A seleção das Américas do Norte e Central na era PL sem repetição de países

Com um jogador de cada país, montamos nossa equipe ideal das Américas do Norte e Central

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Já imaginou como seria a seleção ideal das Américas do Norte e Central na era PL? Repleta de astros internacionais, a Premier League já foi palco de grandes futebolistas de todos os cantos do mundo. Isso porque, em três décadas, mais de 100 nacionalidades já estiveram representadas na liga. Nesse meio tempo, por lá passaram muitos craques, de todos os continentes.

Pensando nisso, a PL Brasil embarcou no exercício criativo de montar seleções continentais dos jogadores que já passaram pela PL. No geral, levamos em consideração relevância, destaque e período na liga.

11 jogadores, 11 países

O diferencial, sobretudo, é que adotamos como critério a não repetição de países nas seleções. Assim, a fim de imaginar uma seleção que realmente reflita o continente como um todo, cada nacionalidade é representada por, no máximo, um único atleta.

Com isso, contudo, é evidente que grandes personagens da Premier League ficaram de fora de nossas equipes. Até porque seguimos esquemas táticos lógicos, tentando simular fielmente uma escalação que desfilaria pelos gramados ingleses. Nesta seleção das Américas do Norte e Central na era PL, não entrou, por exemplo, o estadunidense Clint Dempsey.

Para as porções norte e central do continente americano, a formação escolhida foi o 4-3-3. Ao longo da equipe, estão representados Antígua e Barbuda, Barbados, Canadá, Costa Rica, Cuba, Estados Unidos, Honduras, Jamaica, México, São Cristóvão e Nevis, Trinidad e Tobago. Mas será que você concorda com a nossa escalação?

Escalando a seleção das Américas do Norte e Central na era PL sem repetição de países

Tim Howard (Estados Unidos)

David Blunsden/Imago Images

Com três Copas do Mundo no currículo, titular em duas delas, Tim Howard fez história no Everton. Pelos Toffees, foram 10 temporadas e 413 partidas, com 154 clean sheets. Durante esse período, inclusive, marcou um gol, histórico, diante do Bolton.

Mas a rica trajetória de Howard na Premier League não teve início em Goodison Park. Isso porque logo antes o goleiro defendera o Manchester United, entre 2003 e 2006. E se por um lado viveu instabilidade em Old Trafford, por outro chegou a ser eleito para a equipe da temporada em seu ano de estreia na PL.

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Emmerson Boyce (Barbados)

Andrew Cowie/Imago Images

Com 12 partidas pela seleção nacional e três gols marcados, o lateral direito acumula 213 jogos na Premier League, ao longo de oito temporadas. A primeira delas, na edição 2004/2005, pelo Crystal Palace, após ser contratado junto ao Luton Town.

Depois de rebaixamento com os Eagles, Emmerson Boyce foi para o Wigan, dando início a uma longeva e bem sucedida trajetória, de quase 300 partidas. Aliás, pelos Latics, foi campeão da Copa da Inglaterra 2012/2013, capitão na final contra o Manchester City.

Maynor Figueroa (Honduras)

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Titular nas Copas do Mundo de 2010 e 2014, Maynor Figueroa é mais um jogador de nossa seleção campeão da Copa da Inglaterra 2012/2013. E o título veio justamente em sua última temporada pelo Wigan, após seis anos de titularidade absoluta na PL.

Depois disso, ainda disputou duas edições da liga pelo Hull City, mas já sem o mesmo destaque. Tanto é que foi emprestado aos Latics, em breve passagem pela Championship. Assim, totalizou quase uma década no futebol inglês, com 214 jogos na Premier League.

Wes Morgan (Jamaica)

Darren Staples/Sportimage-Imago Images

De nacionalidade jamaicana, apesar de nascido em Nottingham, Wes Morgan chegou ao Leicester em 2012, contratado junto ao Forest. Até hoje nos Foxes, definitivamente marcou seu nome na história do clube.

Capitão na inédita conquista da PL na temporada 2015/2016, tendo disputado as 38 partidas da edição, o zagueiro já soma 170 jogos na liga, todos pelo Leicester, com oito gols marcados.

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Onel Hernández (Cuba)

Nigel Keene/Imago Images

Improvisado em nossa escalação na lateral esquerda, o ponta do Norwich finalmente estreou pela seleção cubana, no mês de março. Antes disso, impossibilitado politicamente de representar seu país, teve até breve passagem pela equipe sub-18 da Alemanha.

Nos Canários desde 2018, Onel Hernández foi fundamental no título da Championship 2018/2019, mas depois sofreu com lesões e perdeu espaço na elite. Assim, disputou apenas 26 jogos de Premier League, com um gol e duas assistências.

Mikele Leigertwood (Antígua e Barbuda)

Rogan Thomson/Imago Images

Atualmente treinador da equipe sub-18 do Reading, Mikele Leigertwood, enquanto jogador, passou por Wibledon e Leyton Orient antes de chegar à Premier League.

Na elite do futebol inglês, o ex-volante disputou três temporadas, por três times diferentes. Depois de defender Crystal Palace e Sheffield United nas edições 2004/2005 e 2006/2007, respectivamente, retornou à primeira divisão em 2012/2013, pelo Reading.

Romaine Sawyers (São Cristóvão e Nevis)

Richard Calver/Imago Images

Formado nas categorias de base do West Bromwich, Romaine Swyers deixou o clube em 2013. Já em 2019, recontratado pelos Baggies junto ao Brentford, por três milhões de euros.

Na sequência, na campanha do acesso, titularidade absoluta na Championship. Já nesta temporada, de estreia na Premier League, até começou como titular no meio-campo, mas perdeu espaço após a chegada de Sam Allardyce.

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Junior Hoilett (Canadá)

John Patrick Fletcher/Imago Images

Nascido em Ontário, Junior Hoilett iniciou a carreira de jogador no Blackburn Rovers. Por empréstimo, passou brevemente pelo futebol alemão, antes de se firmar no clube inglês. Por lá, disputou três edições de Premier League, entre 2009 e 2012.

Na sequência, transferiu-se para o QPR, pelo qual esteve na elite inglesa por mais duas temporadas. Depois disso, após período na Championship, retornou à primeira divisão com o Cardiff, em 2018/2019. Na PL, totaliza 161 jogos, 17 gols e 12 assistências.

Javier ‘Chicharito' Hernández (México)

Philip Oldham/Sportimage – Imago Images

Contratado como grande promessa em 2010 pelo Manchester United, Chicharito foi bicampeão da Premier League pelos Red Devils. Entre as temporadas 2010/2011 e 2013/2014, o atacante mexicano balançou as redes 33 vezes, em 101 jogos.

Depois de passagem pelo Bayer Leverkusen, retornou à Terra da Rainha, dessa vez para ser a referência do West Ham. Pelos Hammers, mais duas temporadas de certo destaque e alguns e momentos de brilho, com 16 gols em 55 jogos.

Dwight Yorke (Trinidad e Tobago)

Mary Evans/Michael Mayhew – Imago-Images

17º maior artilheiro da história da Premier League, com 122 gols em 375 jogos, Dwight Yorke balançou as redes mais de 15 vezes em quatro temporadas diferentes: duas pelo Aston Villa e duas pelo Manchester United.

E se pelos Villans conquistou duas vezes a Copa da Liga, pelos Red Devils foi tricampeão inglês, além de artilheiro e campeão da Liga dos Campeões. Depois do brilho nos clubes, ainda disputou mais três edições da PL, por Blackburn, Birmingham e Sunderland.

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Paulo Wanchope (Costa Rica)

Mary Evans/David Gadd – Imago Images

Goleador histórico da seleção de Costa Rica, tendo marcado contra o Brasil na Copa do Mundo de 2002, Paulo Wanchope passou por três equipes no futebol inglês: Derby County, West Ham e Manchester City.

Por elas, disputou seis edições de Premier League. Nesse período, foram 156 jogos disputados e expressivos 50 gols marcados.

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Escalada no 4-3-3, nossa seleção das Américas do Norte e Central na era PL é, portanto:

Tim Howard (Estados Unidos); Emmerson Boyce (Barbados), Maynor Figueroa (Honduras), Wes Morgan (Jamaica), Onel Hernández (Cuba); Mikele Leigertwood (Antígua e Barbuda); Romaine Sawyers (São Cristóvão e Neves), Junior Hoilett (Canadá); Javier Chicharito Hernández (México), Dwight Yorke (Trinidad e Tobago), Paulo Wanchope (Costa Rica).

Afinal, o que achou da equipe? E pra você, qual seria a seleção ideal?