A atitude do meia do Manchester City, Yaya Touré, de doar 100 mil libras às vítimas do ataque terrorista cometido no último dia 22 de maio e reivindicado pelo Estado Islâmico coloca a classe dos jogadores de futebol em um patamar diferente. Segundo a SkySports, o próprio Touré e seu agente ficaram responsáveis pelo repasse da quantia.

Jogadores de futebol normalmente são associados ao luxo, fama, carros esportivos e todo o tipo de ostentação. Tudo isso com certa razão. As festas muito divulgadas dos jogadores são mais divulgadas e comentadas que as grandes atitudes humanitárias dos atletas.

Porém, em determinadas situações, estes jogadores de futebol se transformam e deixam de lado a pose de ricaços para colocar os pés no chão. Muitos voltando às suas origens e outros se solidarizando com tragédias globais.

Atualmente, o maior dos “popstars” é Cristiano Ronaldo. Ídolo do Manchester United, do Real Madrid, e quatro vezes eleito o melhor jogador do mundo, é excêntrico, adora se olhar nos telões e aparecer em festas. Porém, o que poucos sabem, é das atitudes filantrópicas do português.

Em 2014, Ronaldo doou 83 mil dólares a um fã de dez meses que precisava de uma cirurgia de urgência no cérebro. A criança tinha displasia cortical, doença que era responsável por até 30 ataques de epilepsia por dia. Em 2012, o gajo também bancou o tratamento de câncer de um menino de 9 anos de idade.

Outro craque que manda muito bem fora de campo é Didier Drogba. O ídolo do Chelsea prometeu construir cinco hospitais na Costa do Marfim, sua terra natal, e já financiou a construção do primeiro. A obra girou em torno de 1 milhão de dólares e atenderá famílias sem condições financeiras. A expectativa é que o centro médico atenda 50 mil pessoas por ano, sempre sendo gerida pela Didier Drogba Foundation.

David Beckham foi mais um astro que realizou atitude parecida. O inglês assinou com o PSG em janeiro de 2013 por seis meses para encerrar a carreira. O meia receberia 197 mil euros por semana, quatro milhões de euros ao fim do contrato, e então decidiu doar toda a quantia a uma instituição de caridade que ajudava crianças carentes em Paris.   

Durante o surto de ebola no fim de 2014, a FIFA organizou uma campanha de apoio ao combate de doença na áfrica. O “FIFA 11” contou com a ajuda de atletas como Neymar, Cristiano Ronaldo, Didier Drogba, Philipp Lahm, Gareth Bale e Gérard Piqué, entre outros. A campanha “Together, we can beat Ebola” (Juntos, podemos combater o Ebola) visava conscientizar as pessoas dos perigos de contágio da doença.

Jermain Defoe mantém fundação na Inglaterra (JermainDefoeFoundation.org)

Além de atitudes isoladas, grandes nomes do futebol possuem fundações de auxílio a crianças e jovens carentes. No Brasil, Cafu, Ronaldo Fenômeno, Neymar e Raí mantém instituições filantrópicas conhecidas. Em outros países, Cristiano Ronaldo, Jermain Defoe e Messi, por exemplo, financiam instituições do mesmo tipo.

Terrorismo em Manchester

Dezenas de pessoas foram atingidas diretamente pela explosão de um homem-bomba nas proximidades da Manchester Arena, local onde era realizado o show da cantora Ariana Grande. Foram 22 mortes confirmadas até o momento e 59 pessoas feridas.

Segundo a imprensa inglesa, jogadores do Manchester City, além da família do treinador Pep Guardiola, estavam presentes no evento, mas não se feriram.

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Estudante de Jornalismo da Universidade Estadual de Londrina. Apaixonado por futebol inglês desde os Invencibles do Arsenal em 2004. Bergkamp é o rei de Londres, Henry é o príncipe.

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