26ª rodada da Premier League: confira o resumo dos jogos

Goleada impiedosa do City marcou a rodada

0
209
MANCHESTER, ENGLAND - FEBRUARY 10: Raheem Sterling of Manchester City celebrates after scoring the opening goal during the Premier League match between Manchester City and Chelsea FC at Etihad Stadium on February 10, 2019 in Manchester, United Kingdom. (Photo by Alex Livesey - Danehouse/Getty Images)

A 26ª rodada da Premier League vai ficar marcada na lembrança de muitos torcedores. Teve vitória com gol nos acréscimos, triunfos improváveis e uma sonora goleada entre dois times do Big 6.

Watford 1×0 Everton

Gray entrou e deu a vitória aos mandantes (Eurosport/Divulgação)

Em busca de reabilitação no campeonato, o Everton visitou o Watford no Vicarage Road, mas não se deu bem. Foi a terceira derrota seguida e a quarta em cinco jogos.

O confronto era direto pela oitava posição do campeonato e, no primeiro tempo, os dois times dificultaram as ações uns dos outros. O meio de campo foi por onde a bola mais circulou e poucas vezes ela chegou aos goleiros.

Jordan Pickford e Ben Foster só precisaram trabalhar uma vez: Etienne Capoué e Gylfi Sigurdsson foram os responsáveis pelas finalizações, respectivamente. Já o segundo tempo foi mais aberto. Javi Gracia fez uma alteração logo na volta que traria resultados.

Andre Gray entrou na vaga de Ken Sema e, vinte minutos depois, completou para as redes o cruzamento de Will Hughes em lance de bola parada. O Everton também mudou, mas não teve criatividade para sequer ameaçar a defesa mandante.

A oitava posição ficou mesmo com os Hornets, que seguem fazendo uma das melhores temporadas da história do clube.

Richarlison sofreu e pouco produziu, assim como o time todo (Reuters)

Ficha técnica

Watford: Foster, Janmaat, Cathcart, Mariappa, Holebas; Capué, Doucouré,Hughes (Chalobah 90′), Sema (Gray 46′); Deulofeu (Cleverley 81′) e Deeney. Técnico: Javi Gracia.

Everton: Pickford, Kenny, Zouma, Keane, Digne; Gueye, André Gomes (Walcott 63′), Davies, Sigurdsson (Calvert-Lewin 74′); Richarlison (Bernard 66′) e Tosun. Técnico: Marco Silva.

Liverpool 3×0 Bournemouth

Depois de dois resultados ruins em sequência, o Liverpool voltou a campo neste sábado (9) pela 26ª rodada da Premier League e venceu o Bournemouth, em Anfield, com facilidade pelo placar de 3 a 0.

A partida começou com o Bournemouth pressionando o Liverpool. E nos primeiros minutos do confronto, Fraser finalizou e Alisson fez excelente defesa. No entanto, depois do susto inicial, os donos da casa tomaram conta do jogo.

O Liverpool chegou a ter 73% de posse de bola nos 20 primeiros minutos do duelo, mas a equipe de Jürgen Klopp não conseguiu ser efetiva e chegar com perigo ao gol de Boruc.

Até que aos 23 minutos, os anfitriões finalmente abriram o placar. Milner levantou na área e Mané cabeceou forte para o fundo das redes.

Na frente do placar, os Reds continuaram com a pressão sobre os visitantes. E o segundo gol não demorou a sair. Robertson fez ótimo passe em profundidade e achou Wijnaldum na infiltração. O holandês dominou e com um belo toque, encobriu Boruc para fazer um golaço.

Um dos destaques da partida, Wijnaldum comemora o seu belo gol na partida. (Divulgação/Premier League)
Leia mais: Valor de mercado de Martinelli triplica em cinco meses 

Nos minutos finais do primeiro tempo, o Liverpool controlou as ações no segundo terço do campo e não deixou os visitantes chegarem com perigo à meta de Alisson.

O segundo tempo começou com os donos da casa a todo vapor. Aos 2 minutos da etapa final, Keita fez ótimo lançamento para Firmino, o brasileiro deixou de calcanhar para Salah, que invadiu a área e tocou na saída do goleiro. 3 a 0 e festa em Anfield.

Com a vantagem e o placar construído, o Liverpool começou a administrar a partida. Mas os Reds queriam mais. Após ótima triangulação, Wijnaldum achou Mané sozinho na pequena área. O senegalês subiu de cabeça e quase transformou o placar em goleada.

O Bournemouth pouco fez na segunda etapa. E mesmo com a entrada de Solanke no lugar de Ibe e de Mousset no lugar de Lerma, o time do técnico Eddie Howe não conseguiu ser efetivo e assustar o sistema defensivo dos mandantes.

Ficha Técnica:

Liverpool: Alisson; Milner (C), Van Dijk, Matip, Robertson; Fabinho, Wijnaldum (Alexander-Arnold 77’), Keita; Mané (Origi 87’), Salah e Firmino (Sturridge 89’). Técnico: Jürgen Klopp.

Bournemouth: Boruc; Cook, Aké, Smith, Rico (Mepham 80’); Gosling, Surman (C), Lerma (Mousset 73’), Ibe (Solanke 59’), Fraser e Joshua King. Técnico: Eddie Howe.

Huddersfield 1×2 Arsenal

Lacazette marcou o segundo gol da vitória do Arsenal sobre o Huddersfield. Crédito: Premier League

Uma vitória diante do último colocado do campeonato, mesmo fora de casa, era uma obrigação para o Arsenal, que ainda sonha em terminar esta temporada da Premier League entre os quatro primeiros.

A receita para o triunfo sobre o Huddersfield foi o ataque pelos lados. Maitland-Niles e Kolasinac, que atuaram como alas, foram dois dos principais destaques da partida. Eles foram fundamentais para que os dois gols dos Gunners acontecessem.

Aos 16 do primeiro tempo Kolasinac avançou com velocidade pela esquerda e acertou belo cruzamento para Iwobi. O atacante acertou voleio que desviou na zaga e enganou o goleiro Hamer.

O segundo gol saiu em ótima jogada de Maitland-Niles pela direita. Ele conseguiu cruzamento rasteiro perfeito para Lacazette ampliar aos 44.

Mais uma vez foi repetido um roteiro com o qual a torcida do Huddersfield já está acostumada. O time compete, é aguerrido, dá trabalho para os adversários, mas sai derrotado de campo.

Os donos da casa até fizeram um bom segundo tempo, com mais posse de bola e mais finalizações do que o Arsenal. Seu gol (contra de Kolasinac), no entanto, saiu apenas nos acréscimos do jogo.

Foi o primeiro gol do Huddersfield em 597 minutos de futebol. 

Ficha Técnica:

Huddersfield: Hamer; Smith, Jorgensen, Schindler e Kongolo (Durm, 56´); Mooy, Hogg e Bacuna; Diakhaby, Kachunga (Grant, 83´) e Puncheon (Depoitre (66,´). Técnico: Jan Siewert

Arsenal: Leno; Mustafi, Koscielny e Monreal; Maitland-Niles, Torreira (Elneny, 59´), Guendozi e Kolasinac; Mkhitaryan (Suárez, 76´), Lacazette e Iwobi (Willock, 88´). Técnico: Unai Emery

Southampton 1×2 Cardiff

Na primeira partida após o corpo de Emiliano Sala ter sido encontrado, o Cardiff foi até o St. Mary's Stadium visitar o Southampton num confronto direto na luta contra o rebaixamento e embalou a segunda vitória consecutiva.

Antes da bola rolar, várias homenagens foram feitas a Emiliano Sala nas arquibancadas e no campo. Camisas personalizadas de Sala, flores amarelas e, claro, o característico minuto de silêncio.

No entanto, uma cena chamou a atenção de forma lamentável. Dois torcedores do Southampton fizeram gestos imitando um avião caindo, brincando com a morte do argentino.

Não demorou muito para a dupla ser identificada pela polícia. O Southampton já tomou as devidas atitudes e os dois estão banidos dos jogos do clube, que avisou que esse tipo de comportamento não será aceito.

Antes da bola rolar, mais homenagens para Emiliano Sala. (Foto: Reuters/John Sibley)

Quando a bola rolou, o que se viu em campo foi um jogo muito disputado, mas pouco inspirado. O Southampton até tentou tomar as rédeas da partida, mas faltou qualidade para os Saints fazerem algo.

A primeira etapa passou lenta e sem grandes lances. Para se ter noção, foram 45 minutos de bola rolando e apenas um único chute ao gol, que só no finalzinho, mas que não levou perigo.

Mas se faltou emoção no primeiro tempo, o mesmo não pode ser dito para os 45 minutos finais. Aos 20 minutos, Paterson subiu mais alto que todo mundo, desviou de cabeça e Bamba apareceu livre para completar para dentro da rede, abrindo o placar para o Cardiff.

A partida se encaminhava para seu fim e o juiz deu cinco minutos de acréscimos. E logo no primeiro minuto dos descontos, Ward-Prowse levantou a bola na área, Austin resvalou e Stephens apareceu livre, no segundo pau, para empatar a partida, levando o estádio à loucura.

O que ninguém esperava, no entanto, era que dois minutos depois do empate, após confusão dentro da grande área, Zohore aproveitasse o passe de Camarasa para bater fraco, mas preciso o suficiente para dar a vitória ao Cardiff num gol chorado.

No finalzinho, Zohore marca o gol da vitória do Cardiff. (Foto: Divulgação/Cardiff)

Com a vitória, o Cardiff deixa a zona de rebaixamento, ultrapassa Southampton e Newcastle e ocupa a 15ª posição. Já os Saints, chegam a sua terceira partida consecutiva sem vitórias e agora abrem a zona da degola.

Ficha técnica

Southampton: McCarthy, Vestergaard (Elyounoussi, 72’), Stephens, Long (Austin, 72’), Romeu, Ward-Prowse, Bertrand, Redmond, Højbjerg, Bednarek, Valery (Gallagher, 82’). Técnico: Ralph Hasenhuttl

Cardiff City: Etheridge, Peltier, Bennett, Ecuele Manga, Arter, Ralls, Paterson, Decordova-Reid (Zohore, 61’), Gunnarsson (Bacuna, 61’), Bamba, Niasse (Camarasa, 82’).  Técnico: Neil Warnock

Crystal Palace 1×1 West Ham

Wilfried Zaha comemorando gol no empate contra o West Ham no Selhurst Park (Foto: Reprodução / Crystal Palace FC).
Wilfried Zaha comemorando gol no empate contra o West Ham no Selhurst Park (Foto: Reprodução / Crystal Palace FC).

Wilfried Zaha era, antes do início da partida, o grande nome dos Eagles para conseguir um resultado que colocasse o time em posição de menor risco na tabela. Ao fim da partida, todo o marketing gerado em torno dessa esperança parece ter previsto a importância do atacante no empate por 1 a 1.

Os primeiros 20 minutos foram todos a favor dos Hammers, que pressionavam o adversário e criavam mais chances ofensivas com perigo de gol. Mas, fora com a bola parada na cobrança de um pênalti que se abriu o placar. Noble deslocou bem o goleiro e balançou as redes pela primeira vez nessa PL.

Até a virada de tempo esperava-se uma vitória mais tranquila por parte dos visitantes, mas Roy Hodgson deve ter colocado o dedo na ferida de seus jogadores impulsionando-os para um 2º tempo mais intenso.

A vibração da segunda etapa pode ser traduzida em números quando vemos que ao fim da partida o Crystal Palace terminou com 25 chutes e 58% da posse de bola, contra 6 chutes e 42% de posse do West Ham.

A pressão pode não ter levado à virada, mas Zaha teve seu momento de felicidade ao acertar a meta defendida por Fabianski aos 75 minutos.

O jogo ainda poderia ter terminado melhor para os donos da casa se a pontaria tivesse sido melhor, pois dos 25 chutes apenas 5 acertaram a direção das traves.

Ficha Técnica

Crystal Palace: Guaita; Wan-Bissaka, Kelly, Sakho, P. van Aanholt; McArthur (Meyer, 79’), Milivojević, Schlupp; Townsend, Benteke (Batshuayi, 60’), Zaha (75’). Técnico: Roy Hodgson.

West Ham: Fabianski; Fredericks (Zabaleta, 84’), Diop, Ogbonna, Cresswell; Rice; Antonio (Obiang, 73’), Noble (26’), Snodgrass, F. Anderson; Javier Hernández (Arnautovic, 68’). Técnico: Manuel Pellegrini.

Brighton 1×3 Burnley

De pênalti, Barnes marcou seu sétimo gol nesta edição da Premier League. (Foto: Dan Istitene/Getty Images)

As equipes duelaram no Amex Stadium para tentarem se afastar da zona de rebaixamento da Premier League. E quem seu deu melhor foi o Burnley, que com a vitória chegou a sete partidas sem perder.

A partida começou com uma blitz ofensiva do Burnley, que resultou no gol de Chris Wood, pra abrir o placar. O jogo continuou lá e cá, e Tom Heaton salvou os Clarets nos fim da primeira etapa.

O segundo tempo foi mais agitado, com três gols. Wood marcou seu segundo gol na partida depois de bom passe de McNeil. Virou goleada aos 73 minutos de jogo, quando Ashley Barnes marcou de pênalti.

O Brighton tentou esboçar uma reação nos minutos finais, mas foi insuficiente. Os Seagulls conseguiram apenas um gol de honra, com Duffy. Pelo que a partida mostrou, o resultado foi justo, tendo em vista que o Burnley foi a equipe que mais ameaçou o gol adversário.  

Ficha Técnica

Brighton: Ryan; Montoya, Duffy, Dunk, Bong; Propper, Gross (Bissouma, 66′), Stephens, March (Knockaert, 48′), Locadia (Jahanbakhsh, 66′), Murray. Técnico: Chris Hughton.

Burnley: Heaton; Bardsley, Tarkowski, Mee, Taylor; Hendrick, Westwood, Cork, Barnes, Wood, McNeil. Técnico: Sean Dyche.

Tottenham 3×1 Leicester City

Com gol e assistência, Eriksen foi um dos destaques da vitória dos Spurs. (Divulgação/ Twitter Tottenham Hotspur)

Ainda na caça aos líderes, Manchester City e Liverpool, o todo desfalcado Tottenham entrou em campo neste domingo, em Wembley, pela 26ª rodada da Premier League e venceu a equipe do Leicester pelo placar de 3 a 1.

O jogo começou muito disputado. Ambas as equipes limitaram os espaços no início do primeiro tempo e dificultaram o setor de criação.

Leia mais: Sunderland ‘Til I Die: série revela o doloroso rebaixamento dos Black Cats

Porém, quem chegou com mais perigo foram os visitantes. Primeiro com Maguire de cabeça, e depois com finalização cruzada de Harvey Barnes.

Após as chances dos visitantes, o Tottenham equilibrou as ações. Aos poucos, o jogo ficou mais desenhado.

A equipe do técnico Mauricio Pochettino tinha a posse de bola, mas não conseguia criar boas ocasiões de gol. Já o Leicester, bem compacto no segundo setor do campo, recuperava a bola e saía em transição para o ataque.

Porém, aos 33 minutos, na primeira grande chance do Tottenham no jogo, os mandantes conseguiram abrir o placar. Eriksen pegou a sobra do escanteio e levantou na área. O zagueiro colombiano Davinson Sánchez se antecipou e mandou para o fundo das redes.

Após o gol, os donos da casa tomaram conta do jogo, e os visitantes já não chegaram com tanto perigo como no início do confronto. O segundo tempo voltou com a mesma característica da primeira etapa.

E aos 13 minutos da etapa complementar, a saída em transição surtiu efeito. Maddison se enroscou dentro da pequena área e sofreu carga de Vertonghen. O árbitro Michael Oliver marcou pênalti. Porém, Vardy que tinha acabado de entrar, desperdiçou a cobrança.

Vardy desperdiça cobrança que poderia dar vida ao Leicester na partida. (Divulgação/Premier League)

E o castigo veio minutos mais tarde. O Tottenham recuperou a bola no campo de ataque, Eriksen pegou a sobra e bateu firme de fora da área para ampliar o placar.

Leia mais: Manchester Derby: uma rivalidade além-século

Com a vantagem no marcador, os Spurs administraram a partida. No entanto, o Leicester diminuiu o placar. Após ótima jogada pela direita, Vardy recebeu de Ricardo Pereira e empurrou para o fundo das redes.

Nos minutos finais da partida os visitantes tentaram pressionar, mas não conseguiram aproveitar as chances de gol. E quem aproveitou foi o coreano Son. Numa jogada rápida, o camisa 7 caminhou com o campo aberto e tocou na saída de Schmeichel. 3 a 1 e jogo definido.

Ficha Técnica

Tottenham: Lloris; Trippier, Vertonghen, Sánchez, Rose (Walker-Peters 88’); Skipp (Alderweireld 71’), Sissoko, Winks, Eriksen, Son e Llorente (Wanyama 80’). Técnico: Mauricio Pochettino.

Leicester: Schmeichel; Chilwell, Evans, Pereira e Maguire; Tielemans, Maddison, Barnes (Okazaki 88’), Ghezzal (Iheanacho 72’), Ndidi e Gray (Vardy 59’). Técnico: Claude Puel.

Fulham 0x3 Manchester United

Mais uma vez a french connection decidiu em favor do Manchester United. (Foto: Divulgação/Twitter Man United)

Abrindo a rodada, o Manchester United foi até Londres para enfrentar o Fulham no charmoso Craven Cottage, estádio dos vice-lanternas.

Sob a expectativa do embate diante do PSG, o United foi a campo com um time misto, mas não encontrou muitas dificuldades e saiu de campo vitorioso pelo placar de 3 a 0.

Os comandados de Claudio Ranieri mais uma vez cumpriram a escrita deles no campeonato.

O time começou a partida de forma ofensiva, propondo bastante o jogo e criando boas chances, mas pecando em demasia no momento da finalização. Esses erros, mais uma vez, comprometeram o resultado final.

Leia mais: Os 10 patrocínios inusitados de times ingleses

Diante de um embalado United, que cada vez fica mais letal e preciso, o Fulham não poderia errar, mas errou. Com isso, os Red Devils logo se encontraram na partida e implementaram o seu domínio, “resolvendo” a partida em apenas nove minutos.

O primeiro gol da equipe foi marcado por Paul Pogba. Após ótimo passe de Anthony Martial – mais uma da french connection -, o camisa 6 infiltrou a área por trás dos defensores com eficácia, batendo com muita força e precisão em direção a meta de Rico.

Leia mais: A última final da Copa da Liga sem um integrante do “Big Six”

Um golaço que pegou o espanhol de surpresa, inaugurando o marcador aos 14 minutos.

Aos 23, Jones realizou ótimo passe para Martial. O camisa 11 que fora garçom no primeiro gol, realizou lindo drible no marcador e avançou em direção ao gol, batendo com precisão e praticamente liquidando a partida.

A partir daí, os Diabos Vermelhos administraram o jogo, controlando as ações da partida.

O Fulham, mais uma vez com muita dificuldade, viu-se dependendo de Mitrovic – o qual faz ótima temporada. O sérvio até ofereceu certo trabalho à dupla de defesa, mas não conseguiu propor perigo de fato à meta defendida por De Gea.

No segundo tempo, Lukaku fez boa jogada em velocidade e tocou para Mata dentro da área, o espanhol tentou o drible e sofreu o pênalti.

Na cobrança, Pogba marcou seu segundo gol na partida, o décimo primeiro na liga, isolando-se na artilharia do time – além de ser o maior garçom com nove assistências.

Depois disso, os comandados de Solskjaer apenas controlaram o que já estava administrado. O norueguês aproveitou a fatura liquidada e deu um merecido descanso para Martial, Pogba e Herrera, melhores jogadores do time na partida – obviamente pensando no embate do meio de semana pela Champions.

11 partidas, 10 vitórias e um empate. Solskjaer vai adquirindo idolatria também como treinador. (Foto: Divulgação/Twitter Man United)

Ficha técnica

Fulham: Rico, Odoi, Le Marchand, Ream e Bryan (Sessegnon 81′); Schürrle (Christie 53′), Chambers, Seri e Babel (Cairney 77′); Vietto e Mitrovic. Técnico: Claudio Ranieri.

Manchester United: De Gea, Dalot, Jones, Smalling e Shaw; Matic, Herrera (Bailly 85′) e Pogba (McTominay 74′); Mata, Martial (Sánchez 70′) e Lukaku. Técnico: Ole Gunnar Solskjaer.

Manchester City 6×0 Chelsea

O City fez mais um jogo memorável sob o comando de Pep Guardiola (Foto: Michael Regan/Getty Images)

O Manchester City continua sua saga em busca da liderança e neste domingo (10) fez mais uma vítima, não tomando conhecimento do Chelsea e sendo responsável por uma goleada histórica, por 6 a 0, sobre o time londrino, com destaque para mais um hat-trick de Kun Agüero

Os Citizens iniciaram o confronto de forma meteórica e aos 25 de jogo já ganhavam por 4 a 0. O primeiro foi marcado aos 4 por Sterling, que completou cruzamento da direita de Bernardo Silva, em momento de desatenção dos Blues. 

Aos 13, Agüero marcou seu primeiro gol, momentos depois de perder uma chance que raramente perde, em chutaço de fora da área, sem dar chances a Kepa. Seis minutos depois, em vacilo de Barkley, Kun marcou novamente, quase dentro da pequena área. 

Gündoğan, aos 25, aproveitou sobra de bola na frente da área e finalizou no canto da meta defendida por Kepa e o goleiro espanhol novamente não teve chances de chegar na bola. 

Aos 10 da segunda etapa, Sterling passou por Azpilicueta pela ponta esquerda e foi derrubado dentro da área. Na cobrança, Agüero deslocou Kepa e marcou o terceiro gol no jogo, chegando a mais um hat-trick na Premier League. 

Sterling, quase aos 35, fechou o placar após inteligente triangulação envolvendo Gabriel Jesus, Bernardo Silva e Zinchenko. O lateral ucraniano cruzou e o camisa 7 do City, com a perna esquerda, deu números finais ao confronto. 

Ficha Técnica

Manchester City: Ederson; Walker, Stones, Laporte, Zinchenko; Fernandinho (David Silva, 75′), Gundogan, De Bruyne (Mahrez, 68′); Bernardo Silva, Agüero (Gabriel Jesus, 65′), Sterling. Técnico: Pep Guardiola.

Chelsea: Kepa; Azpilicueta, Rüdiger, Alonso (Emerson Palmieri, 73′); Jorginho, Kanté, Barkley (Kovacic, 52′); Hazard, Higuain, Pedro (Loftus-Cheek, 66′). Técnico: Maurizio Sarri.

Wolves 1×1 Newcastle

Wolves comemora o gol do zagueiro Boly no último minuto de jogo. ( Foto: Divulgação/Premier League)

Embalado pela vitória fora de casa contra o Everton, o Wolves recebeu o Newcastle no Molineux Stadium, em partida válida pela 26ª rodada da Premier League. Os times, em situações opostas na tabela, fizeram um bom jogo na cidade de Wolverhampton.

Como já era esperado, foram os Wolves que dominaram a partida desde o início. O leve ataque do time de Nuno Espírito Santo se movimentava bem, mas não conseguia criar grandes oportunidades contra o gol do Newcastle.

O Wolves dominava a partida, com a maioria das jogadas passando pelos pés de Jota, que fez um bom jogo.

O Newcastle conseguiu assustar aos 31 minutos com o zagueiro Schär batendo forte de fora da área. A bola passou perto do gol de R. Patrício.

Leia mais: As 10 maiores escapadas do rebaixamento na Premier League

E a resposta veio logo em seguida com Raúl Jiménez. Grande jogada do camisa 9 pelo lado esquerdo, driblando dois oponentes e batendo cruzado, forçando o goleiro Dubravka a trabalhar bem pela primeira vez na partida.

A segunda etapa começou da mesma forma, com pressão do Wolves. Aos 48 minutos, após escanteio cobrado por Moutinho, Jota desviou na primeira trave e por pouco Doherty não empurrou pro gol.

O time de Rafa Benítez seguia com sua postura de se defender e buscar uma bola. E ela veio aos 55 minutos. A virada de jogo da esquerda para a direita encontrou o zagueiro Schär livre no meio. O suíço encontrou um belo passe para Hayden, que dominou e bateu pra dentro do gol, com ajuda do goleiro Ruí Patrício. Era o castigo para o Wolves e a consagração do Newcastle.

O gol do Newcastle esfriou o time da casa. As substituições do técnico Nuno Espírito Santo não surtiram efeito e o time caiu de produção. Diferente do time de Benítez, que começou a tocar mais a bola e controlar a partida.

Aos 74 minutos de jogo uma estreia muito aguardada. O paraguaio Miguel Almirón entrou em campo pela primeira vez com a camisa do Newcastle, no lugar de Atsu.

A vitória parecia certa, até que aos 94 minutos e meio de jogo, após cruzamento de Traoré, o zagueiro Boly subiu muito, dividindo com o goleiro e cabeceou a bola pro gol.

Ficha técnica

Wolverhampton: R. Patrício, Bennet, Coady, Boly, Doherty (Adama Traoré 81’), Dendoncker (H. Costa 69’), Rúben Neves, Moutinho, Johnny Castro, Raúl Jiménez e Diogo Jota (I. Cavaleiro 69’).  Técnico: Nuno Espírito Santo.

Newcastle: Dubravka, Schär, Lascelles, Lejeune, Ritchie, Hayden (Diamé 86’), Yedlin, C. Atsu (Miguel Almirón 72’), Longstaff, S. Rondón e A. Pérez (Manquillo 90’) Técnico: Rafa Benítez.