33ª rodada da Premier League: confira o resumo dos jogos

Saiba tudo o que aconteceu em mais uma emocionante rodada da PL

33ª rodada da Premier League: confira o resumo dos jogos
Salah fez seu 50º gol pelo Liverpool na Premier League (Foto: John Powell/Liverpool FC via Getty Images)

Rebaixamento, goleada, jogos tensos e grandes atuações individuais marcaram a 33ª rodada da Premier League. Veja o resumo dos jogos da elite do futebol inglês.

Leia mais: A história do último rebaixamento do Manchester United

Wolverhampton Wanderers 2×1 Manchester United

Os Wolves receberam os Red Devils no seu Molineux Stadium e não pareceram notar o tamanho do adversário. O time de Ole Gunnar Solskaer, em busca da permanência no G4, ainda parece precisar de opções.

A partida iniciou com uma pressão enorme dos Devils contra o time de Nuno Espírito Santo. Tanto que ao 13 minutos, Scott McTominay abriu o placar com um potente e muito bem acertado chute de fora da área.

Porém, o gol pareceu ser o suficiente para os jogadores de Manchester, que arrefeceram seu ritmo de forma visível. Isso bastou para que Diogo Jota empatasse a partida com uma bela assistência de Raúl Jimenez.

Depois do intervalo, o Manchester United recuperou sua vontade. Mas Ashley Young confundiu gana de vencer com violência e recebeu o segundo amarelo. Cm um homem a mais, foi muito mais fácil para o Wolverhampton pressionar.

E de forma a fechar o caixão, Chris Smalling não pôde evitar cabecear para dentro de sua própria baliza, virando o jogo para os Wolves após cruzamento na área.

Diogo Jota empata o jogo entre Wolves e Manchester United (Foto: Premier League)

Não conquistando os 3 pontos, a equipe de Manchester retorna à quinta posição. O Wolverhampton continua sua excelente campanha, permanecendo na sétima colocação.

Ficha Técnica:

Wolverhampton Wanderers: Patrício, Bennett, Coady, Boly, Doherty, Dendoncker, Neves (Saïss), Moutinho, Vinagre (Jonny), Jiménez, Jota (Cavaleiro).

Manchester United: De Gea, Young, Smalling, Lindelöf, Shaw, McTominay, Fred (Jones), Pogba, Dalot (Pereira), Lingard, Lukaku (Martial).

Watford 4×1 Fulham

Jogando em casa, o Watford foi o responsável por mandar o Fulham novamente para a Championship. Em uma partida onde a equipe visitante teve mais posse de bola e chances de obter a vitória, foi o time mandante quem saiu de campo com um excelente resultado.

O Watford abriu o placar graças a um belo chute de Abdoulaye Doucouré. O Fulham se lançou no ataque em busca do empate.

E ele saiu dez minutos após o gol dos mandantes. Ryan Babel se posicionou por trás da zaga adversária, tirou do goleiro e igualou o placar.

Troy Deeney deixou o seu na patida que marcou a volta do Fulham para Championship (OneFootball)

No segundo tempo, os Hornets partiram com tudo pra cima do frágil adversário. Em 45 minutos de muita intensidade o Watford voltou à frente no marcador após Will Hughes aproveitar a bola afastada pela defesa rival e acertar um lindo sem pulo.

O segundo gol dos mandantes acabou por desestruturar o Fulham. No entanto o goleiro nada pode fazer nos gols marcados em sequência por Troy Deeney e Kiko Feminia, que acabaram sendo o golpe de misericórdia nos visitantes.

Com a vitória o Watford garantiu sua maior pontuação na era Premier League. Já o Fulham, com mais uma derrota, é rebaixado com cinco rodadas de antecedência.

Ficha Técnica:

Watford: Foster, Femenia, Mariappa, Cathcart, Holebas, Doucouré, Capoue (Quina 78’), Hughes, Pereyra (Janmaat 46’), Deulofeu (Gray 46’), Deeney. Técnico: Javi Gracia

Fulham: Rico, Chambers, Le Marchand, Ream (Seri72’), Christie, Anguissa, Cairney (McDonald 87’), Bryan, Sessegnon, Babel (Schürrle 81’), Mitrovic. Técnico: Scott Parker

Manchester City 2×0 Cardiff

Lutando ponto a ponto com o Liverpool pelo título da Premier League, o Manchester City tinha a obrigação de vencer o Cardiff, 18º colocado, jogando em casa. O time de Guardiola entrou em campo demonstrando entender tal responsabilidade.

Desde o pontapé inicial o City partiu para o ataque, encurralando os visitantes completamente em seu campo de defesa. Aos seis minutos Kevin De Bruyne abriu o placar, com um chute forte de esquerda de dentro da área.

Os donos da casa seguiram com o domínio total da partida. O Cardiff não apresentava reação.

Sané chuta para marcar o segundo gol do Manchester City sobre o Cardiff. Foto: Premier League divulgação

O segundo gol dos Citizens, no entanto, saiu apenas aos 44 minutos da primeira etapa. Sané finalizou bonito após passe de peito de Gabriel Jesus.

A vantagem, aliada à fragilidade do adversário, permitiu ao Manchester City administrar o jogo no segundo tempo, sem correr riscos. Mesmo assim, o City teve 79% de posse de bola e finalizou 27 vezes (11 no alvo).

O Manchester City chegou aos 80 pontos. Dois a menos do que o Liverpool, que tem um jogo a mais. O Cardiff segue lutando contra o rebaixamento, com 28 pontos.

Ficha Técnica:

Manchester City: Ederson; Danilo, Stones, Laporte e Zinchenko (Walker 19′); De Bruyne, Fernandinho, Foden e Mahrez; Gabriel Jesus e Sané. Técnico: Pep Guardiola.

Cardiff: Etheridge; Peltier, Morrison, Manga e Bennett; Murphy (Mendez-Laing 60′), Gunnarsson (Bacuna 81′), Ralls e Hoilett; Camarasa (De Cordova-Reid 83′) e Niasse. Técnico: Neil Warnock.

Southampton 1×3 Liverpool

Mohamed Salah chegou ao seu 50º gol na PL. (Foto: Mike Hewitt/Getty Images)

Depois de muito susto, o torcedor do Liverpool conseguiu sorrir. O placar foi aberto pelo Southampton com gol do irlandês Shane Long, após assistência de Højbjerg. A partir de então, um filme de terror começou a passar pela cabeça dos Reds.

O responsável por começar a reescrever o roteiro da noite do Liverpool foi Naby Keita. O guineano, mesmo baixinho, empatou o jogo de cabeça. O Liverpool foi todo para a pressão a partir de então.

Se a equipe estava desesperada para marcar, imagine Salah, que com mais um gol chegava à marca de 50 gols na Premier League. E foi do egípcio o gol da virada, após ótima arrancada em contra-ataque.

Jordan Henderson ainda fez o terceiro do Liverpool e deixou de vez o sorriso no torcedor Red.

Ficha Técnica

Southampton: Gunn, Yoshida, Vestergaard (Armstrong, 83′), Bednarek; Oriol Romeu (Austin, 83′), Bertrand, Højbjerg, Valery, Ward-Prowse; Redmond, Long (Sims, 62′). Técnico: Ralph Hasenhüttl.

Liverpool: Alisson, Alexander-Arnold (Milner, 59′), van Dijk, Matip, Robertson; Fabinho (Henderson, 59′), Wijnaldum, Keita (Lovren, 88′); Firmino, Mané, Salah. Técnico: Jürgen Klopp.

Bournemouth 1×3 Burnley

Barnes se redime do gol contra e faz o gol que garantiu a vitória do Burnley. (Foto: Reprodução/Burnley Twitter)

Em duelo da segunda da tabela, o Burnley foi até o Vitality Stadium para enfrentar o Bournemouth e voltou de lá com três pontos importantíssimos, que distanciaram o clube da zona de rebaixamento.

Mal deu tempo da partida começa e o Bournemouth abriu o placar. O relógio se aproximava dos 4 minutos quando, após cruzamento, Lesma desviou e Barnes, contra a própria meta, acertou uma cabeçada no canto direito de Heaton.

Apesar do gol sofrido nos minutos iniciais, o Burnley não se intimidou. Precisando da vitória, os Clarets foram pra cima e não demoraram muito para empatar. Aos 17 minutos, Westwood cobrou escanteio e Chris Wood subiu no meio da defesa dos Cherries para empatar a partida.

Dois minutos depois, McNeil fez boa jogada individual e cruzou rasteiro, Mepham afastou mal e a bola sobrou para Westwood, livre de marcação, bater colocado, sem chances para Begovic, virando o jogo para o Burnley.

O gol acordou os Cherries, que tiveram a chance do empate poucos minutos depois, quando Brooks cruzou na cabeça de Callum Wilson, o camisa 13 subiu livre de marcação, mas cabeceou centímetros acima do travessão. Após isso, a primeira etapa acabou sem mais nenhuma grande oportunidade para ambas equipes.

Aos 10 minutos da etapa complementar, Chris Wood brigou com Begovic, ganhou a disputa pela bola e rolou para Barnes marcar pelo time certo dessa vez, ampliando o placar para o Burnley.

Daí em diante, os Clarets souberam cozinhar o jogo sem correr grandes riscos. Com a vitória, o Burnley chega aos 36 pontos, abre 8 em relação ao Cardiff e pula para a 14ª posição. Já o Bournemouth é o 13º com 38 pontos.

Ficha técnica

Bournemouth: Begovic; Clyne (Rico 46′), Mepham, Ake, Smith; Brooks, Gosling (Solanke 59′), Lerma (Stanislas 71′), Fraser; Wilson, King. Técnico: Eddie Howe

Burnley: Heaton; Lowton, Tarkowski, Mee, Taylor; Hendrick (Gudmundsson 82′), Westwood, Cork, McNeil; Wood, Barnes. Técnico: Sean Dyche

Huddersfield 1×4 Leicester

Já rebaixado desde a rodada anterior, o Huddersfield recebeu o Leicester, em ascensão. Os donos da casa até mostraram-se aguerridos e deram trabalho aos visitantes, mas não foram capazes de segurar o time de Brendan Rodgers.

O jogo era bem disputado no primeiro tempo. Foi preciso um bonito chute de Tielemans, de fora da área, para abrir o placar para os Foxes, aos 24 minutos. O gol não foi suficiente para abrir totalmente a defesa do Huddersfield, que se manteve competitivo até o fim da primeira etapa.

Logo aos dois minutos do segundo tempo Vardy fez o segundo gol do Leicester, que passou a dominar a partida com mais tranquilidade.

Os Terriers chegaram a diminuir o placar, em pênalti cobrado por Mooy. Mas Maddison, em bela cobrança de falta, e novamente Vardy, de pênalti, consolidaram a goleada dos visitantes.

Jamie Vardy bate pênalti e faz seu segundo gol contra o Huddersfield. Foto: Getty Images

Na quinta partida sob o comando de Brendan Rodgers, o Leicester conquistou sua quarta vitória consecutiva. O time ocupa a sétima posição com os mesmos 47 pontos do Wolverhampton, oitavo colocado.

O Huddersfield chegou a sua 25ª derrota na atual Premier League e, já rebaixado, mantém-se isolado na lanterna da competição, com 14 pontos.

Ficha Técnica:

Huddersfield: Hamer; Smith, Schindler, Kongolo e Durm; Mooy, Hogg (Bacuna 81′), Stankovic (Mbenza 45′), Löwe e Pritchard (Mounie 60′); Grant. Técnico: Jan Siewart

Leicester: Schmeichel; Pereira, Morgan, Söyüncü e Chilwell; Ndidi (Choudhury 87′), Gray, Tielemans, Maddison e Barnes (Okazaki 61′); Vardy (Iheanacho 90′). Técnico: Brendan Rodgers

Newcastle 0x1 Crystal Palace

Luka Milivojevic, de pênalti, deu a vitória para o Crystal Palace. (Foto: Getty Images)

Em uma briga direta contra o rebaixamento, Newcastle e Crystal Palace se enfrentaram no St James’Park. Uma vitória significaria estar virtualmente livre de qualquer ameaça de rebaixamento para ambos os lados.

Apesar do grande domínio durante a maior parte do jogo, os Magpies acabaram saindo derrotados dentro de sua própria casa e o Crystal Palace se vê livre do rebaixamento para Championship de vez e já começa a fazer planejamentos para a próxima temporada.

Com 18 finalizações ao gol, sendo 5 delas apenas no alvo,  os comandados de Rafael Benítez pecaram nas tentativas de gol, mas também pararam na ótima atuação do goleiro Guaita, que mostrou sua enorme segurança em uma posição que carecia de qualidade nos Eagles durante alguns anos.

O gol da vitória veio em um contra-ataque puxado por Wilfred Zaha, que entrou na área e cortou o lateral-direito do Newcastle, De Andre Yedlin, que acabou cometendo o pênalti na tentativa de afastar o perigo. Na cobrança, o sérvio Luka Milivojevic deslocou Dubravka e marcou o seu 10º gol de pênalti na temporada.

Com o resultado, o Crystal Palace foi para 39 pontos e subiu para a 12ª colocação. Já o Newcastle, parou nos 35 pontos, caiu para a 15ª posição e ainda não se viu livre do risco de queda.

Na próxima rodada, o Newcastle visita o Leicester no King Power Stadium, enquanto o Crystal Palace recebe o Manchester City no Selhurst Park.

FICHA TÉCNICA:

Newcastle: Dubravka, Yedlin, Schar, Lascelles, Lejeune (Dummett 65’), Ritchie (Atsu 90’); Ki (Shelvey 76’), Hayden, Perez, Almirón; Rondón. Técnico: Rafael Benítez

Crystal Palace: Guaita, Wan-Bissaka, Kelly, Tomkins (Dann 73’), van Aanholt; McArthur, Milivojevic, Schlupp; Townsend (Kouyaté 85), Batshuayi (Benteke 65’), Zaha. Técnico: Roy Hodgson

Everton 1×0 Arsenal

Jogadores (Sigurdsson, Bernard, André Gomes, etc.) do Everton comemorando gol de Jagielka na vitória de 1 a 0 sobre o Arsenal no Goodison Park (Foto: Everton FC)
Jogadores do Everton comemorando gol de Jagielka na vitória de 1 a 0 sobre o Arsenal no Goodison Park (Foto: Everton FC)

O Everton conseguiu grande vitória sobre o Arsenal no último domingo, em partida válida pela 33ª da Premier League. Com o placar de 1 a 0, os Toffees se mantem na briga com Wolverhampton, Leicester, Watford e West Ham pela 7ª colocação do campeonato.

Volume e intensidade de jogo foram dois fatores importantes para o placar ser construído contra os Gunners no Goodison Park. Os visitantes tiveram muito trabalho para segurar o ataque composto por Richarlison, Calvert-Lewin e Bernard além do apoio de Sigurdsson.

Juntas, as quatro principais peças ofensivas, deram 12 chutes a gol das 23 tentativas realizadas pelo Everton. O quarteto ainda conseguiu oferecer mais perigo do que todo o time do Arsenal, que obteve apenas 7 tentos.

Apesar do alto número de chances criadas pelo setor ofensivo, foi um zagueiro quem fez o único gol da partida. Jagielka aproveitou a única bola que teve no ataque para empurrar para as redes. O lance veio de um escanteio no qual Calvert-Lewin venceu seu duelo aéreo e a bola sobrou livre para o 6 balançar as redes.

Ao Arsenal não sobrou muito comemorar, pois o time perdeu a 3ª posição que dá vaga direta para a Champions League. Além disso viu seu único destaque criativo na partida ser Aaron Ramsey, que já tem pré-contrato com a Juventus e que poderá fazer falta sem uma reposição ao menos em nível equiparado.

FICHA TÉCNICA:

Everton: Pickford; Coleman, Jagielka, Zouma, Digne; André Gomes, Gueye; Sigurdsson (90’ Tom Davies); Richarlison (79’ Walcott), Calvert-Lewis, Bernard (88’ Lookman). Técnico: Marco Silva

Arsenal: Leno; Mustafi, Papastathopulos, Monreal; Maitland-Niles, Elneny (46’ Ramsey), Guendouzi, Kolasinac (46’ Aubameyang); Özil (74’ Iwobi), Mkhitaryan, Lacazette. Técnico: Unai Emery

Chelsea 2×0 West Ham

Hazard foi o grande destaque da partida marcando os dois gols na vitória sobre o West Ham no Stamford Bridge (Foto: Chelsea FC)
Hazard foi o grande destaque da partida marcando os dois gols na vitória sobre o West Ham no Stamford Bridge (Foto: Chelsea FC)

O Chelsea colocou mais lenha na disputa pela 3ª colocação da Premier League ao vencer o West Ham no Stamford Bridge. Com a vitória os Blues chegaram aos 66 pontos e assumiram a última vaga direta para a Champions League, mas ainda possui uma partida a mais que Tottenham (64 pts.), Arsenal (63 pts.) e Manchester United (61 pts.).

O duelo londrino marcou a volta de Felipe Anderson para os gramados. O meia vinha sendo destaque antes de se lesionar contra o Huddersfield na metade de março. O retorno, porém, não evitou que os Hammers fossem derrotados fora de casa.

Aos 23 minutos de partida, Eden Hazard mostrou o porquê de o Real Madrid estar interessado no “externo desequilibrante”. O camisa 10 recebeu um passe despretensioso de Loftus-Cheek e viu a oportunidade de carregar a bola com espaço. A defesa do West Ham não foi capaz de para-lo e a bola terminou no fundo das redes.

O drible foi a maior arma de Hazard na partida. Ao todo o atacante conseguiu realizar 8 deles com sucesso. Eden também foi o jogador que mais chutou ao gol (4) e tendo uma porcentagem de acerto no alvo de 75%. 

Os Hammers até tentaram oferecer combate, mas faltou-lhes poder de fogo. Chicharito Hernández esteve isolado em grande parte da partida e Arnautovic parece não ter recuperado o bom futebol do início da temporada. A defesa até tentou parar Hazard e conseguiu somente até os 89 minutos, quando Hazard marcou seu segundo na partida.    

Com a derrota, o West Ham ficou um pouco mais distante da disputa pela 7ª colocação. O Leicester que ocupa a posição atualmente está com 47 pontos, enquanto os Hammers mantêm seus 42 pontos.

FICHA TÉCNICA:

Chelsea: Kepa, Azpilicueta, Rudiger, David Luiz, Emerson; Kante, Jorginho, Loftus-Cheek (Barkley 70’), Hudson-Odoi (Pedro 85’), Hazard, Higuain (Giroud 76’). Técnico: Maurizio Sarri

West Ham: Fabianski, Fredericks, Balbuena, Ogbonna, Cresswell, Rice, Noble (Obiang 70’), Lanzini, Arnautovic, Felipe Anderson, Chicharito (Snodgrass 46’). Técnico: Manuel Pellegrini