Por Leandro Colombo

A janela de transferências internacionais, pelo menos para o Manchester United, parece estar encerrada desde a última quinta-feira (24/08), quando os Red Devils anunciaram um novo contrato com Ibrahimovic. O sueco, artilheiro absoluto da temporada anterior com 28 gols anotados em 46 jogos, parece ter sido a última cartada de José Mourinho, sem mais espaços para surpresas no famoso Deadline Day.

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Ibra se junta ao seu compatriota Victor Lindelöf, além de Matić e Lukaku, completando as quatro contratações para a temporada. Com posições e utilidades diferentes, é possível traçar um claro paralelo entre as peças: surge a face Manager de Mourinho.

Não é surpresa que a definição inglesa para “gerente” e o luso foram feitos um para o outro: seja pelo Chelsea, pelo Real Madrid, pela Inter e até mesmo pelo Porto, a característica mais peculiar do Special One é, inevitavelmente, ser o Manager do seu time. Mesmo fora da terra da Rainha, o que foi decisivo, inclusive, para que Mourinho aceitasse os contratos de trabalho com essas equipes.

Voltando às contratações, cada uma delas têm seus motivos facilmente explicados. Ibra retorna ao clube depois de mais uma grande temporada em sua carreira. Com média excelente para uma primeira temporada na Premier League, a relação entre ele e o United parece apenas ter “dado um tempo”. Em seu discurso na volta, Zlatan foi claro: “Estou de volta para terminar o que comecei. Sempre foi a minha intenção e do clube ficar”.

Seu, agora concorrente, (e por que não companheiro em ocasiões de jogo) Lukaku vem para preencher, regularmente, o center forward da ofensiva vermelha. Com destaques sucessivos a cada temporada pelos Toffees, é inegável que o jovem belga, de apenas 24 anos, é o dono da posição, e forte candidato, inclusive, à artilharia das competições da temporada.

Já no setor defensivo, Lindelöf e Nemanja Matić completam a lista de reforços. O primeiro é “namorado” desde a temporada passada por Mourinho, assumindo publicamente o desejo de contar com o jovem zagueiro. O segundo é, certamente, o que mais escancara uma indicação de Mou: o sérvio era peça fundamental no esquema do Gajo em seu segundo ano da volta ao Chelsea, onde juntos levantaram dois canecos: a Premier League e a Copa da Liga Inglesa, sendo que o meio-campista canhoto tinha duas garantias com Mourinho: titularidade e confiança absolutas.

Na primeira temporada de United, Mourinho mais trabalhou com o que tinha, do que exigiu contratações. Um fato costumeiro se observados os trabalhos nos outros clubes por onde passou. Como um método característico, Mourinho observa o que tem, decide quem não quer ter, faz seus próprios homens de confiança e, finalmente, esculpe, com suas próprias mãos, sua equipe-base.

Mourinho, claramente, se encontra na fase de moldar o time com base em seus princípios, embora já o tenha sutilmente começado e até mesmo colhido um resultado: Liga Europa 2016/2017.

Com mais tempo, mais peças e competições de maiores calibres no cenário europeu, ser otimista para esta temporada é mais do que natural. Entre Fellain’s, Mati’s, Jones e outros mais, suas escolhas podem até ser contestadas, só o que não dá pra negar é que, gostem ou não, Mourinho está para United, assim como United está para Mourinho. Se essa matemática resultará em títulos, aguardemos as variáveis de uma temporada para saber…

Por Leandro Colombo

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