17ª rodada da Premier League: confira o resumão dos jogos

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Confira como foi a 17ª rodada da Premier League!

Manchester City 3×1 Everton

Prêmio de “Man of the Match” para Gabriel Jesus (Reuters)

O Everton até esteve presente no campo de ataque nos quinze primeiros minutos de jogo e teve até chance de abrir o placar com Richarlison.

Mas o time de Liverpool sucumbiu ao controle e à qualidade do Manchester City que, este sim, marcou com Gabriel Jesus em toque na saída de Pickford depois de passe de Leroy Sané.

O domínio do City continuou no segundo tempo e o placar foi ampliado: de novo Gabriel Jesus, dessa vez de cabeça. O brasileiro foi eleito o melhor da partida pela torcida.

Apesar do gol de Dominic Calvert-Lewin, deixando o placar em 2 a 1, o time de Pep Guardiola não sofreu sustos e ainda viu Raheem Sterling, que começou no banco, entrar e fazer o terceiro.

Ficha técnica

Manchester City: Ederson; Walker, Otamendi, Laporte, Delph; Fernandinho, Gündogan, Bernardo Silva; Mahrez (De Bruyne 75′), Sané (Sterling 66′) e Gabriel Jesus. Técnico: Pep Guardiola.

Everton: Pickford; Zouma, Keane, Mina; Coleman (Walcott 57′), André Gomes, Sigurdsson (Davies 81′), Digne; Bernard (Lookman 57′), Richarlison e Calvert-Lewin. Técnico: Marco Silva

Huddersfield 0x1 Newcastle

Huddersfield e Newcastle fizeram um confronto direto no John Smith's Stadium na cidade de Huddersfield. Melhor para a equipe visitante, que foi eficiente e marcou em uma das poucas chances criadas no confronto.

A equipe mandante teve maior posse de bola, mas não conseguia criar chances de gol, já que o seus dois homens de frente que foram o meia Pritchard e o atacante Depoitre não fizeram uma boa partida.

A grande chance do Huddersfield na partida veio quando o volante Billing assumiu a cobrança da falta e exigiu uma grande defesa de Dubravka em um belo chute.

Além disso, o Huddersfield fazia uma grande pressão na saída de bola do time de Rafa Benítez, que tinha dificuldade de sair do campo de defesa.

O gol da vitória veio após um ótimo contra-ataque dos Magpies. O meia Ayoze Perez deu ótimo passe para Javi Manquillo, que deu ótimo cruzamento para Salomon Rondon só ter o trabalho de empurrar para as redes.

A equipe mandante usou e abusou das bolas áereas após o gol, mas não deu perigo ao gol de Dubravka.

Ficha técnica

Huddersfield: Lossl, Jorgensen, Schindler, Kongolo (Sobhi 60′); Hadergjonaj, Bacuna, Billing, Hogg (Mbenza 77′), Lowe (Durm 60′); Pritchard, Depoitre

Newcastle: Dubravka, Schar, Lascelles, Clark; Manquillo, Diame, Ki (Hayden 72′), Atsu, Kenedy (Dummett 89′); Ayoze Perez, Rondon (Ritchie 81′)

Fulham 0x2 West Ham

(Foto: Chloe Knott – Danehouse/Getty Images)

Dando sequência ao ótimo momento, os comandados de Manuel Pellegrini saíram vitoriosos do clássico londrino contra o Fulham e seguem em ascensão na Premier League.

Já o Fulham continua em uma fase terrível e agora é o lanterna isolado da Premier League com apenas 9 pontos e chegou à incrível marca de 42 gols sofridos em apenas 17 rodadas da competição.

Os Cottagers até tiveram mais posse de bola e criaram mais chances de gol, mas os Hammers conseguiram ser mais eficientes e levaram os três pontos.

O primeiro gol veio em mais uma participação do brasileiro Felipe Anderson, que encontrou o meia Snodgrass livre para acertar um lindo chute e marcar um golaço.

Instantes depois, Antonio recebeu livre na pequena área e tocou por baixo das pernas do goleiro Sérgio Rico para liquidar a fatura para os Hammers.

Ficha técnica

Fulham: Sergio Rico, Odoi, Mawson, Ream (Christie 45′), Bryan; Seri (Johansen 61′), Chambers, Cairney, Kamara, Schurrle (Neeskens 77′); Mitrovic

West Ham: Fabianski, Zabaleta, Balbuena, Diop, Masuaku; Rice, Noble (Obiang 62′), Snodgrass, Felipe Anderson; Antonio(Diangana 85′), Chicharito(Carroll 73′).

Watford 3×2 Cardiff

Foto: Getty Images

No Vicarage Road o Watford recebeu o Cardiff e, depois de seis partidas, acabou por reencontrar as vitórias na Premier League.

Um dos nomes principais para o time mandante foi Gerard Deulofeu. O espanhol abriu o placar depois de uma bela arrancada pelo corredor central. Ao chegar na cara do goleiro Etheridge, Deulofeu apenas escolheu um canto e colocou para dentro.

O primeiro tempo não teve muita ameaça do Cardiff, e o Watford quase foi para o intervalo com dois gols marcados, se não fosse a boa defesa de Etheridge em chute de Pereyra.

Na segunda etapa, o jogo teve quatro gols e emoção no final. Aos 52 minutos, Deulofeu achou Holebas, que ampliou o placar para os mandantes.

O Watford abriria 3 a 0 com Domingos Quina, jovem de apenas 19 anos de idade. O português acertou um belo chute da entrada da grande área, depois de passe de Sema.

Mesmo com 3 a 0 no placar, o Watford se complicou nos últimos 10 minutos de jogo. Hoillet e Reid diminuíram para o time galês, deixando o placar marcando 3 a 2 para o Watford. No fim, foi pressão galesa, mas o Watford conseguiu suster à pressão e manter a importante vitória.  

Ficha técnica

Watford: Foster;Femenia, Kabasele, Cathcart, Holebas;Doucoure, Quina, Sema (Success76’); Pereyra, Deulofeu (Cleverley 86’),Deeney (Okaka 81’). Técnico: Javi Gracia

Cardiff: Etheridge, Bamba, Manga, Morrison,Bennett (Peltier 59’), Arter, Gunnarsson (Reid 78’), Camarasa, Murphy (MendezLaing 45’), Hoilett, Paterson. Técnico: Neil Warnock

  Southampton 3×2 Arsenal

Foto: Getty Images

Invicto até à 17ª rodada, o Arsenal só perdeu quando se deparou com a equipe do St. Mary’s Stadium. Fora de casa e com muitos desfalques no setor defensivo, os Gunners viram o Southampton vencer pela primeira vez dentro de casa na competição.

Os mandantes abriram o placar com Danny Ings, após ótimo cruzamento de Targett. Pouco tempo depois o Arsenal já empatou, de forma bem parecida, com cruzamento de Monreal para Mkhitaryan. Antes de ir para o vestiário no intervalo, Danny Ings fez seu segundo gol na partida, mais uma vez de cabeça, com assistência de Redmond.

Buscando a vitória, o Arsenal voltou de uma maneira diferente para a segunda etapa e pressionou o Southampton. A entrada de Lacazette foi fundamental para essa pressão acontecer. Com oito minutos de segundo tempo, Mkhitaryan recebeu na entrada da área e chutou rasteiro, a bola desviou em Vestegaard e acabou entrando.

O Arsenal buscava a virada para se aproximar dos rivais Chelsea e Tottenham, mas em meio a tanta pressão, viu seu setor defensivo falhar mais uma vez no final de jogo.Aos 86 minutos, Shane Long puxou um contra-ataque que viria a ser mortal. Ele cruzou, o goleiro Bernd Leno errou o tempo de bola e com isso, Charlie Austin só teve que empurrar para dentro do gol. 

Southampton: McCarthy; Targett, Yoshida, Bednarek, Vestergaard,Valery; Redmond (Long 63’), Romeu, Hojbjerg, Armstrong (Tyreke Johnson 90’);Ings (Charlie Austin 72’). Técnico: Ralph Hasenhüttl

Arsenal: Leno; Bellerín (Lacazette 46’), Lichtsteiner, Koscielny, Monreal; Xhaka, Guendouzi, Torreira; Mkhitaryan, Iwobi (Ozil 70’); Aubameyang. Técnico: Unai Emery

Wolverhampton 2×0 Bournemotuth

Jimenez foi o autor do primeiro gol do jogo (Reprodução/Wolverhampton)

Em um jogo aberto contra o Wolves, os Cherries perderam mais uma na Premier League. Com gols de Jimenez e Ivan Cavaleiro, os donos da casa não sofreram muito com a equipe de Eddie Howe. É a sexta derrota nas últimas sete partidas da equipe que encantou no começo da competição.

O primeiro gol da partida saiu logo no começo. Após passe errado de Daniels, Jimenez roubou a bola e lançou para Diogo Jota. O atacante português cortou para a esquerda e cruzou rasteiro. Nas costas dos defensores adversários, o mexicano apenas apareceu para abrir o placar do confronto.

Mesmo sem Callum Wilson, que estava no banco, retornando de lesão, o time de Howe estava bem na partida. Foram criadas diversas oportunidades, embora nenhuma tenha se resultado em gol. 

O segundo tempo, assim como primeiro, era dominado pelo Bournemouth no quesito de posse de bola. Entretanto, o Wolves de Nuno Espiríto Santo sabia muito aproveitar as jogadas atrás dos defensores. Na velocidade de Jota, Jimenez e Helder Costa, o time que acabou de chegar à Premier League tentava ampliar o placar.

E o 2 a 0 só foi acontecer nos acréscimos do jogo. Ivan Cavaleiro entrou no segundo tempo e marcou o último gol do duelo. 

Com a derrota, o Bournemouth segue na sequência de jogos perdendo. Entretanto, o retorno de Callum Wilson, no segundo tempo, pode ajudar a equipe nas próximas rodadas. Porém, a lista de contundidos na equipe segue aumentando. Mings é mais um, após sair na primeira etapa do duelo. 

O Wolverhampton, com a vitória, chegou à sétima colocação na tabela. O time de Nuno Espiríto Santo tem 25 pontos, um a menos que o poderoso Manchester United.

FICHA TÉCNICA:

Wolverhampton: Rui Patrício; Bennett, Boly e Coady; Doherty, Moutinho, Neves e Jonny Castro; Gibbs-White (Saiss, 75′), Jiménez (Cavaleiro, 89′) e Diogo Jota (Hélder, 46′). Treinador: Nuno Espírito Santo.

Bournemouth: Begovic; Cook, Aké e Mings (Diego Rico, 36′); Daniels, Lerma, Surman e Ibe (Wilson, 58′); Fraser, Stanislas (Mousset, 80′) e King. Treinador: Eddie Howe.

Crystal Palace 1×0 Leicester

O primeiro tempo no Selhurst Park foi de pouquíssima produção ofensiva por parte dos dois times. Ambos tinham muita dificuldade para criar e o jogo se desenrolava principalmente nomeio-de-campo.

Foi necessário um lindo chute de fora da área, aos 39 minutos, para alterar o placar. O arremate de Milivojevic, cheio de força e curva, venceu o goleiro Kasper Schmeichel para fazer 1 a 0 para o Palace.

No início do segundo tempo Jamie Vardy teve boa chance de empatar a partida. Ótima defesa do goleiro Guaita impediu o feito do centroavante. O Leicester não conseguiu fazer muito mais do que isso pelo restante do jogo. Uma ou outra finalização de média distância que não obrigaram mais defesas de Guaita.

O Palace não conseguiu aproveitar espaços que lhe foram oferecidos pelo rival que buscava o empate. De suas oito finalizações, apenas uma (a do gol) teve direção certa.

Após duas derrotas seguidas a vitória nessa rodada dá um pouco de respiro ao Palace na luta contra o rebaixamento. Com 22 pontos o Leicester está cada vez mais distante das brigas por vagas em competições europeias.

Ficha Técnica:

Crystal Palace: Guaita; Wan-Bissaka, Kelly, Sakho e van Aanholt; McArthur, Kouyaté (Schlupp 65´), Milivojevic, Meyer (Puncheon 90´) e Townsend; J Ayew (Sorloth 78´). Técnico: Roy Hodgson

Leicester: Schmeichel; Ricardo Pereira, Morgan, Maguire e Fuchs; Mendy, Ndidi, Albrighton (Okazaki 89´) e Maddison (Ghezzal 45´); Gray (Iheanacho 73´) e Vardy. Técnico: Claude Puel

Tottenham 1×0 Burnley

O Burnley defendeu-se brilhantemente e segurou o Tottenham, em Wembley, por 90 minutos. O gol de Eriksen aos 46 minutos do segundo tempo foi muito frustrante para os visitantes.

É possível dizer que o persistente 0 a 0 devia-se mais pelo competente jogo defensivo do Burnley do que por deficiências do Tottenham. Os donos da casa partiram para cima desde o início. Com muita movimentação de seus atletas de meio-de-campo e ataque criaram várias chances de gol.

Os Spurs tiveram 77% de posse de bola e finalizaram 15 vezes. É verdade que apenas três delas foram na direção do goleiro Joe Hart, mas muitas oportunidades claras de gol foram criadas.

Son e Dele Alli perderam gols incríveis. Hart fez grande defesa em finalização de Lamela e Lucas também desperdiçou boa chance. Aos 46 do segundo tempo Harry Kane fez ótima jogada de pivô dentro da área e serviu para Eriksen finamente marcar o gol.

Alívio em Wembley. Foi a terceira vitória consecutiva do Tottenham na Premier League. O time permanece na terceira posição vendo de perto a disputa entre os dois primeiros. Foi a 100ª vitória de Pochettino na liga inglesa.

O ponto que escapou seria fundamental para o Burnley, pois o deixaria com uma vantagem de três pontos para a zona de rebaixamento.

Ficha Técnica

Tottenham: Lloris; Trippier, Alderweireld, Davies e Rose; Sissoko e Skipp (Son 75´); Lamela (Llorente 82´), Alli e Lucas (Eriksen 65´); Kane. Técnico: Mauricio Pochettino

Burnley: Hart; Bardsley, Long, Tarkowski, Mee e Taylor; Lennon (Vokes 90´), Westwood, Cork e Brady (Hendrick 90´); Barnes (Wood 80´). Técnico: Sean Dyche

Brighton 1×2 Chelsea

(Photo by Mike Hewitt/Getty Images)

Brighton e Chelsea fizeram um dos jogos mais legais de se assistir nesta rodada. A partida foi movimentada e intensa. Lá e cá, as duas equipes souberam agredir uma a outra. A vitória do Chelsea aconteceu por dois nomes que foram fundamentais: Kepa e Hazard.

No primeiro tempo o belga fez uma atuação de gala. Eden Hazard deu a assistência para o gol de Pedro abrir o placar e pouco tempo depois, saiu na cara de Ryan e com muita frieza ampliou o resultado. Para o gol do belga, o brasileiro Willian deu um ótimo passe.

Assim como no primeiro tempo, a segunda etapa continuou movimentada. O Brighton parecia não aceitar a derrota e ameaçava com frequência o gol de Kepa, mesmo que as finalizações não fossem as melhores possíveis.

Coube a March diminuir o placar para a equipe mandante, depois de um bom passe cabeça do brasileiro Bernardo. O Brighton ensaiava uma pressão antes do gol, mas depois dele, o Chelsea conseguiu controlar bem as ações e impediu uma reação dos Seagulls.

Ficha técnica

Brighton: Ryan; Montoya, Dunk, Balogan, Bernardo; Stephens, Gross (Bissouma 82’), Propper, Knockaert (Locadia 85’); Murray (Andone 63’), March. Técnico: Chris Hughton

Chelsea: Kepa; Azplilicueta, Rüdiger, David Luiz, Alonso; Kovacic (Barkley 76’), Jorginho, Kante; Pedro (Loftus-CHeek 68’), Hazard (Giroud 83’), Willian. Técnico: Maurizio Sarri

Liverpool 3×1 Manchester United

O grande clássico da rodada foi disputado em Anfield Road. A maneira como o jogo se desenvolveu no primeiro tempo passou a impressão que seria um massacre do Liverpool sobre seu grande rival.

Com 62% de posse de bola e 15 finalizações (cinco no alvo) só na primeira etapa os Reds encurralaram o United e criaram muitas chances de gol. Com 10 minutos o goleiro De Gea já pedia calma para seus companheiros e tentava esfriar o jogo.

O gol dos donos da casa saiu aos 24 minutos. Lindo lançamento de Fabinho encontrou Mané livre na área para matar no peito e concluir na saída de De Gea. O Liverpool seguiu pressionando. A impressão era de que apenas um lance fortuito poderia recolocar o United na partida. Foi o que aconteceu.

No caso, uma falha do goleiro Alisson. Ao tentar parar um cruzamento da esquerda ele soltou a bola nos pés de Lingard, para empatar aos 33 minutos.

No segundo tempo o Liverpool aumentou sua posse de bola e praticamente alugou o campo de defesa do rival. Foram absurdas 36 finalizações (todos os jogadores de linha finalizaram!), contra apenas seis. O United bloqueava a entrada de sua área de maneira eficiente e impedia oportunidades claras de gol.

Foi difícil, mas os Reds conseguiram transformar a superioridade em gols. Shaqiri entrou em campo e rapidamente marcou dois gols. Somente após os 30 minutos da segunda etapa Mourinho tentou colocar o time para frente, com as entradas de Martial e Mata. Sem sucesso.

Liverpool mantém a liderança e quebra um incômodo tabu de oito jogos de Premier League sem vitória sobre o United. Destaque para a bela partida de Fabinho. Após começo de temporada difícil, o brasileiro se firma como excelente opção de meio-de-campo para os Reds.

Já os Red Devils veem seu treinador José Mourinho cada vez mais pressionado.

Ficha Técnica:

Liverpool: Alisson; Clyne, Lovren, Van Djik e Robertson; Fabinho, Wijnaldum e Keita (Shaqiri 70´); Mané (Henderson 84´), Firmino e Salah. Técnico: Jurgen Klopp

Manchester United: De Gea; Lindelof, Baily e Darmian; Dalot (Felaini 45´), Herrera (Martial 79´), Matic e Young; Lingard (Mata 85´), Rashford e Lukaku. Técnico: José Mourinho