Wayne Rooney e Sam Allardyce podem levar a maioria dos aplausos por uma reviravolta excepcional do Everton, que baniu o medo do rebaixamento e fez o time subir rapidamente na tabela, mas é a excelente forma do trio juvenil Mason Holgate, Jonjoe Kenny e Dominic Calvert-Lewin que deveria ser o responsável pelo otimismo antes do ano novo.

Enquanto Allardyce tem estabilizado o que parecia ser um navio afundando, e as atuações de Rooney e Sigurdsson ajudaram a transformar um ponto em três com crescente regularidade, o sucesso recente do Everton tem sido baseado no trio de jovens acima mencionado, intensificando-se para empurrar o time azul para a frente em várias partes importantes do campo.

De Rooney, com 32 anos, que tem uma carreira consagrada, até o jovem Calvert-Lewin de 20 anos – a mistura da experiência com a exuberância juvenil – permitiu que os Toffees conseguissem 13 pontos de seus 15; marcando 11 e concedendo apenas dois no processo.

Uma diferença marcante da queda que viu a defesa do Everton sofrer 14 gols em três jogos durante a transição Koeman-Unsworth.

Na verdade, a recuperação do time simplesmente não teria sido possível sem os talentos consideráveis ​​dos que hoje são os três melhores jogadores jovens do país.

Conquistando a vitória por 3 a 1 contra o Swansea na última rodada com uma equipe de uma média de apenas 23,8 anos de idade, Allardyce colocou uma fé considerável em Holgate e Kenny, para ajudar a livrar o sistema defensivo do time de uma bagunça total.

Tal como acontece com todos os jovens talentos, a oportunidade tem que ser seguida de uma série de jogos durante o qual eles também têm a confiança depositada pelo técnico. Desde que Allardyce chegou ao clube, Holgate, em particular, melhorou acentuadamente devido ao tempo de jogo regular em sua posição privilegiada de defensor central.

Foto: Getty Images

Às vezes, o ex-jogador do Barnsley parece ser o mais experiente em uma defesa que também conta com o capitão da seleção galesa, Ashley Williams.

O jovem de 21 anos cresceu em autoridade tanto nas disputas aéreas quanto no chão, e traz um equilíbrio interessante para a defesa, devido ao seu ritmo e habilidade técnica.

Com Holgate de titular, o Everton está consideravelmente melhor equipado para negar qualquer pressão alta dos adversários e também é muito menos provável que ceda transições rápidas.

Como tal, há um argumento a ser feito agora que a rotação, se for para acontecer, deve estar em torno de Holgate, com Williams, Keane e Jagielka competindo para jogar ao lado do camisa 30.

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Ao lado de Holgate, o vencedor da Copa do Mundo Sub-20, Jonjoe Kenny, também se tornou um jogador consistente da Premier League. Beneficiando-se da lesão de longo prazo do até então titular absoluto, Seamus Coleman, o prata da casa finalmente exala a confiança de um jogador que sabe que ele é bom o suficiente para jogar neste nível, depois do que foi um começo inseguro. Confortável defensivamente, principalmente no um contra um, e avançando sobre a sobreposição no ataque, Kenny também encontrou um defensor improvável do seu futebol: o ex-Liverpool Jamie Carragher.

Foto: Amedpost

“Eu estava gritando para ele ter uma chance com Koeman”, disse Carragher a Sky Sports. “Ele foi excelente no outro lado do campo [na vitória sobre o Swansea City]. Ele merece. Kenny está associado a ser forte defensivamente , mas ele ajudou o time a conseguir um gol”.

Agora, com o setor direito capaz de influenciar em ambos os extremos do campo, aliado à progressão de Kenny como parte de um sistema que cedeu apenas dois gols em seis jogos, tem significado que Coleman não precisa ter pressa para voltar.

Em vez disso, o tempo pode ser usado para garantir que o capitão da Irlanda esteja totalmente apto para um retorno – e, mesmo assim, há a dúvida sobre a titularidade imediata após a volta. De fato, o eixo Kenny-Lennon está se tornando uma das melhores parcerias do Everton nos últimos anos e funciona como um dos pontos fortes de uma equipe que anteriormente não tinha largura e penetração nos flancos.

O membro final do trio, Calvert-Lewin, lidera a linha de ataque soberbamente na ausência do melhor marcador da última temporada, Romelu Lukaku. Ainda há trabalho a ser feito em seu desempenho – ele ainda desperdiça muitas chances claras – mas o ex-atacante do Sheffield United marcou o gol da vitória na Copa do Mundo Sub-20 do verão passado e foi um incômodo aos zagueiros adversários.

Não só ele desempenhou um papel em 11 gols até agora nesta temporada, mas ele também tentou, perseguiu e tem feito o papel de pivô muito bem, segurando a bola para as chegadas de Rooney, Lennon e Sigurdsson. Ele deixa os defensores em maus lençóis, forçando-os a permitir o tempo necessário para trazer os companheiros para o ataque.

Foto: Reuters

No geral, as bases para a melhoria do trio foram efetuadas por David Unsworth, com Allardyce herdando a geração mais emocionante do clube desde 1998. No entanto, sob a tutela do primeiro, os três foram sacados do time. A experiência coletiva de permanecer na equipe durante períodos de baixa, fornecendo assim uma plataforma contínua de desenvolvimento, tem sido crédito do Big Sam.

Eles têm desafiado até o mito de que o treinador inglês tem relutância à jogadores jovens: “Holgate e Kenny são excelentes jogadores”, disse Allardyce recentemente à imprensa. “Acho que Jonjoe é um jovem proeminente na defesa, acho que seu domínio de bola é muito bom para a sua idade, seu posicionamento defensivo é excelente. […] Eles nos deram a segurança necessária para voltar a vencer”.

Não é nenhuma surpresa, então, depois de um elogio tão brilhante, que Kenny, Holgate e Calvert-Lewin se sentem perfeitamente em casa na gestão de Allardyce – e poderiam até ser descritos como engrenagens importantes no sistema do novo técnico.

Adicione o potencial de Tom Davies, Ademola Lookman, Nikola Vlasic e o excesso de jogadores sub-23 em empréstimo, e o futuro parece ser incrivelmente brilhante para um clube ainda em uma encruzilhada, na medida em que sua própria estratégia tem gerado preocupação.

Sob Ronald Koeman, muitas vezes foi sentido como se houvesse uma desconexão entre filosofias de curto e longo prazo no Goodison Park. O investimento veio para impulsionar rapidamente o Everton para os seis primeiros lugares da liga, mas, ao fazê-lo, o time de Liverpool se afastou do que os faz notar como um clube.

Agora, com o seu lugar na Premier League aparentemente seguro – eles estão, afinal, há 10 pontos do primeiro time na zona de rebaixamento – uma decisão terá que ser tomada em janeiro quanto às contratações. Os jovens devem ser privilegiados, ou a visão de Farhad Moshiri só pode ser realizada por adições de nomes importantes?

No entanto, independente do que acontecer na janela de transferências, o progresso de Kenny, Holgate e Calvert-Lewin mostra que os jovens do Everton são mais uma vez causa de inveja para os times da Premier League.

Matéria originalmente escrita por Patrick Boyland, do TheSportsman. Para conferir o texto em inglês, clique aqui.

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Defensor assíduo do futebol inglês

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