West Ham
Glenn Murray, com dois gols, castigou a defesa do West Ham (Foto: Reprodução/Twitter Oficial/Premier League)

Questionado se Slaven Bilic estava por um fio pouco antes da bola rolar no Estádio Olímpico nesta sexta (20), o coproprietário do West Ham United, David Sullivan, falou em “honrar” o contrato com um funcionário as menos que tudo ficasse “desesperador”.

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Seria um oásis de consideração numa Premier League que já teve as demissões de Frank de Boer e Craig Shakespeare? A acachapante derrota por 3 a 0 para o Brighton & Hove Albion vai testar a tal “honra” de Sullivan com o técnico croata.

O desalento é geral. Os Hammers foram facilmente derrotados pelos Seagulls, que não venciam fora de casa na elite desde 1983. De quebra, foi a maior derrota dos londrinos para uma equipe promovida desde os 5 a 1 para o WBA, em novembro de 1931.

O curioso é que o West Ham teve na partida cerca de 65% de posse de bola, mais que o dobro de chutes e o triplo de escanteios com um elenco consideravelmente melhor. Por sinal, é a equipe que mais cruza na área do campeonato, com 215 tentativas.

Desempenho do West Ham abaixo da crítica

Apontar o dedo para Bilic seduz qualquer análise inicial. Ele mesmo parece reconhecer que está num barco furado, com se sua expressão corporal indicasse um técnico que não está mais no controle da situação como esteve em 2015/16, quando levou o time ao 7º lugar.

Não se trata de uma situação exatamente inédita para o West Ham, que trocou de estádio e venceu apenas duas das primeiras sete partidas no Olímpico. Bilic sobrevivei para contar a história da recuperação, encerrando a temporada 2016/17 na 11ª posição.

O péssimo desempenho em casa acaba chamando atenção pela troca de estádios, mas a realidade é que os Hammers não estão jogando bem em lugar nenhum. O ataque ainda guarda alguma esperança pelos nomes, mas a defesa lembra um time da League Two.

São 18 pênaltis cometidos desde 2015, quatro a mais do que qualquer outra equipe no campeonato. Nenhuma equipe concedeu mais gols de cabeça (5) que eles nesta temporada. Nenhuma equipe concedeu mais gols de bola parada (6) que os Hammers.

West Ham
Nenhum time cometeu mais pênaltis que o West Ham (18) na Premier League desde a chegada de Bilic, em junho de 2015 (Foto: Reprodução/Twitter Oficial/Premier League)

Nem mesmo Joe Hart, goleiro titular da seleção inglesa, foi capaz de trazer estabilidade- com falhas consideráveis no caminho, como ontem contra o Brighton. O arqueiro só não foi vazado em três dos nove jogos nesta temporada, um dos piores índices do campeonato.

De quem é a culpa?

Bilic, claro, tem uma parcela considerável por não conseguir ressuscitar uma equipe sem ânimo, que se desmancha a cada gol sofrido. A confiança em níveis tão baixos drena qualquer esperança de organização tática – e neste sentido, o croata tentou de tudo.

A linha tênue entre a falta de confiança e a falta de vontade deixa em aberto a hipótese de um relacionamento ruim entre comissão técnica e jogadores, mas se os caciques do elenco quisessem derrubá-lo tão veementemente, poderiam ter pedido a cabeça dele muito antes.

A diretoria, em tese, entregou contratações com certo renome, mas pouco atenção deu ao fato que, desde os novos donos assumiram, vem contratando jogadores no atacado, principalmente atacantes, sem se preocupar com o rendimento.

Só pra ficar nos exemplos recentes, Simone Zaza e Jonathan Calleri passaram pelo West Ham e não deixaram saudades. Hoje, são titulares em equipes da La Liga. Faltou suporte para adaptar esses jogadores ao time? Sentiram-se bem-vindos?

A diretoria parece hoje mais preocupada em sustentar um status que, em campo, não possui. O tal projeto de chegar às primeiras posições, competições europeias, simbolizado pela troca de estádio, naufragou em campanhas recentes que flertam com a Championship.

Se há alguma esperança, o West Ham resgatou seus bons momentos ao enfrentar o rival Tottenham. Na quarta (25), as equipes se enfrentam pela Copa da Liga Inglesa no Wembley. No sábado, confronto de desesperados com o Crystal Palace, fora de casa.

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