32ª rodada da Premier League: confira o resumo dos jogos

Veja tudo que rolou em mais uma rodada decisiva da PL

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32ª rodada da Premier League bernard everton

Lances polêmicos, gols brasileiros e vitórias suadas marcaram a 32ª rodada da Premier League. Confira tudo que rolou no resumo da PL Brasil.

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Fulham 0x2 Manchester City

A partida de abertura da rodada da Premier League começou de forma óbvia. Os concorrentes ao título visitaram os vice-lanternas e ganharam de forma natural.

Iniciando com uma pressão ímpar, o Manchester City não deixava a bola nos pés dos jogadores do Fulham em nenhum momento. Aos 5 minutos, Sergio Agüero encontrou Bernardo Silva com um passe preciso e o meia colocou a bola no canto.

A abertura do placar não satisfez os Citizens, que aos 27 minutos ampliou a diferença. Devolvendo o favor inicial, Bernardo Silva deixou Agüero livre após desencontro da defesa. Sem titubear o argentino encobriu o goleiro.

Sergio Agüero amplia o placar do City (Foto: Premier League)

O resto da partida foi marcada por uma visível “desaceleração” do ritmo do time de Pep Guardiola. A vitória estava selada. O Fulham, por sua vez, apenas demonstrou a notória falta de qualidade coletiva do seu time.

Ficha Técnica:

Fulham: Rico, Fosu-Mensah, Chambers, Christie, Bryan, Cairney (Schürrle), Ayité (Kebano), Anguissa, Sessegnon, Babel (McDonald).

Manchester City: Ederson, Walker, Otamendi, Laporte, Zinchenko, De Bruyne (Fernandinho), Gündogan, D. Silva, B. Silva, Agüero (Jesus), Sterling (Mahrez).

Burnley 2×0 Wolverhampton

Sem vencer há quatro partidas, o Burnley começou em busca da recuperação. E, com menos de dois minutos, Dwight McNeil cobrou falta da intermediária para a área, encontrando Chris Wood. O atacante finalizou na trave, mas Connor Coady completou o serviço, contra.

Atrás no placar, os Wolves tentaram, com muita posse de bola, encontrar o empate no primeiro tempo. Sem sucesso nas finalizações, foram para o intervalo derrotados.

Diogo Jota e Ivan Cavaleiro chegaram muito perto de empatar. Nuno Espírito Santo mudou e colocou Raúl Jimenez no jogo.

Minutos depois da entrada do mexicano, James Tarkowski ganhou uma bola de cabeça do meio de campo e McNeil recebeu livre. O meia ficou no mano a mano com o zagueiro, puxou para a canhota e finalizou cruzado, sem chances para Rui Patrício.

A canhota de McNeil deixou Patrício sem reação (Reuters)

A vitória coloca os Clarets cinco pontos à frente da zona de rebaixamento. Já o Wolverhampton segue com a sétima melhor campanha, mesmo com apenas uma vitória nos últimos cinco jogos.

Ficha técnica

Burnley: Heaton, Bardsley, Mee, Tarkowski, Taylor; Hendrick, Westwood, Cork, McNeil (Gudmundsson 87′); Wood e Barnes. Técnico: Sean Dyche.

Wolverhampton: Rui Patrício, Coady, Saiss, Boly; Adama (Costa 72′), Dendoncker (Doherty 59′), Neves, Moutinho, Jonny; Ivan Cavaleiro (Raúl Jimenez 59′) e Diogo Jota. Técnico: Nuno Espírito Santo.

Leicester 2×0 Bournemouth

Em casa, o Leicester venceu o Bournemouth por 2 a 0. Foi a terceira vitória consecutiva do time sob o comando do técnico Brendan Rodgers, que chegou ao seu quarto jogo.

Os Foxes abriram o placar cedo, aos 11 minutos. Wes Morgan completou, de letra, um chute cruzado que veio da esquerda. Apesar do domínio completo da partida os donos da casa só marcaram o segundo gol, concretizando a vitória, aos 37 do segundo tempo.

Vardy sobre para marcar o segundo gol do Leicester. Foto: Premier League divulgação

Jamie Vardy, que já havia perdido grande chance no primeiro tempo, completou de cabeça um cruzamento de Tielemans.

Ao todo foram 18 finalizações, sendo quatro certeiras. (Os visitantes finalizaram oito vezes, sendo duas no alvo). Com a vitória o Leicester chegou aos 44 pontos.

A partida teve um momento bastante emocionante para os presentes ao King Power Stadium. No minuto 61 da partida banners com imagens de Vichai Srivaddhanaprabha (dono do Leicester, falecido em acidente de helicóptero em outubro de 2018) foram estendidos para aplausos de todo o estádio. Seria seu 61º aniversário no dia 4 de abril.

Ficha Técnica:

Leicester: Schmeichel; Ricardo Pereira, Morgan, Evans e Chilwell; Ndidi, Grey (Ghezzal 89´), Tielemans, Maddison e Barnes (Mendy 72´); Vardy (Ihenacho 90´). Técnico: Brendan Rodgers.

Bournemouth: Begovic; Clyne, Mepham, Aké e Daniels (Rico 56´); Brooks, Gosling, Lerma (Solanke 64´) e Fraser; King (Stanislas 74´) e Wilson. Técnico: Eddie Howe.

Brighton 0x1 Southampton

Em um “clássico” da costa-sul da Inglaterra, Brighton e Southampton fizeram um jogo que ganhou tons de dramaticidade, já que ambos os clubes estão brigando contra o rebaixamento e uma derrota poderia significar um descenso na tabela.

Com a bola rolando, o Southampton levou a melhor e conseguiu uma vitória muito importante por 1 a 0. O gol marcado pelo dinamarquês Pierre-Emile Højberg fez com que os Saints abrissem 5 pontos de distância para o Cardiff, primeiro clube que figura na zona de rebaixamento.

Højberg fez o gol que decretou a vitória do Southampton no AMEX Stadium. (Foto: Getty Images)

O Brighton conseguia até chegar mais vezes ao gol de Angus Gunn, mas o Southampton era sempre mais perigoso quando chegava na frente. As subidas do brasileiro Bernardo e do winger Yves Bissouma eram um grande problema para o lado direito do Southampton.

No entanto, quem abriu o placar foram os comandados de Ralph Hasenhüttl. Autor do gol, Højberg iniciou a jogada após uma roubada de bola, apareceu como um elemento surpresa após um bom passe de Redmond e abriu o placar para a equipe visitante.

Os Seagulls acabaram parando na falta de criatividade, já que estavam sem um dos seus principais jogadores, o meia Pascal Gross. Com isso, não exigiram bastante da defesa adversária após sofrerem o gol e os Saints voltaram pra casa com os três pontos na bagagem.

Ficha Técnica:

Brighton: Ryan, Montoya, Duffy, Dunk, Bernardo; Stephens, Propper (Locadia 74′), Bissouma; Knockaert, Jahanbakhsh (March 62′), Murray

Southampton: Gunn, Valery, Bednarek, Yoshida, Bertrand; Højberg, Romeu, Ward-Prowse, Armstrong (Stephens 76′); Redmond (Sims 89′), Ings (Gallagher 67′)

Manchester United 2×1 Watford

O jogo aconteceu em Old Trafford, casa do United, mas quem dominou a partida foi o visitante. Desde o início, os Hornets pressionaram os Diabos Vermelhos, mas não foram eficazes. No fim das contas, prevaleceu o melhor elenco: vitória dos Red Devils.

Os 45 minutos iniciais tiveram dois momentos: os primeiros 30 de completo domínio do Watford, obrigando De Gea a trabalhar e passando a sensação de que a qualquer momento os visitantes iriam abrir o placar; os 15 restantes, de reação do United e bastante criação ofensiva.

Isso porque, em uma das investidas dos comandados de Javi Gracia, aos 28 minutos, Luke Shaw interceptou a bola com precisão, avançou até o meio campo e realizou um passe excelente para Rashford.

O camisa 10 dos Diabos Vermelhos só teve o trabalho de tirar a bola do alcance de Ben Foster, com um leve toque, para chegar ao seu décimo gol na Premier League.

Diante disso, os antes astutos visitantes, naquele momento sentiram o gol. Os comandados do agora permanente Ole Gunnar Solskjaer trouxeram pra si o comando da partida e por pouco não ampliaram com Martial.

Rashford contribuiu para o início do triunfo dos Red Devils. (Foto: Divulgação/Twitter Man United(

Visto a dificuldade no duelo, OGS promoveu as entradas de Lingard e Andreas Pereira nos lugares de Mata e Herrera respectivamente. Eles trouxeram a leveza necessária para a equipe e ajudaram a equilibrar o duelo.

No entanto, o time permanecia atrás nos domínios do embate, mas novamente encontrou a mesma solução: o gol. Aos 72, Martial tentou duas vezes: a primeira, de letra, defendida por Foster; a segunda, no rebote da própria tentativa, a bola estufou as redes e trouxe tranquilidade para os mandantes.

No apagar das luzes, Doucoré realizou um lindo gol, mas já era tarde demais para a reação. Com o resultado, o United permanece forte na briga pela vaga na Champions com 61 pontos e a quinta colocação, enquanto o Watford segue no meio da tabela, na décima posição e 43 pontos obtidos.

Com os gols marcados por Rashford e Martial, o United chegou a uma marca a qual não atingia desde 1995/96: quatro jogadores com pelo menos 10 gols em uma mesma edição de Premier League. Completam a lista Pogba com 12 gols marcados e Lukaku com 11.

Ficha técnica:

Manchester United: De Gea, Young, Smalling, Jones, Shaw; Matic, Herrera (63′ Andreas Pereira), Pogba e Mata (63′ Lingar); Martial (77′ Rojo) e Rashford. Técnico: Ole Gunnar Solskjaer.

Watford: Ben Foster, Janmaat, Kabasele, Britos e Masina; Capoue, Doucoré, Hughes e Pereyra; Deulofeu e Deeney. Técnico: Javi Gracia.

West Ham 0x2 Everton

Zouma é abraçado pelos companheiros após abrir o placar. (Getty Images)

Jogando no London Stadium, o Everton conquistou uma tranquila vitória para cima do West Ham. O primeiro gol da equipe de Liverpool saiu logo nos primeiros minutos de jogo com o zagueiro Zouma após cobrança de escanteio de Sigurdsson.

A vantagem conquistada logo no início animou a equipe visitante que durante todo o primeiro tempo pressionou os Hammers em busca do segundo gol.

A partida só não virou uma goleada graças às grandes defesas de Fabianski que, no intervalo de menos de dois minutos realizou três verdadeiros milagres.

Os Toffes só conseguiram ampliar o placar aos 33 minutos de jogo. Bernard recebeu de Coleman um passe na medida, dentro da pequena área, para apenas empurrar para o fundo de gol. Esse foi o primeiro gol do brasileiro na Premier League.

Mesmo com a desvantagem no placar, o West Ham pouco criou durante todo o jogo, acertando o chute em direção à meta adversária somente uma vez.

A segunda etapa transcorreu com poucas claras chances de gol para as equipes, com o time do Everton administrando tranquilamente a vantagem no jogo até o final dos 90 minutos.

Ficha Técnica:

West Ham: Fabianski, Zabaleta, Diop, Ogbonna, Cresswell, Rice, Obiang (Antonio 46’), Snodgrass, Lanzini, Arnautovic (Diangana 67’), Pérez (Hernández 46’). Treinador: Manuel Pellegrini.

Everton: Pickford, Coleman, Keane, Zouma, Digne, Gueye, Gomes, Sigurdsson (Davies 85’), Richarlison (Walcott 90’), Bernard, Calvert-Lewin (Tosun 88’). Treinador: Marco Silva

Crystal Palace 2×0 Huddersfield

Zaha dá passe pra gol e o Palace rebaixa o Huddersfield para a Championship 2019/2020. (Foto: Reprodução/Crystal Palace)

Em duelo na parte de baixo da tabela, Palace e Huddersfield se enfrentaram no Selhurst Park. E quem levou a melhor foram os donos da casa, que venceram por 2 a 0, deram um passo importante para a permanência na Premier League e, de quebra, rebaixaram o Huddersfield.

O primeiro tempo foi preocupante para o torcedor do Palace. Mesmo jogando contra uma equipe inferior, a equipe não conseguiu marcar nenhum tento. Chegou perto com Zaha, mas o camisa 11 cabeceou para fora.

O alívio para o torcedor do Palace veio somente aos 30 minutos da etapa complementar, quando Zaha foi derrubado por Bacuna dentro da área. Pênalti para os Eagles. Na cobrança, Milivojevic não desperdiçou a chance. Bola pra um lado, goleiro pro outro. Palace 1 a 0.

Milivojevic, de pênalti, abriu o caminho para a vitória dos Eagles. (Foto: Reprodução/Crystal Palace)

Nos minutos finais, Zaha encontrou Van Aanholt, que dominou e bateu na saída de Hammer para ampliar o marcador e dar números finais a partida, que decretou o rebaixamento do Huddersfield para a Championship 2019/2020. O Palace, por sua vez, chega aos 36 pontos e abre 8 de diferença pra o Cardiff, primeiro clube da zona de rebaixamento.

Ficha técnica

Crystal Palace: Guaita; Wan-Bissaka; Tomkins, Dann, Van Aanholt; Schlupp, Milivojevic, Meyer (McArthur 46′); Townsend (Kouyate 80′), Batshuayi (Benteke 73′), Zaha. Técnico: Roy Hodgson

Huddersfield: Hamer; Smith, Schindler, Kongolo, Durm; Mooy, Bacuna (Williams 80′), Hogg, Lowe (Kachunga 80′); Pritchard (Stankovic 90′); Grant. Técnico: Jan Siewert

Cardiff City 1×2 Chelsea

Foi no Cardiff City Stadium que o time homônimo da casa viu seu ato heroico contra um clube do Big Six ruir nos 10 minutos finais da partida. O Cardiff sofreu uma derrota por 2 a 1 para o Chelsea, estando no placar durante grande parte do tempo.

Resultado que pode ser questionado devido à um erro da arbitragem, mas que manteve o grupo londrino na briga pela vaga da Champions League.

A proposta dos Bluebirds para a partida era a de se impor em seus domínios. Organizaram uma marcação alta, impedindo que os adversários avançassem demais e importunando as transições rápidas da defesa para o ataque. Porém, o desgaste por ter mantido essa pressão seria cobrado mais tarde.

Dessa estratégia, o Cardiff conseguiu um gol importante para a luta contra o rebaixamento. Foi no começo do segundo tempo, aos 46 que Camarasa recebeu cruzamento de Harry Arter para bater de primeira, com a bola fazendo uma boa curva antes de balançar as redes.

Maurizio Sarri sorri durante a partida contra o Cardiff, definia nos minutos finais e com virada do Chelsea. (Foto: Chelsea FC)
Maurizio Sarri sorri durante a partida contra o Cardiff, definia nos minutos finais e com virada do Chelsea. (Foto: Chelsea FC)

O Chelsea conseguiu sair da marcação do Cardiff apenas após ter levado o gol. De pressionado, passou a pressionar a defesa adversária. Chances foram criadas e muito pouco aproveitadas, contanto que ao final da partida foram 21 chutes ao gol computados, tendo apenas três acertado a meta.

O final da partida esteve repleto de lances questionáveis. O primeiro deles foi no gol de empate quando uma bola curta foi cruzada para a pequena área e Azpilicueta, impedido, cabeceou para o fundo das redes.

A segunda ocasião que gerou questionamentos aconteceu apenas 2 minutos após a igualdade no placar, quando Rüdiger derrubou um adversário em lance de perigo de gol.

Os jogadores do Cardiff pediram o vermelho, o zagueiro dos Blues demonstrou uma expressão de que seria expulso e por fim o árbitro penalizou-o com o cartão amarelo.

Sete minutos foram acrescentados à partida e no primeiro deles nova surpresa para mexer com os corações dos adeptos. Loftus-Cheek recebeu bola de Willian e tratou de virar o placar. Comemoração por parte dos visitantes e sentimento de derrotismo para os donos da casa.

Barkley ainda teve uma chance para o 3 a 1, mas desperdiçou isolando a bola com a perna esquerda. Com a vitória, o Chelsea chegou aos 60 pontos, enquanto o Cardiff fica mais distante de alcançar o primeiro fora da zona de rebaixamento, apesar de possuir um jogo a menos que o Barnley.

Ficha Técnica:

Cardiff: Etheridge; Peltier, Bennett, Morrison, Manga; Arter (Ralls 70’), Gunnarsson, Camarasa; Murphy (Mendez-Laing 90’), Niasse (Zohore 85’), Hoilett. Técnico: Neil Warnock

Chelsea: Kepa; Azpilicueta, Rüdiger, David Luiz, Marcos Alonso; Jorginho (Loftus-Cheek 64’), Barkley, Kovacic; Willian, Higuaín (Giroud 77’), Pedro (Hazard 52’). Técnico: Maurizio Sarri

Liverpool 2×1 Tottenham

O Liverpool enfrentou o Tottenham em Anfield Road para voltar à ponta da tabela do campeonato inglês. E com um final emocionante, os Reds fizeram 2 a 1 na equipe de Londres e voltaram à liderança da competição.

Salah foi fundamental no gol que deu a vitória e a liderança para o Liverpool. (Divulgação Twitter/Liverpool FC)

Nos minutos iniciais do confronto o Tottenham tomou conta das ações ofensivas e pressionou o Liverpool no campo ofensivo. Já os donos da casa tiveram dificuldades nos primeiros dez minutos e levaram pouco perigo ao sistema defensivo dos Spurs.

Porém, na primeira chegada do Liverpool com perigo, os mandantes abriram o placar. Henderson virou o jogo para o lado esquerdo e encontrou Robertson sozinho. O escocês avançou e fez ótimo cruzamento, Firmino subiu mais do que a defesa e abriu o placar para os Reds.

Após momento de pressão do Tottenham, Firmino abriu o placar para o Liverpool. (Divulgação Twitter/Liverpool FC)

Após o gol o cenário do jogo mudou completamente e os mandantes quase ampliaram o placar. Primeiro com Alexander-Arnold com um arremate de fora da área e depois com Mané. Atrás do marcador e buscando o empate, o Tottenham teve dificuldades após o gol do Liverpool. O time de Pochettino perdeu a intensidade dos minutos iniciais e não conseguiu criar chances claras de gol.

O segundo tempo começou com os visitantes mais incisivos. Com mais posse de bola, o Tottenham pressionou o Liverpool nos minutos iniciais da etapa complementar e quase chegou ao empate após finalização de Harry Kane.

Aos poucos os Spurs aumentaram o volume de jogo. E o técnico Mauricio Pochettino foi ainda mais ousado. O argentino colocou Son no lugar do zagueiro Davinson Sánchez e deu um poder ofensivo maior à equipe londrina. Já o Liverpool optou por uma estratégia mais cautelosa e começou a explorar as jogadas de transição.

E a alteração surtiu efeito. Aos 25 minutos, o brasileiro Lucas aproveitou assistência de Eriksen e deixou tudo igual na partida. Com o duelo empatado o jogo ficou mais aberto. Klopp colocou Fabinho e Origi nos lugares de Henderson e Milner, e deixou os Reds mais ofensivos.

Aproveitando mais uma chance como titular, Lucas deixou tudo igual em Anfiled. (Divulgação Twitter/ Spurs)

No entanto, quem chegou mais perto do segundo gol foi o Tottenham. Em uma jogada de contra-ataque, Sissoko e Son saíram livres no mano a mano com van Dijk. O francês conduziu a bola e finalizou de esquerda por cima do gol de Alisson. Grande chance desperdiçada pelos visitantes.

E cinco minutos mais tarde veio o castigo. Alexander-Arnold ficou com a sobra do escanteio e levantou a bola na área. Salah cabeceou, Lloris defendeu, e a bola bateu em Alderweireld, que mandou para o fundo das redes.  2 a 1 para os Reds.

Atrás do placar mais uma vez, os visitantes foram com tudo para buscar o empate. Porém, o Liverpool se fechou e não deu espaços para mais oportunidades do Tottenham. No final, vitória dos mandantes e liderança garantida.

Com o resultado, o Liverpool retorna à ponta da tabela com 79 pontos, mas com um jogo a mais. Já o Tottenham continua na terceira colocação, com 61 pontos, mas pode ser ultrapassado pelo rival Arsenal, que ainda joga na rodada.

Ficha técnica:

Liverpool: Alisson; Alexander-Arnold, Virgil van Dijk, Matip, Robertson; Henderson (Origi 77’), Milner (Fabinho 77’), Wijnaldum; Mané, Salah (Lovren 94’) e Firmino. Técnico: Jürgen Klopp.

Tottenham: Lloris; Trippier, Alderweireld, Vertonghen, Sánchez (Heung-Min Son 69’), Rose; Sissoko, Eriksen (Fernando Llorente 91’), Dele Alli, Lucas (Davies 82’) e Kane. Técnico: Mauricio Pochettino.

Arsenal 2×0 Newcastle

O Arsenal assumiu a terceira colocação da Premier League nesta segunda-feira. Com gols de Ramsey e Lacazette, o time londrino venceu o Newcastle pela 32ª rodada do Campeonato Inglês, no Emirates Stadium.

Após um começo de jogo pressionando os visitantes, o Arsenal conseguiu marcar duas vezes com o galês Aaron Ramsey, que está de saída para a Juventus. Porém, o primeiro deles foi anulado por falta no início da jogada.

De saída, Ramsey marcou o primeiro gol da partida e foi abraçado pelos companheiros (Divulgação/Arsenal)

Minutos depois, os jovens Guendouzi e Iwobi construíram uma linda jogada até Ramsey, novamente, finalizar e balançar as redes de Dubravka. Desta vez, o juiz não apitou e o galês pôde comemorar com os companheiros.

Após poucas chances criadas, Guendouzi recebe livre, toca para Lacazette, que tabela com Aubameyang antes de encobrir o goleiro adversário e fechar o placar no Emirates Stadium.

Com a décima vitória consecutiva, o Arsenal chega a 63 pontos na tabela de classificando, assumindo a terceira colocação da competição na frente de Manchester United e os rivais de Londres: Chelsea e Tottenham.

Do outro lado do duelo, o Newcastle não consegue se afastar da zona de rebaixamento e permanece na 14ª posição, com 35 pontos, dois a mais que o Burnley, quarto pior time da Premier League.

Ficha técnica:

Arsenal: Leno; Mustafi, Sokratis, Monreal; Maitland-Niles, Ramsey (Elneny, 67′), Guendouzi, Kolasinac; Ozil (Mkhitaryan, 84′) , Iwobi (Aubameyang, 61′) e Lacazette. Treinador Unay Emery.

Newcastle: Dúbravka; Yedlin, Lejeune, Lascelles, Dummett, Ritchie (Kenedy, 75′); Pérez (Muto, 77′), Hayden (Ki, 67′), Diamé, Almirón; Rondón. Treinador: Rafa Benítez.

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