30ª rodada da Premier League: confira o resumo dos jogos

Rodada 30 pegou fogo neste fim de semana

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30ª rodada da Premier League: confira o resumo dos jogos
Foto: Getty Images

Tropeços, viradas incríveis, hat-tricks… A 30ª rodada da Premier League reservou grandes jogos neste fim de semana. Confira os resumos das partidas.

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A curiosa – porém feroz – rivalidade entre Crystal Palace e Brighton

Crystal Palace 1×2 Brighton

Apostando nos lançamentos, o Brighton venceu o M23 Derby contra o Crystal Palace fora de casa. Os gols foram marcados por Murray, Milivojevic e Knockaert. Com a vitória, os Seagulls chegaram aos 33 pontos. O Palace continua com os mesmos 33.

Anthony Knockaert comemora o seu golaço que decidiu o jogo (Foto: Premier League)

A proposta das duas equipes estava clara desde o começo do jogo: ataque contra defesa. O Crystal Palace saía pelas laterais e normalmente buscava Zaha, pouco inspirado hoje, na esquerda. Tinha mais volume, mais posse, mas não levava perigo ao gol adversário. As duas linhas (4-5-1) do Brighton funcionavam. Quando a bola era recuperada, Murray era acionado no lançamento.

Em uma dessas bolas longas, o zagueiro Tomkins erra o tempo, perde a passada e Murray finaliza com extrema categoria. 1 a 0 aos 19 minutos do primeiro tempo. O atacante era reserva até o aquecimento, mas Andone sentiu uma contusão e não pode jogar.

O Palace que já não conseguia criar chances de gol, ficou mais nervoso e ansioso. Foram 15 cruzamentos no primeiro tempo, apenas 2 certos. Os dois laterais, ambos com muita qualidade, quase não apoiaram. Zaha sempre era vigiado por 2 adversários. O Brighton terminou o primeiro tempo com apenas 1 finalização a gol. Justamente a que entrou.

As coisas pareciam mudar no começo do segundo tempo. Townsend sofreu um pênalti que Milivojevic converteu (São 9 gols dele na PL, 8 de pênalti).

Aos 18 minutos, numa bola lançada em diagonal pra ponta direita (jogada que o visitante usou e abusou na partida), o francês Knockaert mandou na gaveta. Nos 30 minutos finais, foram inúmeras tentativas de jogada individual de Zaha que em nada resultaram.

Ficha técnica:

Crystal Palace:

Guaita; Bissaka, Tomkins, Dann, Van Aanholt; McArthur (77’Benteke), Milivojevic, Schulpp; Townsend (77’Meyer), Batshuayi e Zaha. Tec.:Roy Hodgson

Brighton:

Ryan; Montoya, Duffy, Dunk, Bernardo; Knockaert (75’ March), Bissouma, Sthephens, Propper, Jahanbaksh (90’ Locadia); Murray

Southampton 2×1 Tottenham

Os times estavam em posições opostas na tabela. Enquanto os Saints brigavam contra o rebaixamento, o Tottenham sonhava com o título. Entretanto, os resultados recentes mostravam campanhas tão diferentes quanto a colocação na liga.

O que se viu no primeiro tempo foi algo que aparentava natural num duelo do 3º contra o 17º. Iniciativa tomada pelos Spurs, sem contar as chances criadas. Na primeira ida do Southampton ao ataque, porém, o Tottenham contra-atacou e foi letal.

Harry Kane puxou pelo meio e acionou o recém-recuperado Dele Alli. O camisa vinte devolveu por cima, por trás da zaga, nos pés do artilheiro. Kane ainda teve tranquilidade de dominar e vencer Angus Gunn por baixo.

Gol de número 200 na carreira de Harry Kane (Reuters)

Sem demonstrar qualquer sinal de reação até o intervalo, Ralph Hasenhüttl mexeu para o segundo tempo e funcionou. Shane Long e Josh Sims entraram para melhorar o desempenho da equipe.

Long saiu por lesão, mas o ânimo da equipe já estava diferente e quem passou a empilhar oportunidades foram os mandantes. O Tottenham paralisado viu Yann Valery completar cruzamento de Stuart Armstrong e empatar.

Perto do fim, James Ward-Prowse cobrou mais uma falta com perfeição no ângulo de Lloris e virou o jogo. O empenho dos jogadores foi recompensado e muito comemorado após o apito final.

Ward-Prowse faz o segundo gol de falta seguido na Premier League (Reuters)

Ficha técnica

Southampton: Gunn, Bednarek, Yoshida, Vestergaard; Valery, Romeu (Sims 46′), Hojbjerg, Ward-Prowse, Bertrand; Redmond e Austin (Long 46′ (Armstrong 73′)). Técnico: Ralph Hasenhüttl.

Tottenham: Lloris, Walker-Peters, Sanchez, Verthongen, Rose (Davies 82′); Dier, Sissoko, Alli (Llorente 82′), Eriksen, Lucas (Son 72′); Kane. Técnico: Mauricio Pochettino.

Cardiff City 2×0 West Ham

Camarasa comemorando o 2º gol em cima do West Ham no Cardiff City Stadium (Foto: Reprodução Cardiff City FC)
Camarasa comemorando o segundo gol do Cardiff City na vitória sobre o West Ham, triunfo que permitiu os
Bluebirds a sonhar com a permanência na Premier League (Foto: Reprodução / Cardiff City FC)

O Cardiff City Stadium foi palco, no último sábado, de uma partida onde se pôde provar mais uma vez que posse de bola não garante o sucesso de um time. O West Ham visitou o Cardiff e aplicou uma goleada no quesito posse de bola, mas foi subjugado por um placar de 2 a 0.

A vitória levou o os donos da casa para 28 pontos, ficando apenas a 2 de sair da zona de rebaixamento. Enquanto isso o West Ham se manteve com 38 pontos e um pouco mais distante da sétima posição, que seria o objetivo principal dos times fora do Big Six.

O primeiro gol dos Bluebirds saiu aos 4 minutos. A boa jogada começou com Víctor Camarasa, passou por Josh Murphy e terminou no chute de primeira de Hoilett.

Para os que assistiam ao jogo a impressão que se dava era a de um domínio dos Hammers, que em números pode ser visto na posse de 69% ao fim do primeiro tempo. Porém, os donos da casa criavam as melhores chances e haviam chutado 7 vezes contra 2 de seus adversários.

No segundo tempo foi a vez de Camarasa marcar o seu. O trio ofensivo voltou a funcionar aos 52 minutos, dessa vez a jogada se iniciando dos pés de Hoilett. O camisa 33 cruzou a bola para Murphy cabecear na direção do gol e Víctor fazer esforço para empurrar para as redes.

Com 2 a 0 no placar, os visitantes ainda mantiveram sua imposição na troca de passes e no domínio da bola. Terminaram com 71% de posse, mas chutaram 9 vezes e nenhuma no gol. Os Bluebirds erraram mais nos passes, 64% de acerto, mas foram letais quando acertaram o alvo e isso lhes garantiu o triunfo.  

FICHA TÉCNICA:

Cardiff City: Etheridge; Peltier, Morrison, Manga, Bennett (Bacuna 62’); Gunnarsson, Arter (Paterson 83’); Murphy, Camarasa (52’, Ralls 68’), Hoilett (4’); Niasse.

West ham: Fabianski; Fredericks, Diop, Ogbonna, Cresswell; Rice; Snodgrass, Noble (Nasri 58’), Lanzini (Michail Antonio 58’), F. Anderson (Arnautovic 46’); J. Hernández.

Leicester 3×1 Fulham

Vardy e Tielemans marcam gols da vitória do Leicester diante do Fulham. (Foto: Divulgação/Leicester)

Na estreia de Brendan Rodgers no King Power Stadium, o Leicester recebeu o Fulham em um duelo importante para ambos. Enquanto os Foxes buscavam a vitória para se distanciar da zona de rebaixamento, os Cottagers sonhava em diminuir a diferença para o primeiro fora dela.

A primeira etapa foi muito truncada e pouco inspirada. Coube ao Leicester o único tento dos primeiros 45 minutos. Ndidi roubou a bola no meio e tocou para Vardy disparar em velocidade. O camisa 9 saiu cara a cara com o goleiro e tocou para Tielemans, que ainda cortou um zagueiro antes de rolar pro gol. O primeiro do belga com a camisa do Leicester.

Na segunda etapa, Ayite, que tinha acabado de entrar no lugar de Sessegnon, recebeu ótimo lançamento de Nordtveit, driblou Chilwell e Maguire e finalizou pro gol. A bola desviou nos dois defensores do Leicester e enganou Schmeichel, indo morrer no fundo do gol.

A partida se encaminhava para um final dramático quando brilhou a estrela de Jamie Vardy. Aos 33 minutos do segundo tempo, Nordtveit saiu jogando errado, Maddison interceptou o passe e rolou para Vardy. O atacante partiu em disparada e bateu cruzado para recolocar o Leicester na frente do placar.

Aos 41, Barnes disparou pelo flanco esquerdo de ataque, fez boa jogada individual e cruzou para Vardy. O artilheiro do Leicester nem precisou dominar e bateu de primeira, no cantinho de Rico, dando números finais a partida. Esse foi o 100º gol do atacante pelo Leicester.

100 vezes Vardy! Atacante marca dois tentos e chega a marca de 100 gols pelo Leicester. (Foto: Divugalção/Leicester)

Com a vitória, o Leicester chega aos 38 pontos e sobe uma posição, ultrapassando o Everton e agora ocupando a 10ª colocação. Já o Fulham amarga a vice-lantera, 13 pontos atrás do primeiro fora da zona de rebaixamento e chega ao 10º jogo consecutivo na Premier League sofrendo, pelo menos, dois gols.

Ficha técnica

Leicester: Schmeichel; Ricardo, Evans, Maguire, Chilwell; Ndidi; Gray (Okazaki 72′), Tielemans (Ghezzal 72′), Maddison (Mendy 81′), Barnes; Vardy. Técnico: Brendan Rodgers

Fulham: Rico; Odoi, Nordtveit, Ream, Bryan; Chambers, McDonald (Vietto 82′); Sessegnon (Ayite 46′), Cairney, Babel (Seri 68′); Mitrovic. Técnico: Scott Parker

Huddersfield 0x2 Bournemouth

Ryan Fraser e Callum Wilson são os principais jogadores do Cherries em 2018/19 sob o comando de Eddie Howe (Divulgação/AFC Bournemouth)

Fora de casa, as principais forças do Bournemouth de Eddie Howe voltaram a aparecer e decidir um jogo pela Premier League. Callum Wilson e Ryan Fraser produziram os dois gols da vitória no John Smith's Stadium.

O atacante inglês voltou de lesão após seis partidas, e foi um dos destaques do jogo. Com vinte minutos do primeiro tempo, Wilson recebeu um excelente passe de Fraser para marcar o seu 11º gol na Premier League.

Ryan Fraser e Callum Wilson trocaram de funções para o Bournemouth balançar as redes pela segunda vez. Após excelente passe do inglês, o camisa 24 de Eddie Howe apenas finalizou o lance para fechar o placar no John Smith's Stadium.

Com a derrota em casa, o Huddersfield segue com dificuldade para subir na tabela de classificação da Premier League. Na última posição, o time tem apenas 14 pontos em 30 rodadas.

Do outro lado, o Bournemouth subiu para a 12ª colocação com 38 pontos. Os Cherries seguem na briga para estar entre os 10 melhores times da competição.

Ficha técnica

Huddersfield: Jonas Lössl; Erik Durm, Christopher Schindler (c), Zanka, Juninho Bacuna; Alex Pritchard, Jon Gorenc Stanković, Philip Billing (Chris Löwe, 46′); Aaron Mooy, Steve Mounié (Karlan Grant, 62′), Elias Kachunga (Aaron Rowe, 76′).

Bournemouth: Artur Boruc; Charlie Daniels, Chris Mepham, Nathan Aké, Adam Smith (Nathaniel Clyne, 44′); Ryan Fraser, Jefferson Lerma, Andrew Surman (c), David Brooks (Dominic Solanke, 65′); Joshua King (Lys Mousset, 90′), Callum Wilson.

Newcastle 3×2 Everton

Jogadores do Newcastle foram a loucura após a virada contra o Everton. (Foto: Serena Taylor/Getty)

Em uma das viradas mais sensacionais desta edição da Premier League, o Newcastle reverteu um 2 a 0 dentro do St James' Park contra o Everton e conseguiu um resultado crucial na luta contra o rebaixamento, levando em consideração que a maioria de seus rivais venceram os seus jogos.

O Everton saiu na frente após uma boa jogada do brasileiro Bernard, que desmontou a defesa do Newcastle com um ótimo passe para Digne que cruzou na cabeça de Calvert-Lewin que abriu o placar para os Toffees.

Em resposta, o Newcastle conseguiu arrancar um pênalti após uma grande falha do goleiro Pickford, que não conseguiu segurar firme um cruzamento e deixou a bola nos pés de Rondón. Na tentativa de afastar, o goleiro do Everton acabou cometendo o penalti. Na cobrança, Ritchie cobrou mal e o goleiro acabou se redimindo com a defesa.

No ataque seguinte, veio o castigo para o Newcastle. André Gomes recebeu na ponta, cruzou para a área e o goleiro Dubravka acabou espalmando nos pés de Richarlison, que fez o gol e mandou a torcida do Newcastle se silenciar no St James'Park.

A reação dos Magpies veio na metade final da segunda etapa. Após uma ótima tabela entre Ayoze Perez e Salomon Rondón, o espanhol achou um passe açucarado para o venezuelano acertar um belo chute de primeira e diminuir para o Newcastle.

O empate veio após o paraguaio Miguel Almirón acertar um chutaço para o gol, obrigando o goleiro Pickford a espalhar para o meio do gol, onde estava Ayoze Perez que estava conseguindo achar um ponto improvável para os Magpies naquele momento.

Só que dois minutos depois, Hayden mandou bola para a área, Rondón dominou no peito e a bola sobrou para o espanhol Ayoze Perez fuzilar o gol de Pickford e levar o St James' Park a loucura com a virada do time da casa e com a conquista de 3 pontos fundamentais.

FICHA TÉCNICA:

Newcastle: Dubravka, Schar, Lascelles (Dummett 45′), Lejeune; Yedlin, Hayden, Ki (Shelvey 79′), Ritchie (Kenedy 73′); Ayoze Perez, Almirón, Rondón. Técnico: Rafael Benítez

Everton: Pickford, Kenny (Walcott 87′), Keane, Zouma, Digne; Gueye, André Gomes, Richarlison (Mina 75′), Sigurdsson, Bernard (Lookman 82′); Calvert-Lewin. Técnico: Marco Silva

Manchester City 3×1 Watford

Foto: Getty Images

Após voltar à liderança na última rodada, o Manchester City recebeu o Watford com o objetivo de se manter na ponta da tabela. E os comandados de Pep Guardiola não decepcionaram. Com três gols de Sterling, o time venceu a equipe visitante que apostou em uma escalação bem alternativa. Com o resultado, o City segue como líder por mais uma rodada, 1 ponto à frente do Liverpool.

O primeiro tempo do jogo foi como se esperava: City dominando todas as ações da partida e o Watford inofensivo. Entretanto, mesmo com toda essa pressão, o gol não aconteceu. Um roteiro bem parecido dos últimos jogos em que a equipe venceu “apenas” por 1 a 0.

Mas o drama terminou logo no primeiro minuto da etapa final. Em gol que gerou polêmica – mas foi legal -, Sterling abriu o placar. Minutos depois, Mahrez cruzou rasteiro e Sterling ampliou. E ainda deu tempo para Sterling fazer o terceiro e marcar seu décimo quinto gol na Premier League. O Watford descontou com Deulofeu após completar a assistência de Deeney,

Com o resultado, o City segue na liderança e só depende de si para conquistar o título. Pelo lado do Watford, o clube ainda está em busca da tão sonhada vaga na Liga Europa.

Ficha técnica

Manchester City: Ederson; Walker, Kompany, Otamendi e Zinchenko; Gundogan, Bernardo Silva e David Silva; Mahrez(Foden), Sterling(Sané) e Aguero(Jesus). Técnico: Pep Guardiola

Watford: Foster; Janmaat, Kabasele, Britos(Cathcart) e Masina; Doucuré, Capoue, Cleverley e Femenía (Deulofeu); Sucess(Deeney) e Gray. Técnico: Javi Gracia

Liverpool 4×2 Burnley

Mané comemora o primeiro de seus dois gols contra o Burnley. Foto: Premier League divulgação

Quando entrou em campo para seu jogo, o Liverpool estava a quatro pontos do líder Manchester City. A vitória era fundamental para manter-se colado ao time de Guardiola na disputa pelo título.

O Burnley, lutando contra o rebaixamento, parecia ser o adversário ideal para que os Reds conquistassem um triunfo tranquilo. No entanto, um gol olímpico dos visitantes, logo aos seis minutos do primeiro tempo, impôs uma dificuldade extra aos donos da casa.

O lance do gol foi polêmico. Alisson foi segurado e impedido de disputar a bola pelo alto. O Burnley, que naturalmente já faria um jogo defensivo e físico, intensificou a retranca.

Em um jogo em que tinha muita posse de bola, mas encontrava dificuldades para criar chances, o Liverpool contou com dois vacilos da defesa visitante para virar o placar ainda na primeira etapa.

Aos 19 minutos o goleiro Heaton falhou ao tentar cortar um cruzamento rasteiro e fraco de Salah e a bola sobrou livre para Firmino completar para o gol vazio. Aos 29 Bardsley tentou afastar a bola de sua zaga, mas chutou em cima de Lallana. A jogada sobrou dentro da área para Mané fazer o segundo gol.

O segundo tempo foi mais tranquilo para o Liverpool. O Burnley não conseguia sair muito para buscar o empate e os Reds controlavam bem a partida. Aos 12 minutos Heaton cobrou mal o tiro de meta, que ficou no peito de Salah. O egípcio avançou livre dentro da área e foi desarmado. A bola sobrou para Firmino marcar seu segundo gol.

A partida parecia terminada, mas nos acréscimos ainda houve tempo para um pouco de emoção. Em falha coletiva da defesa do Liverpool, Gudmunsson diminuiu para os visitantes. Os momentos finais do jogo poderiam ter sido tensos para os Reds, se Mané não tivesse aproveitado contra-ataque para sacramentar a vitória por 4 a 2.

Além da diferença de apenas um ponto para o líder Manchester City, o Liverpool também manteve sua invencibilidade em Anfield na atual temporada da Premier League. O Burnley segue dois pontos a frente do Cardiff, primeiro time na zona de rebaixamento.

Ficha técnica:

Liverpool: Alison; Alexander-Arnold (Sturidge 86´), Matip, Van Djik e Robertson; Fabinho, Wijnaldum (Henderson 69´) e Lallana (Keita 77´); Firmino, Mané e Salah. Técnico: Jurgen Klopp

Burnley: Heaton; Mee, Tarkowski, Taylor e Bardsley; Cork, Westwood, Mcneil e Hendrick (Gudmundsson 79´); Wood (Crouch 79´) e Barnes (Vydra 86´). Técnico: Sean Dyche

Chelsea 1×1 Wolverhampton

Em jogo de poucas oportunidades, Chelsea e Wolves empataram em 1 a 1 em Londres. (Divulgação/Twitter Cheslea FC)

Ainda em disputa por uma vaga na UEFA Champions League, neste domingo (10), o Chelsea recebeu o Wolverhampton no estádio Stamford Brigde, em Londres. A partida terminou empatada em 1 a 1, com gols de Raul Jiménez e Eden Hazard.

O primeiro tempo foi de amplo domínio do Chelsea. Na etapa inicial os Blues tiveram mais de 70% de posse de bola e encurralaram os visitantes em toda primeira parte.

No entanto, apesar do alto volume de jogo, a equipe de Maurizio Sarri não conseguiu criar nenhuma ocasião clara de gol. Já o Wolverhampton teve grandes problemas no primeiro tempo. Jogando com uma linha de cinco na fase defensiva, o time de Nuno Espirito Santo não conseguiu sair da primeira faixa do campo e foi inofensivo.

No segundo tempo as equipes mantiveram a mesma estratégia da primeira etapa. No entanto, o Wolverhampton conseguiu ser mais efetivo na transição defesa/ataque. E em uma dessas jogadas de velocidade, saiu o primeiro gol da partida.

Após troca de passe no centro do campo, Jiménez recebeu de Jota, invadiu a área e chutou, a bola foi travada por Azpilicueta e encobriu o goleiro Kepa. 1 a 0 vantagem dos visitantes.

Em jogo de poucas chans)ces, Jiménez aproveitou uma das únicas do time no jogo. (Divulgação/Twitter Wolves)

Em desvantagem no marcador, Sarri mexeu no Chelsea e deixou a equipe mais ofensiva. Principalmente com a entrada de Willian no lugar de Jorginho. Entretanto, mesmo com as alterações, os Blues tiveram dificuldades para furar o bloqueio do Wolves.

Porém, aos 47 do segundo tempo, veio o gol do alívio. Após sobra de escanteio, Hazard conduziu a bola, driblou o marcador e bateu forte no canto esquerdo de Rui Patrício para deixar tudo igual em Stamford Bridge. Nos minutos finais, o Chelsea se lançou com tudo ao ataque, mas não conseguiu o gol da virada.

Sempre decisivo, Hazard deixou tudo igual em Stamford Bridge. (Divulgação/Twitter Chelsea FC)

Com o empate, os Blues ficam na sexta colocação, com 57 pontos e continuam fora da zona de classificação da próxima Champions. Já o Wolverhampton permanece em sétimo, agora com 44 pontos.

Ficha técnica:

Chelsea: Kepa; Azpilicueta (C), Rüdiger, David Luiz, Emerson; Jorginho (Willian 72’), Kanté, Kovavic (Loftus-Cheek 56’); Pedro (Hudson-Odoi 61’), Hazard e Higuaín. Técnico: Maurizio Sarri.

Wolverhampton: Rui Patrício; Willy Boly, Coady, Saïss; Doherty, Jonny, Neves, Dendoncker, Moutinho; Jota (Gibbs-White 82’) e Jiménez. Técnico: Nuno Espirito Santo.

Arsenal 2×0 Manchester United

Arsenal foi o grande vencedor do clássico inglês. (Julian Finney/Getty Images)

Finalizando a rodada, o clássico dos times que dominaram a Inglaterra nos primórdios da Premier League. A partida aconteceu no Emirates Stadium, em Londres, e findou com vitória dos mandantes diante dos Red Devils por 2 a 0.

Os times chegaram para a partida em situações opostas. Os Gunners haviam perdido no meio de semana pela Europa League para o modesto Rennes, da França, pelo placar de 3-1. Do outro lado um United embalado, ainda pulsando a histórica vitória de 3-1 diante do milionário PSG a qual deu a classificação para as quartas de final da Champions League.

No entanto, clássico é clássico, e dentro de campo os times se igualam. Logo nos minutos iniciais, o Arsenal pressionou bastante, mostrando a Solskjaer que os seus comandados não teriam facilidade. O United por sua vez, respondeu de imediato, acertando uma bola no travessão com Lukaku e colocando fogo no jogo.

A partida era agitada e os times demonstravam bastante ímpeto nas ações. Com tanta vontade, o prêmio chegou para os comandados de Unai Emery. Xhaka acertou um belo chute aos 12 minutos, a bola fez uma curva espetacular e enganou De Gea no lance. Chute incomum, tal qual a falha do arqueiro espanhol.

Depois disso, os Diabos Vermelhos foram pra cima em busca do empate, mas a pontaria não estava em dia. Leno, em uma dia bastante inspirado, salvou os mandantes em algumas ocasiões, garantindo a vantagem no placar na primeira etapa.

No segundo tempo, o United voltou com uma sede ainda maior pela igualdade no placar. Sem alterações, OGS confiou na equipe a qual estava em campo, e deu muito trabalho para a defesa londrina. O dia, no entanto, era todo do Arsenal. Diversas oportunidades foram sendo desperdiçadas, e o goleiro alemão que defendia as traves dos Gunners foi cada vez mais se consagrando.

Goleiro alemão foi o grande nome dos Gunners na partida. (Catherine Ivill/Getty Images)

O brasileiro Fred, que vinha fazendo uma boa partida apesar de alguns erros bobos, cometeu pênalti duvidoso em cima de Lacazette. Na cobrança, Aubameyang, o qual já havia desperdiçado dias atrás uma penalidade no clássico diante dos Spurs. Hoje, no entanto, o gabonês foi frio e cirúrgico, liquidando a fatura em prol dos mandantes aos 69 minutos de jogo.

Após o gol, Solskjaer tentou promover algumas alterações, colocando Martial e o jovem Greenwood em campo, mas não deram retorno. Os Red Devils não conseguiram burlar a ótima atuação da defesa Gunner e saíram de campo derrotados pelo placar de 2-0.

Com o resultado, o Arsenal assume a quarta colocação e volta para a zona de classificação para a Champions com 60 pontos somados, um a menos que o terceiro colocado Tottenham. O Manchester United volta para a quinta posição, permanecendo a três pontos do Spurs e agora a dois do próprio Arsenal.

Ficha técnica:

Arsenal: Leno, Sokratis, Koscielny e Monreal; Maitland-Niles, Ramsey, Xhaka e Kolasinac; Özil (77′ Iwobi), Aubameyang (80′ Denis Suárez) e Lacazette (86′ Edward Nketiah). Técnico: Unai Emery.

Manchester United: De Gea, Ashley Young, Smalling, Lindelof e Shaw; Dalot (71′ Martial), Fred, Matic (80′ Greenwood) e Pogba; Rashford e Lukau. Técnico: Ole Gunnar Solskjaer.

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