Na estreia de Andy Carroll com a camisa claret & blue, em Upton Park, o West Ham não tomou conhecimento do Fulham e atropelou os vizinhos de Londres por 3×0, gols de Kevin Nolan, Winston Reid e Matty Taylor.

O centroavante, recém-contratado junto ao Liverpool, teve ótima exibição e dominou o jogo aéreo, sendo uma ameaça real à defesa dos Cottagers em toda bola alçada no campo de ataque. Apoiado pela velocidade e habilidade de Ricardo Vaz Te e a onipresença de Mo Diamé, Carroll ajudou os Hammers a construírem uma vitória tranquila, com poucos sustos e bastante presença ofensiva. Do outro lado, Kieran Richardson e Dimitar Berbatov estrearam sem brilho, ofuscados pela ótima atuação dos Irons.

A vitória deixa o West Ham com dois triunfos em três partidas, enquanto o Fulham só venceu a estreia, contra o Norwich. Na próxima rodada, que terá início no dia 15, os Hammers visitarão os Canaries e, logo em seguida, os Cottagers receberão os Baggies.

O jogo

Se os torcedores do West Ham ainda estavam inebriados pela estreia de Andy Carroll e pela apresentação de Yossi Benayoun, que retorna ao clube depois de cinco anos, eles logo tiveram algo melhor que comemorar. Antes de o primeiro minuto ser completado, um chutão do goleiro Schwarzer foi devolvido pelo zagueiro Collins, a bola viajou até o ataque dos Hammers e Carroll ganhou no alto da zaga, desviando a bola para Vaz Te. O português dominou no peito, dentro da área e entre dois marcadores, e serviu Nolan, que passava livre pela esquerda e encheu o pé, de primeira, para abrir o placar em Upton Park.

O Fulham, então, passou a tomar conta do terreno, chegando a ter mais de 60% de posse de bola, mas pouco conseguia criar. Já o West Ham, era mais objetivo. Aos 9, de novo se utilizando do tamanho de Carroll, Vaz Te cruzou da direita, o grandalhão escorou de cabeça e Diamé pegou de primeira, na entrada da área, para boa defesa de Schwarzer.

Aos 12, em descida pela esquerda, Vaz Te tabelou com O’Brien, invadiu a área e bateu na rede pelo lado de fora.

Aos 16, Carroll ganhou no alto de novo, Vaz Te dominou de costas pra zaga e ajeitou para Nolan, que invadia pela direita. O skipper tentou fazer por cobertura, mas falhou por pouco.

O West Ham dominava o jogo e rondava a área do Fulham, finalizando e cruzando bolas na cozinha dos Cottagers. No lado oposto, Rodallega se sentia sozinho e isolado, sem ter com quem dialogar e sendo um mero espectador da partida.

Tanto que o primeiro chute de fato do Fulham só veio aos 25 minutos, num chute fraco e rasteiro de Sidwell de fora da área, fácil para o goleiro Jaaskelainen.

Aos 29, finalmente veio o segundo gol, que já vinha sendo anunciado há muito tempo. Escanteio pela direita cobrado por Taylor e Reid subiu soberano no meio da área para cabecear com força e estufar as redes de Upton Park.

O jogo ficou um pouco insosso depois do segundo gol, com os dois times rondando a área contrária, mas sem conseguir produzir muita coisa. Mesmo assim, sem precisar criar, o West Ham chegou ao terceiro aos 41: a bola foi alçada na área por Collins, que cobrou falta quase do meio campo, o zagueiro Hangeland cortou, mas a bola sobrou quicando na entrada da área para Matty Taylor encher o pé de primeira, no canto esquerdo de Schwarzer, sem chances para o goleiro do Fulham.

Era tudo que os torcedores precisavam para fazer a festa no intervalo e soprar suas bolhas do fundo da alma.

Tentando mudar alguma coisa, Martin Jol voltou com Berbatov para o segundo tempo.

Carroll, do outro lado, seguia dominando o jogo aéreo, e o maior beneficiado era Vaz Te. O português, fazendo bom jogo, era a principal válvula de escape dos Hammers. Primeiro, logo aos 2 minutos, ele recebeu de Carroll e invadiu a área, mas finalizou muito alto. E, aos 6, sofreu a falta que originou o primeiro chute em gol da segunda etapa: na cobrança, Taylor encheu o pé e Schwarzer se enrolou pra defender, dando um susto na torcida do Fulham.

O West Ham dominava, ditado principalmente pelo ritmo do senegalês Diamé, que parecia estar em todos os lados do campo e querer participar de todos os lances da partida.

Aos 23, a ovação do dia: Andy Carroll sentiu uma lesão, aparentemente leve, e deu lugar a Carlton Cole, saindo estrondosamente aplaudido por um Upton Park lotado e de pé. Ótima estreia do centroavante inglês.

O Fulham tinha pequenos períodos de domínio, e um deles veio por volta da metade da segunda etapa, quando o West Ham passou a ter um pouco mais de dificuldade em manter a posse de bola. E, tal qual no primeiro tempo, a primeira defesa de Jaaskelainen só veio depois de 25 minutos de bola rolando: após escanteio originado por boa jogada de Berbatov, a bola sobrou para Sidwell, que bateu meio sem ângulo para defesa do goleiro Hammer.

Aos 28, Duff encontrou Berbatov na entrada da área, o búlgaro fez bem o pivô e ajeitou para batida de primeira de Rodallega. Jaaskelainen começava a ter algum trabalho na peleja.

A partir de então, a partida diminuiu um pouco de velocidade, os Irons conseguiam fazer o tempo passar e os Cottagers já começavam a aceitar que o placar era irreversível.

Já no apagar das luzes, aos 44, Duff e Rodallega ainda tiveram boas chances de marcar o gol de honra dos visitantes, mas Jaaskelainen fez belas defesas e assegurou seu clean sheet. O West Ham devolvia os 3×0 que sofrera do Swansea na rodada anterior.

West Ham: Jaaskelainen, Demel (Hall), Collins (Tomkins), Reid e O’Brien; Diamé, Noble e Nolan; Vaz Te, Carroll (Cole) e Taylor

Fulham: Schwarzer, Riether, Hangeland, Hughes e Riise; Duff, Diarra, Sidwell e Richardson (Kacaniklic); Petric (Berbatov) e Rodallega

Gols: Nolan (1’), Reid (29’) e Taylor (41’)

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