O futebol holandês foi festejado em todo o mundo por quase 50 anos e a contribuição de jogadores como Dennis Bergkamp, ​​Robin van Persie, Arjen Robben e Ruud Gullit para a Premier League é imensurável.

Mas as características de diálogo simples dos técnicos holandeses nem sempre foram tão bem-sucedidas, algo que Ronald Koeman está descobrindo no Everton, após quatro derrotas da liga em seis jogos.

Ele não é o primeiro Manager da Holanda a enfrentar problemas. Mesmo os vencedores de troféus – Gullit e Louis van Gaal – foram demitidos, enquanto Frank de Boer durou apenas quatro jogos no comando do Crystal Palace nesta temporada.

Analisamos os oito técnicos holandeses que já passaram pela Premier League, e o motivo pelo qual muitos deles não alcançaram o sucesso esperado.

 

RUUD GULLIT (Chelsea 1996-98, Newcastle 1998-99)

Foto: Getty Images

Gullit chegou ao Stamford Bridge como uma super estrela sob o comando do técnico Glenn Hoddle. Foi uma decisão ousada do presidente Ken Bates colocar o novato no comando dos Blues, quando o próprio Hoddle deixou o Chelsea para assumir a seleção inglesa.

Gullit deu origem a frase “Futebol Sexy” e tudo parecia bem em Londres quando o Chelsea venceu a FA Cup em 1997.

Mas o forte temperamento de Gullit, um tema recorrente entre os gerentes holandeses, alegadamente causou problemas nos bastidores e, no início de 1998, ele foi demitido quando o Chelsea ocupava surpreendentemente a vice-liderança da liga.

Seu tempo em Newcastle reservou outra final da FA Cup em 1999, mas colocar Alan Shearer no banco em um Derby de Wearside foi assinar o seu atestado de óbito. Gullit era uma personalidade poderosa, mas contra o Shearer no Newcastle só haveria um vencedor.

Avaliação de sucesso: 5/10

 

MARTIN JOL (Tottenham 2004-07, Fulham 2011-13)

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Jol teve experiência no futebol inglês como jogador do West Brom e Coventry, e assumiu o comando no White Hart Lane, dando um grande passo em sua carreira.

Ele liderou o clube em duas temporadas sucessivas em quinto lugar, mas também houve um relacionamento tenso com o diretor de futebol Damien Comolli e, mais significativamente, com o atacante Dimitar Berbatov.

Uma vitória nas primeiras 10 partidas da liga em 2007-08 o levou a demissão, mas ele permaneceu popular entre os torcedores dos Spurs, que ficaram horrorizados com a chegada premeditada de Juande Ramos.

Mais tarde ele ressurgiu no Fulham, mas o desempenho foi horrível. Jol liderou uma série de 16 derrotas em 24 jogos, e uma goleada sofrida por 3 a 0 contra o West Ham foi a última gota.

Avaliação de sucesso: 5/10

 

GUUS HIDDINK (Chelsea 2009 como interino, Chelsea 2015-16 como interino)

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Hiddink, muito experiente, é o cara que Roman Abramovich sempre chama quando tem uma crise gerencial. Hiddink parece ter uma maneira melhor de lidar com estrelas de grandes egos do que muitos de seus compatriotas.

Em fevereiro de 2009, Hiddink recebeu o convite para assumir o resto da temporada depois que os jogadores do Chelsea decidiram que Felipe Scolari não era para eles. O Chelsea terminou a temporada batendo o Everton por 2 a 1 em Wembley, conquistando a FA Cup.

Um dos vencedores daquele título, Frank Lampard, colocou o sucesso do técnico nesta frase: “Ele diz as coisas simples e trabalha duro taticamente para nos organizar um pouco melhor”.

Não houve troféus na segunda experiência de Hiddink à frente do time principal em 2015-16, mas após o estado de descontentamento do Chelsea na segunda passagem de José Mourinho, eles ficaram satisfeitos em terminar a Premier League na metade superior da tabela.

Avaliação de sucesso: 7/10

 

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RENE MEULENSTEEN (Fulham 2013-14)

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Ele construiu sua reputação ao longo de seis anos como assistente de Sir Alex Ferguson no Manchester United, mas durou apenas dois meses como técnico no Fulham.

Meulensteen foi recrutado para substituir Martin Jol e o dono Shahid Khan queria um pouco do atraente futebol holandês para embelezar o time londrino.

O plano durou apenas 74 dias durante os quais Meulensteen ganhou apenas três jogos e o Fulham foi eliminado da FA Cup em casa pelo Sheffield United, na época da League One.

O time estava no fundo do poço quando ele foi demitido, e a substituição por Felix Magath não conseguiu salvá-los do rebaixamento.

Avaliação de sucesso: 2/10

 

LOUIS VAN GAAL (Manchester United 2014-16)

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Van Gaal recebeu algumas críticas selvagens durante duas temporadas no Old Trafford. Paul Scholes afirmou: “Não é uma equipe na qual eu teria gostado de jogar. O estilo não é algo que Sir Alex Ferguson teria adotado”.

O holandês se classificou para a Liga dos Campeões em sua primeira temporada, mas não conseguiu dar seguimento, pois o United foi eliminado na fase de grupos e em seguida, pelo Liverpool na Liga Europa.

Ironicamente, os últimos três meses de seu comando foram seus mais bem sucedidos, ganhando a FA Cup e lutando consistentemente com o rival City na liga para terminar entre os quatro primeiros, o que não aconteceu.

Van Gaal deixou algum tipo de legado, lançando os jovens talentos Marcus Rashford e Anthony Martial.

Avaliação de sucesso: 6/10

 

RONALD KOEMAN (Southampton 2014-16, Everton 2016-)

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Um dos melhores defensores da Europa em sua época jogando pelo Barcelona e pela seleção holandesa, Koeman não tem conseguido manter essas expectativas como Manager na terra da rainha: até agora não conseguiu conquistar títulos na Inglaterra.

Ele foi bem-sucedido no Southampton, quebrando duas vezes o recorde de pontos da Premier League do clube e terminando em sexto lugar na sua segunda temporada. Com este retrospecto, partiu para o Goodison Park.

Sua primeira temporada em Merseyside foi interessante, conquistando uma vaga de qualificação para a Europa League, mas os dois primeiros meses de 2017-18 foram um desastre, apesar de um grande mercado de transferências no verão, ao adquirir Jordan Pickford, Michael Keane, Gylfi Sigurdsson e o retorno de Wayne Rooney .

Koeman até aqui não produziu resultados com o Everton, sendo derrotado em quatro dos seus últimos cinco jogos da Premier League e tendo apenas um ponto de duas partidas na Europa League.

Avaliação de sucesso: 5/10

 

DICK ADVOCAAT (Sunderland 2015)

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O atual técnico da seleção holandesa já havia levado os Rangers para a final da Liga Europa e conseguiu uma grande fuga no Sunderland antes de decidir no início da temporada seguinte, que ele não gostaria de tentar novamente.

O Sunderland estava na zona de descenso no dia 25 de abril, mas os Clean Sheets no próximos três jogos contra o Everton, Leicester e Arsenal, preservou os Black Cats na Premier League.

A boa opinião formada em relação a Advocaat o persuadiu a reverter uma decisão anterior de sair. Mas depois de um mercado de transferências lento no verão, ele deixou o clube após não ter conquistado nenhuma vitória nas primeiras oito partidas em 2015-16, e desta vez foi Sam Allardyce o escolhido para tentar fazer um milagre.

Avaliação de sucesso: 4/10

 

FRANK DE BOER (Crystal Palace 2017)

Foto: Getty Images

O ex-treinador do Ajax e da Inter de Milão deixou um recorde indesejável na Premier League, sendo demitido depois de apenas quatro partidas, todas elas com derrotas e sem marcar um único gol.

O presidente Steve Parish nomeou De Boer para supervisionar uma mudança de estilo depois que Sam Allardyce salvou o Palace do rebaixamento, mesmo jogando um futebol de péssima impressão artística.

Mas sérias dúvidas começaram a surgir na sala de imprensa do Selhurst Park depois de apenas um jogo: uma embaraçosa derrota por 3 a 0 em casa para o recém-promovido Huddersfield.

Houve melhora no próximo jogo em Liverpool (0-1), mas tudo voltou ao “normal” depois de uma derrota em casa para o Swansea (0-2), com importantes membros da equipe sentindo-se menosprezados pela atitude do holandês, como Damien Delaney.

Uma derrota por 1 a 0 em Burnley – ironicamente o seu melhor desempenho – fechou o destino de De Boer e o clube girou em 180 graus em termos de estilo, trazendo Roy Hodgson. O único ponto positivo na passagem de Frank foi a vitória sobre o Ipswich na Copa Carabao.

Avaliação de sucesso: 1/10 

Texto originalmente escrito por Joe Bernstein, do Mail Online. Para ver o conteúdo em inglês, clique aqui.

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Defensor assíduo do futebol inglês

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