14ª rodada da WSL: confira o resumo dos jogos da Women’s Super League

Fique ligado no que houve de melhor na 14ª rodada da WSL!

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14ª rodada da WSL: confira o resumo dos jogos da Women’s Super League
Charlotte Tattersall/Getty Images Sport

Mais um fim de semana e mais uma rodada da Women's Super League! Com direito a confronto direto na parte de cima da tabela e atropelamento em clássico londrino, confira como foram os duelos da 14ª rodada da WSL!

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Reading 1×1 Manchester United

Separados por um ponto antes do começo da rodada, Reading e Manchester United prometiam uma partida equilibrada no Adams Park. Se vencessem, as Red Devils poderiam abrir vantagem na quarta colocação, e as Royals assumiriam a posição das rivais caso saíssem com os três pontos.

Mesmo jogando fora de casa, o United foi superior no primeiro tempo. A equipe detinha a posse de bola mas pecava no último passe ou na conclusão das jogadas. Aderindo a uma pressão alta, as comandadas de Casey Stoney forçaram o erro do Reading e recuperaram algumas bolas no campo de ataque. Três delas se mostraram grandes chances para marcar, mas as mancunianas não conseguiram aproveitar.

Com os desfalques de Leah Galton e Kirsty Hanson, e a má fase de Jess Sigsworth e Jane Ross, Lauren James se via sozinha nas ações ofensivas. A jovem não se intimidou e num erro de Kristine Leine, disparou sozinha e abriu o placar. O United até fez o segundo em falta de Zelem, mas Amy Turner participou do lance e foi marcado o impedimento.

Se na etapa inicial o Reading não ameaçou o Manchester United, as mandantes voltaram determinadas a fazer diferente no segundo tempo. Com um time muito físico e bom mas bolas paradas, a equipe passou a usar muito de bolas alçadas na área. Várias passaram em frente ao gol de Mary Earps, mas sem que ninguém pudesse tocar.

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Nessa toada, Fara Williams quase fez um gol olímpico, mas a bola parou na trave. Os escanteios das Royals continuavam a levar perigo e, em outra cobrança, foi assinalado um pênalti. Chance de Fara Williams, mas Earps voou e fez a defesa no canto direito.

Mas aos 35 minutos, ela se redimiu. Só que de forma polêmica: cobrança de falta para o Reading perto da área e Zelem cortou para fora claramente de cabeça, mas a arbitragem marcou toque de mão. Mais um pênalti e, dessa vez, Williams não perdeu: 1 a 1.

Após a polêmica (e equivocada) decisão da arbitragem, o jogo se tornou mais elétrico. O Reading tentava a virada e o Manchester United se esforçava para conter o ímpeto rival. Mas o jogo ficou mesmo no 1 a 1 e com muita reclamação pelo lado mancuniano.

Ficha técnica:

Reading: Laws; Leine, Bartrip, Potter, Harding (c) (Chaplin); Moore, Allen; James (Utland), Williams, Rowe; Eikeland. Técnica: Kelly Chambers.

Manchester United: Earps; Harris, Amy Turner, Millie Turner, Smith; Ladd, Zelem (c), Groenen; James, Ross (May), Sigsworth (Arnot). Técnica: Casey Stoney.

Chelsea 8×0 West Ham

O Chelsea entrou em campo buscando manter a vice-liderança contra o West Ham, em um clássico londrino no qual as Blues eram muito favoritas. As azuis fizeram valer a maior qualidade técnica e aplicaram uma sonora goleada diante das rivais: 8 a 0.

O Chelsea começou o jogo exercendo a pressão inicial que já é característica, com uma marcação avançada e com muita verticalidade quando tem a posse de bola. Aos sete minutos da primeira etapa, Maren Mjelde aproveitou o erro da zaga ao tentar afastar a bola no escanteio e abriu o placar.

O segundo gol, logo aos 12 minutos, foi marcado por Bethany England. A atacante recebeu ótimo passe de Erin Cuthbert, driblou a goleira Courtney Brosnan e empurrou pra rede. O domínio azul continuou, com bastante posse de bola e o controle do jogo. Aos 44 minutos, o terceiro gol: Sophie Ingle marcou de cabeça, ampliando a vantagem.

Engano de quem pensou que com 3 a 0 no placar, o Chelsea diminuiria o ritmo. Com oito minutos da etapa final, Cuthbert foi lançada no campo ofensivo, driblou a zagueira e marcou um golaço para deixar a vantagem em 4 a 0.

Quatro minutos depois, England complementou a cobrança de escanteio de Cuthbert e fez 5 a 0 no placar. Ainda marcaram: Mjelde, Ramona Bachmann e Emily Murphy. A partida terminou com uma das atuações mais impressionantes do Chelsea na temporada. A equipe permitiu apenas um chute ao seu próprio gol, enquanto acertou 14 vezes a meta adversária.

Essa foi a quinta vitória seguida do Chelsea, chegou aos 35 pontos e continua em segundo lugar – com um jogo e um ponto a menos que o líder Manchester City, dependendo apenas de si para assumir a ponta. Já o West Ham está na oitava colocação, com 13 pontos.

Ficha técnica:

Chelsea: Telford; Blundell, Bright, Eriksson, Anderson; Mjelde, Spence, Ingle (Carter), Reiten (Bachmann); Cuthbert, England (Murphy). Técnica: Emma Hayes.

West Ham: Brosnan; Fisk, Flaherty, Vetterlein; Kvamme, Simic (Galabadaarachchi), Longhurst (Middag), Baunach; Dali; Lehmann, Kiernan (De Graff). Técnico: Matt Beard.

Brighton 1×0 Everton

Os adversários deste jogo vêm de campanhas contrastantes até agora na WSL. O nono colocado Brighton recebeu o quinto, Everton, no Broadfield Stadium, em Crawley.

Apesar da desvantagem na tabela, as donas da casa não se intimidaram e optaram por postura mais ofensiva nos primeiros minutos da partida. Aos 15 minutos, a sueca Amanda Nildén cruzou da esquerda para a pequena área e a artilheira nigeriana Ini Umotong finalizou para fora, rente à trave direita.

As Toffees chegaram a equilibrar o confronto nos minutos seguintes, mas quem abriu o placar foi mesmo o Brighton. Aos 39 minutos, após levantamento para a área visitante, Nildén ajeitou para o meio e Aileen Whelan fuzilou as redes da arqueira Alexandra MacIver: 1 a 0 para as Seagulls.

Na segunda etapa, o técnico Willie Kirk, do Everton, tentou mudar o panorama da partida ao substituir duas volantes por uma meia e uma atacante: Abbey-Leigh Stringer e Molly Pike deram lugar a Maéva Clemaron e Hannah Cain, respectivamente.

A melhor chance das visitantes veio aos 31 minutos. Após lançamento na ponta-esquerda, Cain invadiu a área e finalizou de canhota, exigindo boa defesa da goleira Megan Walsh. Nos minutos finais as Toffees partiram para o abafa, mas pararam na boa marcação do Brighton e na falta de inspiração de suas meio-campistas.

Com a vitória, as Seagulls seguem na nona colocação, mas abrem seis pontos para a zona de rebaixamento. Já as Toffees perdem a chance de ultrapassar o Manchester United, mantendo-se na quinta posição na tabela.

Ficha técnica:

Brighton & Hove Albion: Walsh; Barton, Kerkdijk, Le Tissier e Gibbons; Bowman, Connolly e Whelan; Green (Simpkins), Nildén e Umotong (Natkiel). Técnica: Hope Powell.

Everton: MacIver; Hinds, Finnigan, George e Turner; Stringer (Clemaron) e Pike (Cain); Boye-Hlorkah, Graham e Kelly; Kaagman (van Es). Técnico: Willie Kirk.

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Manchester City 2×1 Arsenal

O jogo da rodada ficou marcado pelo confronto do líder, Manchester City, contra o terceiro colocado Arsenal. Ao time londrino, o resultado era de suma importância para se manter vivo na disputa pelo título – na rodada passada, a derrota no clássico para o Chelsea por 4 a 1 dificultou a disputa pelo caneco.

Necessitando mais do resultado, as Gunners mantiveram o ritmo da partida do meio de semana, pela Copa da Liga, em que eliminaram o próprio City com atuação convincente. Mas apesar da pressão beirando os quase 60% de posse de bola, quem abriu o placar foram as mandantes.

Pouco antes do intervalo, aos 43 minutos, em confusão na área, a artilheira Pauline Bremer se aproveitou da disputa para abrir o placar. Se no primeiro tempo a rede demorou a balançar, no segundo foi ao contrário: logo aos quatro, em belo cruzamento de Keira Walsh, Lauren Hemp cabeceou com estilo para aumentar.

A partir daí, o volume do Arsenal voltou com um ritmo mais agressivo. A consequência veio logo aos 13 minutos, quando Daniëlle van de Donk diminuiu o prejuízo. Porém, não passou disso pela inconsistência prevalecer mais uma vez. Junto isso a organização das líderes da competição, o resultado terminou mesmo em 2 a 1.

O jogo foi o último do vitorioso treinador Nick Cushing pelo Manchester City. Desde 2013 no clube, o inglês venceu seis títulos, sendo um deles da FA WSL. Além desses, em 2016, foi premiado como treinador do ano. O treinador agora segue para os Estados Unidos, onde comandará o New York City na MLS.

O Manchester City, com um jogo a mais em relação ao Chelsea, agora é líder isolado, com 36 pontos, deixando o Arsenal para trás, em terceiro com 33 – e mais distante da briga pelo campeonato.

Ficha técnica:

Manchester City: Roebuck; Stanway, Houghton, Bonner, Stokes; Scott, Weir, Walsh,vHemp; Bremer (Wullaert), White. Técnico: Nick Cushing.

Arsenal: Zinsberger; Maier, Williamson, Schnaderbeck, McCabe; Roord, Nobbs, van de Donk; Evans, Miedema, Mead. Técnico: Joe Montemurro.

Liverpool x Birmingham; Tottenham x Bristol City (adiados)

Mais dois jogos foram adiados na WSL. Liverpool e Birmingham City se enfrentariam em Prenton Park, e Tottenham e Bristol City jogariam no The Hive Stadium. Mas ambas as partidas, por conta de más condições de campo, foram adiadas – um problema recorrente nesta temporada.

Classificação após 14 rodadas:
1º – Manchester City: 36
2º – Chelsea: 35 (-1 jogo)
3º – Arsenal: 33
4º – Manchester United: 19 (-2 jogos)
5º – Everton: 18 (-2 jogos)
6º – Reading: 18 (-1 jogo)
7º – Tottenham: 16 (-1 jogo)
8º – West Ham United: 13 (-2 jogos)
9º – Brighton & Hove Albion: 12
10º – Birmingham City: 7 (-3 jogos)
11º – Liverpool: 6 (-2 jogo)
12º – Bristol City: 6 (-2 jogo)

Próxima rodada (15ª de 22):
  • Everton x Liverpool, 09/02
  • Birmingham x Brighton, 09/02
  • Arsenal x Tottenham, 09/02
  • Bristol City x Reading, 09/02
  • West Ham United x Manchester City, 09/02
  • Manchester United x Chelsea, 09/02

Texto produzido por Hugo L'Abbate, Karyne Teixeira, Leonardo Parrela e Lucas Pires.