16ª rodada da WSL: confira o resumo dos jogos da Women’s Super League

Veja o que de melhor aconteceu na rodada de meio de semana da Women's Super League!

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Charlotte Tattersall Collection Getty Images Sport
Charlotte Tattersall Getty Images Sport

Depois de um fim de semana de pausa, mais uma rodada do meio de semana da Women's Super League. Com direito a gol em tempo recorde e confirmação das líderes, confira como foram os jogos da 16ª rodada da WSL!

*Lembrando que, no último domingo (9), deveria ter acontecido a 15ª rodada. Mas por conta das péssimas condições climáticas, todos os seis jogos foram adiados. Ainda não há uma nova data para a realização das partidas.

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Chelsea 2×0 Birmingham City

Chelsea e Birmingham fizeram um duelo de extremos para abrir a 16ª rodada da WSL. De um lado, a equipe vice-líder da competição (e com um jogo a menos em relação às lideres). Do outro, a antepenúltima, brigando contra o rebaixamento. E o Chelsea venceu, mas não pelo placar elástico que se esperava.

É bem verdade que as Blues tiveram mais posse de bola e finalizações o jogo inteiro. Em compensação, dos 13 chutes da equipe mandante, apenas quatro foram no alvo. As visitantes, com uma estratégia defensiva se seguraram como puderam, mas não foram páreo.

No primeiro tempo, o Birmingham começou fazendo um jogo seguro e ia controlando o ímpeto do Chelsea. Parecia que o placar iria ao intervalo zerado, mas aos 45 minutos veio o 1 a 0: cruzamento de Jonna Andersson, Sophie Ingle desviou e Guro Reiten abriu o placar, mudando a cara do jogo.

Na segunda etapa, só deu o time da casa. Com o placar favorável e o controle total da partida, as Blues criaram várias chances. Mas a falta de pontaria foi um problema e impediu um marcador maior.

Coube à artilheira do time na temporada sacramentar o resultado. Aos 13 minutos, após bom passe de primeira de Erin Cuthbert, Bethany England marcou seu 13º gol na liga (três atrás da artilheira Vivianne Miedema, do Arsenal) e fechou a conta com o 2 a 0.

A vitória foi a quinta seguida do Chelsea, que segue firme e forte na briga pelo título. Já o Birmingham conheceu sua quarta derrota seguida e está a um ponto da zona de rebaixamento (aberta pelo Bristol City, justamente o próximo rival em um jogo decisivo).

Ficha técnica:

Chelsea: Telford; Blundell, Bright, Ericsson, Andersson; Spence (Bachmann), Ingle (Carter), Mjelde, Reiten (Thorisdóttir); Cuthbert, England. Técnica: Emma Hayes.

Birmingham: Hampton; Mayling, Brougham, Harrop, Jordan; Arthur, Staniforth, Visalli (Kelly), Whipp, Grant (Walker); Williams. Técnica: Marta Tejedor.

Manchester City 1×0 Bristol City

Após a saída de Nick Cushing do comando, o Manchester City entrou em campo pela primeira vez sob o comando do interino Alan Mahon e fez apenas o suficiente. Gemma Bonner marcou o tento solitário da vitória 1 a 0 diante do lanterna Bristol City. Foi a sexta vitória seguida e as Citizens se mantiveram na liderança do torneio.

O gol da partida não demorou a sair: logo aos dois minutos, Bonner completou, de voleio, cruzamento de Caroline Weir para definir o placar do jogo.

Durante o primeiro tempo até houve certo equilíbrio entre as equipes. Mesmo que tivesse o domínio da partida, o City foi incomodado algumas vezes em contra-ataques do Bristol. Apesar com chances divididas, o primeiro tempo terminou mesmo em 1 a 0.

Durante a segunda parte do jogo, as Citizens conseguiram se impor de maneira mais eficiente. Dominando as ações e criando chances importantes, pararam na goleira Sophie Baggaley, que evitou uma derrota mais elástica. Diferente do primeiro tempo, o Bristol não conseguia sair nem em contra golpes, o que deixou a partida sem fortes emoções.

O resultado consolidou o City na liderança do torneio, com 39 pontos em 15 partidas disputadas. Já o Bristol, com mais uma derrota, amarga a última colocação – são apenas seis pontos marcados em 13 partidas.

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Reading 2×0 West Ham

O Reading recebeu o West Ham no Adams Park. O objetivo das donas da casa era voltar ao caminho das vitórias depois de uma última sequência ruim dentro da competição. Ao fim dos 90 minutos, a missão das Royals foi cumprida graças ao domínio ofensivo que elas impuseram sobre as adversárias.

Na primeira etapa o Reading começou bem sua caminhada para atingir a meta dos três pontos. A equipe se posicionou adiantada e não permitiu avanços perigosos das adversárias. Para deixar a variação de lado, utilizou sua arma favorita para abrir o placar nesses 45 minutos iniciais.

Próximo ao meio de campo uma falta foi cobrada de uma forma que pareceu ensaiada. Rolou-se a bola para Fara Williams, que cruzou frontalmente à área com Amalie Eikeland fazendo o pivô e Jade Moore empurrando para o fundo da rede. Após o tento, a equipe não parou e Eikland ainda acertou a trave no primeiro tempo.

Quando veio a segunda etapa, o ritmo parece ter diminuído. O West Ham ainda não conseguia chegar perto da trave adversária, mas também buscava avançar sua marcação numa tentativa de buscar o empate. A estratégia só cedeu mais buracos para Brooke Chaplen e Amalie Eikeland avançarem rapidamente por eles.

Foi em um desses ataques rápidos que Chaplen recebeu entre duas adversárias, ganhou na corrida e chutou caprichosamente para tirar da goleira Anne Moorhouse. A derrota acabou saindo até barata para o West Ham, que não chutou uma vez ao gol.

O Reading aproveitou o tropeço das rivais diretas e reassumiu a quarta colocação da liga. Já o West Ham segue na oitava colocação, mas ainda distante em pontos da zona de rebaixamento.

Ficha técnica:

Reading: Laws; Rowe, Leine, Potter (Bartrip), Harding; James, Moore, Allen, Williams; Eikeland, Chaplen. Técnica: Kelly Chambers.

West Ham: Moorhouse; Vetterlein, Flaherty, Fisk, Kvamme; Longhurst, Middag (Simic), Galabadaarachchi, Kiernan (Dali), Lehmann; Thomas (Littlejohn). Técnico: Matt Beard.

Tottenham 2×2 Everton

Separados por dois pontos no meio da tabela, Tottenham e Everton prometiam um duelo muito equilibrado no The Hive Stadium. E a expectativa foi cumprida: quatro gols, reviravolta e muita emoção para dar e vender.

Jogando em casa, o Tottenham começou melhor e teve chances no primeiro tempo – a principal delas com Rianna Dean, que acertou a trave. Mas, aos 31 minutos, o Everton foi quem abriu o placar: Inessa Kaagman fez o passe na área e Chloe Kelly finalizou para fazer 1 a 0.

Veio o segundo tempo e as Toffees seguiram em alta rotação. Finalizando bem mais que as Spurs (20 a 7), o segundo gol veio aos 12, com Kaagman. Mas as mandantes não se deram por vencidas, e onze minutos depois diminuíram: cruzamento da direita de Ria Percival e Angela Addison – que entrou após o intervalo – fez o primeiro das londrinas.

Parecia que a reação perderia força aos 32, quando em uma dividida, Rosella Ayane acabou acertando um chute na adversária e recebeu o cartão vermelho. Com uma jogadora a menos, o Tottenham teria que se expor de vez.

E curiosamente, foi de uma defensora que saiu o empate. Um minuto depois da expulsão, Emma Mitchell acertou uma linda cobrança de falta de longe para marcar o 2 a 2. Foi o segundo gol da zagueira pelo Tottenham – ela foi recém-emprestada pelo grande rival Arsenal.

O resultado não mudou muito a situação das equipes na tabela. O Everton segue à frente do Tottenham por dois pontos – agora as Toffees caíram para o sexto lugar, e as Spurs seguem no sétimo posto.

Ficha técnica:

Tottenham: Spencer; Neville, Godfrey, Filbey, Mitchell; Percival, Green, Peplow (Addison), Davison (Leon), Ayane; Dean (Quinn). Técnica: Karen Hills.

Everton: Korpela; Morgan, Finnigan, George, Turner; Kaagman, Clemaron (Pike), Graham, Kelly (Stringer), Boye-Hlorkah; Magill (Cain). Técnico: Willie Kirk.

Brighton 1×1 Manchester United

O confronto dos irregulares da FA WSL aconteceu no sul de Londres, quando o Brighton recebeu o Manchester United. As equipes ao longo da competição demostraram pouca regularidade, revezando derrotas e vitórias rodadas após rodada.

A bola mal rolou e as visitantes saíram na frente. Aos 15 segundos, em cruzamento da esquerda feito por Lauren James, a bola acertou no travessão e, por fim, a goleira Megan Walsh jogou contra sua própria meta. Não há registros oficiais para o feito, mas certamente o gol foi um dos mais rápidos da história da competição.

Após abrirem o placar, as Diabas Vermelhas abdicaram da partida. A falta de criatividade do time, que oscila desde o início da competição, dava as caras mais uma vez. O Brighton, com mais volume de jogo, pressionava em busca do empate. Objetivo que foi conquistado no lance final do primeiro tempo.

Em mais um cruzamento desviado, dessa vez pelo lado direito das mandantes, Aileen Whelan se aproveitou e subiu mais que a defesa adversária para deixar o jogo empatado. O gol serviu como alerta para as visitantes, que no segundo tempo, mesmo sem muita criatividade, equipararam o volume de jogo.

De maneira geral, ambas as equipes pecaram em qualidade. Houve momentos que a posse de bola não ficava em nenhum dos lados, visto que a única solução aparentava ser afastar o perigo adversário de qualquer maneira.

O Brighton segue mantendo distância da briga contra o rebaixamento – é o nono colocado. Já o United busca não se afastar ainda mais do pelotão da frente. Atualmente o time se encontra na quinta colocação, com um ponto a menos que o Reading.

Ficha técnica:

Brighton: Walsh; Gibbons, Le Tissier, Kerkdijk (Williams), Barton; Nildén, Connolly, Bowman, Whelan; Green, Le Garrec (Umotong). Técnica: Hope Powell.

Manchester United: Earps; Smith, Millie Turner, Amy Turner, Harris; Zelem, Groenen, Ladd; James (Arnot), Toone (Sigsworth), Ross. Técnica: Casey Stoney.

Liverpool 2×3 Arsenal

Vivendo o drama da luta contra o rebaixamento, o vice-lanterna Liverpool recebeu o poderoso Arsenal, terceiro colocado da WSL, em um jogão de bola.

Apesar da diferença técnica e de pontos na tabela, foram as Reds que tomaram a iniciativa e abriram o placar. Logo aos 14 minutos do primeiro tempo, a meia Rachel Furness lançou a atacante Rinsola Babajide. A atacante ganhou na corrida da zagueira Louise Quinn e tocou na saída de Pauline Peyraud-Magnin: 1 a 0.

O gol acordou as Gunners, que se lançaram ao ataque. O ímpeto foi recompensado aos 31 minutos, quando, após cruzamento de Jordan Nobbs, a artilheira Vivianne Miedema desviou para as redes: 1 a 1.

Dois minutos depois, veio a virada. A ponta escocesa Lisa Evans cruzou da esquerda e Nobbs testou para as redes, sem chances para a goleira alemã Anke Preuss.

Quando parecia que o Arsenal tomaria o controle da partida, as Reds voltaram a igualar o marcador – e em grande estilo. Aos 47 da primeira etapa, Niamh Charles lançou Furness na entrada da área e a irlandesa do norte matou no peito e fuzilou no ângulo. Um golaço!

O gol animou a torcida da casa e as jogadoras dos Reds, que voltaram para o segundo tempo dispostas a ao menos segurar o ponto precioso contra um adversário de campanha muito melhor.

As Gunners retornaram mais atentas na marcação e não deram tantos espaços às anfitriãs, que a partir dos 15 minutos da etapa final limitaram-se apenas à defesa. Aos nove minutos, o técnico Joe Montemurro fez uma alteração ousada no Arsenal: sacou a ponta e líder do time em assistências, Beth Mead, e colocou a zagueira Jennifer Beattie.

A substituição liberou a lateral alemã Leonie Maier a apoiar o ataque, o que surtiu efeito aos 33 minutos. Maier cruzou da direita e Miedema cabeceou no contrapé da goleira Preuss: 3 a 2. As Reds tentaram buscar mais uma vez um tento de empate, mas não chegaram a ameaçar a defesa Gunner, que segurou a vitória até o apito final.

Ficha técnica:

Liverpool: Preuss; Jane, Bradley, Fahey, Robe; Furness, Bailey (Clarke); Lawley, Linnett (Roberts), Charles (Hodson); Babajide. Técnica: Vicky Jepson.

Arsenal: Peyraud-Magnin; Maier, Quinn, Schnaderbeck, McCabe (Filis); van de Donk, Williamson, Nobbs; Mead (Beattie), Miedema, Evans. Técnico: Joe Montemurro.

Classificação após 16 rodadas (sem a realização da 15ª):

1º – Manchester City: 39
2º – Chelsea: 38 (-1 jogo)
3º – Arsenal: 36
4º – Reading: 21 (-1 jogo)
5º – Manchester United: 20 (-2 jogos)
6º – Everton: 19 (-2 jogos)
7º – Tottenham: 17 (-1 jogo)
8º – West Ham United: 13 (-2 jogos)
9º – Brighton & Hove Albion: 13
10º – Birmingham City: 7 (-3 jogos)
11º – Liverpool: 6 (-2 jogos)
12º – Bristol City: 6 (-2 jogos)

Próxima rodada (17ª de 22):

  • Everton x Manchester United, 23/02
  • Brighton x Tottenham, 23/02
  • Arsenal x Reading, 23/02
  • Manchester City x Chelsea, 23/02
  • Birmingham x Bristol City, 23/02
  • West Ham x Liverpool, 23/02

Texto produzido por Eduardo Costa, Hugo L'Abbate, Leonardo Parrela, Lucas Bichão e Lucas Pires