37ª rodada da Premier League: confira o resumo dos jogos

Veja tudo que rolou na penúltima rodada do Campeonato Inglês

37ª rodada da Premier League: confira o resumo dos jogos

A Premier League está cada vez mais emocionante e só falta uma rodada para o fim. Veja tudo que rolou na penúltima rodada do Campeonato Inglês.

Leia mais: Valor à experiência: Manchester City e a relação exemplar com os seus torcedores

Everton 2×0 Burnley

Embalado por boas vitórias recentes em casa contra times do Big Six, o Everton recebeu o Burnley no Goodison Park, em partida válida pela 37ª rodada da Premier League. Enquanto o time visitante buscava apenas confirmar a permanência na primeira divisão, o Everton lutava para conseguir a 7ª colocação do campeonato e, quem sabe, uma vaga na Liga Europa da próxima temporada.

Como já era esperado, foi o mandante que dominou a partida desde o início. Com uma posse de bola que chegou a ser de 90% para os donos da casa, o time comandado pelo técnico Marco Silva dominou todas as ações e não deixou o Burnley jogar na primeira etapa.

Apesar da grande força defensiva do Burnley, o Everton não demorou para conseguir abrir o placar. Aos 16 minutos, Calvert-Lewin fez boa jogada pela direita e encontrou Sigurdsson, que só de um tapa de primeira para Richarlison, na entrada da área, dominar e bater de perna esquerda.

A bola ainda desviou em Mee antes de entrar no canto esquerdo do goleiro Heaton. Apesar de toda a celebração do brasileiro, o gol foi atribuído ao zagueiro Mee, contra.

Passar pela barreira montada pelo técnico Sean Dyche não é tarefa fácil, e com o gol logo no início o Everton já respirou mais aliviado. Tranquilidade essa que aumentou ainda mais apenas três minutos depois.

Aos 19 minutos, o lateral francês Lucas Digne, que vem fazendo grande temporada, arriscou um chute da entrada da área. O goleiro Heaton não segurou e espalmou na cabeça do irlandês Coleman, que apenas conferiu para dentro da rede.

O lateral Coleman foi um dos autores do gols do Everton (Foto: Premier League)

Após o 2 a 0, o Burnley se soltou um pouco mais. Aos 33 minutos, Barnes completou cruzamento pra dentro do gol de Pickford, mas a arbitragem anulou o gol por impedimento do atacante. Essa foi a única chance do Burnley na primeira etapa.

Na volta do intervalo, um susto. Richarlison, com dores no abdômen, foi substituído por Walcott, fazendo assim sua despedida da torcida nesta temporada. Já Bernard, o outro brasileiro em campo, fez mais uma boa partida no ataque do Everton.

O Burnley voltou melhor do intervalo e conseguiu trocar mais passes e até criar algumas boas chances, mas nada que ameaçasse a vitória do time da casa, que apenas controlou o placar garantindo mais três pontos.

Bernard fez bom jogo no Goodison Park (Foto: Premier League)

Com a vitória do Wolves, o Everton não tem mais chances de terminar em 7º colocado no campeonato. Já o Burnley se mantém com 40 pontos, na 15ª colocação, e somente um desastre rebaixaria o time de Sean Dyche.

Everton: Pickford, Coleman, Keane, Zouma, Digne, Sigurdsson (Jagielka 91’), Gueye, Scheiderlin, Bernard (Lookman 73’), Richarlison (T. Walcott 49’) e D. Calvert-Lewin. Técnico: Marco Silva.

Burnley: Heaton, Lowton, Tarkowski, Mee, Taylor, Cork, Gudmundsson (McNeil 69’), Brady (Hendrick 80’), Westwood, A. Barnes (Vydra 72’) e C. Wood.  Técnico: Sean Dyche.

Bournemouth 1×0 Tottenham

Mesmo pensando no jogo de volta da Uefa Champions League, Mauricio Pochettino escalou muitos jogadores que estiveram em campo na última terça-feira, além da volta de Heung-Min Son. Já o Bournemouth pensava em não perder a terceira seguida em casa.

A primeira etapa foi de pura supremacia dos Spurs. Lucas Moura teve grande destaque, mas não tanto quanto o goleiro estreante Mark Travers, de 19 anos. Foram, no mínimo, quatro defesas importantes que salvaram o zero a zero (duas contra o brasileiro).

Perto da marca de 45 minutos, o cenário mudou. Son se envolveu em confusão com Jeferson Lerma e acabou expulso. O coreano empurrou o colombiano na cara de Craig Pawson, que não teve dúvidas em mostrar o vermelho direto.

Sem conversa, o árbitro mandou dois do Tottenham mais cedo para o vestiário (Reuters)

Pochettino fez mudanças para suprir a ausência do camisa sete. O zagueiro Juan Foyth entrou depois do intervalo, mas só fez o cenário piorar. Após dois minutos em campo, o argentino entrou de forma violenta em Jack Simpson e também foi prontamente expulso por Pawson.

Com nove em campo, o Tottenham só queria saber de se segurar. O Bournemouth, mesmo com a vantagem numérica, pouco conseguiu criar contra a meta de Lloris e, no final, o empate parecia inevitável. Até que Nathan Aké subiu sem objeções num escanteio e fez o gol da vitória nos acréscimos.

Aké, que jogou de volante, marcou nos acréscimos (Twitter/Divulgação)

Ficha técnica

Bournemouth: Travers, Smith, Cook, Simpson, Clyne; Aké, Lerma, Fraser, Ibe (Mousset 76′); King e Wilson. Técnico: Eddie Howe.

Tottenham: Lloris, Trippier, Alderweireld (Foyth 46′), Sanchez, Rose; Dier (Wanyama 46′), Sissoko (Davies 82′), Alli, Eriksen; Lucas e Son. Técnico: Mauricio Pochettino.

West Ham 3×0 Southampton

Jogando pela última vez em casa na temporada, o West Ham recebeu o Southampton e não teve dó dos Saints. Com uma vitória categórica, os Hammers se despedem de seus torcedores da melhor maneira possível.

Sem brigar por mais nada, as duas equipes entraram em campo mais leves. E o reflexo disso foi um jogo movimentado. Logo aos cinco minutos, Ings fez boa jogada individual e tocou para Armstrong bater com perigo, mas a bola subiu demais.

A resposta dos Irons veio aos 15 minutos, quando Mark Noble interceptou um passe no meio e tocou na medida para Arnautovic, que dominou e bateu na saída de Forster, abrindo o placar para os donos da casa.

Arnautovic comandou o West Ham na vitória por 3 a 0 contra o Southampton. (Foto: Reprodução/Twitter)

O West Ham só voltou ao ataque aos 23 minutos. E foi letal. Masuaku aproveitou o rebote, invadiu a área pela esquerda e cruzou. Forster foi afastar e a bola bateu em Arnautovic. O camisa 7 esperou a bola cair para completar de cabeça para o fundo da rede.

Dois minutos depois, Fredericks fez boa tabela com Wilshere, ganhou de Stephens e bateu cruzado para decretar a vitória do West Ham. E só não foi mais porque Arnautovic desperdiçou ótima oportunidade aos 40 minutos da segunda etapa. A bola passou a centímetros da trave.

Com a vitória, o West Ham se mantém na 11ª colocação, agora com 49 pontos. O Southampton permanece na 16ª posição com 38 pontos. Na próxima rodada, os Hammers vão até o Vicarage Road enfrentar o Watford, enquanto que os Saints encerram a temporada em casa, diante do já rebaixado Huddersfield.

Fredericks deu números finais a partida num belo chute cruzado. (Foto: Reprodução/Twitter)

Wolverhamton 1×0 Fulham

Dendoncker garantiu a vitória dos Wolves em casa, garantindo quatro pontos à frente do Everton. O Fulham, já rebaixado, apenas continuou sua pífia campanha na Premier League e amarga a vice lanterna do campeonato.

O Fulham manteve mais posse de bola durante a partida, mas de forma infrutífera. O clube da Grande Londres deu apenas 2 chutes a gol contra 6 dos Wolves. No total, foram 6 contra 19 conclusões.

Aos 75 minutos, Doherty cruzou para Dendoncker chutar com perfeição. O belga já havia acertado o travessão no primeiro tempo. Curiosamente, o Fulham estabeleceu um recorde na partida, colocando em campo Harvey Elliott. O jovem tornou-se o jogador mais novo a participar de uma partida de Premier League, aos 16 anos e 30 dias.

Dendoncker celebra seu gol com os outros jogadores do Wolves. (Foto: Premier League)

Ficha Técnica:

Wolverhampton: Patrício (Norris), Bennet, Coady, Boly (Kilman), Doherty, Dendoncker, Neves, Moutinho, Jonny (Vinagre), Jiménez, Jota.

Fulham: Rico, Sessegnon (Ayité), Christie, Le Marchand, Ream, Bryan, Cairney, Chambers, Anguissa (Elliott), Mitrovic, Babel.

Cardiff City 2 x 3 Crystal Palace

O sonho da permanência na Premier League por parte dos Bluebirds foi encerrado nessa rodada, após derrota para o Crystal Palace, em casa. Com a derrota, o time do País de Gales retorna a Championship após uma temporada na Premier League.

A partida também marcou a despedida de Aron Gunnarsson diante de sua torcida. O volante islandês, que desde a temporada 2011/12 defende o Cardiff, deixará o time no final da temporada, quando seu contrato expira e assinará com o clube catari do Al-Arabi.

Apesar de precisarem do resultado, foi o Crystal Palace que tomou a iniciativa nos momentos iniciais. O Cardiff perdeu sua principal referência na criação de jogadas, o meia Camarassa aos 11 minutos de jogo e logo aos 28, Zaha abriu o placar diante do ex-clube. Apesar do gol sofrido, os donos da casa partiram para cima e três minutos depois conseguiram o empate, com Martin Kelly contra. O empate não bastava para o time galês, que precisaria contar com uma combinação de resultados para escapar. O segundo gol do Palace veio aos 39 com Batshuayi.

Na segunda etapa, o Palace continuava com mais posse de bola e com poucas alternativas ofensivas, o Cardiff via a permanência na elite cada vez mais distante e que foi consumada com o terceiro gol, marcado por Townsend, aos 25 minutos da etapa final. Bobby Reid ainda descontou nos acréscimos, mas o rebaixamento dos Bluebirds já estava selado.

Confirmando as expectativas do início de temporada e apesar de alguns momentos de reação, a Cardiff City retorna a Championship. (Foto: Cardiff City FC/Getty Images)

FICHA TÉCNICA:

Cardiff City: Etheridge; Peltier, Morrison, Manga, Bennett; Mendez-Laing, Gunnarsson, Camarassa (Bacuna 11′), Murphy (Hoilett 80′); Reid, Ward(Zohore 60′). Técnico: Neil Warnock.

Crystal Palace: Guaita; Wan Bissaka, Kelly, Dann, Ward; Towsend (Kouyaté 84′), McArthur, Milivojevic, Zaha; Ayew (Meyer 78′), Batshuaiy (Sako 73′) Técnico: Roy Hodgson

 

Newcastle 2 x 3 Liverpool

Com gol do melhor jogador do campeonato, o zagueiro Virgil Van Dijk, o Liverpool sofreu para bater o Newcastle no St James' Park. (Foto: Getty)

Em um confronto recheado de emoções, o Liverpool sofreu para bater o Newcastle no St James' Park mas conseguiu os três pontos para se manter vivo na luta pelo título da Premier League. Van Dijk, Salah e Origi fizeram os gols da vitória da equipe visitante, enquanto os anfitriões marcaram com Atsu e Rondón.

O Liverpool até saiu na frente logo no começo da partida. Após escanteio cobrado por Alexander-Arnold, Virgil Van Dijk aproveitou o vacilo do sistema defensivo dos Magpies para cabecear sozinho para o fundo das redes.

O Newcastle empatou apenas 7 minutos depois. Matt Ritchie recebeu pela esquerda e cruzou para Rondón completar, mas a bola acabou sendo salva com Alexander-Arnold, que causou polêmica por ter usado o braço para impedir o gol do Newcastle. No rebote, Christian Atsu recebeu e empatou o jogo.

Em mais uma assistência de Alexander-Arnold, que chegou a 11 na competição e empatou com o seu companheiro Andrew Robertson, o Liverpool tomou a frente do placar novamente. O jovem lateral cruzou para a área após um passe de calcanhar de Daniel Sturridge e encontrou Mohamed Salah livre para completar para o fundo do gol.

No começo da etapa final, o Newcastle mostrou que não ia aliviar a vida do Liverpool e empatou a partida. Após cabeçada de Javier Manquillo para a entrada da área, a bola sobrou para Salomon Rondón fuzilar a meta de Alisson.

O gol da vitória e da continuidade da briga pelo título veio aos 86 minutos. Após cobrança de falta de Xherdan Shaqiri, Divock Origi antecipou o zagueiro Jamaal Lascelles e fez o gol da vitória dos Reds.

Na próxima rodada, o Liverpool encara o Wolverhampton no Anfield e torce para um tropeço do Manchester City para se tornar campeão da Premier League. Apenas, cumprindo tabela, o Newcastle visita o rebaixado Fulham no Craven Cottage.

FICHA TÉCNICA:

Newcastle: Dubravka, Manquillo, Schar (Muto 91′), Lascelles, Dummett, Ritchie; Hayden, Ki, Ayoze, Atsu; Rondón. Técnico: Rafael Benítez.

Liverpool: Alisson, Alexander-Arnold, Van Dijk, Lovren (Milner 83′), Robertson; Fabinho, Wijnaldum (Shaqiri 66′), Henderson; Salah (Origi 73′), Mané, Sturridge. Técnico: Jurgen Klopp

Ficha técnica

West Ham: Fabianski, Fredericks, Balbuena, Diop, Masuaku, Noble (Sanchez 78′), Obiang, Diangana (Wilshere 67′), Lanzini (Perez 83′), Antonio, Arnautovic. Técnico: Manuel Pellegrini

Southampton: Forster, Valery, Stephens, Bednarek, Bertrand; Hojbjerg, Lemina (Romeu 75′), Armstrong (Ward-Prowse 67′), Elyounoussi, Long; Ings (Redmond 46′). Técnico: Ralph Hasenhüttl

Chelsea 3 x 0 Watford

Gary Cahill fez sua despedida de Stamford Bridge e foi homenageado por companheiros e torcedores. Foto/Divulgação: Premier League.

Por mais que o placar dê a impressão de que foi uma vitória fácil, o primeiro tempo da partida disputada em Stamford Bridge teve uma superioridade do Watford, mostrado claramente com uma perigosa finalização de Troy Deeney que parou na brilhante defesa de Kepa Arrizabalaga após cruzamento de Holebas aos 8′.

Como se não bastasse, os Blues viram N'Golo Kanté sair de campo lesionado para a entrada de Ruben Loftus-Cheek, fazendo com que o inglês atuasse pelo lado direito e tendo mais liberdade para entrar na área. Pelo lado esquerdo, Kovacic buscava se aproximava de Hazard na fase construtiva com triangulações. Mesmo assim, a primeira investida azul na partida veio apenas aos 14′ com uma finalização de Jorginho.

Se no primeiro tempo o Chelsea não conseguia criar graças ao domínio adversário no meio-campo, dependendo de um fator de desequilíbrio para voltar a partida e ele veio no 2T atendendo pelo nome de Eden Hazard. Duas assistências para os gols de Loftus-Cheek que abriu o placar aos 48′ e de David Luiz aos 51′, para ampliar e trazer tranquilidade com dois tentos de cabeça. Hazard é inevitável.

Com a rápida mudança de cenário na partida, o Chelsea se impôs e pouco sofreu com ataques do adversário, ainda ampliando aos 75′ com a bela finalização de Gonzalo Higuaín após assistência de Pedro e a vitória poderia ter sido mais ampla se não fossem as finalizações erradas de Olivier Giroud, assim como o Watford teve um gol bem anulado no final da partida.

No final da partida, David Luiz saiu para a entrada de Gary Cahill que foi homenageado pela torcida e por seus companheiros, já que o zagueiro de 33 anos deixará o Chelsea no final da temporada. Uma justa homenagem a um dos mais vitoriosos jogadores da história do clube, presente na épica conquista da UEFA Champions League na temporada 2011-12.

Além disso, o Chelsea se garantiu na próxima UCL 19/20 com a vitória e os tropeços de Tottenham, Arsenal e Manchester United. Será o retorno dos Blues após ficar fora da atual edição com o decepcionante desempenho da última temporada sobre o comando de Antonio Conte.

CHELSEA: Kepa Arrizabalaga; César Azpilicueta, David Luiz (Gary Cahill – 89′), Andreas Christensen e Marcos Alonso; Jorginho, N'Golo Kanté (Ruben Lofuts-Cheek – 10′) e Kovacic; Pedro, Eden Hazard e Gonzalo Higuaín (Olivier Giroud – 79′). Técnico: Maurizio Sarri.

WATFORD: Ben Foster; Adrian Mariappa, Craig Cathcart, Kiko Femenía e José Holebas; Nathaniel Chalobah (Tom Cleverley – 67′), Abdoulaye Doucouré, Will Hughes e Roberto Pereyra; Gerard Deulofeu (Isaac Success – 83′) e Troy Deeney (Andre Gray – 83′);
Técnico: Javi Gracia.

Huddersfield 1 x 1 Manchester United

Dean Hoyle, presidente do Huddersfield, se despedindo da torcida depois de 10 anos no comando do clube. (Foto: Huddersfield Gallery)

O Manchester United queimou sua última chance de qualificação para a próxima edição da Champions League neste domingo. Empatou com o rebaixado Huddersfield em 1 a 1 no John Smith's Stadium. Um dos destaques ficou por conta de Lössl, o goleiro obteve 6 defesas durante a partida e ainda conseguiu dar uma assistência para seu time.

A primeira metade do encontro pareceu que teria um resultado diferente ao final, com o favorito United sendo ganhador. O Huddersfield não conseguiu impedir o avanço do adversário e ainda aos 7 minutos McTominay marcou o gol. O escocês esteve entre os melhores do seu time, que teve Alexis Sanchez como titular pela 9ª vez nessa Premier League.

Ainda nos 45 minutos do primeiro tempo, os Terriers equipararam seu futebol ao adversário e encaixaram melhor sua estratégia nos contra-ataques. Foram pouco efetivos, mas traziam perigos e principalmente: demonstravam que o empate era possível.

Aos 60 minutos o gol veio para os donos da casa. Lössl viu uma oportunidade de ouro em uma ligação direta para o ataque. A bola chegou a passar na frente de Luke Shaw, mas o sortudo que a receberia em ótimas condições foi Isaac Mbenza. O belga acelerou em direção ao gol e chutou sem chances de reação para De Gea.

Os Red Devils até forçaram a vitória, chutaram 23 vezes ao gol e Pogba que já havia acertado o travessão no primeiro tempo voltou a carimbar a trave aos 87 minutos. Porém, dessa vez não existiu o Fergie Time para salvar o United e o clube volta a ficar fora da maior competição europeia.

A próxima rodada ainda vale classificação ao United, a briga pela 5ª posição com o Arsenal poderá render um lugar na Liga Europa de forma direta. Para o Huddersfield restou apenas saldar seu presidente, Dean Hoyle, pela última vez nos gramados de seu estádio. Hoyle deixará o cargo depois de 10 anos no clube.

Ficha Técnica:

Huddersfield: Lössl; Durm (Smith 46’), Schindler, Kongolo, Löwe; Mooy, Bacuna, Hogg; Mbenza (Diakhaby 91’), Grant, Pritchard. Técnico: Jan Siewert

Manchester United: De Gea; Young, Lindelöf (Dalot 83’), Jones, Shaw; McTominay, Matic (Ander Herrera 53’), Pogba; Rashford, Sanchez (Chong 54’). Técnico: Ole Gunnar Solskjær

Arsenal 1×1 Brighton

O Arsenal praticamente saiu da briga por uma vaga à próxima Uefa Champions League via Premier League, com o empate, em casa, diante do 17º colocado Brighton.

Os Gunners terminaram a penúltima rodada do campeonato em 5º lugar, três pontos atrás do Tottenham. Para conseguir o 4º lugar será necessário vencer, torcer por derrota dos Spurs e reverter uma diferença de oito gols de saldo para os rivais londrinos.

O pior, para os torcedores do Arsenal, é que o time teve a vitória nas mãos. Os donos da casa começaram pressionando muito seu adversário e criando chances. Logo aos seis minutos conseguiram um pênalti, convertido por Aubameyang.

Jogadores do Arsenal decepcionados após empate diante do Brighton. Foto: Premier League divulgação

A pressão seguiu logo após o gol, passando a impressão de que seria uma vitória tranquila. No entanto, por volta dos 25 minutos, o ritmo do Arsenal começou a diminuir, assim como a qualidade de seu jogo.

No segundo tempo o Brighton passou a se sentir mais seguro para tentar alguns ataques. Aos 16 minutos os visitantes também conseguiram um pênalti, convertido por Murray, empatando a partida.

Mesmo sem jogar bem os Gunners partiram para o ataque em busca do gol da vitória. Na base da individualidade, Lacazette e Aubameyang conseguiram criar poucas oportunidades. O segundo perdeu chance clara da entrada da pequena área.

Com o empate o Arsenal deve apostar pesado no título da Europa League para garantir uma vaga na Champions (venceu o primeiro jogo da semifinal contra o Valencia, em casa, por 3 a 1). O time não vence pela Premier League há quatro jogos (um empate e três derrotas).

Ficha Técnica:

Arsenal: Leno; Lichtsteiner (Kolasinac), Mustafi, Papastathopoulos e Monreal; Torreira, Xhaka (Iwobi), Özil e Mkhitaryan (Guendouzi); Aubameyang e Lacazette. Técnico: Unai Emery

Brighton: Ryan; Bruno, Duffy, Dunk e Bernardo; Jahanbakhsh (Knockaert), Grob (Kayal), Stephens e Bissouma; March e Murray (Andone). Técnico: Chris Hughton

O time de Pep Guardiola chegou a criar boas chances, mas foi parado pelo bom sistema defensivo do Leicester no primeiro tempo. O goleiro Schmeichel esteve seguro em todas as bolas nos 45 minutos iniciais. Do outro lado, o time de Brendan Rodgers não conseguiu encaixar um bom contra-ataque com Vardy e Maddison. 

Manchester City 1×0 Leicester

Kompany aproveitou o espaço deixado pelos meias do Leicester, finalizou de longe e marcou o único gol do jogo (Divulgação/Premier League)

O Manchester City está ainda mais próximo do bicampeonato inglês. Contra o Leicester, os comandados de Pep Guardiola dominaram o duelo em casa e, com grande finalização de Kompany, venceram o penúltimo confronto na temporada da Premier League.

O time de Pep Guardiola começou criando boas chances, mas foi parado pelo bom sistema defensivo do Leicester no primeiro tempo. O goleiro Schmeichel esteve seguro em todas as bolas nos 45 minutos iniciais. Do outro lado, o time de Brendan Rodgers não conseguiu encaixar um bom contra-ataque com Vardy e Maddison. 

Na volta do intervalo, o Manchester City seguiu dominando o duelo. Com todos os jogadores à exceção de Ederson, no campo ofensivo na maior parte do tempo, os Citizens não conseguiram encaixar uma boa finalização para fazer o goleiro dinamarquês fazer uma grande defesa até os 68 minutos de jogo.

Após boa jogada no ataque, Aguero apareceu na cara de Schmeichel. O goleiro fez uma excelente defesa, mas, minutos depois, viu o zagueiro Kompany aproveitar um espaço e marcar um golaço de longe. 

Iheanacho teve excelente oportunidade para empatar, mas perdeu a chance, e o time de Manchester venceu o duelo. Com a vitória, o City chega na última rodada do Campeonato Inglês, contra o Brighton and Hove Albion, fora de casa, podendo comemorar o título se derrotar o adversário. Do outro lado, o Leicester fecha a participação nesta temporada, contra o Chelsea.

FICHA TÉCNICA

Manchester City: Ederson, Walker, Kompany, Laporte e Zinchenko; Gundogan, Foden (Sané, 56′) e Silva (Stones, 90′); Bernardo, Sterling e Aguero (Jesus, 87′). Treinador: Pep Guardiola.

Leicester City: Schmeichel, Pereira, Evans, Maguire e Chilwell; Ndidi, Choudhury, Tielemans (Barnes , 74′), Albrighton (Gray, 85′) e Maddison (Iheanacho, 79′); Vardy. Treinador: Brendan Rodgers.