Novo esquema, novas descobertas? O início da campanha do Manchester City nessa temporada da Premier League passa a impressão de que, finalmente, o técnico Pep Guardiola tem à disposição um verdadeiro arsenal de opções para montar a equipe.

A recente lesão do capitão Vincent Kompany forçou o espanhol a explorar uma nova formação, que vem se mostrando extremamente eficiente nos últimos jogos. Seria um sinal de que o elenco é versátil o suficiente para levar perigo aos adversários e vencer os jogos em qualquer modelo tático?

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Nos dois primeiros jogos da temporada, contra Brighton e Everton, o City jogou no esquema do 3-5-2, com Danilo e Walker como alas e a linha defensiva montada com três zagueiros: Kompany, Otamendi e Stones.

Foram apresentações intensas do time, que explorou bem os lados do campo para construir as ações ofensivas e não sofreu contra-ataques com frequência. Mas a produção ofensiva não foi tão expressiva.

A vitória por 2 a 0 contra o Brighton e o gol solitário marcado no empate contra o Everton mostraram que ainda era necessária uma melhora na articulação das jogadas no momento ofensivo.

O primeiro teste veio contra o Bournemouth, na casa dos Cherries. Guardiola colocou o jovem Stones no banco e organizou a defesa com uma linha de quatro jogadores clássica, com a estreia de Benjamin Mendy na lateral esquerda, acompanhado por Danilo do outro lado.

Apesar da pressão exercida durante o jogo, o City teve muitas dificuldades para vencer por 2 a 1, com um gol polêmico de Sterling no final da partida. Ainda não foi a partida ideal do estrelado conjunto.

A formação com três zagueiros voltou no confronto com o Liverpool, que o time de Manchester goleou por 5 a 0. Mas o placar teve grande influência da expulsão de Sadio Mané no primeiro tempo, que desestabilizou os Reds e facilitou o trabalho ofensivo do City.

As partidas seguintes foram duas boas oportunidades para que Pep experimentasse novamente a formação com quatro homens na linha defensiva, três no meio campo e outros três no ataque.

A escalação inicial contra o Watford teve o trio ofensivo formado por Aguero, Gabriel Jesus e Sterling, que se movimentaram intensamente para construir a goleada por 6 a 0. Os três anotaram gols na partida e Aguero ainda deu uma assistência.

Contra o Crystal Palace, Jesus deu lugar a Leroy Sané, que foi o cara da vitória por 5 a 0, marcando um golaço e dando duas assistências.

Mais uma vez, Aguero e Sterling fizeram seus gols e participaram bastante do jogo, com trocas de posição constantes e ajudando na recomposição defensiva.

E olha que nem falamos do jovem Bernardo Silva, que entrou durante os dois jogos e foi titular na goleada contra o Feyenoord, pela Champions. Seja no 4-3-3 ou no 3-5-2, Guardiola tem nas mãos um elenco que mantém um estilo de jogo agressivo, mesmo trocando as peças.

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