6ª rodada da Premier League: confira o resumo dos jogos

Veja tudo que rolou nas partidas de sexta, sábado e domingo do Campeonato Inglês

6ª rodada da Premier League: confira o resumo dos jogos

Os jogos do fim de semana da 6ª rodada da Premier League foram marcados por mais uma vitória do Liverpool, um triunfo suado do Arsenal, uma goleada impiedosa do Manchester City e vacilos de Manchester United e Tottenham e muito mais. Confira o resumo das partidas.

Southampton 1×3 Bournemouth

Southampton e Bournemouth fizeram o clássico da costa sul na abertura da 6ª rodada da Premier League 2019/20. A equipe visitante levou a melhor sobre os donos da casa com uma contundente vitória de 3 a 1 e conquistaram seu primeiro triunfo no St. Mary's Stadium pela Premier League.

Os Cherries abriram o placar logo aos 10 minutos da etapa inicial. Após o cruzamento do espanhol Diego Rico, o zagueiro holandês Nathan Aké subiu mais que toda a zaga dos Saints e cabeceou para o fundo das redes do goleiro Gunn.

A equipe de Eddie Howe até chegou a aumentar o placar com um gol de Joshua King, que acabou sendo anulado pelo VAR. Nove minutos depois, o Bournemouth aumentou o marcador após o passe de Billing encontrar Harry Wilson, que chutou cruzado e fez o seu 3º gol na Premier League.

Na etapa final, Bertrand acabou entrando no lugar de Kevin Danso e o Southampton acabou melhorando na partida. Logo aos oito minutos, Che Adams sofreu um pênalti cometido por Steve Cook e Ward-Prowse diminuiu para os Saints, colocando fogo na partida.

Os Saints até pressionaram, mas foi o Bournemouth que fez mais um e liquidou a partida no último lance. Após uma confusão protagonizada pelo goleiro Gunn e pelo zagueiro Bednarek, a bola sobrou livre para Callum Wilson só empurrar para as redes e decretar a vitória dos Cherries.

FICHA TÉCNICA:

Southampton: Gunn, Danso (Bertrand), Bednarek, Vestergaard, Cedric; Hojberg, Romeu, Ward-Prowse, Boufal, Redmond (Armstrong); Adams (Ings). Técnico: Ralph Hasenhuttl

Bournemouth: Ramsdale, Stacey, Cook, Aké, Rico; Billing, Lerma, Harry Wilson (Fraser), King (Surman); Solanke (Lewis Cook), Callum Wilson. Técnico: Eddie Howe

Leicester 2×1 Tottenham

A partida entre Leicester e Tottenham prometia ser uma das melhores da rodada. E os dois cumpriram as expectativas com um ótimo e movimentado jogo.

Os times começaram criando chances, com o Tottenham um pouco superior. Só que o primeiro a marcar foi o Leicester: aos 16 minutos, Youri Tielemans chutou, Paulo Gazzaniga largou e Ayoze Pérez driblou o goleiro no rebote para fazer 1 a 0. Entretanto, o atacante dos Foxes estava impedido e o VAR anulou o gol.

Parecia que o time da casa viria com tudo, mas quem fez para valer foram os Spurs. Aos 28, em rápido contra-ataque, Son Heung-Min rolou para Harry Kane, que mesmo caindo, acertou uma improvável finalização no ângulo. Um golaço, abrindo o placar para os londrinos.

O Leicester foi para cima em busca do empate no segundo tempo, mas o Tottenham não abdicou de suas ambições ofensivas. Por isso, a parte final do jogo começou ainda mais agitada, com ambas as equipes jogando para a frente.

O roteiro da partida mudou mesmo com um lance polêmico aos 19 minutos. Son recebeu e foi travado na área por Çaglar Soyüncü, Kane ficou com a sobra do lado esquerdo e fez a inversão para Serge Aurier, que bateu firme e fez 2 a 0. Mas o VAR pegou um impedimento milimétrico de Son quando foi lançado e anulou o tento.

O fato animou a torcida no King Power Stadium e o Leicester se atirou de vez. Cinco minutos depois, na saída de bola errada dos Spurs, a troca de passes rápida chegou a Jamie Vardy na esquerda. Ele cruzou para Harvey Barnes, mas a bola desviou e sobrou para Ricardo Pereira, que fuzilou de primeira. Agora sim valeu: 1 a 1 no placar.

Os mandantes entraram no calor da torcida, os visitantes sentiram o golpe e o jogo virou de ponta cabeça. A pressão do Leicester acuou o Tottenham e deu resultado: aos 40 minutos, James Maddison recebeu com liberdade no meio, ajeitou e soltou a bomba de longe, sem chances para Gazzaniga. Virada dos Foxes, 2 a 1 e festa nas arquibancadas.

Com o resultado, o Leicester chegou aos 11 pontos e se estabeleceu na briga pelo G4, ultrapassando o próprio Tottenham, que estacionou nos oito pontos e deixou a zona de classificação à Champions League.

FICHA TÉCNICA:

Leicester: Schmeichel; Ricardo Pereira, Evans, Söyüncü, Chilwell; Ndidi, Pérez (Praet), Tielemans (Choudhury), Maddison, Barnes (Gray); Vardy. Técnico: Brendan Rodgers.

Tottenham: Gazzaniga; Aurier, Alderweireld, Vertonghen, Rose; Winks, Sissoko (Wanyama), Ndombélé (Lucas), Lamela (Eriksen); Son, Kane. Técnico: Mauricio Pochettino.

Manchester City 8×0 Watford

Em mais um jogo das 11h do sábado, o Manchester City foi impiedoso. Vindo de derrota para o Norwich na última rodada, os Citizens aplicaram uma sonora goleada no Watford no Etihad Stadium, afundado os adversários na lanterna da Premier League.

No primeiro tempo, o City estava praticamente imparável. Inaugurando o placar antes do cronômetro marcar o primeiro minuto, anotou cinco gols em apenas 18 minutos, não dando chance para os visitantes sequer respirarem.

Os gols da primeira etapa foram marcados por David Silva, Aguero (de pênalti), Dendoncker contra – Mahrez efetuou cobrança de falta e a bola desviou no atleta -, Bernardo Silva e Otamendi. Os comandados de Guardiola pareciam insaciáveis a cada gol marcado.

No segundo tempo, o time não tirou o pé do acelerador como poderia ser esperado. Logo aos 48 minutos, Bernardo Silva marcou o seu segundo gol na partida. A pressão continuou, e Bernardo anotou um hat-trick aos 60.

Para finalizar o massacre, Kevin De Bruyne, autor de duas assistências no confronto, marcou um golaço aos 85 minutos, dando números finais à histórica vitória do clube. O resultado proporcionou aos azuis de Manchester a quebra de alguns recordes.

Everton 0x2 Sheffield United

Pressionados pela irregularidade apresentada nas últimas partidas, o Everton voltou a perder. Os donos da casa foram derrotados por um concorrente direto na tabela, já que o Sheffield United ultrapassou a pontuação dos Toffees após vencê-lo nesta rodada. Além disso, a equipe sofreu o primeiro escorregão em seus domínios e não conseguiu furar a linha defensiva dos Blades.

Na primeira etapa, o Everton produziu mais que os adversários e apresentou um estilo de futebol intenso. Apesar da posse de bola e a pressão em cima dos visitantes, quase não houve arremates que preocupassem o goleiro Henderson. Inicialmente, Richarlison foi participativo dentro das quatro linhas, mas não decisivo como em outras atuações.

Apesar disso, o confronto parecia favorável ao clube da cidade de Liverpool até que, no único escanteio para o Sheffield United, a bola desviou levemente em Yerry Mina, que marcou contra as redes da própria equipe. Levou os torcedores do Everton a amargar mais um gol de bola parada na Premier League – prognóstico que repete-se com frequência desde o final da temporada anterior.

Os técnicos Marco Silva e Chris Wilder optaram por fazer mudanças conforme os seus esquadrões respondiam em campo. Porém, transparecendo a sua preocupação, o português tentou contornar a falta da “última bola” para que os Blues empatassem.

Por conta disto, as suas escolhas expuseram ainda mais a defesa do Everton. Num belo contra-ataque iniciado por John Ludstram, a bola encontrou Lys Mousset que finalizou no canto inferior para não dar chances ao goleiro Pickford.

FICHA TÉCNICA:

Everton: Pickford, Coleman (Theo Walcott), Keane, Mina, Digne; Schneiderlin (Alex Iwobi), Delph, Richarlison, Sigurdsson, Bernard (Cenk Tosun); Kean. Técnico: Marco Silva. (4-2-3-1)

Sheffield United: Henderson, Basham, Egan, O'Connell; Baldock, Ludstram, Norwood (Phil Jagielka), Fleck, Steven; McBurnie (Ben Osborn), Robinson (Lys Mousset). Técnico: Chris Wilder . (3-5-2)

Burnley 2×0 Norwich

Após a surpreendente vitória diante do Manchester City, o Norwich foi até o Turf Moor para enfrentar o Burnley e dar continuidade ao bom momento, no entanto, a equipe da casa aproveitou as falhas defensivas e resolveu a partida ainda na primeira etapa.

Destaque da temporada, Teemu Pukki teve a primeira oportunidade da partida, mas a finalização do finlandês parou em Pope. A resposta do Burnley foi letal. Após cobrança de escanteio de Westwood, Chris Wood aproveitou a falha de marcação do Norwich e subiu para abrir o placar aos 10 minutos de jogo.

O gol animou o Burnley, que subiu sua marcação e marcava a saída de bola do Norwich tentando forçar um erro. E esse erro veio aos 14 minutos de jogo. Cork interceptou o passe, rolou para McNeil, o camisa 11 cruzou rasteiro e Wood se antecipou a marcação do Norwich para ampliar o placar.

A partir daí o Burnley recuou um pouco a marcação e permitiu que o Norwich começasse a jogar como gosta: marcando em cima e com volume de jogo. E foi assim que os visitantes quase empataram a partida. Após roubar a bola no campo de defesa do Burnley, a bola sobrou para Leitner arriscar um belo chute que parou na trave.

Apesar disso, o ferrolho defensivo montado por Sean Dyche impediu que o Norwich pudesse criar chances claras de gol e garantiu a vitória do Burnley, que volta a vencer no campeonato depois de quatro jogos.

Ficha técnica:

Burnley: Pope; Lowton, Tarkowski, Mee, Pieters; Hendrick (Brady), Cork, Westwood, McNeil (Lennon); Barnes (Rodriguez) e Wood. Técnico: Sean Dyche

Norwich: Krul; Byram, Amadou, Godfrey, Lewis; Tettey (Leitner), McLean, Buendia, Stiepermann (Drmic), Cantwell (Roberts); Pukki. Técnico: Daniel Farke

Newcastle 0x0 Brighton

Em duelo válido pela briga contra o rebaixamento, Newcastle e Brighton entraram no St. James' Park buscando a segunda vitória na competição. Ao apito final, vaias e decepção da torcida do Newcastle, que sequer conseguiu assustar os visitantes e o jogo não saiu do zero.

O Brighton sobrou em campo na primeira etapa. Com 74% de posse de bola, os Seagulls criaram as melhores chances do primeiro tempo. Maupay teve a primeira chance do jogo, mas acabou parando em boa defesa de Dubravka. Pouco tempo depois, Lewis Dunk subiu mais alto que a defesa do Newcastle e cabeceou no travessão.

Os Magpies só vieram levar perigo ao gol do Brighton quando Joelinton se desvencilhou da marcação e subiu livre pra cabecear, mas acabou tirando muito e a bola passou rente a trave direita. Os Seagulls chegaram a balançar as redes com Steven Alzate, mas o auxiliar levantou a bandeira e marcou impedimento e a partida foi para o intervalo em 0 a 0.

Na volta dos vestiários, pouco mudou em relação ao que foi visto na primeira etapa. Mesmo jogando como visitante, o Brighton tinha mais posse de bola e era mais perigoso que os donos da casa. Ainda assim, a primeira boa chance foi do Newcastle, mas Atsu acabou finalizando pra fora.

O Brighton respondeu quando Gross arriscou de fora da área e assustou a meta de Dubravka. E os visitantes ficaram a centímetros de abrir o placar. Aaron Connolly recebeu grande passe e saiu na cara de Dubravka. O camisa 44 tocou por cima do goleiro e quando a bola já estava praticamente entrando, Fabian Schar apareceu e tirou o que seria o gol da vitória dos Seagulls.

Ao apito final, vaias do torcedor do Newcastle, que ainda não viu a equipe vencer como mandante na temporada. O Brighton chega a seu terceiro empate em seis jogos disputados e não vence há cinco partidas.

Ficha técnica:

Newcastle: Dubravka; Manquillo, Schar, Lascelles, Dummett, Willems (Andy Carroll); Almiron (Saint-Maximin), Hayden, Shelvey (Ki Sung-Yong), Atsu; Joelinton. Técnico: Steve Bruce

Brighton: Ryan; Burn, Dunk, Webster; Montoya, Stephens, Propper, Alzate; Mooy (Connolly), Maupay (Bissouma) e Gross (Bong). Técnico: Graham Potter

West Ham 2×0 Manchester United

As tradicionais bolhas de sabão estiveram na entrada das equipes no London Stadium. Mas a torcida só foi melhorar o espetáculo 30 minutos depois. Antes, o jogo era bem equilibrado, até mesmo morno. Nenhum goleiro tinha feito qualquer defesa.

A partir da segunda metade dos primeiros 45, o West Ham começou a rondar a área e, mesmo sem gerar perigo à meta, conquistou o controle da partida. Aos 44, porém, Mark Noble não foi incomodado e encontrou Felipe Anderson no meio da zaga.

O brasileiro deu um passe de primeira para Andriy Yarmolenko, que dominou e bateu no cantinho de David De Gea. Com a assistência, o brasileiro chegou a 15 participações diretas em gols desde a sua chegada na última temporada (nove gols e seis passes).

Depois do intervalo, a situação ficou ainda pior para Ole Gunnar Solskjaer. O único atacante disponível, Marcus Rashford, se machucou e teve que ser substituído. Sem homens de frente, o time não conseguiu incomodar Lukasz Fabianski, apesar de o goleiro aparecer para salvar chute de Harry Maguire.

Na reta final, Aaron Cresswell cobrou falta com maestria no ângulo de De Gea e decretou a vitória.

Ficha técnica:

West Ham: Fabianski, Fredericks (Zabaleta), Diop, Ogbonna, Cresswell; Rice, Noble, Fornals; Felipe Anderson (Wilshere), Yarmolenko (Snodgrass) e Haller. Técnico: Manuel Pellegrini.

Manchester United: De Gea, Wan-Bissaka, Lindelöf, Maguire, Young; Matic (Fred), McTominay, Andreas Pereira, Mata (Gomes) e James; Rashford (Lingard). Técnico: Ole Gunnar Solskjaer.

Crystal Palace 1×1 Wolverhampton 

No Selhurst Park o Wolverhampton possuía a difícil missão de atingir a sua redenção. Sem nenhuma vitória até o momento, os Wolves estão longe de repetir a boa campanha da temporada 2018/19 – são agora quatro empates e duas derrotas.

Pior para o Crystal Palace, donos da casa, que tiveram de duelar com uma equipe cheia de vigor que lutou até o último segundo pelo igualdade de 1 a 1.

A partida teve um início equilibrado, com ambos os times medindo forças. Os visitantes saíram na frente em quase todos os quesitos, tendo maior posse de bola (52% a 48% até os 25 minutos) e dando mais chutes a gol (7 contra 1 ao fim do 1º tempo). Foi também dos Wolves a melhor chance: cabeçada de Doherty defendida por Guaita de forma surpreendente.

Zaha era nos 45 minutos iniciais o jogador mais diferente: buscava as jogadas individuais mesmo tendo sucesso na maioria delas. Jordan Ayew esteve sozinho durante grande parte da partida e isso contribuiu para o bom primeiro tempo defensivo do Wolverhampton.

A análise de intervalo era favorável aos Lobos, pois haviam tido as melhores chances e possuíam uma variedade ofensiva na qual o Crystal Palace não conseguia deter. Mas, aos 46, quem abriu o placar foi justamente o time que perdia em grande parte das estatísticas.

O gol saiu de um chute de Ward, mas a bola desviou na defesa e matou qualquer chance de Rui Patrício buscar a defesa. Dendoncker ficou com o fardo do gol contra e por muito pouco não pôde ser considerado o bode expiatório de uma derrota inoportuna.

Momentos de desespero para os visitantes se seguiram após o revés no placar. Saïss foi expulso aos 73 e o Crystal Palace começava a ter mais volume de jogo. Os Eagles perderam foram perdendo chances em cima da defesa desfeita de seus adversários, a mais clara delas com Benteke nos acréscimos. A bola vendo os maus tratos resolveu condenar o Palace.

O Wolverhampton foi para o seu último ataque, organizado em uma complexa troca de passes baseada no puro desespero. A bola resolveu encontrar Diogo Jota dentro da área e o atacante português fuzilou as redes como uma espécie de desabafo. Roy Hodgson representou a fúria do time que cedia o empate na última chance da partida.

A redenção não veio, mas o empate mostra aos Wolves que com um pouco mais de sorte podem reverter a situação atual de estar na zona do rebaixamento. Quanto ao bom início dos Eagles, esse bem se perdendo e o time pareceu na partida depender do brilhantismo de algumas de suas estrelas para se impor ante a adversários de meio de tabela.

Ficha Técnica:

Crystal Palace: Guaita, Ward, Sakho, Cahill, Van Aanholt, Milivojevic, Schlupp, McArthur (McCarthy), Kouyate, Zaha, Ayew (Benteke). Técnico: Roy Hodgson

Wolverhampton: Patricio, Doherty (Neves), Boly, Coady, Saiss, Jonny, Dendoncker (Neto), Moutinho, Traore, Jota, Jimenez (Cutrone). Técnico: Nuno Espírito Santo

Arsenal 3×2 Aston Villa

O Arsenal recebeu o Aston Villa no Emirates Stadium e serviu a seus visitantes um balde de água fria nos 18°C de Londres. A equipe da casa começou perdendo, teve jogador expulso ainda no 1º tempo e virou a partida na faixa dos 80 minutos. Ainda assim não faltaram críticas aos Gunners depois do apito final.

A primeira metade dos 45 iniciais teve um Arsenal dominante em alguns números. Com quase 70% da posse de bola, o clube londrino possuía todas as condições de pressionar seus adversários. Porém, só essa estatística pode enganar o público já que em número de chutes realizados havia um empate em quatro a quatro.

Foi também dos Villans o melhor aproveitamento, esse número podendo ser traduzido no acontecimento que gerou a abertura do placar. El Ghazi cruzou para o centro da área, McGinn surgiu entre os defensores e empurrou para o fundo das redes. O meia era quem mais havia tentado o gol até os 19 minutos.

Desse momento em diante se escrevia um enredo apocalíptico para o Arsenal, que deixava seus adversários jogarem e era pouco incisivo no ataque. O ponto chave desse prelúdio aconteceu aos 40, quando Maitland-Niles foi expulso depois de receber o 2ª amarelo.

Saka, que fora o destaque do Arsenal no primeiro tempo, acabou sendo substituído no intervalo para a entrada de Chambers. O respiro ainda viria com Pépé em cobrança de pênalti aos 59, mas como num bom filme de horror esses momentos de felicidade se vão logo e Wesley tratou de desempatar dois minutos depois.

Mas, como que para agradar o público pagante o Arsenal resolveu dar um final feliz para toda essa trama. Guendouzi teve papel fundamental, apesar de não ter seu nome gravado nos créditos dos gols que vieram aos 81 e 84 minutos. Primeiro veio o empate com Chambers, que abusou do oportunismo dentro da área após uma breve confusão típica do abafa final.

A comemoração definitiva veio com um gol já esperado de Aubameyang. O gabonês cobrou uma falta na entrada da área no canto do goleiro, observando a chance criada pela grande movimentação que se criou na frente da barreira. Com esse tento o atacante possui 16 gols nos últimos 16 jogos que disputou, contando todas as competições segundo o OptaJoe.

Ficha Técnica:

Arsenal: Leno, Niles, Sokratis, David Luiz, Kolasinac, Guendouzi, Xhaka (Willock), Ceballos (Torreira), Pépé, Aubameyang, Saka (Chambers). Técnico Unai Emery

Aston Villa: Heaton, Guilbert, Engels, Mings, Taylor, Nakamba (Hourihane), McGinn, Grealish, Trezeguet (Elmohamady), El Ghazi (Lansbury), Wesley. Técnico: Dean Smith

Chelsea 1×2 Liverpool

Depois de ter tomado muito sufoco, o Liverpool conseguiu sair com uma suada vitória do Stamford Bridge. Com o resultado os Reds mantiveram uma campanha de 100% de aproveitamento até essa rodada. Já o Chelsea ficou com um gosto ainda mais amargo que o normal.

O jogo começou bastante agitado com muita pegada nas regiões centrais do campo. Em meio ao jogo sem dono, Alexander-Arnold colocou o Liverpool na frente do placar em um golaço de cobrança de falta, sem chances pra Kepa.

Logo depois o Chelsea revidou com gol de Azpilicueta, que acabou sendo invalidado pelo VAR. Mason Mount estava impedido no início da jogada e a reação imediata dos Blues foi cancelada. E ainda ficou pior, não muito tempo depois Roberto Firmino subiu sozinho para ampliar o placar.

Se no primeiro tempo o Liverpool não fez muito esforço para marcar duas vezes, esforço não faltou para o Chelsea na segunda etapa. Foi um período de muita pressão dos Blues, onde o goleiro Adrián foi obrigado a aparecer muitas vezes.

Apesar da pressão azul, o Chelsea não conseguiu igualar o placar. O gol saiu em grande jogada individual de N'Golo Kanté. Depois disso os Blues continuaram sufocando o Liverpool, mas sem a efetividade goleadora necessária.

Ficha Técnica:

Chelsea: Kepa; Azpilicueta, Christensen (Zouma), Tomori, Emerson (Alonso); Jorginho, Kovacic, Kanté; Mount, Willian, Abraham (Batshuayi). Técnico: Frank Lampard.

Liverpool: Adrián; Alexander-Arnold, Matip, van Dijk, Robertson; Fabinho, Henderson (Lallana), Wjinaldum; Salah (Joe Gomes), Mané (Milner), Firmino. Técnico: Jürgen Klopp.