Os 10 maiores ídolos da história do Tottenham

A PL Brasil listou as maiores lendas dos Spurs

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Os 10 maiores ídolos da história do Tottenham
Catherine Ivill/Getty Images

Gols, títulos, amor à camisa… De diferentes formas, grandes jogadores marcaram seus nomes na história do Tottenham e viraram ídolos. A PL Brasil lista abaixo 10 grandes lendas dos Spurs.

Os 10 maiores ídolos da história do Tottenham

Paul Gascoigne

Gascoigne Tottenham
Simon Bruty/Allsport

O primeiro nome da nossa lista é do meio-campista inglês Paul Gascoigne. O camisa 8 performou com a camisa dos Spurs entre 1988 e 1992, com 112 partidas disputadas e 33 gols marcados. ‘Gazza‘, como é chamado pela torcida do Tottenham, venceu a Copa da Inglaterra da temporada de 1990/1991, sendo um dos grandes nomes daquela campanha.

Naquela FA Cup, Gascoigne marcou contra o Oxford, duas vezes contra o Portsmouth e novamente contra o Notts County. Mas o gol mais importante de todos daquela caminhada fora o da semifinal, diante do grande rival Arsenal. Considerado pela BBC o “Gol da Temporada”, Gascoigne foi o responsável por abrir o placar daquele jogo que findaria em 3 a 1 para os Spurs, com um balaço de falta, de muito longe da meta adversária.

Na final da competição, frente o Nottingham Forest, rompeu os ligamentos do joelho, mas isso não apagou todo o seu mérito naquela jornada. Em seu site oficial, o Tottenham o descreve como “um dos melhores do mundo e um dos maiores jogadores a vestir uma camisa do Spurs”. Mesmo tendo rumado a Lazio, da Itália, após a lesão, Gascoigne é considerado, até hoje um dos grandes nomes da era moderna do clube.

Gary Lineker

Considerado um dos melhores atacantes da história a passarem pela terra da Rainha, Gary Lineker marcou seu nome na história do Tottenham justamente na mesma época que Gascoigne. Ele ficou no clube de 1989 até 1992, tendo jogado 138 jogos e feito 80 gols com a camisa dos londrinos. Nas três temporadas em que jogou em White Hart Lane, foi o artilheiro em todas elas.

Assim como Paul, o único título de Lineker pelos Spurs foi a marcante FA Cup de 1990/1991. O atacante também foi essencial na vitória diante do Arsenal, marcando dois gols no duelo decisivo. Na final, teve um gol anulado e um pênalti desperdiçado, mas nada que viesse atrapalhar o clube a erguer aquela taça.

Individualmente, enquanto esteve no Tottenham, foi eleito o terceiro melhor jogador do mundo pela Fifa em 1991 e o Futebolista Inglês do Ano em 1992. Mesmo que seu clube do coração seja o Leicester, o camisa 10 marcou época nos Spurs com seus diversos gols e sua incrível sintonia com Paul Gascoigne, sendo um nome importantíssimo na história do clube.

Darren Anderton

Mais um dos ídolos da história do Tottenham, o meio-campista Anderton não podia ficar de fora dessa lista. Ele chegou aos Spurs em 1992, logo após as saídas de Lineker e Gascoigne, e por lá permaneceu durante 12 anos. Pelos Spurs, foram 364 jogos, sendo 229 pela Premier League, com 51 gols marcados e um título da Copa da Liga Inglesa em 1999.

Apesar de ter convivido com diversos problemas de lesões em mais de uma década no clube, Anderton é considerado por muitos como a referência técnica do Tottenham numa época de vacas magras. Além disso, ele sempre foi extremamente leal ao clube. Recusou propostas do Manchester United, Liverpool, Leeds e West Ham enquanto esteve em White Hart Lane, sempre mostrando total fidelidade ao clube.

Não fossem a série de vezes em que se machucou, Anderton talvez seria mais lembrado nos dias de hoje. Apesar de ser idolatrado pela torcida dos Spurs pela sua importância em momentos de baixa da instituição, o jogador não conseguiu marcar seu nome pela seleção inglesa, justamente pelos seus problemas físicos que o impediam de ter maior sequência.

Phil Cole/Getty Images

Teddy Sheringham

Mais um dos ídolos do Tottenham, Sheringham tem uma história curiosa pelo clube. Ele teve duas passagens em White Hart Lane – de 1992 a 1997 e de 2001 até 2003. Acontece que, esse tempo em que ele passou sem vestir a camisa dos Spurs, foi justamente por ter ido jogar no Manchester United. Essa transferência causou certa revolta na torcida.

Todavia, a cobiça do jogador de alçar voos maiores não o impediu de ficar entre um dos maiores da história do clube londrino. Isso porque, sempre que defendeu as cores do clube, foi personagem protagonista e decisivo, ainda que isso não tenha resultado em títulos. Foram 236 partidas pelos Spurs, com 97 gols marcados.

Ainda que seus grandes feitos na carreira realmente tenham sido no United, seus diversos gols pelo Tottenham são extremamente importantes na história do clube. A solidez dos dias de hoje ainda não existia, então, por proporcionar boas campanhas na Copa da Inglaterra e na Copa da Liga, além de posições mais sólidas na tabela da PL, Sheringham cravou seu nome na história dos Spurs. Para que não se reste dúvida, em 2008 ele entrou no Hall da Fama da instituição.

David Ginola

Vindo do Newcastle logo após o clube deixar escapar a chance de ser campeão da liga, Ginola esteve inserido num cenário no qual o Tottenham não possuía nem estrelas e nem muito dinheiro. De 1997 a 2000, vestiu a camisa do clube londrino e marcou 22 gols em 127 partidas.

Dentre as temporadas, a mais marcante foi a de 1998/1999, na qual ele, com a camisa 14, elevou o patamar do clube. Mesmo sem tanta badalação, bateu de frente com os melhores e mais ricos times da Inglaterra e foi campeão da Copa da Liga Inglesa.

No caminho, eliminaram os gigantes Liverpool e Manchester United, sendo a partida frente os Red Devils uma das melhores de toda a sua carreira. Esta foi a única competição que os Diabos Vermelhos não venceram naquele ano, muito por conta do brilho de Ginola.

Esta incrível temporada não só rendeu o título ao Tottenham, como os prêmios de Jogador do Ano pela PFA e Futebolista do Ano pela PFA – a primeira vez que um jogador de um clube de fora dos quatro primeiros viria a ganhar a premiação. Com aparência e estilo de estrela de cinema, David encantou a torcida dos Lilywhites durante a sua passagem. Em 2008, assim como Sheringham, também entrou no Hall da Fama do clube.

Leia mais: David Ginola: o artista francês que quase conquistou a Inglaterra

Harry Kane

Mesmo ainda não tendo se aposentado e nem conquistado títulos pelo clube, Harry Kane é um dos grandes ídolos da história do Tottenham.

Em mais de 200 jogos trajando a camisa 10 dos Spurs, o artilheiro é o símbolo de um novo Tottenham. Ao lado de nomes como Heung-min Son e Mauricio Pochettino, foi um dos principais responsáveis não só pelos gols, mas também pelas históricas campanhas.

Ainda que vez ou outra precise enfrentar problemas com lesões, quando em campo, corresponde com ótimas atuações de forma regular. Seu faro de gol e liderança técnica fizeram o Tottenham deixar de ser um time de meio de tabela e figurar, ano após ano, entre os candidatos a título da Premier League. Na temporada na qual o Leicester foi campeão, os Spurs terminaram em terceiro lugar e Kane foi o artilheiro da liga com 25 gols.

Kane Tottenham
Catherine Ivill/Getty Images

Já na temporada seguinte, o Tottenham foi o vice, e Kane novamente foi artilheiro, dessa vez com incríveis 29 gols. Em 2018/2019, um dos feitos mais incríveis do clube também teve ele como protagonista: chegaram a final da Champions League, algo que nunca havia acontecido na história da agremiação.

Os títulos ainda não vieram, mas Kane, quando em forma e dentro de campo, continua performando em alto nível. É o grande desse símbolo desse Tottenham que, hoje, é considerado uma das grandes potências da Europa. Mesmo sem sabermos como findará a sua passagem pelos Spurs, podemos afirmar que Harry Kane estará marcado no hall de ídolos do clube.

Osvaldo Ardiles

Baixinho e habilidoso, Osvaldo Ardiles – ou Ossie Ardiles, como foi apelidado pela torcida -, chegou ao White Hart Lane em 1978, logo após ter sido campeão do mundo com a Argentina naquele ano. Para que o argentino se adaptasse sem maiores dificuldades, o clube também trouxe Ricardo Villa, seu compatriota, o que já mostrava a importância dada desde a sua chegada.

Pelos Spurs, jogou durante 10 anos – ainda que com empréstimos durante o percurso – e foi campeão de duas Copas da Inglaterra e uma Copa da Uefa – atualmente Europa League. Dentre os fatos marcantes que o transformaram em ídolo do Tottenham está a semifinal da Copa da Inglaterra, em 1982, jogo que aconteceu um dia depois da Guerra das Maldivas. O confronto, que havia acontecido entre ingleses e argentinos, respingou no jogador, que foi vaiado durante toda a partida.

Ele não deixou se abalar, deu uma assistência, levou seu time para a final e foi aplaudido pela torcida, fazendo com que gritassem “Argentina!” em meio a uma guerra entre os dois países. A guerra atrapalhou a sua passagem pelo clube, pois foi transformado em bode expiatório em meio ao conflito e precisou ser emprestado ao PSG. Contudo, não apagou os seus feitos e destaques que colocaram o clube em patamar de protagonismo nacional e internacional, e um dos grandes ídolos do Tottenham.

Leia mais: Ossie Ardiles: um argentino na Inglaterra, em plena guerra das Malvinas

Steve Perryman

Primeiro defensor da nossa lista, Perryman passou 17 anos no Tottenham, clube no qual foi campeão, se tornou um dos grandes ídolos e estabeleceu diversos recordes. Foram incríveis 854 jogos, 39 gols marcados e seis títulos conquistados – entre eles, duas Copas da Inglaterra e duas Copas da Uefa.

Foi eleito em 1982 como o futebolista do ano, capitaneou os Spurs por 11 anos e ainda detém, até os dias de hoje, o recorde de ser o jogador com o maior número de jogos pelo clube.

No site do clube, é descrito como “o mais leal e uma das figuras mais respeitadas da história do Tottenham Hotspur”, sendo ele uma figura de liderança técnica, física e moral na defesa e no time. Para além dos títulos e recordes, Perryman é um daqueles exemplos de ídolo que a imagem do jogador está diretamente ligada com o próprio clube.

Evening Standard/Hulton Archive/Getty Images

Ray Clemence

Penúltimo da lista, segundo defensor e único goleiro, Ray Clemence esteve nos Spurs durante sete anos, entre 1981 e 1988. Venceu uma Copa e uma Supercopa da Inglaterra, além de uma Copa da Uefa, num total de 240 partidas jogadas.

Durante seu tempo defendendo o clube, Clemence, que chegou no Tottenham após ter passado anos no Liverpool sendo protagonista, foi o responsável por melhorar uma defesa que havia tomado 68 gols em 42 jogos da liga na temporada anterior. Haviam dúvidas se ele ainda poderia desempenhar em alto nível, mas os números e títulos provaram o contrário.

Em seu primeiro ano, o time tomou 20 gols a menos no campeonato, e o décimo lugar da temporada passada se transformou em uma quarta posição. Mesmo perdendo alguns jogos importantes em virtudes de lesão, a presença de Ray no gol do Tottenham era sinônimo de segurança, e, para a posteridade, idolatria.

Keystone/Getty Images

Jimmy Greaves

Por último, mas com certeza não menos importante, o maior artilheiro e um dos grandes ídolos da história do Tottenham, Jimmy Greaves. Atacante, ele jogou com a camisa de número 8 dos Spurs em um total de 379 partidas e marcou incríveis 266 gols. Passou nove anos no clube, de 1961 até 1970, sendo artilheiro em absolutamente todos eles.

Venceu duas vezes a Copa e a Supercopa da Inglaterra e levou o Tottenham ao título da Recopa Europeia. A conquista foi a primeira de um primeiro time britânico no cenário internacional. Greaves tanto jogou ao lado de outras estrelas da época, a exemplo de Cliff Jones e Bobby Smith, como também carregou o protagonismo pelo clube de forma independente, sendo a referência técnica quando os Spurs perderam nomes importantes.

Em sua passagem, o clube viveu uma época de ouro. Além dos títulos mencionados, chegou na semifinal da Copa dos Campeões – antiga Champions League – da temporada 1961/1962 e conseguiu um vice-campeonato e um terceiro lugar no Campeonato Inglês. A incrível sequência de temporadas de Greaves como artilheiro o fez não só um dos maiores jogadores do clube, como também da Inglaterra, tendo ele figurado no elenco campeão do mundo em 1966.

Jimmy Greaves Tottenham
Douglas Miller/Keystone/Getty Images

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