3ª rodada da Premier League: confira o resumo dos jogos

Tivemos Liverpool único 100%, gol de Joelinton e muito mais

3ª rodada da Premier League: confira o resumo dos jogos

A 3ª rodada da Premier League foi marcada pelos visitantes indigestos. Os times mandantes foram derrotados em seis jogos, sendo a mais marcante o revés do Manchester United para o Crystal Palace por 2 a 1 em pleno Old Trafford.

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Aston Villa 2×0 Everton

Após duas derrotas em meio a elogios contra Tottenham e Bournemouth, o Aston Villa conseguiu a sua primeira vitória na temporada da Premier League após 42 meses. Jogando em casa, no Villa Park, a equipe de Dean Smith fez uma bela partida e garantiu os primeiros três pontos na tabela de classificação.

Antes da abertura do placar, Richarlison vinha sendo um dos jogadores mais ativos do Everton no confronto. O atacante da seleção brasileira já se destacava no começo do confronto, quando o resultado ainda estava empatado, mas viu outro brasileiro brilhar.

O primeiro gol do confronto também foi o primeiro de Wesley, atacante brasileiro de 22 anos de idade, na Premier League. Contratado nesta temporada vindo do Brugge, da Bélgica, o jogador infiltrou na área, recebeu na velocidade e só tirou do goleiro Pickford para abrir o placar no Villa Park, aos 21 minutos do primeiro tempo.

Na volta do intervalo, Marco Silva arriscou e fez alterações ofensivas na equipe do Everton. Moise Kean e Iwobi entraram na partida e o time de Liverpool foi ganhando cada vez mais espaço no ataque. Durante diversas oportunidades criadas, o atacante nigeriano dos visitantes acertou um belo chute na trave, incendiando a partida.

Apesar do domínio do Everton, foi o Aston Villa que marcou o segundo gol do confronto. Em excelente contra-ataque nos acréscimos da partida pela Premier League, El Ghazi recebeu bom passe e chutou na saída de Pickford, garantindo a primeira vitória do Aston Villa na temporada do Campeonato Inglês.

Ficha técnica:

Aston Villa: Heaton; Guilbert, Engels, Mings, Taylor; McGinn, Douglas Luiz, Grealish; Trezeguet (Elmohamady), Wesley e Jota (El-Ghazi). Técnico: Dean Smith.

Everton: Pickford, Coleman, Keane, Mina, Digne; Schneiderlin, André Gomes, Bernard (Kean), Sigurdsson (Iwobi), Richarlison (Walcott); Calvert-Lewin. Técnico: Marco Silva.

Sheffield United 1×2 Leicester

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No sábado (24), em duelo válido pela terceira rodada da Premier League, o Sheffield United recebeu o Leicester City no estádio, Bramall Lane. Os Foxes levaram a melhor e conquistaram a primeira vitória na competição pelo placar de 2 a 1.

O primeiro tempo da partida foi muito equilibrado. Mas quem tomou a iniciativa do jogo foi o Leicester. Com 57% de posse de bola e com mais finalizações, a equipe do técnico Brendan Rodgers conseguiu ditar o ritmo na etapa inicial e ter as principais chances. Já o Sheffield não conseguiu ser efetivo no último setor do campo. Sem muita criatividade, os mandantes não chegaram com perigo ao gol de Schmeichel.

Aos 38 minutos do primeiro tempo, o Leicester saiu na frente. Após rápida recuperação no meio de Ayoze Pérez, Maddison achou Vardy com belo passe de trivela. O atacante inglês invadiu a área e bateu forte de esquerda para abrir o placar em Bramall Lane.

No segundo tempo, o Sheffield United adiantou as suas linhas de marcação e tentou pressionar o Leicester no campo de defesa. E, com dez minutos da etapa complementar, o técnico Chris Wilder tirou os dois atacantes, McGoldrick e Robinson, e colocou outros dois. Billy Sharp e Oliver McBurnie entraram na partida para dar um novo gás ao ataque.

E a alteração funcionou. Aos 16 minutos, Norwoord fez ótimo cruzamento, McBurnie subiu mais alto do que a defesa do Leicester e cabeceou firme para o fundo das redes.

Depois do gol, o momento foi todo do Sheffield, que começou a chegar cada vez mais com perigo. No entanto, Brendan Rodgers colocou o jovem Harvey Barnes na partida para dar mais amplitude e agressividade ao último setor dos visitantes. E mais uma vez a substituição deu certo. Desta vez, para o Leicester.

Após cobrança de escanteio, Barnes pegou a sobra na entrada da área e de primeira soltou um canhão. A bola morreu no fundo das redes. Belíssimo gol do jovem que havia acabado de entrar.

Com a vantagem no marcador o Leicester se fechou e deu a posse para os donos da casa. Com o domínio nos minutos finais, o Sheffield se lançou e tentou buscar o gol de empate. Na base do “abafa”, o time da casa foi persistente, mas esbarrou na forte marcação dos Foxes.

No final, vitória do Leicester, que chega aos cinco pontos na tabela de classificação e continua invicto na Premier League. Já o Sheffield United permanece com os mesmos quatro pontos conquistados.

Ficha técnica:

Sheffield United: Henderson; O’Connell, Basham (Morrison), Egan; Baldock, Stevens, Lundstram, Freeman, Norwood; Robinson (Billy Sharp) e McGoldrick (McBurnie). Técnico: Chris Wilder.

Leicester City: Schmeichel; Ricardo Pereira, Evans, Söyüncü, Fuchs; Praet (Barnes), Choundhury, Tielemans (Mendy), Maddison; Ayoze Pérez (Morgan) e Jamie Vardy. Técnico: Brendan Rodgers.

Watford 1×3 West Ham

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O West Ham conseguiu ótima vitória fora de casa contra o Watford, pela terceira rodada da Premier League. Foi o primeiro triunfo do clube no campeonato. Logo a um minuto de partida, Manuel Lanzini sofreu pênalti. Mark Noble converteu para dar vantagem aos visitantes.

Os donos da casa conseguiram o empate aos 17. Após bela troca de passes, desde o campo de defesa, Andre Gray fez o gol. O jogo foi equilibrado e de boa qualidade no meio-campo. Ambas as equipes buscavam construir jogadas ofensivas na base da troca de passes rápidos.

Apesar do equilíbrio, o Watford falhou muito em suas conclusões. De suas 23 finalizações, apenas três foram na direção do gol. Já o West Ham conseguia ser mais perigoso e eficiente.

Sébastien Haller marcou duas vezes no segundo tempo para garantir os três pontos para os Hammers. Seu segundo gol foi em uma meia-bicicleta da entrada da pequena área. Destaque também para o brasileiro Felipe Anderson, que teve boa atuação e deu assistência para o segundo gol da equipe de Londres.

Ficha Técnica:

Watford: Foster; Cathcart, Dawson, Holebas e Kiko; Cleverly (Quina) e Doucoré; Capoue, Gray e Deulofeu (Welbeck); Hughes (Sarr). Técnico: Javi Gracia

West Ham: Fabianski; Ogbonna, Diop, Masuaku e Fredericks; Lanzini (Sánchez) e Noble; Rice, Haller e Anderson (Fornals); Yarmolenko (Antonio). Técnico: Manuel Pellegrini

Norwich 2×3 Chelsea

Para os adeptos de futebol que gostam de prognósticos, Norwich e Chelsea foi um confronto cheio de sinais que indicarão a temporada de ambos na Premier League. Com 29 chutes a gols realizados e cinco tentos convertidos, a partida foi movimentada e terminou com a vitória dos Blues por 3 a 2.

Logo aos três minutos já houve um motivo para despertar. Azpilicueta recebeu bola de Pulisic em trama ofensiva rápida do Chelsea e cruzou para Tammy Abraham marcar seu primeiro gol pelo time.

Não houve momento para preguiça e, dois minutos após o primeiro gol, o Norwich empatou com Cantwell. A jogada começou com Buendía se destacando em momento individual e iniciando uma trama de passes entre Pukki e o autor do gol. Após o empate a partida ficou equilibrada, com ambos os times buscando o ataque.

Aos 17, a diferença da qualidade dos elencos se pôs à prova. O Norwich errou na saída de bola e cedeu à pressão adversária. Jorginho foi quem interrompeu o passe e encontrou Mount, que cortou para o meio e bateu para o 2 a 1. Com a vantagem, o Chelsea mostrava a força de sua base e o principal sinal de que o ataque composto por Mount, Abraham e Pulisic pode funcionar bem.

O segundo grande sinal veio por parte dos Canaries, que empataram aos 29 com Pukki. O poder de fogo e a organização ofensiva do time tem funcionado, como pôde ser visto no 3 a 1 contra o Newcastle. O finlandês tornou-se o 2º jogador da história a marcar cinco gols em suas três primeiras partidas jogando na Premier League, segundo o Squawka.

A partida se manteve movimentada até o fim. O Chelsea pressionou com boas movimentações no setor defensivo adversário, alcançando ao apito final 23 chutes a gol. Aos 68, Abraham apareceu de novo em lance de contra-ataque rápido e fez um gol muito parecido com o de Mount, ao puxar para o meio e bater bem para tirar a bola de Krul.

O Norwich ainda acertou uma bola no travessão, mas sendo pressionado ao fim não conseguiu a imposição necessária para reverter o placar. Mesmo com a derrota, demostrou que irá incomodar os times com fragilidades defensivas. Já o Chelsea apostou no futuro e pode ter uma boa temporada de fortalecimento de seus jovens atletas.

Ficha Técnica:

Norwich: Krul; Aarons, Harley, Godfrey, Lewis; Leitner (Srbeny), Trybull (Vrancic); Bundía, Stiepermann (McLean), Cantwell; Pukki. Técnico: Daniel Farke

Chelsea: Arrizabalaga; Azpilicueta, Christensen, Zouma, Emerson; Kovacic, Jorginho, Barkley; Pulisic (Willian), Abraham (Giroud), Mount (Marcos Alonso). Técnico: Frank Lampard

Manchester United 1 x 2 Crystal Palace

Em mais uma partida do sábado de Premier League, o Crystal Palace surpreendeu a todos e venceu o Manchester United por 2 a 1, em pleno Old Trafford. Ayew e van Aanholt marcaram para os Eagles, enquanto Daniel James marcou para os Red Devils; Marcus Rashford ainda perdeu um pênalti.

No primeiro tempo, o United tinha o domínio da partida. A estratégia dos visitantes era abrir mão da posse e tentar explorar algum espaço que os mandantes oferecessem, o que fazia com que os mandantes tivessem muitas dificuldades para criar.

Em meio ao forte bloqueio, as melhores chances vieram em faltas cobradas por Pogba e Rashford, além de um chute de James que foi interceptado por van Aanholt dentro da pequena área.

Dentro do plano de contra atacar e jogar por bolas longas, o Palace conseguiu abrir o placar aos 32 minutos. Guaita chutou em direção ao ataque, Schlupp venceu Lindelof pelo alto e a bola chegou para Ayew, livre de marcação, abrir o marcador no Teatro dos Sonhos.

No segundo tempo, os comandados de Solskjaer, mesmo perdendo, permaneciam com o controle do embate. Completamente dominante na posse de bola, o time tentava de todas as formas abrir o marcador, e teve aos 70 minutos a melhor oportunidade com Rashford, em uma cobrança de pênalti. O camisa 10, no entanto, acertou a trave em cheio – o segundo pênalti em sequência perdido pelos Diabos Vermelhos.

Em meio a tanta pressão, o empate veio. Daniel James marcou um golaço, aos 89 minutos de jogo, trazendo euforia e êxtase aos torcedores do United. Todavia, a alegria durou pouco, e van Aanholt contou com uma falha de De Gea, já nos acréscimos, para levar a vitória para Londres.

Com o resultado, o United obtém sua primeira derrota e estaciona na quinta colocação – por enquanto – com apenas quatro pontos; na próxima rodada, irão visitar o Southampton. Já o Palace chega à nona colocação, também com quatro pontos; recebem o Aston Villa na próxima rodada.

Ficha Técnica:

Manchester United: De Gea, Wan-Bissaka, Lindelof, Maguire e Shaw (Ashley Young); McTominay (Juan Mata), Pogba, James, Lingard (Greenwood) e Rashford; Martial. Técnico: Ole Gunnar Solskjaer.

Crystal Palace: Guaita, Ward, Kelly, Cahill e Van Aanholt; Milivojevic, Kouyate (McCarthy), McArthur, Schlupp (Townsend) e Zaha; Ayew (Benteke). Técnico: Roy Hodgson.

Brighton 0x2 Southampton

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Em duelo de duas equipes do sul da Inglaterra, o Brighton veio em busca de manter o bom aproveitamento no início de temporada, enquanto o Southampton buscava os primeiros pontos na competição. Com muita rivalidade envolvida, apesar de não ser considerado um clássico, o jogo foi bem equilibrado e cumpriu bem as expectativas prometidas.

Os primeiros minutos foram bem equilibrados, até a expulsão de Florin Andone, que fez falta violenta em Yan Valery. Apesar de ter um a menos, o Brighton marcou com Lewis Dunk, de cabeça, mas o gol foi anulado pelo VAR.

Na segunda etapa, Ralph Hasenhüttl promoveu a entrada de Moussa Djenepo e o malinês precisou de apenas 78 segundos para marcar seu primeiro gol na Premier League, após lindo drible e chute sem chances para Ryan. O Brighton seguia pressionando com um a menos, mas nos acréscimos, Redmond ampliou o placar após belo passe de Boufal.

Ficha Técnica:

Brighton: Ryan; Duffy, Dunk, Burn; Montoya, Stephens (Gross), Pröpper, March (Locadia); Maupay (Murray), Andone, Trosard. Técnico: Graham Potter

Southampton: Gunn; Valery (Djenepo), Bednarek, Vestergaard, Danso; Hojbjerg, Romeu, Ward-Prowse, Redmond; Ings (Armstrong), Adams (Boufal). Técnico: Ralph Hasenhüttl

Liverpool 3×1 Arsenal

O clássico entre os dois únicos times com 100% de aproveitamento no começo da 3ª rodada da Premier League prometia ser o principal jogo da semana. E logo de cara, Liverpool e Arsenal já mostraram que cumpririam as expectativas.

O Liverpool começou com a linha alta, pressionando muito e abusando dos cruzamentos, acuando a defesa do Arsenal, que ia resistindo bem. Com o tempo, os Gunners se acertaram e começaram a trazer perigo, principalmente com Nicolas Pépé.

O marfinense, que estreava como titular na PL, criou duas boas chances, em um chute perigoso no ângulo e uma arrancada livre, com finalização defendida por Adrián. Em outro lance, o goleiro do Liverpool saiu mal e Pierre-Emerick Aubameyang quase marcou.

Mas os Reds seguiam pressionando e eram melhores, com seu trio de ataque criando boas chances. E quando parecia que os visitantes segurariam o 0 a 0 até o intervalo, aos 41, Trent Alexander-Arnold cobrou escanteio na área, Joel Matip cabeceou e abriu o placar para o time de Jürgen Klopp.

No segundo tempo, o Liverpool foi para cima e matou o jogo sem piedade. Logo aos quatro minutos, pênalti de David Luiz em Mohamed Salah, que o próprio egípcio converteu. E nove minutos depois, Salah recebeu lançamento na direita, deixou o próprio David Luiz na saudade e concluiu com classe. Um golaço, e 3 a 0 em Anfield.

Unai Emery tentou mudar o jogo colocando Lucas Torreira e Alexandre Lacazette, mas o Liverpool era quem pressionava. Os Reds tiveram boas chances, especialmente com o trio ofensivo, e por pouco não fizeram mais gols.

Os Gunners se seguraram como puderam e, no fim, equilibraram as ações. Tanto que aos 40 minutos, após bate-rebate na área, Torreira bateu firme e diminuiu. Os londrinos até que tentaram reagir mais, só que ficou por isso mesmo.

Fim de jogo, Liverpool 3×1 Arsenal. Enquanto os Gunners perderam a primeira partida na temporada, os Reds chegaram aos nove pontos (único time da Premier League com 100% de aproveitamento) e lideram isoladamente.

Ficha técnica:

Liverpool: Adrián; Alexander-Arnold, van Dijk, Matip, Robertson; Fabinho, Henderson, Wijnaldum (Milner); Salah, Mané (Oxlade-Chamberlain), Firmino (Lallana). Técnico: Jürgen Klopp.

Arsenal: Leno; Maitland-Niles, Sokratis, David Luiz, Monreal; Xhaka, Guendouzi (Mkhitaryan), Willock (Lacazette), Ceballos (Torreira); Pépé, Aubameyang. Técnico: Unai Emery.

Bournemouth 1×3 Manchester City

Após empatar em 2 a 2 contra o Tottenham, o Manchester City voltou a vencer. A equipe de Pep Guardiola visitou o Bournemouth e triunfou por 3 a 1. Sergio Agüero (2x) e Raheem Sterling marcaram os gols dos Citizens; Harry Wilson descontou para os donos da casa.

A peleja começou com o Manchester City tomando as ações do jogo. E o time de Pep Guardiola abriu o placar logo aos 15 minutos da etapa inicial. O meia De Bruyne chutou fraquinho e acabou dando uma assistência para Sergio Agüero marcar. Após ficar em vantagem, o City continuou tomando as ações do jogo.

E ampliou aos 43 minutos do primeiro tempo. O meia David Silva deu um passe açucarado para Raheem Sterling marcar o seu quinto gol na Premier League. Entretanto, dois minutos depois, o Bournemouth descontou com um golaço de falta do ponta Harry Wilson.

No começo do segundo tempo, o Bournemouth voltou melhor e poderia até ter empatado se o goleiro brasileiro Ederson não tivesse salvado. Entretanto, após suportar a pressão inicial, o Manchester City voltou a controlar a partida. E ampliou o marcador aos 20 minutos da etapa final. Em mais um passe de David Silva, Sergio Agüero não desperdiçou e marcou o seu segundo gol na partida.

Após o terceiro gol, o Manchester City teve o jogo controlado e não sofreu sustos. Com a vitória, a equipe de Pep Guardiola chega aos sete pontos e está a dois do líder Liverpool. Pelo lado do Bournemouth, o time de Eddie Howe permanece com quatro pontos e fica no meio da tabela.

Ficha técnica:

Bournemouth: Ramsdale; Smith (Ibe), Mephan, Cook, Aké e Daniels (Wilson); Lerma, Billing, King e Fraser; Wilson (Solanke). Técnico: Eddie Howe

Manchester City: Ederson; Walker (Cancelo), Otamendi, Laporte e Zinchenko; Gündogan (Rodri), De Bruyne e David Silva; Bernardo Silva (Mahrez), Sterling e Agüero. Técnico: Pep Guardiola

Tottenham 0x1 Newcastle 

No “novo White Hart Lane”, o Tottenham recebeu no Newcastle com ambos necessitando de uma recuperação após os resultados da última rodada.

A partida iniciou com as previsões se colocando em prática. O Tottenham possuía mais de 80% da posse de bola na faixa dos 14 minutos, dominando completamente as ações da partida e não deixando o adversário jogar. Porém, somente esse número engava. O time ainda não havia dado um único chute para o gol.

Para piorar a situação do Newcastle, Saint-Maximin se lesionou aos 16 minutos e teve de ser substituído por Atsu de forma prematura. Os londrinos continuaram no ataque e em dados momentos não mantinham ninguém além de Lloris em seu campo defensivo.

Aos 22 minutos a partida começou a tomar tons diferentes do previsto. Longstaff deu o primeiro chute a gol, uma prévia do que aconteceria três minutos depois. Atsu, que entrara para suprir uma necessidade médica, recebeu a bola na lateral do campo e encontrou Joelinton posicionado entre a defesa adversária e o brasileiro abusou da oportunidade para marcar o 1 a 0.

Lucas perdeu tento aos 48 que poderia ter empatado a partida ainda no primeiro tempo. Foi também dos pés do atacante que aos 80 um gol feito foi desperdiçado. O brasileiro foi o segundo que mais tentou na partida, cinco vezes contra seis de Son Heung-Min.

O segundo tempo trouxe ainda mais pressão por parte dos donos da casa. O Tottenham bateu a marca de mais de 700 passes realizados, atingindo cerca de 90% de sucesso neles. O time chutou 17 vezes, mas com toda a intensidade faltou pontaria. Acertou o alvo em apenas dois momentos.

A recuperação que almejavam os clubes veio para o time que menos se esperava. O Newcastle soube segurar seus adversários e conseguiu uma vitória importante para sua luta. Porém, mais do que isso comemoram Liverpool e Manchester City que veem um adversário direto perder pontos em casa ainda nas primeiras rodadas.

Ficha Técnica:

Tottenham: Lloris; Walker-Peters (Lo Celso 62’), Alderweireld, Sánchez, Rose (Davies 88’); Sissoko, Winks; Lucas Moura, Lamela (Eriksen 62’), Son; Kane. Técnico: Mauricio Pochettino

Newcastle: Dubravka; Krafth, Schär, Lascelles (Fernandéz 82’), Dummett, Ritchie; Almirón, Hayden, Longstaff, Saint-Maximin (Atsu 16’); Joelinton (Muto 88’). Técnico: Steve Bruce

Wolverhampton 1 x 1 Burnley

Buscando a sua primeira vitória na Premier League, os Wolves tinham uma boa oportunidade para conquistá-la diante do Burnley. Mas não conseguiram. 1 a 1 no placar e os donos da casa seguem sem vencer.

O Wolverhampton até que tentou ir para cima desde o início, mas não conseguia criar chances reais e abrir a defesa do Burnley. Aos 13 minutos do primeiro tempo, quem abriu o placar foi os visitantes. O atacante Ashley Barnes acertou um chutaço de fora da área e marcou o seu quarto gol na Premier League.

No segundo tempo, o mesmo roteiro: os Wolves tentavam pressionar e o Bunrley se defendia muito bem, tentando criar chances a partir dos contra-ataques. Nos minutos finais, o atacante Raúl Jiménez acertou a trave. Porém, já nos acréscimos da partida, ele foi derrubado na área. O mexicano converteu o pênalti e evitou a derrota dos Wolves.

Com o empate, os Wolves seguem sem vencer, mas também ainda não perderam. Três jogos e três empates. Pelo lado do Burnley, um pontinho muito importante na luta pela permanência. Já estão com quatro.

Ficha técnica:

Wolves: Rui Patrício; Bennett, Coady e Boly; Doherty (Traoré), Gibbs-White (Pedro Neto), João Moutinho (Dendoncker), Rúben Neves e Jonny Castro; Jiménez e Jota. Técnico: Nuno Espírito Santo.

Burnley: Pope; Lowton, Mee, Tarkowski e Pieters; Cork, Westwood, Gudmundsson (Lennon) e McNeil (Hendrick); Wood e Barnes (Rodriguez). Técnico: Sean Dyche.

Colaboraram com o texto: Rafael Brayan, Lucas Bichão, Bruno Bezerra, Fabrício Santos, Eduardo Costa, Richard Militão, Bruno Desidério e Lucas Holanda.