A temporada 2017-2018 promete ser mais uma montanha-russa de emoções para os torcedores do Manchester City na UEFA Champions League. As campanhas recentes provam que as tentativas do clube azul em conquistar o título da maior competição europeia sempre foi marcado por batalhas e, na atual edição, não será diferente. Os rivais europeus se movimentaram bem no mercado, fortaleceram seus elencos e aparecem como adversários de peso na trajetória. Mas o City aposta em alguns fatores para acreditar que, enfim, pode alcançar o topo do futebol no continente.

Em edições anteriores da Champions, os Citizens coletaram algumas frustrações, mas as últimas duas campanhas mostram que o clube vem formando a “casca” necessária para quem quer chegar ao título. Nas temporadas 2011-2012 e 2012-2013 as atuações irregulares do time provocaram eliminações arrasadoras na fase de grupos. As duas campanhas seguintes colocaram o clube à frente do Barcelona, que venceu os quatro jogos do mata-mata e acabou com o sonho inglês. O melhor resultado da história do City na competição veio na campanha de 2015-2016, quando passou pelo PSG nas quartas de final e chegou à semi, mas foi derrotado pelo Real Madrid, que foi o campeão naquele ano.

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Embalado pela participação histórica anterior, as expectativas se elevaram para a primeira Champions sob o comando de Pep Guardiola. Mas a adaptação do treinador espanhol ao clube não foi imediata e o time não se ajustou como o esperado. Com atuações inconstantes e a perda de reforços importantes por lesão, como Gabriel Jesus e Gundogan, o City foi eliminado pelo Mônaco nas oitavas de final, depois de um jogo emocionante na casa do clube francês. Considerando o atual início de temporada na Premier League, é possível perceber um elenco mais completo, com opções mais interessantes que as do ano anterior, e um time que parece mais acostumado ao estilo de jogo implantado por Guardiola.

Ao contrário das campanhas recentes, o City encontra em 2017 um grupo favorável à sua classificação na fase inicial. Para chegar às oitavas, terá que passar por Feyenoord, Napoli e Shakhtar Donetsk. Um dos principais trunfos do time para conseguir uma boa campanha no torneio é o esquema tático que tem se mostrado eficiente nas primeiras partidas na liga inglesa: o 3-5-2. As contratações de Benjamin Mendy e Kyle Walker ofereceram a Guardiola uma versatilidade de elenco essencial para aplicar este sistema, que requer uma grande obediência tática dos jogadores e preza a criação de jogadas com uma intensa exploração ofensiva nas laterais do campo. Quem olha para a escalação do time nas primeiras partidas da Premier League pode se espantar com a quantidade de jogadores habilidosos e leves do meio-campo ao ataque, mas até o momento o conjunto não demonstrou estar desequilibrado defensivamente. Além disso, o aproveitamento do ataque tem sido animador, com 10 gols marcados em 4 jogos na liga.

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Os principais dilemas táticos do elenco estão sendo resolvidos gradualmente, e as opções parecem mais claras para Pep. A parceria entre Aguero e Gabriel Jesus tem funcionado bem, com os dois jogadores trocando de posição constantemente e ocupando diversas regiões do campo de ataque. A movimentação dos dois centroavantes, que se caracterizam pela velocidade e pela habilidade nos toques, tem ajudado na composição do corpo ofensivo do time, que conta com a participação do primeiro volante, Fernandinho, e as enfiadas de bola precisas de David Silva e Kevin de Bruyne. O avanço dos alas pelos flancos do campo permite que o time preencha toda a amplitude do campo e que a recomposição seja facilitada quando a bola é perdida, porque a proximidade entre os jogadores favorece as roubadas de bola e dificulta os contra-ataques do adversário. Além dessa estrutura, que tem sido a base da equipe nas primeiras apresentações da temporada, as opções do banco de reservas oferecem ao treinador a possibilidade de experimentar alternativas interessantes para as situações difíceis que possa encontrar nas partidas. Alguns exemplos são os testes de Danilo entre os três zagueiros, de Bernardo Silva em uma posição livre no meio e de Leroy Sané na ala-esquerda.

A variedade técnica e tática que Pep tem à disposição tem como causa a boa atuação do City na janela de transferências. Apesar dos gastos exorbitantes, que ultrapassaram os 240 milhões de euros, o perfil das contratações deixa claro que elas fazem parte de um processo de renovação do elenco para os próximos anos. Para o gol veio Ederson, que se destacou no Benfica e pode permanecer no clube de Manchester por várias temporadas, caso repita seu nível de atuação na liga portuguesa. A lateral esquerda está ocupada por Mendy, que aos 23 anos aparece como uma das principais revelações da posição nos últimos anos. E o setor ofensivo do meio-campo ganhou o talento de Bernardo Silva, a joia portuguesa que foi decisiva para que o Mônaco eliminasse o City na última campanha europeia. A composição atual mostra a juventude escancarada no DNA do elenco, que também conta com os jovens Gabriel Jesus, Sterling, Sané, Phil Foden, Stones e companhia.

Essa mistura que marca o atual grupo de jogadores forma um conjunto que pode aliar a energia e a criatividade dos jovens atletas e a malandragem de figuras experientes do cenário do futebol europeu, como Yaya Touré, Fernandinho, Kompany, David Silva e Aguero, para chegar longe na Champions. Resta saber se o City vai conseguir desenvolver um padrão de jogo tão refinado ao ponto de competir em igualdade com grandes elencos da competição, como Real Madrid, PSG e Bayern. O que não se pode negar é o conteúdo técnico e tático do clube inglês, que tem vários motivos para deixar o seu torcedor empolgado com o sonho de um título que, há alguns anos, parecia ser inconcebível no lado azul de Manchester.

ELENCO DO MANCHESTER CITY PARA A UCL 17/18

Claudio Bravo, Ederson, Aro Muric, Danilo, Vincent Kompany, Eliaquim Mangala, Benjamin Mendy, Nicolas Otamendi, John Stones, Kyle Walker, Fabian Delph, Kevin De Bruyne, Fernandinho, Ilkay Gundogan, Leroy Sane, Raheem Sterling, Bernardo Silva, David Silva, Yaya Toure, Sergio Aguero e Gabriel Jesus.

Grupo F – Feyenoord, Manchester City, Napoli e Shakhtar Donetsk

13/09 – Feyenoord x Manchester City – fora de casa – 15h45 (de Brasília)

26/09 – Manchester City x Shakhtar Donetsk – em casa – 15h45 (de Brasília)

17/10 – Manchester City x Napoli – em casa – 16h45 (de Brasília)

1º/11 – Napoli x Manchester City – fora de casa – 17h45 (de Brasília)

21/11 – Manchester City x Feyenoord – em casa – 17h45 (de Brasília)

06/12 – Shakhtar Donetsk x Manchester City – fora de casa – 17h45 (de Brasília)

PALPITES

Érico Mafra (PL Brasil): Semifinais

Victor Canedo (Globoesporte.com): Semifinais

Fernando Campos (Esporte Interativo): Semifinais

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