o craque do rival para Old Trafford por aproximadamente 23 milhões de libras.

A transferência, que sacudiu o mercado europeu, logo se mostrou um grande acerto para o time de Manchester. O holandês não demorou para se adaptar ao United e disparou a fazer gols.

O entendimento com a principal estrela da companhia, Rooney foi perfeito e o camisa dez do United soube abrir mão do protagonismo para ver o recém-contratado brilhar.

Para encaixá-los em campo ao mesmo tempo a principal alternativa de Sir Alexandre Ferguson foi o 4-4-1-1 (foto), com Rooney atuando atrás do holandês. Mas a opção pelo 4-2-3-1 também foi bastante utilizada. O que se manteve foi o posicionamento de Van Persie sempre como o centroavante da equipe, enquanto o camisa dez red devil exerceu diversas funções em campo.

Ao longo do ano a combinação da dupla se tornou ainda melhor e os momentos de baixa foram raros. Rooney tem grande responsabilidade nisso. O inglês é sem dúvida um dos melhores jogadores do mundo hoje, porém, em momento algum deixou de aceitar as obrigações impostas por Ferguson.

Por conta disso, nesta temporada, foram poucas as vezes em que o Shrek atou como atacante. Na maior parte do tempo, o craque inglês foi um segundo atacante com obrigações defensivas também.

Durante 2012-13, Rooney foi meia-externo, meia-central e até ficou no banco em momentos importantes – o principal deles o jogo de volta contra o Real pela Liga dos Campeões. Mesmo assim, não se ouviu reclamações por parte do camisa dez do United.

A maturidade e a consciência tática do Shrek foram fundamentais para que Van Persie rendesse com a camisa vermelha do United, pois Rooney foi, de fato, um parceiro para o holandês. Por isso, até o fechamento deste texto, os números de ambos somados impressionam no Campeonato Inglês: 36 gols e 18 assistências.

Análise tática do Manchester United: Maturidade e titularidade

“Todo grande time começa por um grande goleiro”, a frase muito repetida no futebol valeu para o United deste ano. A segurança de De Gea foi uma grandes novidades dos Red Devils para 2012-13. O goleiro, que chegou à Inglaterra há dois anos, ainda não tinha se firmado sob as traves de Old Trafford. Porém, neste ano, com 22 anos o espanhol mostrou que a aposta em seu nome para substituir Van de Sar foi correta.

De Gea foi brilhante em muitos jogos e mostrou a constância que lhe faltou na temporada de estreia. A segurança do goleiro espanhol foi fundamental em uma defesa que dificilmente contou com a dupla de zaga habitual formada por Vidic e Ferdinand. Os dois defensores, que já estiveram entre os melhores do planeta, sofreram muito com as lesões. Por isso, muitas vezes Jones, Evans e Smalling constituíram a dupla de zaga.

Ainda no sistema defensivo, Rafael se firmou entre os titulares e também mostrou crescimento. O problema do brasileiro foram os jogos grandes, quando, quase sempre, cometia um erro.

Mas a evolução apresentada dá tranquilidade para o United na posição para o futuro. Do outro lado sempre esteve Evra, que teve a melhor temporada da carreira na questão de gols marcados. Os dois laterais souberam alternar as subidas ao ataque e também foram muito importantes para a defesa do time de Sir Alex Ferguson.

Para a próxima temporada se fala novamente em um meia-central para ditar o ritmo no meio-campo. Esta contratação seria fundamental para o United seguir forte para brigar contra Chelsea e City, que devem vir mais fortes em 2013-14.

O espaço ao lado de Carrick foi o que mais teve jogadores escalados entre os titulares e um jogador para tomar conta da função pode ser o que falta para United voltar ao topo da Europa.

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