Por se tratar da competição de futebol mais antiga do mundo, a FA Cup obviamente possui muitos momentos marcantes ao longo das suas edições. Em 145 anos de história, milhares de atletas perfilaram pelos gramados ingleses em busca da taça do torneio.

Entre craques, viradas, golaços e lendas, selecionamos sete momentos marcantes nos últimos anos da competição, que é uma das mais charmosas do planeta bola.

 

Cantona decide contra os “Spice Boys” (1996)

A final da temporada 1995/96 foi entre uma das maiores rivalidades da Inglaterra. O Manchester United havia sido campeão da Premier League e contava com o lendário time de Alex Ferguson. Já o Liverpool, vice-campeão nacional, tinha no elenco os “Spice Boys”, apelido dado pela imprensa ao grupo formado por Robbie Fowler, David James, Steve McManaman, Jaso McAteer e Jamie Redknapp, que chamavam as atenções dentro e fora dos gramados. Na partida, brilhou a estrela de Eric Cantona, que marcou o gol do título aos 40 minutos do segundo tempo.

 

A arrancada de Ryan Giggs (1999)

Vivendo tempos áureos, Arsenal e Manchester United fizeram dois grandes confrontos pela semifinal em 1999. Com craques como Bergkamp, Beckham, Viera e Sheringham em campo, a partida foi bastante parelha e decidida apenas na prorrogação do segundo jogo. E o gol da classificação dos Red Devils foi uma verdadeira pintura de Ryan Giggs, que roubou a bola antes do meio campo e arrancou até a meta adversária, classificando a equipe para a final daquele ano.

 

A mágica de Zola (2002)

Se engana quem pensa que antes da era Abramovich o Chelsea era um mero coadjuvante. No fim dos anos 90 e início dos anos 2000 o clube brigava constantemente por títulos, e o grande nome daquela equipe era o italiano Gianfranco Zola. Em 2002, aos 35 anos, ele já não se mostrava o mesmo jogador, ficando muitas vezes no banco dos Blues. Mas com apenas um toque de magia, aos 63 minutos em um jogo contra o Norwich, o italiano lembrou a todos o seu brilho.

 

A incrível virada do Manchester City contra o Tottenham (2004)

Um jovem Joey Barton fazendo o que sabia de melhor: criar confusão. Primeiro um amarelo por falta dura, e, em seguida, o vermelho por reclamação após o juiz apitar o fim do primeiro tempo. Antes disso, o Tottenham já vencia por 3 a 0, com gols de Ledley King, Robbie Keane e Christian Ziege. Tudo parecia perdido para o Manchester City, que buscou forças para fazer um segundo tempo perfeito e protagonizar, com um jogador a menos, uma das maiores viradas da história da competição. Vitória por 4 a 3 em pleno White Hart Lane, com gols de Sylvain Distin, Paul Bosvelt, Shaun Wright-Phillips e Jon Macken.

 

A bomba de Gerrard (2006)

Uma das finais mais memoráveis foi disputada em 2006. Amplo favorito, o Liverpool encontrou muitas dificuldades diante do West Ham, que mostrou saber anular as principais armas do adversário. Dominando a primeira parte, os Hammers abriram 2 a 0 antes mesmo dos 30 minutos de jogo. Impondo a sua tradição e poderio de viradas, o Liverpool empatou com Cissé e Gerrard. Pouco depois, Kochensky marcou um gol “sem querer” e recolocou os londrinos na frente. Quando tudo parecida perdido, Gerrard acertou um belíssimo chute da intermediária, empatando o jogo aos 46 da segunda etapa. Nos pênaltis, os Reds levaram a taça.

 

O retorno de Henry (2012)

A história de Thierry Henry no Arsenal todos conhecem. Maior artilheiro da história do clube em sua primeira passagem, o francês retornou aos Gunners em 2012 para passar um pequeno período emprestado pelo New York Red Bull, enquanto a MLS estava de férias. Aos 34 anos, o dono da camisa 12 saiu do banco e precisou de apenas 11 minutos para marcar em sua reestreia, levando a torcida ao delírio e garantindo a vitória do time londrino sobre o Leeds.

 

O heroico título do Wigan (2013)

Mais uma das histórias comparadas a “Davi e Golias” proporcionadas pelo futebol. Com um time bem inferior e o rebaixamento praticamente decretado na Premier League, o Wigan encarou na final de 2013 o poderoso Manchester City. Jogando no contra-ataque, os Latics suportaram a pressão dos Citizens até a expulsão de Pablo Zabaleta. Com um a mais o time foi pra cima e, aos 46 minutos do segundo tempo, Ben Watson anotou o gol da maior conquista da história do clube.

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