38ª rodada da Premier League: confira o resumo dos jogos

Rodada garantiu o bicampeonato dos Citizens com goleada sobre o Brighton

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38ª rodada da Premier League: confira o resumo dos jogos

A 38ª rodada da Premier League carimbou o título inglês para o Manchester City, que goleou o Brighton por 4 a 1.

Brighton 1 x 4 Manchester City

O Manchester City viajou para enfrentar o Brighton e confirmar o título da Premier League. Dependendo apenas de si contra um time fraco e já sem ambições no campeonato, era uma situação razoavelmente tranquilo. Não foi assim na primeira etapa.

A tensão da situação parece ter afetado o desempenho do City no primeiro tempo. O time não jogou bem. Teve posse de bola e praticamente alugou o campo de defesa do Brighton, mas não conseguiu criar chances de gol. A bola passava pela área apenas em cruzamentos pouco precisos, facilmente afastados pela defesa.

O castigo veio aos 27 minutos. Em cobrança de escanteio o centroavante Murray marcou o gol, aumentando ainda mais a pressão para cima da equipe de Guardiola.

Para alívio dos Citizens a resposta foi imediata. Na jogada seguinte, Aguero recebeu bom passe dentro da área e chutou cruzado para empatar.

Kompany é abraçado por Guardiola ao ser substituído. Título já estava garantido. Foto: Premier League divulgação

O City seguia jogando mal, com dificuldade para construir suas jogadas ofensivas. Aos 38, em cobrança de escanteio, Laporte cabeceou bem para finalmente colocar o time de Manchester na frente do placar e dar um pouco de tranquilidade para sua torcida. Perdendo, dificilmente o Brighton teria forças para buscar gols. Era uma questão de administrar bem a partida.

Foi o que o time fez no segundo tempo. Trocando passes em seu campo de ataque e acelerando nos momentos certos para criar oportunidades de gol. Aos 18 minutos Mahrez recebeu a bola na entrada da área, deu lindo drible em seu marcador e bateu bonito de direita para marcar um golaço.

Toda a tensão desapareceu do estádio. O Brighton já estava derrotado. Aos 28, um belíssimo gol em cobrança de falta. Era questão de esperar o apito final para celebrar o bicampeonato.

O título é a coração de uma grande campanha, de 98 pontos, que precisou superar o excelente desempenho do Liverpool, de 97. O time mostrou força absurda conquistando 14 vitórias em seus últimos 14 jogos. Derrotou grandes adversários quando não poderia perder pontos. Entre eles Manchester United, Tottenham, Leicester e o próprio Liverpool.

Título incontestável em uma temporada de disputadíssima, e de grande nível técnico, entre City e Liverpool.

Ficha técnica:

Brighton: Ryan; Bruno (Montoya 83´), Duffy, Dunk e Bernardo; Kayal, Bissouma, Jahanbakhsh (Locadia 67´) e Knockaert; Grob e Murray (Andone 68´). Técnico: Chris Hughton

Manchester City: Ederson; Walker (Danilo 88´), Kompany (Otamendi 86´), Laporte e Zinchenko; Gundogan, Bernardo Silva, David Silva (De Bruyne 78´) e Mahrez; Sterling e Aguero. Técnico: Pep Guardiola

Manchester United 0x2 Cardiff

Pogba terminou em baixa depois de uma melhora de produção com a chegada de Solskjaer (Reuters)

A partida final da temporada frente aos seus torcedores refletiu exatamente o que foi a temporada do Manchester United. Jogo apático, com alguns momentos de brilhantismo, mas no final, a imagem que fica é de extrema frustração.

Enfrentando um adversário já rebaixado, a expectativa no Old Trafford era de uma vitória animadora para a temporada seguinte. O que se viu foram os mesmos problemas das outras 37 rodadas. Faltou criatividade e a defesa, como sempre, foi insegura.

O início foi até promissor, Andreas Pereira e Mason Greenwood, novidades na escalação, trocavam passes e invertiam posições, confundindo marcação do time do País de Gales. Em 10 minutos, o brasileiro já tinha finalizado duas vezes e assistido Greenwood em outra.

Postado para contra-atacar, o Cardiff apostava na velocidade dos pontas Josh Murphy e Nathaniel Mendez-Laing. Numa escapada, Laing foi pra cima de Diogo Dalot e acabou sofrendo pênalti.

A revolta da defesa vermelha foi imediata, mas Jonathan Moss não voltou atrás. O próprio Laing bateu e abriu o placar. No restante da primeira etapa, Pereira e Greenwood se destacavam do restante do time, que pouco produzia como conjunto.

Ole Gunnar Solskjaer voltou com Anthony Martial no lugar de Phil Jones na esperança de aumentar o poderio ofensivo. Fato que até aconteceu. O time passou a finalizar mais e criar mais chances com Paul Pogba atuando mais à frente.

O nome do jogo: Mendez-Laing! (Premier League/Divulgação)

Contudo, em mais um contra-ataque (e falha da defesa), o veloz Murphy invadiu livremente a área de David de Gea e cruzou rasteiro para Laing só empurrar para o gol vazio.

O 2 a 0 afundou os ânimos dos mandantes que, mesmo assim, tiveram chances para fazer pelo menos um. Antes do apito final, Antonio Valencia pisou no gramado pela última vez como jogador do United e foi ovacionado.

A torcida deixou o Teatro dos Sonhos antes do encerramento da apática apresentação do time. Ficaram os torcedores do Cardiff, que mesmo rebaixados, comemoraram a vitória.

Ficha técnica:

Manchester United: De Gea, Dalot (Valencia 74′), Jones (Martial 46′), Smalling, Young; McTominay, Andreas Pereira (Gomes 74′), Pogba; Lingard, Rashford e Greenwood. Técnico: Ole Gunnar Solskjaer.

Cardiff: Etheridge, Peltier, Morrison, Manga, Bennett; Bacuna, Gunnarsson (Richards 58′), Murphy, Mendez-Laing (Hoilett 80′); Reid e Zohore (Ward 74′). Técnico: Neil Warnock.

Burnley 1×3 Arsenal

Aubameyang fez 22 gols na temporada da Premier League, marcando 30% dos tentos bem sucedidos do Arsenal na competição. (Foto: Arsenal FC / Getty Images)

O Arsenal se despediu desta edição da Premier League com um placar agradável para a torcida, batendo Burnley no Turf Moor. A vitória foi ainda mais comemorada pelos adeptos graças aos dois gols marcados Pierre-Emerick Aubameyang.

O primeiro tempo não se provou uma partida atrativa em uma rodada onde os jogos aconteceram no mesmo horário. O zero no placar e as poucas chances criadas tornava mais interessante assistir Liverpool ou Man City na disputa pelo título.

Ainda assim os Gunners conseguiram bater um recorde nos primeiros 45 minutos. Superando o Warford de 2006/07, o clube detém agora o maior número de substituições  (28) antes do início do segundo tempo. A causa dessa troca foi a lesão do zagueiro Mavropanos.

O segundo tempo trouxe aos que acompanhavam a tentativa do Arsenal de se classificar para a UCL pela liga momentos mais animadores. Mesmo que ainda fosse necessário torcer para uma derrota por goleada do Tottenham para o Everton.

O artilheiro do time na temporada, Aubameyang, abriu o placar aos 52 minutos após falha de Mee na defesa. Aos 63 minutos Iwobi encontrou o gabonês para este atingir a marca dos 22 gols na Premier League.

Barnes diminuiu para os donos da casa, mas a festa da torcida do Arsenal já estava feita com seu atacante atingindo o topo da artilharia ao lado de Salah e Mané. Nas menções ao jogo no Twitter, os adeptos até pediram mais um tento de Auba, mas quem fechou o placar foi Nketiah.

O jovem inglês fechou o ciclo em solo inglês de passagens marcantes do clube, como Cech e Ramsey. Seria ele um dos líderes dessa nova fase que terá início na temporada 2019/20? Vale ressaltar que o Arsenal volta a campo no dia 29 de maio contra o Chelsea na final da Europa League.

Ficha Técnica:

Burnley: Heaton; Lowton, Tarkowski, Mee, Taylor; Hendrick (Brady 82), Westwood, Cork, McNeil (Gudmundsson 64); Barnes, Wood (Crouch 77). Técnico: Sean Dyche

Arsenal: Leno; Lichtsteiner, Mustafi, Mavropanos (Koscielny 35), Monreal; Elneny, Guendouzi; Mkhitaryan, Willock (Nketiah 62), Iwobi; Aubameyang. Técnico: Unay Emery

Fulham 0x4 Newcastle

Em sua despedida da elite, o Fulham recebeu um já tranquilo Newcastle, buscando a vitória antes de seu retorno à Championship. No entanto, os visitantes trataram de mostrar aos Cottagers o porquê da equipe londrina ter permanecido somente uma temporada na sua volta à Premier League.

O primeiro gol dos Magpies saiu logo no início do duelo, graças a um belo chute de Jonjo Shelvey.

Jonjo Shelvey abriu a porteira para a goleada do Newcastle. (BBC)

Não demorou muito para o Newcastle ampliar a vantagem. Menos de dois minutos após inaugurar o marcador, a equipe de visitante marcou seu segundo gol com o espanhol Ayoze Pérez, nesse que pode ter sido a última partida do atleta pela equipe do norte da Inglaterra.

Ao final do primeiro tempo, o Fulham, mesmo tendo mais posse de bola não conseguiu levar perigo à meta de Martin Dúbravka. Na volta do intervalo, o Newcastle soube neutralizar as investidas da equipe da casa, marcando o seu terceiro gol na partida.

Em cobrança de escanteio de Matt Ritchie, a bola chegou na medida para o zagueiro Fabian Schär deixar a sua marca. O Fulham ainda chegou a diminuir a desvantagem, mas o gol de André Zambo Anguissa foi corretamente anulado por impedimento.

Nos minutos finais o venezuelano Salomón Rondon marcou o quarto gol para os Magpies, que se despedem dessa temporada com uma bela vitória enquanto os Cottagers amargaram sua derrota número 26 no campeonato.

Ficha técnica:

Fulham: Rico, Christie (Babel 65’), Mawson, Le Marchand, Bryan, Chambers, Anguissa, Ayité (Elliot 74’), Cairney, Sessegnon (Kebano 81’), Mitrovic. Técnico: Scott Parker

Newcastle: Dúbravka, Hayden, Schär, Lascelles, Dummet (Kenedy 81’), Ritchie, Shelvey, Diamé, Pérez, Atsu (Fernández 69’) (Muto 66)’, Rondon. Técnico: Rafael Benítez

Liverpool 2×0 Wolves

Após conseguir uma remontada histórica contra o Barcelona pela semifinal da Liga dos Campeões, o Liverpool tentava outro milagre nesse domingo. Para conquistar o inédito título da Premier League, os Reds precisavam vencer o Wolves e o Manchester City não ganhar do Brighton.

Mas não houve esse combinação. A equipe de Jürgen Klopp até venceu seu jogo, mas os Citizens também conquistaram os três pontos e, consequentemente, o título.

O Anfield estava lotado como de costume. Aos 23 minutos, Arnold cruzou rasteiro e Mané completou para as redes. Naquele momento, o Liverpool estava sendo campeão. Mas isso durou apenas alguns minutos. Na segunda parte do primeiro tempo, o Wolves melhorou bastante e, por pouco, não empatou a a partida. Os Reds terminaram a etapa inicial jogando bem abaixo.

Foto: Getty Images

A segunda etapa se iniciou com um Wolves melhor que o Liverpool e criando ótimas chances de empatar a partida e parando no brasileiro Alisson, que passou mais um jogo sem tomar gol e chegou a marca de 21 jogos sem ser vazado – recorde na temporada.

Com o título definido a favor do City, os Reds jogavam para terminar vencendo nessa ótima campanha. Aos 36 minutos do segundo tempo, Arnold cruzou e Mané cabeceou para o fundo das redes, dando números finais ao placar.

Com o resultado, o Liverpool chegou aos 97 pontos, pontuação suficiente para ser campeão em todas as edições da Premier League, exceto nas duas últimas, onde o City conseguiu 100 e 98 pontos, respectivamente.

Pelo lado dos Wolves, o clube terminou na sétima posição, com 57 pontos e podendo ir aos playoffs da Liga Europa, caso a equipe de Guardiola vença a Copa da Inglaterra, diante do Watford, no dia 18 de maio.

Ficha técnica:

Liverpool: Alisson; Arnold, Matip, van Dijk e Robertson(Gomez); Fabinho, Henderson e Wijnaldum(Chamberlain); Salah, Mané e Origi(Milner). Técnico: Jürgen Klopp

Wolves: Rui Patrício; Bennett; Coady e Boly; Doherty(Traoré), Dendoncker, Rúben Neves, João Moutinho(Gibbs-White) e Jonny Castro(Rúben Vinagre); Jiménez e Jota. Técnico: Nuno Espírito Santo

Tottenham 2×2 Everton

Jogando em casa contra o Everton, o Tottenham garantiu vaga para a próxima Champions League. É a quarta classificação consecutiva para a competição europeia sobre o comando de Mauricio Pochettino.

A torcida foi à loucura no Tottenham Hotspur Stadium quando, logo aos três minutos de jogo, Eric Dier abriu o placar após cobrança de escanteio. Depois do baque inicial, os visitantes conseguiram equilibrar a disputa.

O jogo seguiu equilibrado e bem jogado por ambos os times após o intervalo. Os Spurs controlavam melhor a bola e os Toffees arriscavam mais finalizações. A partir dos 24 minutos do segundo tempo teve início um período de seis minutos de alta velocidade em que três gols foram marcados.

Eriksen bate falta para marcar o segundo gol dos Spurs. Foto: Premier League divulgação

Primeiro veio o empate do Everton, com chute rasteiro Walcott. Três minutos depois os visitantes conseguiram a virada com Tosun empurrando a bola para o fundo das redes depois de jogada confusa de escanteio. Aos 30, Eriksen empatou em linda cobrança de falta.

O empate foi mantido até o final, deixando o Tottenham na quarta posição (se tivesse vencido teria ultrapassado o Chelsea e ficado em 3º). O Everton termina o campeonato em 8º, na primeira temporada de Marco Silva no comando.

Ficha Técnica:

Tottenham: Lloris; Walker-Peters, Alderweireld, Dier e Davies; Sissoko, Alli (Wanyama 45´), Eriksen e Lamela (Skipp 77´); Lucas e Llorente (Janssen 77´). Técnico: Mauricio Pochettino

Everton: Pickford; Zouma, Keane, Mina e Digne; Schneiderlin, Gueye (André Gomes 65´), Bernard (Lookman 65´) e Walcott; Sigurdsson e Tosun. Técnico: Marco Silva

Crystal Palace 5×3 Bournemouth

O duelo entre Eagles e Cherries foi bem movimentado, apesar das duas equipes não lutarem por nada mais concreto na Premier League.

O grande destaque da partida foi Michy Batshuayi. O belga, emprestado pelo Chelsea, marcou os dois primeiros gols aos 24 e 32 minutos da etapa inicial, chegando à impressionante marca de seis gols em 13 partidas disputadas pelo time do sul de Londres, média de quase um por partida.

Jack Simpson marcaria contra e ampliaria a vantagem para o Palace, que viu Lerma já nos acréscimos acertar belo chute e vencer Vicente Guaita.

Na segunda etapa, o Bournemouth voltou melhor e conseguiu encostar no placar com Ibe aos 15 minutos. Porém, Van Aanholt marcou dez minutos depois após passe de Zaha. O Bournemouth voltou a encostar no placar com King aos 28, mas Townsend novamente com assistência de Zaha, marcou e fechou o placar aos 35 minutos.

Apesar de não estar em campo e nem no jogo, a partida foi especial para Julian Speroni. O veterano goleiro argentino, que desde 2004 defende os Eagles, não renovará seu contrato, encerrando um vínculo de 15 anos com a equipe londrina. O Palace termina a temporada na 12ª posição com 49 pontos, enquanto o Bournemouth termina na 14ª com 45 pontos.

Julian Speroni se despede da torcida do Crystal Palace, clube o qual defendeu desde 2004 (Foto: Christopher Lee/Getty Images)

Ficha Técnica:

Crystal Palace: Guaita; Wan Bissaka, Kelly, Ward, Van Aanholt; Townsend (Dreher 93′), McArthur, Milivojevic, Meyer; Batsuhayi (Wickham 89′), Zaha (Sako 87′). Técnico: Roy Hodgson

Bournemouth: Travers; Smith, Cook, Simpson (Mepham 70′), Clyne (Surridge 89′); Ibe (Mousset 70′), Lerma, Aké, Fraser; King, Wilson. Técnico: Eddie Howe

Watford 1×4 West Ham

A partida disputada no Vicarage Road foi uma das muitas que terminaram em goleada nessa que foi a rodada de encerramento da Premier League 2018/19. Os Hammers visitaram o Watford e aplicaram um placar de 4 a 1, com Mark Noble marcando duas vezes.

Os trabalhos para a construção de um placar avantajado começaram ainda aos 14 minutos do primeiro tempo, quando Noble tabelou com Antonio no meio de campo e arrancou para o gol. Na corrida na direção da rede, o camisa 16 ainda tirou o zagueiro para dançar, dando mais beleza à abertura da contagem.

Na marca dos 38 minutos foi a vez de Lanzini deixar o seu contra os Hornets. O argentino aproveitou um rebote que a trave ofereceu após ótima jogada de Antonio. O ponta do West Ham conseguiu sair de quatro jogadores da marcação para chutar no poste e ver seu companheiro cabecear para o fundo das redes.

A volta do vestiário após o intervalo deu novas esperanças para o time da casa ainda na saída de bola de seus adversários. Zabaleta recuou a bola para o goleiro como quem não tem preocupações e Deulofeu correu para ela com a fúria de um leão, antecipando o goleiro e marcando o seu 10º tento nessa PL.

Mark Noble marcou duas vezes na partida e a primeira delas dando uma arrancada e um drible característicos da juventude. A questão é que o meia já possui 32 anos. (Foto: Reproduzida no perfil do West Ham)

Apesar da fagulha se acendendo no primeiro minuto do segundo tempo ela foi apagada poucos instantes depois. Aos 48, José Holebas foi expulso. Com 70 minutos, qualquer chance de um fogo se reacender foi extinta com o gol de Arnautovic.

O último balançar das redes da goleada foi aos 78 minutos, quando Antonio se infiltrou na área roubando a bola de Femenía e este acabou marcando o pênalti. O capitão do time Mark Noble foi para a bola e deslocou Foster, não deixando qualquer chance para o goleiro.

A temporada não terminou como esperado, mas a equipe sai fortalecida dessa Premier League por ter disputado com garra a 7ª posição.

Quanto ao West Ham, que finalizou uma posição acima dos Hornets, fica a sensação de que poderiam ter brigado mais por uma colocação maior. No entanto a temporada pode ser um grande aprendizado para saber onde falharam e o porquê da instabilidade ocorrida principalmente depois da janela de inverno.

Ficha Técnica:

Watford: Foster; Femenía, Cathcart, Kabasele, Holebas; Hughes (Masina 69’), Doucourè, Capoue, Pereyra; Deulofeu (Gray 59’), Deeney. Técnico: Javi Gracia

West Ham: Fabianski, Fredericks (Zabaleta 26’), Balbuena, Diop, Masuaku, Rice (Sanchez 79’), Noble, Lanzini (Wilshere 67’), Antonio, Felipe Anderson, Arnautovic. Técnico: Manuel Pellegrini

Leicester 0x0 Chelsea

Com suas respectivas situações bem encaminhadas, Leicester e Chelsea se enfrentaram em um jogo que não influenciaria em nada na tabela. Pelo lado dos donos da casa, apenas uma boa oportunidade de se despedir em alta com a torcida, após uma temporada de oscilação. Já o Chelsea fazia um treino de luxo, antes da grande final da Liga Europa contra o Arsenal.

No primeiro tempo, as equipes até criaram, mas pararam em Schmeichel e Caballero que fizeram ótimas defesas nos chutes de Barkley e Tielemans, respectivamente. Claro que em um jogo onde não vale nada os times não demonstravam tanta competitividade.

No segundo tempo, o mesmo roteiro: jogo morno e com algumas chances perdidas. A melhor delas foi com Higuain, que não soube aproveitar o cruzamento de Alonso e perdeu o gol cara a cara com o goleiro.

Com o apito final, um resultado previsível e que não muda em nada a vida dos times. Pelo lado do Chelsea, missão cumprida na Premier League, pois voltou à Liga dos Campeões. Agora, tenta o título da Liga Europa contra o Arsenal.

Ficha técnica:

Leicester: Schmeichel; Pereira, Evans, Maguire e  Chilwell; Ndidi(Okazaki), Tielemans, Choudhury, Maddison(Barnes), Albrighton(Simpson) e Vardy. Técnico: Brendan Rodgers

Chelsea: Caballero; Zappacosta, Azpilicueta, David Luiz e Alonso; Jorginho, Barkley(Kovacic) e Loftus-Cheek; Pedro, William(Hazard) e Higuain(Giroud). Técnico: Maurizio Sarri

Southampton 1×1 Huddersfield

Foto: Getty Images

Southampton e Huddersfield se enfrentaram em um jogo que não valia absolutamente nada na tabela. De um lado, os mandantes que já haviam se livrado do rebaixamento; do outro, um lanterna que se despede da Premier League com apenas 16 pontos ganhos.

O Southampton saiu na frente com Redmond, um dos destaques da campanha do time na Premier League nessa temporada. O atacante acertou um belo chute para marcar o último gol dos Saints na liga.

Entretanto, o Huddersfield empatou. O goleiro dos Saints, Gunn, falhou feio e Pritchard aproveitou para empatar a peleja. O jogo ficou aberto mas sem movimentações no placar. Um 1 a 1 irrelevante.

Ficha técnica:

Southampton: Gunn; Valery, Bednarek, Stephens e Bertrand; Romeu(Sims), Hojberg, Ward-Prose e Redmond; Long(Targett) e Ings(Austin). Técnico: Ralph Hasenhüttl

Huddersfield: Coleman; Smith, Stankovic, Schindler e Kongolo; Bacuna(Daly), Mooy e Hoog; Pritchard(Mounié), Mbenza e Grant. Técnico: Jan Siewert