2ª rodada da WSL: confira o resumo dos jogos

Agora três times estão na liderança, com 100% de aproveitamento

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Everton Chloe Kelly 2ª rodada da WSL Charlotte Tattersall Collection Getty Images Sport
(Credit Charlotte Tattersall Collection Getty Images Sport)

Mais uma semana, e mais uma rodada da Womens Super League (WSL)! A rodada teve times grandes se enfrentando, surpresas e três equipes atingindo 100% de aproveitamento. Confira o resumo dos jogos da 2ª rodada da WSL.

Everton 2×0 Bristol City

O Everton atingiu nesse segundo final de semana de WSL os seis pontos, se mantendo dessa forma com 100% de aproveitamento nas duas primeiras rodadas. O adversário fora a equipe do Bristol City, que levou dois gols no fim do primeiro tempo e não soube reagir ao poderio ofensivo do time da casa.

A partida realizada no Haig Avenue teve dominância majoritária das mandantes, que obtiveram uma posse de bola maior e ainda criaram mais chances. O clube de Liverpool deu 12 chutes a gol e teve ao final dos 90 minutos cerca de 60% da posse de bola.

O placar foi alterado pela primeira vez aos 44 minutos, quando Chloe Kelly puxou a bola da lateral esquerda de seu ataque para o meio e bateu de fora da área. A atacante de 21 anos não esperou muito para marcar o “doble”, chutando novamente de uma distância considerável com sua perna direita. O lance aconteceu nos acréscimos do 1º tempo e definiu o placar da partida.

Apesar da boa vitória, o Everton desperdiçou muitas chances. Dos 12 chutes que deu, acertou o gol em apenas 50% deles, além de 13 escanteios durante a partida.

Mas seus dois gols saíram da genialidade da jovem inglesa Kelly. Na partida passada o sucesso também foi obtido no detalhe, havendo vencido o Birmingham por 1 a 0 com gol contra das adversárias.

O bom início das Toffees é promissor, principalmente se levada em consideração a análise da PL Brasil de que a briga seria para não ser rebaixada. Porém, o time precisa estar atento para os confrontos mais duros da temporada.

Ficha Técnica:

Everton: Korpela; Turner, George, Kaagman, Magill; Kelly, Morgan, Pike (Hughes), Graham, Finnigan; Clemaron. Técnico: Willie Kirk.

Bristol City: Baggaley; Dykes, Evans, Sargeant (Allen), Matthews; Brown, Wilson, Humphrey (Salmon) Daniels, Harrison (Chance); Wellings. Técnica: Tanya Oxtoby.

Reading 0x2 Manchester City

Abrindo mais uma rodada da WSL, o Manchester City se manteve invicto ao vencer o Reading, fora de casa, por 2 a 0. O destaque ficou por conta da atacante alemã Pauline Bremer, que marcou duas vezes e, por muito pouco, não alcançou o hat-trick.

Da mesma forma com que abriu o placar contra o Man United na primeira rodada, a fórmula do sucesso foi a marcação pressão nas saídas de bola. Em uma delas, veio o roubo e sobrou para Bremer acertar um belo chute colocado de fora da área. A alemã foi destaque não só pelo gol, mas por ser a principal arma ofensiva do time.

No início da segunda etapa, aos nove, ela quase ampliou ao tirar tinta da trave. Minutos depois, aos 14, Bremer não falhou de novo e marcou seu segundo gol, tranquilizando as atuais vice-campeãs.

Foi o quarto gol de Pauline nos últimos dois jogos da temporada – somando a vitória do meio da semana contra o Lugano, da Suíça, pela UEFA Women's Champions League. 

A partida demonstrou mais uma vez a força e, acima de tudo, a organização das comandadas de Nick Cushing. Assim como na primeira rodada no derby de Manchester, tomou alguns sustos, mas de maneira geral dominou a partida – 58% de posse de bola, 538 passes contra 381, e 17 finalizações contra apenas seis do Reading.

Já no início da temporada, as Citizens confirmam sua força e não aparentam desandar tão cedo. Para o Reading, a calmaria é a melhor opção. Após estrear com vitória surpreendente em Liverpool, uma derrota para o City, apesar de ser em casa, é um resultado esperado para as projeções do time. Vista a disparidade entre as equipes, o time até se saiu bem em campo, não se deixando levar por tal diferença.

Ficha técnica:

Reading: Moloney; Rowe, Howard, Leine, Pacheco (Farrow); Moore, James, Eikeland (Hönnudóttir), Williams, Harding; Chaplen (Karlseng Utland). Técnica: Kelly Chambers.

Manchester City: Roebuck; Stokes, Bonner, Houghton, Mannion; Walsh, Wullaert, Weir, Scott, Beckie; Bremer. Técnico: Nick Cushing.

Tottenham 1×0 Liverpool

O jogo entre Tottenham e Liverpool começou intenso, com ritmo forte dos dois lados. Apesar de ter mais posse de bola, o Liverpool chegava menos ao ataque: foi o Tottenham quem criou as principais oportunidades do primeiro tempo no The Hive Stadium.

As melhores chances das Lilywhites vieram pelo lado direito, com bons avanços de Ashleigh Neville e Rachel Furness. Na frente, Kit Graham também dava ritmo ofensivo ao time. Já as Reds contaram principalmente com as jogadas da dupla de ataque, Jessica Clarke e Courtney Sweetman-Kirk.

Depois do início forte, o jogo perdeu em ritmo e parecia que iria para o intervalo zerado. Mas aos 45, Graham roubou a bola no campo de ataque e lançou Furness, que foi derrubada por Becky Jane. Pênalti para o Tottenham, que a própria Furness bateu para abrir o placar. Foi o primeiro gol das Spurs em sua história na primeira divisão.

O segundo tempo começou equilibrado. O Liverpool começou a se lançar ao ataque em busca do empate, enquanto o Tottenham apostava nos contra-ataques para matar a partida. Porém, nenhuma das duas equipes criava claras oportunidades.

E em um dos contra-golpes do Tottenham, veio um lance capital: aos 20 minutos, Rosella Ayane recebeu, disparou livre e só foi parada pela falta de Niamh Fahey. A zagueira do time visitante era a última defensora e recebeu cartão vermelho direto.

A expulsão praticamente deu rumos finais ao jogo. Mesmo precisando do gol, o Liverpool não teve forças para atacar e viu o Tottenham pressionar, chegando perto de aumentar a vantagem. Mas o placar não foi alterado.

Fim de jogo, Tottenham 1×0 Liverpool. Foi a primeira vitória das Lilywhites na primeira divisão (em sua temporada de estreia na WSL), enquanto as Reds, em começo difícil, perdem a segunda partida em duas rodadas.

Ficha técnica: 

Tottenham: Spencer; Neville, Godfrey, Filbey, Worm (Green); Percival, Peplow, Furness, Ayane (Dean); Davison, Graham (Quinn). Técnica: Karen Hills.

Liverpool: Preuss; Jane, Bradley-Auckland, Fahey, Robe; Bailey, Rodgers (Purfield), Charles (Babajide), Lawley, Clarke (Hodson); Sweetman-Kirk. Técnica: Vicky Jepson.

Brighton 1×1 Chelsea

Cotado entre os candidatos à luta contra o rebaixamento, o Brighton arrancou mais um importante empate na WSL. Após o 0 a 0 fora de casa na estreia contra o Bristol City, as comandadas de Hope Powell aprontaram pra cima do Chelsea: 1 a 1. Aileen Whelan abriu o placar para as donas da casa e Adelina Engman igualou para as Blues.

Logo no início da partida, o Chelsea adotou a postura dominante, com mais posse de bola, volume de jogo e chances reais de gol criadas. O Brighton se fechava na defesa e investia em contra-ataques principalmente pela ponta-direita, com a habilidosa Ellie Brazil.

Apesar do panorama da partida e da clara superioridade técnica das visitantes no meio-campo, foram as donas da casa que saíram na frente. Aos 38 do segundo tempo, quando o 0 a 0 já parecia um ótimo resultado para o Brighton, Aileen Whelan aproveitou escanteio mal afastado pela defesa do Chelsea e, próxima à marca do pênalti, fuzilou o canto esquerdo da goleira Ann-Katrin Berger.

Depois do gol sofrido, o Chelsea partiu para o abafa e foi recompensado com o gol de empate já nos acréscimos. Após levantamento da direita, a bola acabou sobrando na entrada da pequena área para a finlandesa Adelina Engman, que encheu o pé para dar números finais à partida.

Com o tropeço fora de casa, o Chelsea viu os rivais diretos abrirem uma pequena vantagem de dois pontos na tabela. O próximo adversário das Blues é o Bristol City, fora de casa.

Já o Brighton, apesar do excelente resultado, deixa escapar uma vitória extremamente valiosa nos acréscimos e agora soma dois pontos em duas rodadas. O próximo compromisso das Seagulls é mais uma pedreira: Arsenal, fora de casa.

Ficha técnica:

Brighton: Walsh; Gibbons, Kerkdijk, Williams, Lundorf Skovsen; Connolly, Buet, Le Garrec (Simpkins); Whelan, Umotong (Green), Brazil. Técnica: Hope Powell.

Chelsea: Berger; Andersson, Ericsson, Bright, Mjelde; Ingle (Thorisdottir), Ji, Spence (Bachmann), Reiten; Cuthbert (Engman), England. Técnica: Emma Hayes.

West Ham 1×0 Birmingham

O West Ham conseguiu sua primeira vitória na edição 2019/20 da WSL, emplacando um 1 a 0 para cima do Birmingham City no Rush Green Stadium. O clube de Londres conquistou seus três primeiros pontos, ao passo que deixa seu adversário na parte inferior da classificação.

As donas da casa começaram melhor e buscando o ataque de forma mais incisiva. Jacynta Galabadaarachchi e Adriana Leon criaram boas oportunidades antes da primeira metade dos 45 minutos iniciais. O fator casa auxiliou bastante nesse período, ainda mais sendo um final de tarde quente e seca em Londres (26°C e 46% de umidade).

A experiência da pressão inicial deu resultado expressivo aos 27 minutos, quando Leon apareceu bem na área para marcar seu primeiro gol da temporada. A atacante canadense chegou em janeiro de 2019 e soma quatro tentos em 11 partidas pela WSL, contando a reta final da última edição da liga.

O segundo tempo veio e trouxe consigo um time visitante mais agressivo, buscando mais o ataque apesar de sua forma displicente. A equipe de Birmingham fazia movimentos ofensivos sem muita troca de passes, abusando de passes longos e cruzamentos na área. O West Ham, por sua vez, se mostrava defensivo e impedia eficientemente as investidas das adversárias.

Na faixa dos vinte e cinco minutos, ambos os times começaram a perder ritmo e a culpa parecia ser do Sol que assolava o gramado. Porém, foi nesse espaço que o Birmingham teve sua melhor chance. Lucy Staniforth viu espaço aberto mesmo estando a uma distância grande do gol, chutou e fez o coração da torcida parar ao observar a goleira Courtney Brosnan se atrapalhar com a bola.

O empate não veio e mesmo com os sete minutos adicionais de partida, a intensidade não voltou a ser a mesma da fase inicial. Com duas derrotas consecutivas, o início do Birmingham dá sinais de alerta para um time que se renovou demais na última janela de transferências e tem como objetivo repetir a boa campanha da última temporada.

Ficha Técnica:

West Ham: Brosnan; Simon (Redisch Kvamme), Flaherty, Thomas, Baunach (Hendrix); Longhurst, Galabadaarachchi (Lehmann), Leon, Cho, Dali; Vetterlein. Técnico: Matt Beard.

Birmingham City: Hampton; Mayling, Scott (Whipp), Harrop, Arthur (Scofield); Visalli, Grant, Jordan, Walker, Holloway: Staniforth. Técnica: Marta Tejedor.

Manchester United 0x1 Arsenal

O jogo que fechou a segunda rodada foi um clássico: o atual campeão Arsenal foi até o Leigh Sports Village visitar o Manchester United. A vitória por 1 a 0 foi confirmada apenas aos 44 do segundo tempo, quando Danielle van de Donk conseguiu bater a goleira Mary Earps para decretar o 100% de aproveitamento da equipe da capital e deixar o United na lanterna, ainda sem pontuar.

O United tentou se impor e foi melhor no começo da partida. Ella Toone perdeu duas boas chances: primeiro quando não conseguiu completar cruzamento de Jes Sigsworth e depois quando arrancou e finalizou de longe.

Um dos momentos mais impressionantes da rodada foi protagonizado pela goleira do United, Mary Earps. Vivanne Medema, artilheira da última WSL, foi parada duas vezes pela goleira adversária. A primeira voando para defender a cabeçada e a outra se jogando na bola para impedir o gol no rebote.

No segundo tempo, o Arsenal já conseguia se impor mais e estava mais próximo do gol, mas sempre esbarrava na atuação da goleira do Man United. No fim, quando parecia que a goleira inglesa garantiria o primeiro ponto da equipe no torneio, apareceu Danielle van de Donk.

A holandesa conseguiu decretar o gol da vitória do Arsenal – após uma confusão na área, a bola sobrou para a meia que, da marca do pênalti, finalmente venceu a arqueira adversária.

Com a vitória, o Arsenal se junta a Manchester City e Everton com seis pontos na ponta da tabela. Já o United está na última colocação, ainda sem pontuação. Na próxima rodada, o Arsenal enfrenta o Brighton; o United tem outro clássico pela frente, contra o Liverpool.

Ficha técnica:

Manchester United: Earps; Smith, Turner, McManus, Turner; Zelem, Ladd; Galton, Toone, Sigsworth (Hanson); Ross (James). Técnica: Casey Stoney.

Arsenal: Zinsberger; McCabe, Beattie, Williamson, Maier; Nobbs (van de Donk), Little, Roord (Quinn), Evans, Mead; Miedema. Técnico: Joe Montemurro.

Produzido por Eduardo Costa, Lucas Bichão, Lucas Pires, Leonardo Parrela e Hugo L'Abbate.

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