6ª rodada da WSL 2020/2021: resumo dos jogos da Women’s Super League

Confira os destaques de mais um fim de semana de jogos do futebol feminino inglês!

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6ª rodada da WSL 2020/2021: resumo dos jogos da Women’s Super League
(Foto: Charlotte Tattersall/Getty Images)

A 6ª rodada da WSL 2020/2021 foi de tirar o fôlego! Tivemos estreia de craque internacional na liga, jogos equilibrados, goleadas e uma mudança de liderança após confronto direto na parte de cima da tabela. Confira o resumo da PL Brasil em mais uma rodada da Women's Super League!

Tottenham 1×1 Reading

6ª rodada da WSL 2020/2021: resumo dos jogos da Women’s Super League
(Foto: Alex Davidson/Getty Images)

No jogo de abertura da 6ª rodada da WSL 2020/2021, Tottenham e Reading se enfrentaram no The Hive Stadium. A partida terminou empatada em 1 a 1, mas ficou marcada por um destaque individual. Isso porque a estadunidense Alex Morgan, uma das grandes estrelas da modalidade, voltou a campo após sete meses e estreou na liga.

O duelo começou movimentado, com o Reading melhor. E as visitantes abriram o placar logo aos 13 minutos. Após boa troca de passes, Jess Fishlock achou Emma Mitchell, que cruzou para Brooke Chaplen cabecear firme e inaugurar o marcador a favor das Royals.

As Spurs não se entregaram, e o empate saiu rapidamente. Foi aos 25 do primeiro tempo: em cobrança de escanteio, as mandantes precisaram de três cabeçadas até Ashleigh Neville mandar para o fundo das redes. A partida seguiu bastante equilibrada, e o placar continuou igual indo para o intervalo.

No segundo tempo, o jogo ficou em um ritmo mais baixo. Mas o momento principal aconteceu aos 24 minutos. Foi a entrada de Alex Morgan, bicampeã mundial e campeã olímpica pelos EUA. Sete meses após o nascimento da filha Charlie, e dois depois de assinar contrato com o Tottenham, ela estreou pela equipe.

Bastante visada pela marcação adversária, Morgan pouco fez. No fim das contas, quem chegou mais perto da vitória foi o Reading. Isso porque no fim, Lily Woodham acertou um belo chute que só não colocou as visitantes na frente por conta da boa defesa de Becky Spencer.

Fim de jogo, 1 a 1. O Tottenham enfim conquista mais um ponto após quatro derrotas consecutivas, enquanto o Reading soma a terceira igualdade em três partidas para seguir no meio da tabela.

Ficha Técnica: 

Tottenham: Spencer; Neville, Harrop, Zadorsky, Worm; Kennedy (Sulola), Green, Percival, Ayane (Leon), Addison (Quinn); Dean (Morgan). Técnicos: Karen Hills e Juan Amorós. 

Reading: Moloney; Harding, Cooper (Leine), Bartrip, Mitchell; Fishlock, James, Rowe (Woodham), Chaplen (Bruton); Eikeland, Carter. Técnica: Kelly Chambers.

Manchester City 8×1 Bristol City

Um massacre. Assim é possível descrever o duelo entre Manchester City e Bristol City, pela 6ª rodada da WSL 2020/2021. As Citizens não tomaram conhecimento e aplicaram um sonoro 8 a 1 nas esfaceladas Robins. A partida, aliás, foi cercada de polêmica.

Antes dela, o Bristol confirmou que cinco jogadoras testaram positivo para a Covid-19. São elas: Charlie Wellings, Gemma Evans, Ella Mastrantonio, Abi Harrison e Meaghan Sargeant. O clube pediu o adiamento do confronto, pois quatro delas estavam no elenco que enfrentou o Crystal Palace pela Copa da Liga dois dias antes. Mas a FA recusou, e o Bristol teve que puxar jogadoras da academia para completar elenco, ficando com apenas cinco no banco de reservas.

O resultado foi um time perdido, e uma derrota acachapante no Academy Stadium. O Man City começou melhor, e abriu o placar aos nove minutos, com um gol contra da goleira Sophie Baggaley após bate rebate. Dois minutos depois a artilheira Ebony Salmon empatou, e o Bristol ensaiou um milagre. Ficou bem longe disso.

Isso porque dali para a frente foi um massacre. Após tanta pressão, as mandantes fizeram 2 a 1 com Laura Coombs aos 39. Então a porteira abriu de vez: antes mesmo do intervalo, Keira Walsh ampliou em um lindo chute de fora, e Lucy Bronze fez 4 a 1.

Veio o segundo tempo e o ritmo das Citizens não abaixou, fazendo as Robins sucumbirem ao cansaço. Aos três minutos, Georgia Stanway recebeu de Lucy Bronze para aumentar. E aí brilhou a estrela da artilheira Ellen White, que fez o sexto, deu a assistência para Janine Beckie fazer o sétimo, e aos 40 minutos fechou a maior goleada do clube na WSL com mais um gol. Placar final, 8 a 1.

Com este último, White se tornou a segunda jogadora na história da WSL a atingir 50 gols pela liga. O resultado fez o Man City voltar a subir na tabela e colar nas líderes, enquanto o Bristol, que saiu reclamando muito da decisão de se manter o jogo, segue na lanterna.

Ficha Técnica:

Manchester City: Roebuck; Bronze (Morgan), Houghton, Bonner, Greenwood; Mewis (Scott), Walsh (Weir), Coombs; Kelly (Beckie), White, Stanway (Lavelle). Técnico: Gareth Taylor.

Bristol City: Baggaley; Daniëls, Allen, Matthews, Layzell, Purfield; Logarzo, Humphrey, Rafferty (Wilson), Bissell (Jones); Salmon. Técnica: Tanya Oxtoby.

Chelsea 4×0 Everton

O confronto pela 6ª rodada da WSL 2020/2021 entre Chelsea e Everton foi longe daquele último nas quartas de final da FA Cup, onde as Toffees fizeram 2 a 1 nas Blues. Desta vez, o Chelsea conseguiu o domínio do jogo a partir da metade do primeiro tempo e abriu o placar bem no início, aos 19 minutos, com So-Yun Ji. Ela dominou no peito e chutou no canto direito de Alexandra MacIver.

Apesar da superioridade de qualidade e marcação em campo, as Blues de Londres cometiam muitos erros de passes, deixando o jogo mais competitivo. Isso mesmo sem o Everton oferecer grandes perigos para a goleira Ann Katrin Berger. Uma partida bastante apagada de Isobel Christiansen, uma das destaques da equipe do Everton.

Na segunda etapa, as Blues buscaram reverter os erros anteriores e serem mais efetivas, e a camisa 9 sabe bem como se faz. Bethany England marcou aos 29 e aos 31 minutos. O primeiro após tentativa de drible por Melanie Leupolz e sobrando pra artilheira chutar para o fundo do gol. A segunda após rebote da finalização de Pernille Harder no travessão.

Por outro lado, as Toffees melhoraram na partida e conseguiram segurar alguns momentos de pressão contra o time da casa. No finalzinho do jogo, ainda com espaço para mais um gol, foi a vez da dinamarquesa Harder, que recebeu a bola na intermediária e chutou com bastante força sem chances para a goleira defender.

Fim de jogo, Chelsea 4×0 Everton. Placar positivo para as donas da casa em Kingsmeadow e primeira derrota das visitantes na competição. Com a vitória, o Chelsea chega a 26 partidas invicto na WSL e empata na classificação com o Everton, ambos com 13 pontos.

Ficha Técnica:

Chelsea: Berger; Mjelde, Bright, Eriksson, Andersson (Carter); So Yun Ji (Fleming), Leupolz, Ingle; Cuthbert (Kerr), Harder, England. Técnica: Emma Hayes

Everton: MacIver; Wold, Finnigan, Sevecke (Pattinson), Turner; Christiansen, Egurrola; Emslie, Sorensen, Raso (Pike); Magill (Boye-Hlorkah). Técnico: Willie Kirk

Brighton 0x2 Aston Villa

A primeira vitória a gente nunca esquece. De volta à elite do futebol feminino inglês após 16 anos, o Aston Villa precisou esperar até a 6ª rodada da WSL 2020/2021 para finalmente conquistar os primeiros três pontos de sua história, diante do Brighton.

Em confronto direto da parte de baixo da tabela, ambas as equipes encararam o primeiro tempo com mais cautela do que agressividade. As mandantes apresentavam mais volume, mas as visitantes voltaram melhores à segunda etapa e foram premiadas pela postura mais ofensiva. Aos 14 minutos, a veterana Anita Asante, de 35 anos, aproveitou rebote da zaga adversária e acertou belo chute colocado: 1 a 0 Villa.

O gol sofrido fez a técnica Hope Powell mexer no Brighton, de modo a mudar a postura do time em campo. Dois minutos após o tento das visitantes, sacou a discreta Lee Geum-min e colocou a veloz Rianna Jarrett. Cinco minutos depois, a lateral Kirsty Barton deu lugar à meia Emily Simpkins.

As mudanças deram cara nova às Seagulls, que passaram a reter mais a posse de bola e a pressionar mais a defesa das Villans. As irlandesas Denise O'Sullivan e Jarrett representavam perigo constante à meta defendida por Lisa Weiss. A jovem lateral-direita (incialmente escalada na ponta) Maya Le Tissier também incomodava.

Entretanto, a pressão das donas da casa não surtiu tanto efeito. Com a defesa adversária aberta, as Villans ainda se aproveitaram e fecharam o placar nos acréscimos. Após bela reposição de bola da goleira Weiss, a camisa 10 Ramona Petzelberger ganhou na corrida da defesa e, num belo toque, garantiu a vitória das visitantes: 2 a 0.

O primeiro triunfo do Villa na história da WSL deu ao clube uma desejada distância da zona de rebaixamento. Já o Brighton, há cinco rodadas sem vencer, segue na oitava colocação, com dois pontos e dois lugares na tabela à frente das Villans.

Ficha Técnica:

Brighton: Walsh; Barton (Simpkins), Kerkdijk, Bowman, Gibbons; Connolly (Heroum), Kaagman; Le Tissier, O'Sullivan, Whelan; Lee (Jarrett). Técnica: Hope Powell.

Aston Villa: Weiss; Franklin-Fraiture, Haigh, N'Dow, Siems; Petzelberger, Arthur, Asante; Larsen, Hutton (Silva), Hayles (Ewers). Técnica: Gemma Davies.

Birmingham 1×2 West Ham

O Damson Park foi palco do confronto entre Birmingham City e West Ham, pela 6ª rodada da WSL 2020/2021. O duelo marcou uma vitória virada das Hammers, com destaque para Emily van Egmond – autora do gol do triunfo.

Desde os primeiros momentos, as Blues buscaram se colocar de forma mais defensiva. Tendo o setor como ponto forte, sabiam que podiam explorar a falta de eficiência ofensiva adversária. Aos nove minutos, Claudia Walker marcou o primeiro, aproveitando uma das seis chances do Birmingham durante a partida.

Após a vantagem, o time se fechou mantendo apenas a atacante na frente. Ao passo que a pressão aumentava, o West Ham via chances de gol surgirem. Foi assim que aos 43 minutos, em fala do lado esquerdo para as Hammers, e no bate-rebate na área após cruzamento, a bola acabou no fundo das redes. A autora? Walker contra.

Com o empate em 1 a 1, o time visitante tornou-se mais confiante para a virada. O desafio, no entanto, não foi dos mais fáceis. O Birmingham era uma das defesas menos vazadas (oito gols tomados) e mantinha uma barreira na frente da zaga com duas linhas de quatro. Ao West Ham faltava criatividade, mesmo com mais posse.

Foi somente em uma oportunidade única de espaços deixados pelas donas da casa que van Egmond mandou para o fundo das redes. A virada veio aos 28 do segundo tempo, ainda com tempo de sobra até o fim. Mas, o Birmingham já parecia derrotado e pouco pêde fazer para reverter a situação.

Ficha Técnica:

Birmingham: Hampton; Holloway, Brougham, Corsie, Scott; Murray, Napier
(Lawley), Scofield, Green (Whipp); Mayling (Kelly), Walker. Técnica: Carla Ward.

West Ham: Arnold; Vetterlein, Fisk, Flaherty, Daly; van Egmond, So-Hyun, Svitková
(Dali); Leon, Thomas (Longhurst), Lehmann (Kiernan). Técnico: Matt Beard

Manchester United 1×0 Arsenal

No jogo mais aguardado da 6ª rodada da WSL 2020/2021, o Manchester United não fez feio: vitória em casa que o levou à liderança da competição, derrubando o então líder Arsenal. De quebra, derrubou o tabu de não ter vencido equipes do Big Three pela Women's Super League.

A partida começou com as donas da casa tomando as ações iniciais. De maneira geral, a primeira etapa foi conduzida pelas Reds. O lado esquerdo de ataque com Jackie Groenen e Tobin Heath rendeu as melhores jogadas da equipe. A americana sempre buscava a linha de fundo e acionava Christen Press na área.

Nessa dobradinha americana, o United quase marcou eem duas oportunidades com a camisa 24: uma foi para fora e na outra Manuela Zinsberger fez grande defesa com os pés. O ponto fraco do time de Casey Stoney era também o lado esquerdo de defesa, já que a ponta Leah Galton jogava improvisada de lateral. Vivianne Miedema e Beth Mead conseguiram sobressair por ali e criaram os melhores lances das Gunners.

Mas ambos os times foram mesmo para o intervalo com um empate e sabores diferentes em torno dele. Isso porque para o United era amargo, já que a equipe criou o suficiente para marcar mas não soube aproveitar as oportunidades; e mais adocicado para o Arsenal, que se viu pressionado em seu campo, sem conseguir sair e encaixar seu jogo.

Já no intervalo Kirsty Hanson deu lugar a Jess Sigsworth. A camisa 9 conseguiu bons lances de ataque pela ponta direita que levaram perigo ao Arsenal. Entretanto, a tônica seguia a mesma da primeira etapa. Enquanto as Reds criavam e não concluíam bem, as Gunners tentavam se encontrar na partida. A melhor chance das visitantes veio de um quase gol contra de Amy Turner que Mary Earps salvou à queima roupa.

Lauren James entrou e iniciou a jogada do gol. Ela acionou Sigsworth que ganhou em velocidade e serviu Ella Toone, que bateu e viu a bola entrar de mansinho, beijando a trave. O Arsenal tentou um abafa no final, mas o placar ficou mesmo em 1 a 0 para as Reds. O Manchester United foi, de fato, a equipe que jogou melhor e mereceu vencer.

Ficha Técnica:

Manchester United: Earps; Batlle, Amy Turner, Millie Turner, Galton; Ladd (Zelem), Groenen; Hanson (Sigsworth), Toone, Heath (Staniforth); Press (James). Técnica: Casey Stoney

Arsenal: Zinsberger; Wubben-Moy (Maier), Williamson, Schnaderbeck (Mace), McCabe; Gut (Roord), Walti, van de Donk (Little); Mead, Miedema, Foord. Técnico: Joe Montemurro

Classificação após a 6ª rodada da WSL 2020/2021:

1º – Manchester United: 16
2º – Arsenal: 15
3º – Chelsea: 13 (-1 jogo)
4º – Everton: 13
5º – Manchester City: 11
6º – Reading: 8
7º – Birmingham: 6
8º – Brighton: 5
9º – West Ham: 4
10º – Aston Villa: 3 (-2 jogos)
11º – Tottenham: 2
12º – Bristol City: 0 (-1 jogo)

Próxima rodada (7ª de 22):

– Manchester United x Manchester City, 14/11
– Aston Villa x Birmingham, 14/11
– Everton x Reading, 14/11
– Bristol City x Tottenham, 14/11
– West Ham x Brighton, 15/11
– Arsenal x Chelsea, 15/11

Texto produzido por Alícia Soares, Eduardo Costa, Hugo L'Abbate, Karyne Teixeira e Lucas Bichão.