Altos e baixos da Premier League #18: Manchester City, Robin Hood e salvadores

Confira quem terminou em alta e em baixa após a última rodada

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Mike Hewitt Collection Getty Images Sport
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A rodada do final de semana, que não contou com o Liverpool por estar disputando, e conquistando, o Mundial de Clubes, teve bons resultados para os times da parte de cima da tabela e tropeços de grandes. Vamos então aos altos e baixos.

Altos

1) A afirmação do atual campeão

O líder pode não ter entrado em campo, o que, automaticamente, diminui um pouco que seja, a qualidade dos jogos. Porém, suas principais ameaças atuaram normalmente. Não só atuaram, mas também se enfrentaram. No Etihad, o terceiro colocado Manchester City bateu o Leicester por 3 a 1.

Após grande vitória no Emirates, os Citizens chegaram com sua moral recuperada para tentar diminuir cada vez mais a distância para o vice-colocado, Leicester. Os Foxes, que entraram conhecendo o estilo do adversário, se sustentavam nos contra-ataques para servir alguma ameaça. Foi assim que o artilheiro da liga, Jamie Vardy, abriu o placar, aos 22 minutos.

Não demorou muito para a intensidade do City fazer efeito. Nem mesmo a melhor defesa do campeonato conseguiria se segurar por muito tempo contra um dos ataques mais letais do mundo. Em minutos, Mahrez e Gundogan colocaram o time da casa no lado mais alto do placar.

No segundo tempo, ainda deu tempo de Gabriel Jesus aumentar a vantagem. Esse foi o quarto gol do brasileiro nos últimos quatro jogos.

Apesar de não ser a mesma das últimas temporadas, a vitória confirma a força do atual bicampeão inglês. Agora, apenas um ponto separa as duas equipes na tabela, sendo que, na próxima rodada, os Foxes receberão o líder Liverpool. Ou seja, caso vença, o Manchester City irá diminuir a diferença de uma forma ou outra.

2) Danny Ings, o salvador!

Nas últimas temporadas, sofrer entrou na rotina dos torcedores do Southampton. Com as repentinas atuações abaixo e, principalmente, a luta contra o rebaixamento. Contudo, outra novidade vem se tornando comum para os Saints: o salvador Danny Ings.

Se não fosse por Jamie Vardy, o artilheiro da equipe seria um dos fortes candidatos ao rótulo de melhor atacante fora dos times do Big-6. Na rodada, foram dois gols na vitória fora de casa, contra o Aston Villa, por 3 a 1, para dar um alívio a mais para o Southampton, que agora, é o primeiro time fora da zona.

Já são 11 gols na temporada, sua melhor marca desde 2014/15, quando ainda atuava pelo Burnley. Ings também atingiu a marca de ser o primeiro jogador do time a ter 10 gols em uma temporada desde Sadio Mané e Graziano Pellé, em 2015-16.

3) O presente brasileiro
Mike Hewitt Collection Getty Images Sport
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Quatro derrotas nos últimos cinco jogos de liga e reencontro com José Mourinho. A tarde para o Chelsea tinha de tudo para ser um tanto quanto estressante. Porém, coube ao brasileiro Willian ter grande atuação para dar a vitória para os Blues: 2 a 0, fora de casa, e quarta colocação assegurada para o natal.

Foram quase 300 jogos no Chelsea para o português José Mourinho. Sua história por lá é bem conhecida, com grandes conquistas ao longo dos anos. Muitas dessas conquistas contaram com o protagonismo de Frank Lampard, atual treinador do Chelsea. Hoje, o pupilo usou o que aprendeu contra seu tutor.

Essa é a primeira derrota da carreira de Mourinho, dentro de casa, contra um time que ele já tinha trabalhado.

Frank executou bem seu plano de jogo. Kovacic segue sendo um ótimo articulador no meio-campo, ditando o ritmo do time e se aproveitando muito bem da velocidade dos companheiros que ficam na linha da frente (Willian e Mount). A pressão pelo lado, com os alas (Alonso e Azpilicueta), também serviu pra ampliar a profundidade e dar mais opções.

A intensidade que era vista desde o início do jogo, só aumentou na segunda etapa, quando Son, aos 17, foi expulso. A partida já estava 2 a 0, e a partir dali, coube aos visitantes apenas administrarem o placar.

Pequeno sinal de alerta ligado nos Spurs? Não só por ser mais uma derrota contra um time do Big-6 (foram quatro jogos, três derrotas e um empate), mas pela atuação.

Na última rodada, contra o Wolverhampton, uma vitória na garra, vontade. Hoje, um time apático, sem poder de criação. Christian Eriksen, que vem tendo suas oportunidades com o novo treinador, não mostra sinais de melhora e a criação fica cada vez mais precária.

4) De novo, Sheffield?

Chega a ser maçante a presença dos Blades nos altos e baixos da semana, mas os comandados de Chris Wilder parecem não perder o gás. A cada rodada, mais certezas do que dúvidas. Dessa vez, grande vitória fora de casa contra o Brighton por 1 a 0.

O comentário será breve, afinal, o time é o mesmo de sempre. O estilo é o mesmo e a consistência também. Nas últimas 12 partidas, foram apenas duas derrotas. Uma delas para o líder Liverpool. A outra para o Newcastle. Fora isso, cinco vitórias e cinco empates.

Às vésperas do Natal, os Blades dormem na quinta colocação. Se o campeonato terminasse hoje, estariam classificados para a Europa League. Seria a primeira participação em uma competição continental.

Baixos

1) O Robin Hood da Premier League

Nos contos fictícios, Robin Hood é um ladrão que rouba dos mais ricos para dar aos mais pobres. Tendo tal personagem em vista, ao adaptá-lo para a Premier League, encontramos uma semelhança com o Manchester United. O time que tira ponto dos grandes, líderes, e distribui – ou desperdiça, contra os piores.

Dessa vez, os comandados de Ole Gunnar Solskjaer foram ao Vicarage Road para enfrentar o lanterna Watford, que em oito jogos como mandante, não havia vencido nenhum. Nas 17 primeiras rodadas, apenas uma vitória. A manhã tinha de tudo para ser tranquila para os Diabos Vermelhos, porém, agiram como Robin Hood. Derrota de 2 a 0 com uma atuação para se esquecer.

O goleiro David De Gea, que vinha fazendo uma boa temporada, falhou de maneira grotesca no primeiro gol de Ismaila Sarr. Aaron Wan-Bissaka, o defensor com mais desarmes na liga, cometeu um pênalti bobo no segundo gol de Troy Deeney. A defesa de mais de 100 milhões chega ao seu 13º jogo seguido de liga sofrendo gols.

A oitava colocação às vésperas do Natal será a pior desde 1989. O ambiente começa a ser insustentável para o treinador norueguês. Não há justificativa para ter grandes atuações contra os melhores times e agir totalmente ao contrário contra os de qualidade inferior.

Se servir de conforto para o torcedor, Paul Pogba finalmente retornou aos gramados. O francês que não atuava desde o final de setembro, entrou aos 19 minutos do segundo tempo, dando mais volume e qualidade. Foram 10 finalizações nos 26 minutos em que esteve em campo, sete nos outros 64 que não esteve.

2) Arteta e Ancelotti em missão de resgate

O final de semana para Arsenal e Everton ficou marcado não pelo confronto entre as duas equipes, que terminou em 0 a 0, mas pelos anúncios oficiais de novos treinadores. O consagrado italiano, Carlo Ancelotti, assume os Toffees. Já o ex-jogador espanhol Mikel Arteta assume os Gunners.

Seus trabalhos ainda são incógnitas, afinal, são dois momentos totalmente distintos. Ancelotti chega após uma passagem turbulenta pelo Napoli, querendo mostrar que ainda tem capacidade de conseguir bons resultados. Seu último título de expressão foi o alemão, em 2017, com o Bayern.

Já Arteta é a última esperança para a temporada dos londrinos. Pupilo de Pep Guardiola, o espanhol terá, finalmente, seu primeiro trabalho como treinador. Antes de Unai Emery assumir, seu nome foi cotado, mas acabou perdendo força pela falta de experiência.

Apesar da distinção, os dois terão algo em comum: salvar duas equipes perdidas. Grandes times no papel que não conseguem colocar em campo a qualidade que todos conhecemos. O confronto que abriu a rodada, entre eles, ainda sem os treinadores, foi uma tortura para o torcedor. O 0 a 0 foi um pedido de socorro para os dois lados.

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