O time do sul da Inglaterra vem fortalecido para essa temporada. Talvez nem tanto pelas contratações da janela, embora os que vieram – especialmente Nathan Aké e Asmir Begovic – sejam ótimas aquisições para o Bournemouth. Mas vem mais forte especialmente pela boa temporada no ano passado, quando terminaram em um honroso nono lugar, com o mesmo número de pontos do oitavo, Southampton.

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Os Cherries subiram para a elite da Liga pela primeira vez em sua história para jogar a temporada 15/16 e não caíram desde então. Ou seja, estão em uma seletíssima lista de clubes que nunca caíram da primeira divisão. A meta para a competição que começa nesta sexta-feira é permanecer na Premier League e tentar melhorar um pouco o rendimento para terminar mais acima na tabela.

Com apenas 39 anos de idade, Eddie Howe está desde 2008 no clube (Foto: Divulgação/Premier League)

Sempre tentando propor o jogo em seus domínios e apostando na velocidade dos contra-ataques nos jogos fora, a equipe está mais uma vez sob o comando de Eddie Howe, adorado pela torcida. É possível que nessa temporada várias formações táticas sejam usadas, assim como na última, desde três zagueiros até o 4-4-2 clássico.

Harry Arter, Steve Cook e Joshua King permanecem no Bournemouth e se mantiverem os bons níveis da última temporada vão dar trabalho para os rivais. Cook foi o zagueiro que mais deu as famosas “clareadas” com os pés (352) e com a cabeça (226) de todos os jogadores da última Premier League, além de ser um dos pouquíssimos atletas a jogar todos os 3420 minutos possíveis do campeonato. Arter, por sua vez, foi o 13º que mais deu passes em 16/17, mais do que jogadores como Eric Dier, Christian Eriksen, Nemanja Matic e Kevin de Bruyne. Já King vem como o grande jogador de velocidade, habilidade e poder de finalização, tendo anotado 16 gols.

Com 55 gols marcados e 67 sofridos, o aspecto mais importante a ser trabalhado para a temporada está exatamente no equilíbrio da equipe. O ataque precisa melhorar e, para isso, é necessário mais opções de jogadores para trazer mais velocidade e bons passes do meio para frente. Apostar em mais um ou dois zagueiros e meias defensivos seria importante. Algum jogador de renome poderia ser interessante em um elenco praticamente desconhecido.

Pela evolução da equipe, é provável que seus torcedores e principalmente Eddie Howe estejam sonhando com uma vaga em competições europeias. Um sétimo lugar os classificaria para a fase preliminar da Liga Europa e seria um quase um conto de fadas para o modesto mas aguerrido time praiano.

VEM

Asmir Begovic (Chelsea, £10m), Jermain Defoe (Sunderland, free-agent), Nathan Aké (Chelsea, £20m) e Connor Mahoney (Blackburn Rovers, não revelado).

VAI

Mark Travers (Weymouth, empréstimo), Ryan Allsop (Blackpool, empréstimo), Jordan Lee (Torquay United, empréstimo), Lewis Grabban (Sunderland, empréstimo), Sam Surridge (Yeovil Town, empréstimo) e Ben Whitfield (Port Vale, empréstimo).

AMISTOSOS

  • 15/Julho: Estoril (fora) 1-2;
  • 22/Julho: Portsmouth (fora) 1-2;
  • 29/Julho: Queens Park Rangers (fora) 0-1;
  • 30/Julho: Valencia (casa) 0-1;
  • 02/Agosto: Yeovil Town (fora) 1-3;
  • 06/Agosto: Napoli (casa) 2-2.

TIME-BASE

  • Begovic; Smith, Cook, Francis, Aké; Fraser, Arter, Surman, Pugh; King, Afobé.

PALPITES

  • Paulo de Faria (PL Brasil): meio de tabela.
  • Victor Canedo (GloboEsporte): meio de tabela.

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1 COMMENT

  1. Apesar da posição ano passado, ainda considero um time que não tem ainda chance de chegar numa liga Europa mas sim que vá brigar pra se manter, mas com boas chances de continuar na PL, principalmente pela forma de jogar em casa, porque fora é um presa fácil. Gosto muito do futebol do Arter, mais até do que do King, e o Aké sempre que joga se apresenta bem.

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