O jejum de títulos mundiais da Inglaterra já dura 51 anos, desde a conquista da Copa de 1966, quando a seleção jogou em casa. Durante esse período, o país colecionou eliminações desastrosas nos torneios seguintes e perdeu moral no cenário internacional.

Mas o que explica essa terrível fase nas Copas, considerando as excelentes gerações de jogadores ingleses dos últimos anos?

De fato, os países campeões desde 1966 foram concorrentes de peso para a seleção inglesa, mas as posições alcançadas nas competições anteriores não reflete a qualidade dos atletas do país.

Para evitar mais um ano de lamentações em 2018, o trunfo inglês se revela nos jovens talentos que se valorizam cada vez mais na principal competição do país.

Welbeck e Rooney: titulares em 2014, mas atualmente sem espaço na seleção inglesa (Foto: AP Photo/Matt Dunham)

Dos remanescentes do time titular da seleção inglesa na Copa de 2014, apenas cinco foram convocados pelo técnico Gareth Southgate para as últimas duas partidas das Eliminatórias Europeias para o Mundial da Rússia: Sturridge, Hart, Sterling, Cahill e Henderson.

Em 2014, o time, que era comandado por Roy Hodgson, conquistou apenas um ponto, com duas derrotas e um empate.

Depois do fracasso no Brasil, a seleção passou por um processo de renovação dos convocados, mas a última participação na Eurocopa não foi diferente das anteriores. Eliminação de virada para a Islândia e treinador demitido.

Apesar da mais recente decepção em competições internacionais, a atual temporada da Premier League dá sinais de que os jogadores ingleses parecem estar mais preparados para formar um time competitivo na próxima Copa.

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A lista de Southgate para as Eliminatórias traz uma leva de atletas velozes, leves e bastante valorizados em seus clubes. Começando pela linha defensiva, protagonizada por Stones e Walker, dois dos defensores mais caros da história do futebol.

Os jogadores do Manchester City dividem a faixa do campo com Cahill, capitão do Chelsea, e Bertrand, que vem fazendo uma boa temporada atuando pelo Southampton.

O meio campo tem a liderança de Jordan Henderson, dono da braçadeira do Liverpool, e Eric Dier, peça fundamental no esquema do Tottenham. O quarteto ofensivo também é recheado de estrelas da primeira divisão inglesa.

A habilidade de Dele Alli pode oferecer uma boa combinação com a velocidade dos pontas, Rashford e Sterling, que têm sido decisivos nas partidas recentes dos clubes de Manchester.

No comando do ataque, Harry Kane continua demonstrando seu poder de fogo, sendo a grande estrela dos Spurs na atual temporada da Premier League.

Considerando o retrospecto desde a conquista de 66, é arriscado dizer que a Inglaterra pode conquistar a Copa da Rússia no ano que vem.

Mas é impossível negar que a geração escolhida para disputar o troféu tem condições que a credenciam a, pelo menos, superar as participações anteriores da seleção.

A presença de tantos jogadores jovens, criativos e respeitados pelas atuações como titulares nos maiores clubes do país é o grande combustível para que o English Team não repita o desempenho que já deixa os ingleses descrentes de uma conquista no Mundial.

A dupla Rashford e Sterling, que pode ser a titular na Copa de 2018 (Foto: Reuters/ Ed Skyes)

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