A janela de transferências chegou ao seu auge, e os valores cada vez mais inflacionados assustam os torcedores brasileiros do Campeonato Inglês. Com as receitas “mais gordas” a cada temporada, os clubes britânicos não precisam se desfazer de seus principais atletas para equilibrar as contas e quando alguma equipe busca jogadores internamente as cifras sobem vertiginosamente.

Os valores assustam os torcedores, mas não as equipes da Premier League. Mesmo com os valores disparados, os times não se preocupam tanto assim em reduzir os valores. Ninguém precisa vender jogadores. Atletas medianos, e que se destacaram na última temporada, envolvidos em transferências com valores surreais se tornaram comuns até mesmo para os times menores da Inglaterra neste mercado europeu.

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O defensor Harry Maguire foi contratado pelo Leicester City, proveniente do rebaixado Hull City, por incríveis £17 milhões. Michael Keane e Jordan Pickford custaram caro aos cofres do Everton, £30 milhões cada, vindos respectivamente de Burnley e Sunderland. Nathan Aké, destaque da base do Chelsea, que nunca foi muito bem aproveitado na equipe principal, e partiu em retirada para o Bournemouth por £20 milhões.

Com 45 dias ainda por vir de janela de transferências aberta, deverão acontecer mais algumas loucuras deste verão insano dos clubes ingleses no mercado. O Swansea City bate o pé e fixa o preço de saída de seu astro Gylfi Sigurdsson por £50 milhões. Leicester City e Everton cobiçam o atleta e já sinalizaram propostas na casa dos £40 milhões.

Transferências com cifras elevadas desde o início do século XXI já estão sendo referenciadas a Premier League, mas agora ficaram banais com jogadores de talento mediano. A alternativa aos clubes de menor investimento é buscar no mercado de outras ligas. Swansea antes mesmo de perder o seu craque islandês, Sigurdsson, trouxe seu “substituto”, Roque Mesa, do Las Palmas, por apenas £11 milhões.

Os clubes do Campeonato Inglês seguem a trilha sem fim, que qualquer atleta, mesmo os não tão prestigiados, não saiam por menos de £20 milhões. Essas medidas parecem desleais com os times menores das outras ligas, mas impulsionam cada vez mais a Premier League como o melhor campeonato do mundo.

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  1. Sigurdsson é insubstituível. O cara salvou o Swansea do rebaixamento praticamente sozinho nas últimas 2 temporadas. Se vender, tem que ser por 50 milhões de libras e nenhum centavo a menos.

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