A seleção da América do Sul na era PL sem repetição de países

Com um jogador de cada país, montamos nossa equipe sul-americana ideal

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Já imaginou como seria a seleção ideal da América do Sul na era PL? Repleta de astros internacionais, a Premier League já foi palco de grandes futebolistas de todos os cantos do mundo. Isso porque, em três décadas, mais de 100 nacionalidades já estiveram representadas na liga. Nesse meio tempo, por lá passaram muitos craques, de todos os continentes.

Pensando nisso, a PL Brasil embarcou no exercício criativo de montar seleções continentais dos jogadores que já passaram pela PL. No geral, levamos em consideração relevância, destaque e período na liga.

11 jogadores, 11 países

O diferencial, sobretudo, é que adotamos como critério a não repetição de países nas seleções. Assim, a fim de imaginar uma seleção que realmente reflita o continente como um todo, cada nacionalidade é representada por, no máximo, um único atleta.

Com isso, contudo, é evidente que grandes personagens da Premier League ficaram de fora de nossas equipes. Até porque seguimos esquemas táticos lógicos, tentando simular fielmente uma escalação que desfilaria pelos gramados ingleses. Nesta seleção da América do Sul na era PL, não entrou, por exemplo, o argentino Sergio Aguero.

Para a porção sul do continente americano, a formação escolhida foi o 4-3-3. Ao longo da equipe, estão representados Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Mas será que você concorda com a nossa escalação?

Escalando a seleção da América do Sul na era PL sem repetição de países

Ederson (Brasil) 

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Pelo Manchester City, Ederson acumula mais partidas sem ser vazado do que tendo sofrido gols. Especificamente na Premier League são 138 jogos e 78 clean sheets, com apenas 97 gols tomados.

Assim, enquanto se encaminha para seu terceiro título em quatro temporadas, o goleiro já mira a seleta marca de 100 clean sheets na liga em um futuro próximo. Aliás, na edição 2020/2021, é ele quem lidera o ranking, perto de conquistar sua segunda Luva de Ouro.

Antonio Valencia (Equador)

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O lateral direito, que por anos foi meio-campista, disputou 13 temporadas de Premier League. Entre as edições 2006/2007 e 2018/2019, a maioria delas como titular, foram três pelo Wigan e 10 pelo Manchester United.

Nesse ínterim, jogou 325 partidas, marcou 24 gols, concedeu 46 assistências. e participou de 105 clean sheets. Além disso, nos Red Devils, onde chegou a ser capitão, conquistou duas vezes a PL.

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Antolín Alcaraz (Paraguai)

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Destaque da seleção paraguaia na Copa do Mundo de 2010, Antolín Alcaraz chegou ao Wigan sob muitos elogios do treinador Roberto Martinez. E o zagueiro realmente teve duas temporadas muito boas pelos Latics. Já em 2012/2013, passou a sofrer com graves lesões.

Ainda assim, foi titular na reta final da campanha campeã da Copa da Inglaterra. Na sequência, disputou duas edições da PL pelo Everton, nas quais, contudo, grande parte contundido. Ao todo, 83 jogos na liga, de uma passagem que poderia ter durado mais.

Leon Cort (Guiana)

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Personagem curioso de nossa seleção, Leon Cort passou a maior parte de sua carreira na Championship – diferentemente de seu irmão, o centroavante Carl Cort. Assim, disputou apenas duas temporadas de PL, por Stoke City e Burnley, totalizando 26 jogos.

Pablo Zabaleta (Argentina)

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Argentino com mais partidas na Premier League (303), e na nossa escalação improvisado no lado esquerdo, Pablo Zabaleta se colocou entre os maiores da posição na era moderna do Campeonato Inglês.

Na Inglaterra desde 2008, atualmente está em sua terceira temporada pelo West Ham, após ter marcado época na lateral direita do Manchester City. Aliás, pelos Citizens, foram nove edições e dois títulos da PL.

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Nolberto Solano (Peru)

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Primeiro – e maior – peruano da história da Premier League, Nolberto Solano esteve na liga por mais de uma década. Ídolo do Newcastle, onde jogou por mais de sete temporadas, também defendeu Aston Villa e West Ham.

Assim, durante o período a elite, registrou números muito expressivos: 302 jogos, 49 e 62 assistências. Depois disso, ainda passou por Leicester, Hull City e Hartlepool, até encerrar a carreira, em 2012.

Florent Malouda (Guiana Francesa)

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Mas o Malouda não é francês? Sim, e aqui entra a grande exceção de nossa escalação. Com 80 partidas pela seleção francesa, Malouda na verdade nasceu na Guiana Francesa, território ultramarino francês localizado na América do Sul. Acontece que ele recentemente passou a defender a seleção nacional, situação polêmica que até gerou punição da Fifa.

Questão pátria e política à parte, Florent Malouda está aqui pelo aspecto regional – e pela carência de nosso time fictício. Assim, considerando-se a necessidade, é evidente que suas cinco temporadas de PL pelo Chelsea – de 149 jogos, 35 gols, 20 assistências e um título – mais que o qualificam à nossa equipe.

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Alexis Sánchez (Chile)

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Prejudicado por sua fraca e decepcionante passagem pelo Manchester United, Alexis Sánchez na verdade tem uma rica trajetória na Premier League, graças ao seu período no Arsenal.

Nas três primeiras temporadas pelos Gunners, foram 53 gols em 103 partidas de PL, além de protagonismo em dois títulos de Copa da Inglaterra, tornando-o rapidamente xodó da torcida.

Luis Suárez (Uruguai)

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Único sul-americano eleito o melhor jogador da liga pela PFA, na edição 2013/2014, Luis Suárez marcou época com a camisa do Liverpool. Mesmo em um período de jejum de títulos importantes em Anfield, o uruguaio se tornou grande ídolo dos Reds.

Em três temporadas e meia na Premier League, o atacante atingiu a impressionante marca de 69 gols e 23 assistências em apenas 110 partidas. Na mencionada PL 2013/2014, de quase título do Liverpool, sagrou-se artilheiro, com 31 tentos.

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Salomón Rondón (Venezuela)

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Protagonista do Newcastle na PL 2018/2019, Salomón Rondón já vinha de três edições de destaque pelo West Browmich. Em quatro anos na elite inglesa, registrou 14 assistências e 35 gols, uma média de nove tentos por temporada, ótima para a fase de seus clubes.

Juan Pablo Ángel (Colômbia)

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Contratado em 2001 junto ao River Plate, Pablo Ángel se tornou, à época, a transferência mais cara da história do Aston Villa. Mas com poucos meses de Villa Park já foi herói, na final da extinta Copa Intertoto da Uefa, o último título conquistado pelo clube.

Na Premier League, ao longo de sete temporadas, o centroavante colombiano por vezes foi protagonista dos Villans, com status de ídolo cult, ajudando a manter a equipe na parte de cima da tabela. Ao todo, disputou 175 jogos na liga, marcando 44 gols.

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Escalada no 4-3-3, nossa seleção da América do Sul na era PL é, portanto:

Ederson (Brasil); Antonio Valencia (Equador), Antolín Alcaraz (Paraguai), Leon Cort (Guiana), Pablo Zabaleta (Argentina); Nolberto Solano (Peru), Florent Malouda (Guiana Francesa), Alexis Sánchez (Chile); Luis Suárez (Uruguai), Salomón Rondón (Venezuela), Juan Pablo Ángel (Colômbia).

Afinal, o que achou da equipe? Pra você, qual seria a seleção ideal?