6ª rodada da WSL: confira o resumo dos jogos da Women’s Super League

Confira o que aconteceu nos jogos da 6ª rodada da WSL!

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6ª rodada da WSL: confira o resumo dos jogos da Women’s Super League
Foto: Kate McShane/Getty Images Sport

A Women’s Super League está de volta! Na 6ª rodada da WSL tivemos goleada, clássicos e quebra de recorde de público na liga. Confira o resumo dos jogos do fim de semana!

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Manchester City 5×0 West Ham

A sexta rodada da temporada da WSL foi aberta no Academy Stadium, em Manchester. O duelo era entre o Manchester City, que visava a liderança do campeonato, contra o West Ham, flutuando entre o meio da tabela.

Naturalmente, as Citizens chegaram como favoritas. O jogo, entretanto, começou equilibrado, sem nenhum domínio. O que mudou de vez logo aos 11 minutos: cobrança de escanteio do Man City, Jill Scott cabeceou e a zaga das Hammers cortou, mas a bola sobrou para a artilheira Ellen White.

Ela mandou para o fundo das redes e abriu o placar, fazendo seu primeiro gol nesta WSL (White começou o ano com uma lesão e só voltou a jogar pelo clube na rodada anterior).

A equipe da casa passou a dominar as ações, e contou com Georgia Stanway para facilitar os trabalhos. Aos 31, bela troca de passes entre Stanway, Scott e White, e a bola ficou para a primeira, que fez 2 a 0. Cinco minutos depois, Janine Beckie avançou pela direita e cruzou para Stanway, que novamente bateu da entrada da área e anotou 3 a 0 para o Manchester City.

Ainda tinha mais no primeiro tempo! Aos 38, Scott recebeu no meio e deu um lindo passe para Lauren Hemp, que apareceu livre na esquerda para ampliar: 4 a 0 Citizens.

Começou o segundo tempo e o ritmo não abaixou. Foram apenas sete minutos para Tessa Wullaert receber livre na direita e bater firme, sem chances para Anna Moorhouse, fazendo 5 a 0.

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Autora de dois gols no primeiro tempo, Stanway ainda foi expulsa com dois amarelos. Mas nada que atrapalhasse a grande goleada do Manchester City, que chegou aos 15 pontos. Já o West Ham estacionou nos seis, na segunda metade da tabela.

Ficha Técnica:

Manchester City: Roebuck; Beckie, Bonner, Houghton, Stokes (Campbell); Weir, Scott (Bremer), Hemp (Toland), Wullaert, Stanway; White. Técnico: Nick Cushing.

West Ham: Moorhouse; Kvamme, Flaherty, Vetterlein, Baunach; Middag (Hendrix), Longhurst, Lehmann, Dali, Kiernan (Galabadaarachchi); Leon. Técnico: Matt Beard.

Chelsea 1×0 Manchester United

Em confronto pela parte de cima da tabela, Chelsea e Manchester United duelaram no Kingsmeadow. As donas da casa tiveram um jogo difícil contra as Red Devils, mas garantiram a vitória (com um gol de pênalti no segundo tempo) e a primeira colocação na FA WSL.

A partida começou com o Chelsea tomando a iniciativa da partida e criando as primeiras oportunidades. Com muita intensidade, o trio Guro Reiten, Ramona Bachmann e Bethany England deu trabalho para a goleira Mary Earps, mas a primeira etapa ficou no 0 a 0.

No segundo tempo, o Chelsea continuou pressionando o Manchester United. E um lance polêmico envolvendo Millie Turner e Fran Kirby, que havia acabado de entrar, decidiu o confronto. A meia do Chelsea foi derrubada dentro da área e o juiz assinalou pênalti, gerando reclamações das jogadoras do Man United.

 

A lateral Maren Mjelden bateu no canto direito de Earps e converteu a penalidade. Com o resultado, o Chelsea segue na liderança isolada da FA WSL com 16 pontos conquistados. O time ainda não perdeu na competição e soma cinco vitórias e um empate.

Já o Manchester United estacionou na quinta colocação, com nove pontos.

Chelsea: Berger; Mjelde, Bright, Ericsson, Andersson; Cuthbert, Ingle, Ji (Carter), Reiten (Kirby), Bachmann (Spence); England. Técnica: Emma Hayes.

Manchester United: Earps; Amy Turner, McManus, Millie Turner, Harris; Ladd, Zelem (Toone), Hanson (Sigsworth), Groenen; Galton, James (Ross). Técnica: Casey Stoney.

Brighton 3×0 Birmingham City

Brighton e Birmingham travaram um movimentado duelo na parte de baixo da tabela. As desfalcadas visitantes, contando com ao menos quatro baixas por conta de lesão, tinham pela frente o desafio de enfrentar as surpreendentes Seagulls. As mandantes, apesar de ainda não terem vencido na WSL, vinham de vitória nos pênaltis contra o poderoso Arsenal pela Copa da Liga.

As donas da casa já começaram tomando as rédeas da partida. Aos 14 minutos, Ellie Brazil invadiu a área, foi derrubada e o pênalti foi assinalado. A jovem atacante do Brighton, coincidentemente revelada pelo Birmingham, se lesionou no lance e teve de ser substituída. Kayleigh Green cobrou a penalidade e abriu o placar: 1 a 0 para as Seagulls.

As donas da casa seguiram pressionando mesmo após o primeiro gol. Aos 35, Jodie Brett arriscou da entrada da área, a goleira Hannah Hampton espalmou para cima e, no rebote, Aileen Whelan dividiu pelo alto e mandou para a rede. O tento, porém, foi anulado por impedimento.

Cinco minutos depois, Whelan voltou a assustar as visitantes. Após cruzamento da direita, a camisa 7 testou para o gol, exigindo grande defesa de Hampton – a bola ainda chegou a explodir no travessão.

Aos 43, a blitz do Brighton finalmente foi recompensada. Com pressão na saída de bola do Birmingham, as Seagulls recuperaram a posse na intermediária ofensiva e a meia Léa Le Garrec acertou lindo chute de fora da área, marcando um golaço para encerrar com chave de ouro o bom primeiro tempo das donas da casa.

A segunda etapa seguiu no mesmo panorama da primeira. O Birmingham não conseguia criar tantas chances claras para voltar à partida, enquanto o Brighton levava mais perigo ao gol.

Aos 26, veio o terceiro. Le Garrec cobrou escanteio da ponta-esquerda e Green subiu mais alto que a defesa visitante para fechar o placar. Com sua primeira vitória na WSL, o agora embalado Brighton trocou de posição na tabela com o próprio Birmingham, subindo ao 9º lugar. Já as desfalcadas Blues amargaram sua quarta derrota em cinco jogos e seguem ameaçadas pela zona de rebaixamento, em 10º lugar (e com um jogo a menos).

Brighton: Walsh; Gibbons, Whelan, Le Tissier, Barton; Buet (Nildén); Brazil (Lundorf), Le Garrec, Simpkins; Whelan, Green. Técnica: Hope Powell.

Birmingham City: Hampton; Scott, Gregory (Simkin), Holloway e Jordan; Arthur, Visalli; Grant, Whipp, Scofield; Walker. Técnica: Marta Tejedor.

Reading 3×3 Bristol City

O Reading recebeu o Bristol City e com grandes chances de dar continuidade à boa campanha que vem tendo na WSL. Porém, as Vixens deram trabalho para as donas da casa. O jogo ficou no 3 a 3, com direito a um belo gol de Ebony Salmon.

Como era de se esperar, a partida começou com domínio do Reading. Com Fara Williams novamente comandado a transição das bolas do meio para o ataque, o time possuía maior domínio sobre as ações iniciais. Esta transição rápida foi uma arma letal e utilizada nos dois primeiros gols do time.

Remi Allen e Brooke Chaplen fizeram gols muito semelhantes, com a bola sendo trabalhada da parte de trás e com falhas da defesa adversária. O golpe foi tamanho que ambos saíram num espaço de dois minutos apenas (aos 17 e 19 do primeiro tempo).

Com a vantagem as Royals pareciam que iriam continuar no controle, mas ainda no primeiro tempo o Bristol diminuiu com Charlie Wellings.

O início do segundo tempo trouxe outra dupla de gols, e novamente em um espaço de apenas dois minutos. Angharad Kames marcou aos dois minutos para o Reading, abrindo 3 a 1 e colocando o time novamente numa posição confortável.

Mas Yana Daniels aproveitou-se pouco depois para diminuir novamente para o Bristol City. As visitantes começavam a ganhar corpo na partida e se impôr melhor ante a fraqueza coletiva das adversárias. 

Apesar da maior posse de bola do Bristol (56%), quem chutou mais durante a partida foi o Reading (11 contra 5). As Royals até tiveram chances de ganhar o três pontos, mas esbarraram na boa atuação da goleira Sophie Baggaley e no oportuno gol aos 38 minutos de Salmon. A atacante disputou até o fim com a defesa e quando finalmente teve a bola, driblou a goleira para empurrar ao fundo das redes.

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Fim de jogo, 3 a 3 no placar. Ambas as equipes permaneceram nas posições iniciais, com o Reading ainda com um jogo a menos.

Ficha técnica:

Reading: Maloney; Pacheco, Leine, Howard, Rowe; Moore, James (Farrow), Allen, Williams; Eikeland (Utland), Chaplen. Técnica: Kelly Chambers.

Bristol City: Baggaley; Evans, Allen, Brown, Dykes; Harrison (Daniels), Humphrey, Wilson (Chance), Sargeant, Wellings; Salmon (Reilly). Técnica: Tanya Oxtoby

Liverpool 0x1 Everton

Liverpool e Everton fizeram um dérbi histórico na sexta rodada. O duelo entre as rivais da cidade foi o primeiro da história da WSL realizado em Anfield (o futebol masculino parou pela data FIFA), para um público de 23.500 pessoas e com direito a You’ll Never Walk Alone na entrada.

Dentro de campo, momentos distintos das equipes. Enquanto as Reds entraram buscando a primeira vitória da temporada e a saída da lanterna, as Toffees podiam assumir a quarta colocação em caso de triunfo fora de casa.

O Liverpool começou melhor, criando chances mais incisivas. Em uma delas, Melissa Lawley quase fez um lindo gol de longe, sendo parada pela goleira Tinja-Riikka Korpela. Niamh Charles e Kirsty Linnett também criaram boas chances – a última não entrou graças a uma defesaça de Korpela.

Parecia que as Reds abriram o placar ainda antes do intervalo, mas as chances perdidas custaram caro. Aos 46 do primeiro tempo, Lucy Graham arriscou de longe, em uma bola que parecia tranquila para a goleira Anke Preuss. Mas a camisa 1 das vermelhas engoliu um frangaço e deixou a bola passar: 1 a 0 Everton.

No segundo tempo, o roteiro foi bem definido. O Liverpool seguiu indo com tudo para cima, precisando ainda mais do gol, enquanto o Everton apostou nos contra-ataques para matar o jogo. Em um deles, Simone Magill quase fez o segundo, mas acabou desperdiçando.

Faltaram forças para as mandantes e o jogo acabou com as visitantes vencendo por 1 a 0. Enquanto o Liverpool segue sem vitórias na WSL, o Everton assumiu a quarta colocação e se estabelece como uma das surpresas positivas da temporada.

Ficha técnica:

Liverpool: Preuss; Jane, Bradley, Fahey, Robe; Roberts, Bailey, Charles; Sweetman-Kirk; Lawley, Linnett. Técnica: Vancy Jepson.

Everton: Korpela; Morgan, Es, George, Turner; Stringer, Graham, Kaagman, Boye-Hlorkah, Magill; Hughes. Técnico: Willie Kirk.

Tottenham 0x2 Arsenal

Se o jogo em Liverpool foi histórico, em Londres foi além disso. O primeiro North London Derby entre Tottenham e Arsenal na primeira divisão feminina prometia não só dentro de campo, mas também pela torcida: o jogo seria disputado no Tottenham Hotspur Stadium, casa do time masculino dos Spurs.

O desfecho não decepcionou. Além de um ótimo jogo, o dia foi de recorde de público na história da WSL – 38.262 pessoas foram ao estádio acompanhar a partida. O recorde anterior era também da atual temporada (31.213, no dérbi de Manchester da primeira rodada).

Dentro de campo, o jogo foi movimentado. O começo até foi em marcha lenta, mas depois o ritmo aumentou, em especial do Tottenham. Kit Graham teve duas boas chances, mas não aproveitou (uma no travessão e outra cara a cara, parando na goleira Manuela Zinsberger). O Arsenal também foi para cima: Katie McCabe acertou o travessão em seguida.

Veio o segundo tempo e as Gunners mostraram porque são as atuais campeãs nacionais. Controlando o jogo pouco a pouco, o time vermelho foi assumindo o controle e matou de vez a partida em dois lances.

Aos 21 minutos, a capitã Kim Little recebeu a sobra no meio, limpou a marcação e bateu firme no canto esquerdo, sem chances para a goleira Rebecca Spencer. E aos 37, com o Tottenham no tudo ou nada, foi a vez da artilheira. No erro da saída de bola de Anna Filbey, Vivianne Miedema saiu livre, limpou a goleira e fez 2 a 0.

O dia histórico no Tottenham Hotspur Stadium foi melhor para o Arsenal, que segue no bolo das líderes do campeonato. O Tottenham estaciona nos nove pontos, mas continua na primeira página da tabela, em sexto.

Ficha técnica:

Tottenham: Spencer; Neville, Godfrey, Filbey, Worm (Davison); Peplow (Quinn), Furness, Percival, Green (Ayane); Graham, Dean. Técnica: Karen Hills.

Arsenal: Zinsberger; Evans, Williamson, Beattie, McCabe; Wälti, Little, van de Donk, Mead (Maier), Nobbs (Roord); Miedema. Técnico: Joe Montemurro.

Classificação após seis rodadas:
1º – Chelsea: 16
2º – Manchester City: 15
3º – Arsenal: 15
4º – Everton: 12
5º – Manchester United: 9
6º – Tottenham: 9
7º – Reading: 7 (-1 jogo)
8º – West Ham: 6
9º – Brighton: 5
10º – Birmingham: 3 (-1 jogo)
11º – Bristol City: 3
12º – Liverpool: 1

Próxima rodada (7ª de 22):
– Bristol City x Manchester City, 24/11
– Manchester United x Brighton, 24/11
– Everton x Tottenham, 24/11
– Birmingham x Chelsea, 24/11
– Arsenal x Liverpool, 24/11
– West Ham x Reading, 24/11

Texto produzido por Eduardo Costa, Hugo L'Abbate, Igor Martins e Lucas Bichão.

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