5 jogos marcantes do Arsenal na Champions League

Relembre grandes partidas da história dos Gunners na maior competição europeia

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5 jogos marcantes do Arsenal na Champions League
(Foto: Richard Heathcote/Getty Images)

A relação do Arsenal com a Uefa Champions League é um caso à parte. Um dos principais times da Inglaterra e que acumulou participações consecutivas na principal competição europeia, os Gunners tentaram muito, mas jamais conquistaram o torneio. 

Apesar disso, como qualquer outra grande camisa, o time vermelho de Londres tem histórias marcantes para contar na UCL. Por isso, a PL Brasil relembra agora cinco jogos marcantes da história do Arsenal na Champions League.

Relembre 5 jogos marcantes do Arsenal na Champions League

Inter de Milão 1×5 Arsenal – 2002/2003

5 jogos marcantes do Arsenal na Champions League
(Foto: Alex Livesey/Getty Images)

Enquanto em 2003/2004 o Arsenal venceu a histórica Premier League invicta, na Champions League as derrotas começaram a rodo. Foram três nos quatro primeiros jogos, incluindo um 3 a 0 para a Inter de Milão em pleno Highbury. Para manter as chances de classificação na chave que ainda tinha Lokomotiv Moscou e Dynamo de Kiev, era necessário ganhar da Inter na Itália. 

A equipe Nerazzurri, na época, era uma das melhores do mundo. Para se ter uma ideia, o time titular naquele 25 de novembro de 2003 tinha nomes como Javier Zanetti, Fabio Cannavaro e Christian Vieri. Mas o Arsenal, comandado por Thierry Henry, não tomou conhecimento na hora da decisão.

Aos 25 minutos, Henry abriu o placar. Vieri até empatou aos 32 e incendiou a torcida no Giuseppe Meazza, mas parou por ali. O que seguiu no segundo tempo foi um baile inglês: Fredrik Ljungberg aos quatro, Henry aos 40, Edu aos 42 e Robert Pirès aos 44 minutos. Ritmo alucinante, um impiedoso 5 a 1 e vaga encaminhada à fase seguinte.

Real Madrid 0x1 Arsenal – 2005/2006

5 jogos marcantes do Arsenal na Champions League
(Foto: Denis Doyle/Getty Images)

Aquela Champions League em 2003/2004 acabaria nas quartas de final para o Arsenal, ao ser eliminado em casa pelo Chelsea. Mas duas temporadas depois, veio a grande oportunidade. A campanha do mata-mata em 2005/2006, após a liderança do grupo B, começou nas oitavas de final. E era simplesmente diante do maior campeão.

Em 21 de fevereiro de 2006, jogo de ida entre Real Madrid e Arsenal, no Santiago Bernabéu. O poderoso time merengue jamais havia perdido para equipes inglesas pela principal competição europeia, em oito confrontos. Mas no nono, foi a vez do craque maior decidir a favor dos Gunners.

O gol da vitória por 1 a 0 é um dos mais lembrados da história do Arsenal. Logo no primeiro minuto do segundo tempo, Henry recebeu no meio do campo, passou como quis por três adversários, invadiu a área e tocou na saída de Iker Casillas. Um golaço, para delírio da torcida londrina em Madri.

O jogo da volta em Highbury foi tenso e bem disputado. Mas os comandados de Arsène Wenger fizeram o suficiente: 0 a 0 que garantiu os Gunners nas quartas de final.

Villarreal 0x0 Arsenal – 2005/2006

5 jogos marcantes do Arsenal na Champions League
(Foto: Alex Livesey/Getty Images)

Ainda naquela Champions League de 2005/2006, o Arsenal passou pela Juventus nas quartas, e encarou o surpreendente Villarreal de Manuel Pellegrini na semifinal. Na ida, em Londres, vitória dos ingleses por 1 a 0, e um cenário que parecia confortável para o segundo jogo no El Madrigal, em 25 de abril de 2006. Só parecia.

O Arsenal, que teve a melhor defesa daquele torneio e chegou a ficar 999 minutos sem levar gol, estava há nove jogos com a defesa impenetrável. O décimo seria de forma sofrida: a equipe de Wenger não deu um chute sequer ao gol, e segurou a pressão do submarino amarelo até o fim. Mas o drama maior veio literalmente na hora da decisão.

Aos 43 minutos do segundo tempo, dividida entre José Mari e Gaël Clichy na área, e o pênalti foi marcado. Tensão instalada na torcida vermelha. O craque argentino Juan Román Riquelme, grande nome do Villarreal, alinhou para bater e mandar o jogo à prorrogação.

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Mas ele pegou mal, e o ídolo gunner Jens Lehmann caiu certo para segurar firme. Drama que rapidamente virou uma catarse de festa. O Arsenal segurava a pressão da torcida amarela e encerrava a magia do surpreendente adversário. Pela primeira vez, a final da Champions League estava a caminho.

Arsenal 2×1 Barcelona – 2010/2011

5 jogos marcantes do Arsenal na Champions League
(Foto: LLUIS GENE/AFP via Getty Images)

Cinco anos depois da tristeza diante do Barcelona (que será contada no fim deste texto), e um ano depois da eliminação nas quartas em 2009/2010, o Arsenal enfrentava novamente os catalães na Champions League 2010/2011, mas agora nas oitavas de final. O jogo de ida seria no dia 16 de fevereiro de 2011, no Emirates Stadium.

A equipe de Pep Guardiola, considerada uma das melhores da história do futebol, começou como se esperava em Londres. E após uma certa pressão, aos 26 minutos veio o gol: Lionel Messi, em lance de craque, passou por vários defensores até deixar David Villa livre para abrir o placar.

O gol balançou a torcida do Arsenal, que viu a freguesia estar perto de aumentar. Mas o segundo tempo virou uma catarse absoluta na casa dos Gunners. Arsène Wenger decidiu mudar e pôs o time para cima, colocando Nicklas Bendtner no lugar de Theo Walcott, e Andrey Arshavin no lugar de Song. A ousadia deu resultado.

Aos 33 minutos, o artilheiro Robin van Persie recebeu na esquerda e chutou sem ângulo, mas venceu o goleiro Victor Valdés para empatar. A torcida entrou de vez no jogo. E a empolgação virou explosão aos 38, quando Samir Nasri avançou na direita e encontrou Arshavin. Vindo de trás, o russo soltou a bomba de primeira, mandou para o fundo das redes e virou a partida.

Festa total no Emirates Stadium, que viu o Arsenal vencer o Barcelona pela primeira vez na história. Na volta, o time espanhol virou e conseguiu a vaga. Mas o triunfo de virada em Londres até hoje é muito lembrado.

Arsenal 2×0 Bayern – 2015/2016

Arsenal Champions League
(Foto: Paul Gilham/Getty Images)

Quatro temporadas depois, novo confronto contra um time poderoso em casa. O Arsenal começou a Champions League 2015/2016 muito mal, com derrotas para Dinamo Zagreb e Olympiakos (esta em casa) pelo grupo F. Para ainda ter chances, teria que vencer o poderoso Bayern de Munique de Pep Guardiola no Emirates Stadium.

O Bayern estava engasgado na garganta do Arsenal, por ter eliminado o clube londrino em edições anteriores no mata-mata. O time de Arsène Wenger entendeu o peso da partida e foi para cima, mas parou em grandes defesas de Manuel Neuer no primeiro tempo. A barreira alemã parecia impenetrável.

Mas no segundo tempo, o jogo virou de forma sofrida e improvável. Na falha de Neuer aos 32 minutos, Olivier Giroud cabeceou firme o cruzamento para abrir o placar. O Bayern foi para cima, mas com a ajuda da torcida, o Arsenal segurou as pontas e ainda matou o jogo aos 49. Em rápido contra-ataque, Mesut Özil concluiu para fazer 2 a 0.

O Arsenal ainda viria a ser derrotado por 5 a 1 pelo Bayern, na Alemanha, naquela fase de grupos. Mas as duas vitórias diante de Dínamo Zagreb e Olympiakos nas rodadas finais deram a classificação em segundo lugar da chave. 

BÔNUS: Barcelona 2×1 Arsenal – 2005/2006

Arsenal
(Foto: ODD ANDERSEN/AFP via Getty Images)

Um jogo entra como bônus, porque a vida não é feita apenas de vitórias. O maior jogo do Arsenal na história da Champions League é também a derrota mais doída. Após passar por Real Madrid, Juventus e Villarreal no mata-mata em 2005/2006, a decisão seria diante do Barcelona.

A final no Stade de France, em Paris, reuniu dois times distintos: o Barça comandado por Ronaldinho e Samuel Eto’o, que era muito forte ofensivamente, contra o Arsenal de Thierry Henry, que tinha na defesa seu ponto principal.

Defesa esta que precisou se reinventar quando aos 18 minutos, o goleiro Jens Lehmann fez falta fora da área em Eto’o, e foi o primeiro jogador expulso na história das finais da Copa dos Campeões. Entretanto, com um a menos, o Arsenal segurou e abriu o placar: aos 37, cobrança de falta de Henry e Sol Campbell cabeceou firme para marcar.

No segundo tempo, os Gunners eram sólidos e chegaram a perder boa chance com Henry. Mas a defesa, que ficou 999 minutos sem ser vazada, desmoronou de vez. Aos 31 minutos, Eto’o empatou; e aos 36, surgiu o herói improvável Belletti, que recebeu livre na direita e bateu entre as pernas do substituto Manuel Almunia.

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O gol arrancou as esperanças londrinas, uma vez que não teve mais forças para reagir. Um 2 a 1 doído, inesquecível e que mudou para sempre a história do Arsenal na Champions League.