Em sua volta à Premier League na temporada 16/17, não restaram outras opções para o Burnley além da briga contra o rebaixamento. Os Clarets terminaram o campeonato na 16ª colocação, com 40 pontos – 6 a mais do que o Hull City, 18º colocado e rebaixado. Para a temporada seguinte, o cenário aparenta ser muito parecido, e o grande desafio da equipe será, novamente, lutar por uma permanência na elite do futebol inglês.

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O elenco teve uma grande baixa com a partida do jovem zagueiro Michael Keane, um dos destaques da equipe na temporada passada, que foi para o Everton por 25 milhões de libras. O Burnley, entretanto, ainda não gastou toda essa quantia com reforços. Até agora, a principal contratação é o volante Jack Cork, que chegou junto ao Swansea por 10 milhões de libras. Vieram também o lateral-esquerdo Charlie Taylor, do Leeds, e os veteranos Phil Bardsley e Jonathan Walters, do Stoke.

Tom Heaton: a muralha dos Clarets (Foto: Divulgação/Premier League)

No elenco comandado por Sean Dyche, o principal destaque do elenco é o goleiro Tom Heaton. Heaton teve uma temporada 16/17 fantástica, salvando 74.6% dos chutes em sua direção e com 10 jogos sem sofrer gol, segundo dados do Telegraph, que o listou como o terceiro melhor arqueiro da Premier League. O inglês de 31 anos fez partidas memoráveis contra Manchester United e Liverpool, e é a principal arma da equipe para não sofrer gols.

A maior força do Burnley é a sua casa, o estádio Turf Moor. Jogando como mandante, a equipe teve 10 vitórias e conquistou 34 dos seus 40 pontos no campeonato. Everton e Liverpool são dois times que foram ao estádio e saíram com derrota. A expectativa é que o Turf Moor continue sendo uma grande pedra no caminho dos adversários. E lugar em que a equipe conquistará a maior parte dos seus pontos.

Por outro lado, para que consiga escapar do rebaixamento, é necessário que o Burnley apresente uma considerável melhora nas partidas fora de casa. A única vitória como visitante só veio na 35ª rodada, contra o Crystal Palace, e esse número precisa aumentar. O ataque, que teve média de apenas 1.03 gols por jogo na última temporada, também é um setor que precisa de mais atenção.

O cenário realista para o Burnley será a briga na parte de baixo da tabela, surgindo como um forte candidato ao rebaixamento. Entretanto, o clube ainda pode agir no mercado de transferências, principalmente na busca por um atacante e um zagueiro para substituir Keane. Sean Dyche terá um enorme desafio – inclusive podendo perder o cargo no meio do caminho -, e contará com as defesas de Heaton e a pressão do Turf Moor para manter os Clarets na primeira divisão.

VEM

Jack Cork (Swansea City, 8m), Jonathan Walters (Stoke City, £3m), Phil Bardsley (Stoke City, £2m), Adam Legzdins (Birmingham, não revelado) e Charlie Taylor (Leeds United, não revelado).

VAI

Michael Keane (Everton, £25m), Joey Barton (dispensado), Paul Robinson (aposentadoria), George Boyd (Sheffield Wednesday, free-agent), Michael Kightly (Southend United, free-agent), George Green (dispensado), Josh Ginnelly (Lincoln City, empréstimo), Ntumba Massanka (Wrexham, empréstimo), Bradley Jackson (Southport, empréstimo), Tendayi Darikwa (Nottingham Forest, £1m), Rouwen Hennings (Fortuna Düsseldorf, free-agent), Chris Long (Northampton Town, empréstimo), Alex Whitmore (Bury, empréstimo) e Aiden O’Neill (Fleetwood Town, empréstimo).

AMISTOSOS

  • 14/Julho: Shamrock Rovers (fora) 0-4;
  • 22/Julho: Alfreton Town (fora) 2-3;
  • 22/Julho: Kidderminster Harriers (fora) 0-1;
  • 25/Julho: Preston North End (fora) 1-2;
  • 29/Julho: Nottingham Forest (fora) 1-1;
  • 01/Agosto: Celta Vigo (casa) 2-2;
  • 05/Agosto: Hannover 96 (casa) 1-0.

TIME-BASE

  • Heaton; Taylor, Mee, Tarkowski, Lowton; Brady, Cork, Defour; Walters, Vokes, Gray.

PALPITES

  • André Magalhães (PL Brasil): briga para não cair.
  • Rafael Oliveira (ESPN): meio de tabela.

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