Por Rodrigo Jufo

Sexto na Premier League e fora da zona de classificação para a próxima Champions, o Arsenal vive a expectativa da chegada de um atacante para fazer Alexis Sánchez virar só mais um jogador do passado. O clube londrino se aproxima de acertar a transferência de Aubameyang, um dos pilares do Borussia Dortmund.

Mas além de gols, a diretoria e, principalmente, a torcida dos Gunners espera que Auba chegue para iniciar um novo ciclo no clube.

Órfão de um grande centroavante artilheiro desde 2007, quando Thierry Henry trocou Londres por Barcelona, o Arsenal vem apostando em diferentes nomes, com diferentes estilos e nacionalidades para ser o grande homem do ataque do clube.

A primeira aposta foi Emmanuel Adebayor. O togolês grandalhão veio do Monaco ainda em 2006, e foi reserva de Henry nos primeiros anos. Logo com a saída do francês, assumiu o ataque do clube e, em sua primeira temporada, marcou 30 gols em 48 jogos, não conquistando nenhum título, mas terminando a Premier League na terceira colocação.

Na temporada seguinte, após um início ruim de Adebayor, veio a segunda aposta dos Gunners roubar sua posição de titular: Robin Van Persie.

Atacante com características diferentes, Van Persie muitas vezes jogou ao lado do centroavante togolês, mas foi em 2009 que ele começou a buscar mais o gol.

Enquanto na temporada anterior o holandês marcou apenas 9 gols, em 23 jogos, no período entre 2008 e 2009, Van Persie ganhou mais oportunidades como atacante referência e terminou a temporada com 20 gols em 44 jogos, sendo 11 gols na Premier League, um a mais que Adebayor.

Robin Van Persie se tornou a referência do ataque dos Gunners e assim ficou até a temporada 2012/13. Nem a volta de Henry, em 2012, para encerrar a carreira no clube, apagou o bom desempenho de Van Persie.

Porém, após oito anos de clube, o atacante pediu para sair, dando início a uma longa novela. O destino era o Manchester United, com quem assinou após uma negociação que envolveu aproximadamente 23 milhões de libras.

O fato de não ter um time brigando por grandes títulos incomodava Van Persie, que, por sua vez, forçou sua saída para o Manchester United e conquistou a sonhada Premier League, sendo artilheiro da competição.

Sem Van Persie, e também sem Adebayor que já havia partido para o Manchester City em 2009, o Arsenal precisava de um novo atacante matador.

O técnico francês Arsène Wenger, então, decidiu fazer uma aposta francesa. Campeão e artilheiro da Ligue 1, após derrotar o recém-milionário PSG, Olivier Giroud era a sensação e aposta do Arsenal para o ataque.

Rivalidade acirrada em Londres. (AP Photo/Sang Tan)

Em sua primeira temporada, Giroud marcou 17 gols, em 47 jogos, quatro a menos que Theo Walcott, artilheiro do time na temporada.

Na sequência, o clube londrino resolveu dar mais uma oportunidade a Giroud e, em vez de trazer um nome para o ataque, trouxe um meia: Mesut Ozil. Destaque do Real Madrid, o alemão ficou sem espaço com a chegada de Bale no clube merengue e parecia ser a peça certa para servir o atacante francês.

Em 51 jogos, Giroud marcou 22 gols, e ao final da temporada conquistou a FA Cup, feito que encerrou oito temporadas de jejum de títulos dos Gunners.

Ainda sem 100% de confiança de Giroud como grande nome do ataque, o Arsenal começou a temporada 2014/15 apostando em outro jovem nome no mercado: Alexis Sanchez.

Veloz e habilidoso, Alexis era outro estilo de atacante, totalmente diferente de Adebayor, Van Persie e Giroud, que Wenger apostava para ser o substituto de Henry.

Em sua primeira temporada, Alexis Sanchez marcou 25 gols, seis a mais que Giroud. O chileno foi peça importante no bicampeonato da FA Cup e na conquista da Supercopa da Inglaterra.

Além dos dois troféus, o terceiro lugar na Premier League também ganhou destaque, após dois anos seguidos na quarta colocação.

Alexis Sánchez

Com Sanchez, o torcedor e a diretoria do Arsenal passaram a se preocupar com outros setores do time, como meio e defesa, mas ainda assim não deram o “salto” que precisavam para voltar a conquistar a Premier League.

Foi a falta desse “salto” que fez com que Van Persie forçasse sua saída para o United e que também deixou Alexis incomodado. Mesmo com boas atuações, o chileno não conseguiu levar a equipe a um título de expressão e mostrou descontentamento com as contratações do clube.

Aliando isso tudo ao assédio de times como Manchester City e Chelsea, o chileno decidiu deixar os Gunners. Insatisfeito com o potencial do time para disputar grandes torneios, Alexis Sanchez endureceu suas pedidas para uma renovação de contrato e protagonizou grandes novelas nos tabloides britânicos.

Em meio a isso tudo, o Arsenal contratou no início da temporada 2017/18, o francês Alexandre Lacazzette, artilheiro e destaque do Lyon, por 47 milhões de libras, mostrando que o substituto de Sanchez estava escolhido.

O camisa 7 não saiu na janela de inverno e os rumores de uma transferência gratuita para o City ao final da temporada aumentava cada vez mais, até que Jose Mourinho entrou em campo.

Com uma oferta surpresa, o Manchester United chegou com tudo para levar Sanchez para o Old Trafford e aplicar em balão no rival azul. Os Red Devils ofereceram Mkhitaryan, jogador armênio que se destacou pelo Borussia Dortmund e que estava sem muito espaço com Mourinho.

Para evitar a perda de Sanchez de graça, o Arsenal aceitou a troca e encerrou a novela com o atacante chileno. Porém, o clube londrino parece não apostar em Lacazzette como o principal homem do setor.

A transferência de Aubameyang pode colocar os Gunners em outro patamar. Em 212 jogos, Auba balançou as vezes 141 vezes pelo Borussia. Será que ele consegue repetir o sucesso nos Gunners?

Por Rodrigo Jufo

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