Conforme os clubes ingleses da Premier League alinham novos acordos de televisão a cada três anos, uma quantidade ainda mais assustadora de dinheiro entra nos cofres dos mesmos. Grande parte dos investimentos das equipes passam a movimentar o mercado de transferências, alcançando valores há até pouco tempo inimagináveis por alguns jogadores.

No entanto, ao longo dos últimos anos, muitos clubes passaram a reformar seus próprios estádios ou comprar novas casas. Os investimentos pesados configuram uma mudança significativa no futebol inglês. A tendência, a médio-longo prazo, é que a média de público aumente ainda mais.

West Ham Olympic Stadium

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Confira as mudanças nos estádios de alguns dos principais clubes ingleses:

Arsenal – Deixou o Highbury, sua primeira e antiga casa, entre 1913 a 2006, quando o local foi transformado em um conjunto de apartamentos. Os Gunners deixaram um estádio de 38 mil assentos para o Emirates, de 60 mil.

Bournemouth – Dono do menor estádio da Premier League, com capacidade para menos de 20 mil pessoas, os Cherries buscam uma nova área para construir um estádio para a temporada 2020/2021.

Chelsea – O clube recebeu permissão para expandir o Stamford Bridge para 60 mil lugares. As reformas devem ser concluídas na temporada 2021-2022.

Crystal Palace – O clube quer aumentar a capacidade do Selhurst Park para 32 mil pessoas – hoje é de 26 mil -, reformando o setor Main Stand. Acontece que a área desejada para ocupar pertence ao supermercado Sainsbury’s, e a empresa faz jogo duro para negociar a venda.

Everton – Em março, o Everton costurou um acordo com a prefeitura da cidade para construir um novo estádio – deve custar cerca de 300 milhões de libras – na região das docas, perto do rio Mersey. Não há ainda previsão para a conclusão das obras.

Leicester – Em julho de 2016, o dono do Leicester revelou o desejo de aumentar a capacidade do King Power Stadium, mas desde então não se discutiu mais a ampliação do estádio.

Liverpool – Depois de uma recente reforma com o New Main Stand, o Liverpool, através do Fenway Sports Group, estuda e projeta o aumento da capacidade do estádio para 60 mil lugares no futuro. A viabilidade financeira das obras ainda está sendo analisada.

Manchester City – O Manchester City estuda a possibilidade de aumentar a capacidade do Etihad Stadium de 55 para 61 mil pessoas.

Manchester United – O clube considera a possibilidade de aumentar o “Teatro dos Sonhos” de 75 para 88 mil lugares.

Southampton – Não há previsão de reformas ou construção de um novo estádio.

Stoke City – O bet365 stadium – antes chamado de Britannia Stadium – deve ter capacidade para 30 mil lugares para a temporada 2017/2018, após reformas no estádio que começaram a ser realizadas. 17 mil assentos serão substituídos.

Swansea – Os novos donos americanos dos Swans planejam assumir o comando do Liberty Stadium, administrado hoje pelo Conselho da cidade, e aumentar a capacidade do local, que conta com apenas 21 mil assentos.

Tottenham – Os Spurs se despediram do histórico White Harte Lane no fim dessa temporada, e as obras para a nova casa já estão a todo vapor – no mesmo local. Serão mais de 61 mil lugares no estádio que deve ficar pronto no fim de 2018.

West Brom – Martin Goodman, diretor executivo do clube, acredita que a demanda por uma expansão no The Hawthorns, que não figura entre as melhores médias de público, só deve acontecer nos próximos quatro a cinco anos.

West Ham – O West Ham integra o time dos que passaram a ter uma nova casa. Os Hammers deixaram o Boleyn Ground em 2016 e assumiram o Estádio Olímpico (Olympic Stadium), construído para as Olimpíadas de Londres em 2012.

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